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Dissertações/Teses

2020
Descrição
  • KATIA SILENE SOUSA CARVALHO
  • Sequenciamento de nova geração para identificação de fatores de virulência em isolados de Leishmania infantum.
  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 26/06/2020
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  • O parasita Leishmania infantum é o agente causador da leishmaniose visceral, doença infeciosa que atinge países das regiões tropicais e subtropicais do mundo, entre eles o Brasil. Na região Nordeste do país se destacam os estados do Piauí e Maranhão, com elevado número de casos. Interações entre hospedeiro e parasita deflagram a patogênese da doença e ambos contribuem para o desenvolvimento da mesma. Os avanços na tecnologia do sequenciamento de nova geração permite a comparação genômica entre isolados de Leishmania e a identificação de variantes que possam estar associadas à virulência do patógeno. Vários componentes microbianos, fatores de virulência, são determinantes para o desenvolvimento da virulência por facilitar a entrada e a evasão das defesas do hospedeiro, favorecer a replicação, neutralização da resposta imune e a capacidade de adquirir nutrientes e sentir as mudanças do meio ambiente. Variações encontradas nestes fatores de virulência constituem alvos para a produção de medicamentos e desenvolvimento de vacinas contra a doença. Após a verificação de que existe um fator intrínseco ao parasita, que permite ao parasita a multiplicação diferencial in vitro para diferentes desfechos da doença, utilizou-se a Plataforma Illumina de Sequenciamento de Nova geração, para sequenciar 30 genomas de Leishmania infantum originados dos estados do Piauí e Maranhão. Estes genomas foram analisados descritivamente quanto a quantidade de variações (SNPs e InDels) quando comparados ao genoma de referência. O tipo de região do genoma e o impacto que causam também foram descritos, além da estruturação populacional. Os resultados mostraram que a quantidade entre os tipos de variantes foram semelhantes entre os isolados, com média de 1.188 SNPs, 1.194 inserções e 1.132 deleções. Destas, a maioria estavam presente em regiões intergênicas do genoma e tinham impacto modificador. As análises de ploidia mostraram aneuploidia, característica da espécie, e a análise de estruturação genética mostrou a presença de duas populações de Leishmania entre os estados do Piauí e Maranhão. Os dados revelam que existe uma diferenciação entre isolados que pode ser explorada para a identificação de mutações associadas à virulência do parasita que influencia a patogênese da doença. A identificação dos SNPs associados à quantificação da citocina IL-6, citocina inflamatória associada à gravidade da leishmaniose visceral, realizada utilizando inteligência artificial e estatística clássica, demonstrou a existência de cinco SNPs associados com os desfechos de 100 pg/mL e 300 pg/mL de IL-6, simultaneamente, sendo, portanto fortes candidatos a fatores de virulência de L. infantum relacionados a uma das vias de resposta inflamatória da doença.

  • NAYARA ALVES DE SOUSA
  • Atividade biológica de novas ocellatinas, uma classe de peptídeos obtidos a partir da secreção cutânea da rã Leptodactylus vastus
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 05/06/2020
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  • A secreção cutânea dos anfíbios é uma fonte natural de peptídeos bioativos com potencial para aplicações biotecnológicas e efeitos farmacológicos diversos. Portanto, este estudo objetivou caracterizar, bem como  investigar os peptídeos obtidos a partir da secreção cutânea do anfíbio Leptodactylus vastus como uma fonte de moléculas bioativas por meio da avaliação da atividade antibacteriana e antioxidante com aplicação  neuroprotetora. Inicialmente, espécies adultas de L. vastus foram manualmente capturadas na Região do Delta do Parnaíba, Ilha Grande, Piauí, Brasil. A secreção cutânea foi extraída com uma estimulação elétrica (9 V) e a seguir o extrato total liofilizado foi purificado por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência de Fase  Reversa. O peso molecular foi confirmado usando espectroscopia de massa do tipo MALDI-TOF/TOF. A  confirmação de suas sequências de aminoácidos foi realizada por degradação de Edman e depois foram  manualmente sintetizados em fase sólida utilizando a estratégia Fmoc (9-fluorenilmetoxicarbonil). A
    estrutura secundária dos peptídeos foi analisada por dicroísmo circular. A atividade antibacteriana dos  peptídeos foi analisada contra estirpes de Escherichia coli ATCC 25922 e Staphylococcus aureus ATCC  25923. Além disso, foi avaliado o potencial antioxidante in vivo em hipocampo de camudongos com  determinação dos níveis de marcadores do estresse oxidativo como malondialdeido (MDA), glutationa (GSH), nitrito e superóxido dismutase (SOD). Foi analisada a capacidade dos peptídeos em inibir a ativação de NF-kB induzida com lipopolissacarideo (LPS) em micróglia. A seguir, neurônios hipocampais foram  incubados com o meio condicionado com micróglia tratada com LPS na presença dos peptídeos. Além disso, a atividade hemolítica foi testada usando hemácias humanas, de forma que a morfologia dessas células foi confirmada pela técnica de Microscopia de Força Atômica. Os resultados mostram que os peptídeos obtidos possuem as sequências de aminoácidos GVVDILKGAAKDLAGH e GVVDILKGAAKDLAGHLASKV, com massa monoisotópica de [M + H] ± = 1563.8 Da e [M + H] ± = 2062.4 Da, respectivamente. As moléculas foram caracterizadas como sendo peptídeos da classe das ocellatinas e foram nomeados como Ocellatina-K1(1-16) e Ocellatina-K1(1-21). Tais peptídeos tendem a possuir uma formação de alfa-hélice na presença de 2,2,2-trifluoroetanol. A busca por atividade biológica revelou que Ocellatina-K1(1-16) e Ocellatina-K1(1-21)  possuem fraca atividade antibacteriana. Contudo, o tratamento dos camundongos com tais ocellatinas in vivo reduziu o conteúdo de nitrito e a formação de MDA. Além disso, a atividade enzimática de SOD e a  concentração de GSH foram aumentadas no hipocampo de camundongos. As ocellatinas foram efetivas em inibir a ativação de NF-kB na micróglia. Ambos os peptídeos reduziram o estresse oxidativo em neurônios hipocampais. Tais ocellatinas demonstraram baixa citotoxicidade em hemácias humanas. Em conclusão,  estas observações sugerem que Ocellatina-K1(1-16) e Ocellatina-K1(1-21) podem formar a base para a descoberta e desenvolvimento de novos agentes que podem controlar a produção de EROs e a ativação microglial, a fim de tratar ou prevenir o estresse oxidativo associado a doenças neurológicas.

  • ALDENORA MARIA XIMENES RODRIGUES
  • Estudos não clínicos da Riparina B em modelos in silico, in vitro e in vivo com foco no tratamento da Doença de Alzheimer
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 27/04/2020
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  • A pesquisa e desenvolvimento (P&D) de medicamentos é constituída por uma série
    de etapas complexas que culmina na descoberta e síntese de moléculas com
    potencial farmacológico e a sua correlação com sítios biológicos específicos. Dos
    diversos processos patológicos onde a biotecnologia e o uso de biomoléculas
    podem ser aplicados, encontram-se as doenças neurodegenerativas, em especial na
    principal causa de demência do mundo, a doença de Alzheimer (DA). Uma
    substância promissora para ser utilizada com foco na DA é a riparina B, molécula
    sintética criada a partir das riparinas naturais advindas da espécie Aniba riparia
    (Nees) Mez, que apresentam diversas atividades farmacológicas, tais como
    atividade antidepressiva, ansiolítica, prevenção e reversão de memória. O objetivo
    do estudo foi realizar a avaliação in silico e in vitro da riparina B, com foco no
    tratamento da Doença de Alzheimer, além de determinar seu potencial toxicológico
    por meio de ensaios padronizados. A avaliação in sílico foi realizada a fim de
    informar dados sobre os parâmetros físico-químicos, farmacocinéticos e
    farmacodinâmicos da molécula de Riparina B por meio dos softwares Pre-ADMET,
    SwissADME, Molinspiration e PASS on line, onde observou-se que a rip B se
    encaixou nas características de fármacos no perfil druglikeness, com propriedades
    farmacocinéticas adequadas aos padrões e atividades preditas in silico dentro do
    escopo para o tratamento da DA. A partir desses resultados, realizou-se uma
    prospecção de publicações sobre docagem molecular, a fim de analisar os alvos
    bioquímicos de estudos in silico com foco no tratamento da DA. Dos 94 artigos
    analisados, as principais estruturas encontradas que desempenham importantes
    funções e são promissores alvos moleculares para o desenvolvimento tecnológico
    de novos fármacos são as enzimas Acetilcolinesterase, BACE-1, Monoaminoxidase
    A e B, constituindo-se em um excelente ponto de partida para futuros estudos de
    docagem molecular com a riparina B. Desta forma, buscou-se avaliar a riparina B
    quanto a atividade inibidora da AChE in vitro seguindo a metodologia descrita por
    Ellman et al. (1961), adaptada por Rhee et al. (2001). Os resultados apontam que a
    riparina B demonstrou ser promissora quanto à inibição da acetilcolinesterase,
    inibindo 41,3% da atividade da enzima acetilcolinesterase na maior concentração
    testada. Diante dos resultados relevantes apresentados, avaliou-se a toxicidade na
    riparina B em protocolos in silico e in vivo, com intuito de assegurar o uso em
    formulações farmacêuticas. Na metodologia in sílico fez-se uso de softwares CLC-
    Pred, ROSC-Pred e GUSAR, enquanto nos métodos in vivo utilizou-se o bioensaio
    de citotoxicidade em Artemia salina, além do protocolo de toxicidade aguda nº 423
    da OECD. Nos testes in sílico e in vivo, os resultados apontaram que a rip B possui
    uma DL 50 maior que 2000mg/Kg, categorizada como classe 5, por via oral, além de
    que apresentou CI 50 de 702,1μg/mL, considerando-se atóxica. Sendo possível
    concluir que a riparina B caracteriza-se como uma molécula de baixa toxicidade e
    com relevantes propriedades químicas, farmacocinéticas e farmacodinâmicas, sendo
    que por predição in sílico e teste in vitro pode ser direcionada ao tratamento da
    doença de Alzheimer.

  • OSKAR ALMEIDA SILVA
  • DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DE EXTRATOS VEGETAIS E AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE LEISHMANICIDA IN VITRO
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 20/04/2020
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  • As leishmanioses são doenças causadas por parasitas protozoários pertencentes ao gênero Leishmania, que se manifestam desde lesões cutâneas até a forma visceral, de maior morbidade e mortalidade. Segundo a Organização Mundial as Saúde, 350 milhões de pessoas habitam em áreas de risco para infecção, são previstos em todo o mundo um aumento crescente, sendo esperado de 1.0 a 1.5 milhões de novos casos de leishmaniose tegumentar e 500 mil casos de leishmaniose visceral. Os principais recursos usados no tratamento das leishmanioses são baseados em antimoniais pentavalentes, tratamento que possui diversas limitações como efeitos colaterais severos devido à toxicidade, surgimento de cepas resistentes, longo período de tratamento e vias de aplicações dos fármacos intramuscular ou endovenosa. Desta forma é notória a necessidade da identificação de novos tratamentos para as leishmanioses como alternativas economicamente mais viáveis, como bioprodutos a bases de produtos naturais. O presente trabalho buscou padronizar a produção de extratos vegetais de Chenopodium ambrosioides, Boerhavia diffusa, Cecropia peltata, Jatropha curcas e Aloe arborescens para a avaliação da atividade leishmanicida in vitro frente a formas promastigotas de Leishmania amazonensis. Para tanto foram avaliados o desempenho do processo extrativo, otimizando os parametros como método, liquido extrator e tempo. Essa combinação foram sumetida a um planejamento experimental a partir do modelo quadrático fatorial completo com 2 níveis, totalizando 9 experimentos para cada tipo de extração. Os extratos fluidos aquosos e hidroalcoólicos das plantas utilizadas foram caracterizados quanto às propriedades físico-químicas: resíduo seco, pH, densidade, atividade antioxidante in vitro, perfil fitoquímico qualitativo (flavonóides, taninos, alcaloides e saponinas), perfil fitoquímico quantitativo (fenólicos totais e flavonoides totais), Cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE). Os extratos fluídos foram sumetidos a secagem por aspersão em aparelho de spray dryer. Tanto as obtenções dos extratos fluídos como os extratos secos tiveram os seus processos padronizados em temperatura de entrada 120℃ e fluxo de alimentação em 3 ml/min. Os resultados evidenciaram os melhores parâmentros, sendo possível a padronização físico-química dos extratos fluídos e secos (aquosos e hidroalcoólicos). A padronização da produção de extratos é uma etapa importante para garantir a qualidade de novos produtos à base de plantas, possibilitando a homogeneidade das propriedades físicas, químicas e farmacológicas. Os extratos padronizados foram avaliados quanto à atividade leishmanicida in vitro utilizando a forma promastigota de Leishmania amazonesis. Os resultados obtidos servem como base para o desenvolvimento de potenciais fitomedicamentos para o tratamento das leishmanioses.

  • THIAGO DE SOUZA LOPES ARAÚJO
  • Biopolímero extraído de Anadenanthera colubrina var. Cebil (griseb.) Altschul (goma do angico) exerce potencial terapêutico em camundongos: Caracterização química, atividade antidiarreica e avaliação da toxicidade aguda
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 12/03/2020
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  • Os biopolímeros extraídos de árvores nativas do nordeste brasileiro têm sido extensivamente
    estudados por suas diversas potencialidades biotecnológicos e atividades biológicas. Assim, o
    objetivo deste estudo foi avaliar as características químicas, potencial antidiarreico e a
    toxicidade aguda da goma do angico (GA), um biopolímero obtido a partir do exsudato de
    Anadenanthera colubrina var. cebil (Griseb.) Altschul (angico vermelho), em camundongos. A
    caracterização química da GA foi realizda por meio de espectroscopia no infravermelho com
    transformada de Fourier (FT-IR), além da determinação da massa molar, analise elementar,
    potencial zeta, solubilidade e grau de impureza. Testes de toxicidade exploratória aguda foram
    conduzidos de acordo com a diretriz 423 da OECD, com adaptações. Para a avaliação do
    potencial antidiarreico da GA (30, 60 e 120 mg/kg), foi utilizado o modelo de diarreia e
    acúmulo de fluido intestinal (enteropooling) induzido por óleo rícino (10 ml/kg, v.o.) além do
    modelo de enteropooling induzido por PGE 2 (100 µg/kg, v.o.). Os efeitos de GA (60 mg/kg,
    v.o.) no trânsito gastrointestinal e na atividade Na+-K+-ATPase foram também examinados. A
    participação opioide e colinérgica da GA no trânsito gastrointestinal foi investigada usando
    naloxona (2 mg/kg, s.c.; antagonista opioide) e betanecol (3 mg/kg, i.p.; agonista colinérgico),
    respectivamente. O efeito da GA (60 mg/kg, v.o.) sobre as contrações induzidas por agonistas
    (carbacol e KCl) em jejuno-íleo isolado também foi avaliado. Subsequentemente, investigou-se
    o efeito da GA (60 mg/kg, v.o.) na diarreia secretora induzida pela toxina da cólera (TC) e
    Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC). A GA foi também avaliada quanto à sua capacidade
    em estimular a absorção de fluidos em alças intestinais isoladas e interagir com receptores GM1
    utilizando ensaio de ELISA. No FT-IR a GA mostrou bandas nas regiões de 1608 cm -1 , 1368
    cm -1 e 1029 cm -1 , que se relacionam a vibração das moléculas de água O-H, a vibração de
    deformação das bandas de CO e a vibração das bandas CO do polissacarídeo, respectivamente,
    todos relevantes para ligações glicosídicas. O pico de massa molar da GA foi de 1,89 x 10 5
    g/mol com o potencial zeta indicando eletronegatividade. A GA também demonstrou alto
    rendimento e solubilidade, com baixo grau de impureza. Nos testes de toxocidade exploratória a
    GA não induziu nenhuma alteração. A GA (60 e 120 mg/kg) reduziu significativamente
    (P<0,05) a severidade da diarreia (61,1% e 73,3%, respectivamente), diminuindo a frequência
    de defecação e a quantidade total de fezes diarreicas produzidas com a administração de óleo de
    rícino. O acúmulo de fluido intestinal também foi reduzido pelo pré-tratamento com GA (60 e
    120 mg/kg) (56,7% e 59,3%, respectivamente). A presença de GA (60 mg/kg) no intestino
    aumentou a atividade da Na + -K + -ATPase nos enterócitos e reduziu significativamente o trânsito
    gastrointestinal (43,6%) comparado ao grupo controle, além de reverter o efeito estimulatório do
    betanecol (36,8 %) e reduzir a transito normal do intestino (35,5 %), assim como a loperamida
    (45,5%). No modelo ex vivo de contratilidade em jejuno-íleo isolado, a GA inibiu as contrações
    induzidas por KCl, enquanto falhou em alterar as contrações induzidas por CCh. No modelo de
    secreção de fluido em alças intestinais isoladas tratadas com 1μg de TC em camundongos vivos,
    a GA (60 mg/kg) inibiu significativamente a secreção de fluido intestinal (51,3%) e diminuiu a
    perda de íons Cl - , sugerindo uma competição de ligação à receptores GM1. A GA (60 mg/kg)
    também reduziu a diarreia induzida pela ETEC (51,6%) e preveniu a perda de peso nos animais,
    sem apresentar atividade antibacteriana. Em conclusão, o FT-IR da GA revelou uma identidade
    química compatível com os polissacarídeos, com massa molar de 1,89 × 10 5 g/mol e potencial
    zeta negativo. Os resultados obtidos nos ensaios biológicos sugerem que a atividade
    antidiarreica da GA provavelmente se deve à sua capacidade de 1) alterar os parâmetros fecais,
    2) inibir o enteropooling, provavelmente estimulando a atividade de N + /K + -ATPase nos
    enterócitos, 3) reduzir a motilidade intestinal, possivelmente através bloqueio físico do influxo
    extracelular de íons na mucosa e 4) consequentemente inibindo as contrações do músculo liso
    intestinal. Além disso, a GA exibiu atividade antissecretória eficaz contra diarreia induzida por
    TC e ETEC, provavelmente devido ao bloqueio da ligação dessas toxinas ao receptor GM1.

  • DOUGLAS SOARES DA COSTA
  • Investigação da atividade antidiarreica do sesquiterpeno Farnesol em sua forma livre e complexada a β-ciclodextrina em roedores
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 28/02/2020
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  • A diarreia é uma condição patológica onde o indivíduo apresenta cerca de três ou mais evacuações diárias, seguidas de alteração na consistência das fezes, geralmente de pastosas a líquidas. Atualmente é considerada um dos piores problemas em termos de saúde pública em todo mundo por inúmeros fatores, entre eles, o número de casos e óbitos, áreas afetadas, dificuldade de tratamento, entre outros. Diante desse cenário, o uso de produtos naturais se dá como alternativa para o desenvolvimento de novos fármacos e dentre essas possibilidades, o Farnesol (C15H26O) é um sesquiterpeno encontrado em diferentes espécies de plantas como flores, especiarias e ervas, tendo diversas atividades biológicas conhecidas e que pode ter sua biodisponibilidade melhorada com uma complexação em betaciclodextrina, como já observado em outras situações. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade antidiarreica do Farnesol (FOH) e seu complexo em beta-ciclodextrina (FOHB) em diferentes modelos. Inicialmente, a atividade antidiarreica de FOH e FOHB foi avaliada no modelo de diarreia aguda e enteropooling induzido por óleo de rícino, onde camundongos foram prétratados com FOH ou FOHB (6,25; 12,5; 25 e 50 mg/kg, v.o.) e depois de 1 h receberam óleo de rícino (10 mL/kg, v.o.). Os animais foram então colocados em gaiolas forradas com papel absorvente e observados durante 3 h e ao final do tempo, houve a contagem de escores de severidade diarreica. Na diarreia induzida por PGE2, os animais foram pré-tratados com FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.) e imediatamente após a administração, a PGE2 foi administrada (100 µg/kg, v.o.). Após 30 minutos os animais foram eutanasiados e o volume do conteúdo intestinal foi mensurado. Para avaliar o trânsito gastrointestinal, os camundongos receberam óleo de rícino e 1 h depois foram tratados com FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.). Após 1 h, todos os animais receberam 0,2 mL de carvão ativado por via oral. Vinte minutos mais tarde, os animais foram eutanasiados e a distância percorrida pelo carvão no intestino a partir do piloro até o ceco foi medida. A participação opióide e/ou antimuscarínica no trânsito gastrointestinal foi também investigada usando naloxona (2 mg/kg, s.c.; antagonista opióide) e betanecol (3 mg/kg, i.p.; agonista muscarínico), respectivamente. Para estudo do esvaziamento gástrico, camundongos foram tratados com FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.) e 1 h depois receberam uma solução glicosada (5%) contendo vermelho de fenol (0,75 mg/mL). Após 20 minutos os animais foram eutanasiados e o esvaziamento gástrico foi mensurado por espectrofotometria. Além disso, o efeito do FOH ou FOHB (50 mg/kg, v.o.) na diarreia secretora foi investigado utilizando o modelo de secreção de fluido em alças intestinais isoladas de camundongos vivos tratados com toxina da cólera. O FOH ou FOHB foi avaliado quanto à sua capacidade em absorver fluidos em alças intestinais isoladas e interagir com receptores GM1 utilizando o método de ELISA. Todas as doses apresentaram significativo efeito na diarreia induzida por óleo de rícino (p<0,05), exceto a menor dose, inibindo a quantidade total de fezes e fezes diarreicas. A dose de 50 mg/kg de FOH ou FOHB exibiu os melhores resultados frente a severidade da diarreia (escores de diarreia) e enteropooling no modelo induzido por óleo de rícino, sendo adotada como dose padrão para os testes seguintes, reduzindo o trânsito gastrointestinal, a partir de mecanismos anticolinérgicos, sem interferir no esvaziamento gástrico. O FOH ou FOHB exerceu ação significativa no modelo de diarreia induzida por PGE2. Além disso, os mesmos obtiveram resultados significativos ao reduzir a geração de fluidos e perdas de íons Cl- , ao interagir diretamente com os receptores GM1 e a toxina da cólera no modelo de diarreia secretora. Diante dos resultados apresentados, comprova-se a atividade antidiarreica de FOH e FOHB por meio de ação anticolinérgica, antiinflamatória (via PGE2) e antissecretora, o que pode torna esse sesquiterpeno num candidato em potencial para o desenvolvimento de um novo fármaco para tratamento de doenças diarreicas.

  • CAMILA MARIA SIMPLICIO REVOREDO
  • "PAPEL DAS PROTEÍNAS NRF2 E NF-ΚB COMO BIOMARCADORES NO CÂNCER DE MAMA"
  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 18/02/2020
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  • O câncer de mama é o câncer mais frequentemente diagnosticado em mulheres em todo o mundo e é a principal causa de morte relacionada ao câncer neste grupo. À propósito, nas últimas décadas, pesquisas com marcadores moleculares têm sido realizadas a fim de fornecer uma ferramenta prognóstica útil e um possível alvo terapêutico para o carcinoma mamário. Evidências crescentes apoiam a complexidade da função do Nrf2 e NF-κB no câncer de mama, incluindo respostas inflamatórias, reprogramação metabólica, proliferação celular, senescência e sobrevivência. Por outro lado, sabe-se que as doenças benignas da mama são as causas mais comum dos problemas mamários, com uma incidência de 5 a 10 vezes maior do que o câncer de mama e dentre estas, o fibroadenoma é a mais comum. Todavia, até o presente, não encontramos na literatura estudos que avaliassem a expressão imunoistoquímica do Nrf2 e NF-κB em mulheres com carcinoma mamário e fibroadenoma em idade reprodutiva, o que nos levou à concepção do presente estudo. Esta tese foi estruturada em dois capítulos: No capítulo I realizou-se uma revisão sistemática que teve como objetivo investigar o valor prognóstico do Nrf2 e NF-κB em mulheres com câncer de mama. Esta pesquisa revelou que os resultados referentes ao Nrf2 ainda são escassos e conflitantes, enquanto a superexpressão de NF-κB tem sido relacionada a um pior prognóstico no câncer de mama. O capítulo II avaliou a expressão de Nrf2 e NF-κB em 30 mulheres com câncer de mama e 36 com fibroadenoma em idade reprodutiva. A porcentagem média de núcleos corados para Nrf2 foi de 7,12 ± 5,2 e 43,21 ± 19,83 nos grupos controle e estudo, respectivamente (p <0,0001). A porcentagem média de anti-NF-κB foi de 10,75 ± 7,09 e 56,14 ± 21,19 (média ± desvio padrão) nos grupos controle e estudo, respectivamente (p <0,0001). Outrossim, os tumores histológicos de grau 3 mostraram uma expressão significativamente mais alta de Nrf2 e NF-κB do que os tumores de grau 1 (p <0,05). O presente estudo mostrou que a expressão de Nrf2 e NF-κB foi significativamente maior no câncer de mama do que no fibroadenoma, além de ter uma maior associação com tumores mais agressivos.

  • RAFAEL RODRIGUES DE MORAES
  • Nanocompósito a base de polímero natural renovável para aplicações eletroquímicas
  • Orientador : CARLA EIRAS
  • Data: 14/02/2020
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  • Os nanocompósitos são uma classe de materiais de bastante destaque nas últimas décadas. Produtos naturais renováveis, como os biopolímeros, tem sido relevantes nesta área, e utilizados como matéria-prima na obtenção de novos (nano)materiais. Destes, os polissacarídeos são bastante conhecidos por atóxicos, de baixo custo, ampla disponibilidade, susceptíveis à modificação química, capacidade de interagir com outras espécies dispersas ou dissolvidas, entre outras. A utilização de nanopartículas de azul da Prússia (PBNP’s) também vem sendo bastante empregada como matéria-prima para este fim. O heteropolissacarídeo da goma do cajueiro (HGC), um polímero natural renovável extraído do exsudato do tronco do cajueiro (Anacardium occidentale L.), e uma potencial ferramenta para a obtenção de novos (bio)nanocompósitos. Neste trabalho, foi obtido um nanocompósito a base de polímero natural a partir da obtenção e incorporação in situ de PBNP’s à matriz molecular do biopolímero HGC (PBNP’s@HGC). Posteriormente, foi avaliada a potencialidade deste nanocompósito como camada ativa para o desenvolvimento de sensores eletroquímicos para detecção dos fármacos, tais como o metamizol (MTM), acetaminofeno (ACT) e metotrexato (MTX) a 100,0 mol L-1 . O nanomaterial obtido foi caracterizado por espectroscopia de absorção eletrônica na região do ultravioleta e visível (UV-Vis), e infravermelho (FTIR), Espalhamento Dinâmico de Luz (DLS), potencial Zeta, Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM), Difração de raios X (DRX), e Voltametria Cíclica (VC). Os resultados evidenciaram a formação de uma estrutura molecular ramificada, contendo PBNP’s de formato esfério, e tamanhos entre 5 e 13 nm, estruturalmente estáveis, bastante cristalinas, e homogeneamente distribuídas pela estrutura do biopolímero. Tais resultados mostraram que as PBNP’s são mantidas incorporadas ao HGC por interações supramoleculares. O eletrodo modificado com PBNP’s@(HGC 1,0%) teve boa eletroatividade, e estabilidade eletroquímica, o qual exibiu dois processos, Ipa1/Ipc1 (+ 0,16 V/ + 0,10 V) e Ipa2/Ipc2 (+ 0,86 V/+ 0,75 V), característicos das PBNP’s e já bem descritos na literatura. Os ensaios de eletro-oxidação dos fármacos MTM, ACT e MTX sobre a superfície do eletrodo modificado com PBNP’s@(HGC 1,0%) revelaram que este nanocompósito é um nanomaterial promissor com potencial para aplicações no desenvolvimento de sensores eletroquímicos.

  • GUSTAVO CARDOSO DA SILVA NEVES
  • Biologia celular e risco biológico: análise comparativa das linhagens de células-tronco do cordão umbilical caprino com sistema de trava de segurança multifuncional para laboratórios
  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 04/02/2020
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  • As linhagens de células-tronco derivadas do cordão umbilical possuem propriedades imunomoduladoras, que minimizam a resposta inflamatória e estimulam o reparo tecidual. Contudo, persistem grandes incertezas se as  diferentes linhagens de células-tronco do cordão umbilical apresentam comportamento similar em cultivo. O cordão umbilical caprino foi dissecado, separadas as artérias, veias e a geleia de Wharton, dissociado mecanicamente e semeado como explantes para isolamento e expansão. As linhagens obtidas foram submetidas a ensaios, em triplicata, de viabilidade, cinética, plasticidade, caracterização e estabilidade em cultivo. Adotou-se a concentração mínima de 105 células/mL, em taxas de repique 1:2. Os ensaios foram conduzidos após criopreservação, em terceira e sétima passagem. Os dados foram submetidos a testes de normalidade e análise de dispersão por coeficiente de assimetria a 5% de significância. A linhagem derivada da geleia de  Wharton demonstrou maior cinética de expansão e concentração média, sem exibição de fase de decaimento evidente. Ambas as linhagens estudadas apresentaram plasticidade positiva para as diferenciações osteogênica,
    condrogênica e adipogênica, observando maior deposição de matriz extracelular para a linhagem derivada da  geleia de Wharton. Exibiram expressão positiva para CD90 e CD105 e negativa para CD14. Durante a expansão  in vitro, as amostras derivadas da geleia de Wharton exibiram maior estabilidade de evolução à análise do  coeficiente de assimetria. As células-tronco mesenquimais derivadas da geléia de Wharton apresentaram maior cinética e estabilidade de cultivo, com intensa deposição de matriz extracelular, indicando maior disponibilidade de células vivas e metabolicamente ativas. A confiabilidade dos resultados apresentou-se elevada, uma vez que, durante o experimento não houve contaminação no sistema de cultivo celular, pois foi realizado utilizando-se um sistema de trava de segurança multifuncional para frascos laboratoriais durante todo o experimento. Este  produto inovador se constitui de essencial importância, para maior segurança no controle e monitoramento de laboratórios de cultura celular.

2019
Descrição
  • VALDELÂNIA GOMES DA SILVA
  • ATIVIDADE ANTIDIARREICA DO EXTRATO ETANÓLICO E DA FORMULAÇÃO DE REHIDRATAÇÃO ORAL DAS FOLHAS DE Terminalia fagifolia MART. & ZUCC EM CAMUNDONGO
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 17/12/2019
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  • Considerada um grave problema de saúde pública, a diarreia, é avaliada como a segunda causa de óbitos em crianças, representando em torno de 1,5 milhões de mortes/ano em menores de cinco anos. Diante disso e com base na ampla utilização da casca de Terminalia fagifolia Mart. & Zucc. (Combretaceae) na medicina popular do Piauí para o alívio e tratamento de distúrbios do sistema gastrintestinal, como diarreias, gastrites e úlceras gástricas. O objetivo do presente estudo foi avaliar a toxicidade e atividade antidiarreica in vivo do extrato etanólico (Tf-EtOHf) e Tf-Chá obtido das folhas de Terminalia fagifolia em camundongos bem como os possíveis mecanismos envolvidos. Inicialmente, avaliou-se a toxicidade aguda (dose única de 2000 mg/kg) e a caracterização química do extrato. Em seguida, a atividade antidiarreica do Tf-EtOHf no modelo de diarreia aguda e enteropooling induzido por óleo de rícino em camundongos Swiss, que foram pré-tratados com Tf-EtOHf (31,25, 62,5, 125 e 250 mg/kg, v.o ) e depois de 1 h receberam óleo de rícino (10 mL/kg, v.o.). Para avaliar o trânsito gastrintestinal, os camundongos receberam óleo de rícino e 1 h depois foram tratados com Tf-EtOHf (62,5mg/kg, v.o.) melhor resposta obtida no teste de enteropooling. Após 1 h, os animais receberam 0,20 mL de carvão ativado por via oral, e 20 min depois foram eutanasiados e a distância percorrida pelo carvão ativado no intestino foi mensurada. A participação opióide, muscarínica e/ou adrenérgica no trânsito gastrintestinal foi também investigada usando naloxona (2 mg/kg, s.c.; antagonista opióide), betanecol (3 mg/kg, i.p.; agonista muscarínico) e clonidina (0.1 mg/kg, i.p.; agonista adrenérgico, respectivamente). Na diarreia inflamatória, os animais foram pré-tratados com Tf-EtOHf (62,5 mg/kg, v.o.) e a diarreia foi induzida por PGE2 (100 μg/kg, v.o.). Após 30 minutos os animais foram eutanasiados e o volume do conteúdo intestinal foi mensurado. Além disso, o efeito do Tf-EtOHf (62,5 mg/kg, v.o.) na diarreia secretora foi investigado utilizando o modelo de secreção de fluido em alças intestinais isoladas de camundongos vivos tratados com toxina da cólera. O Tf-EtOHf foi avaliado quanto à sua capacidade na absorção de fluidos em alças intestinais isoladas e interação com receptores GM1. As doses testadas (31,25, 62,5, 125 e 250 mg/kg) apresentaram efeito antidiarreico significativo (p<0,05) no protocolo de enteropooling (57,75%; 66,26%; 52,58%; 96,96%; 96,65%, respectivamente). Sendo que a dose de 62,5 mg/kg do extrato etanólico exibiu o melhor resultado, sendo adotada como dose padrão para os testes seguintes. O Tf-EtOHf apresentou baixa toxicidade, pois não provocou a morte de 50% dos animais de ambos os sexos e não houve alterações significativas em relação ao peso corporal e análise dos órgãos de ambos os sexos quando comparado ao grupo controle. Tendo tido apenas alterações no consumo de alimentos e água quando comparado ao grupo controle. Em se tratando do trânsito gastrintestinal não houve redução a partir de mecanismos opióides e anticolinérgicos, mas sim por mecanismo adrenérgico e exerceu ação no modelo de diarreia induzida por PGE2. Também foi capaz de reduzir a geração de fluidos e perdas de íons Cl- , ao interagir diretamente com os receptores GM1. Assim, comprova-se a atividade antidiarreica do extrato etanólico por meio da redução da motilidade gastrintestinal na diarreia aguda através da ação adrenérgica, na diarreia induzida por PGE2 e na diarreia induzida pela toxina da cólera, tornando-o um forte candidato a constituinte de uma formulação para tratamento de doenças diarreicas.

  • CRISTIANY MARINHO ARAÚJO
  • Síntese Verde de Nanocompósitos de Palygorskita/Nanopartículas de Prata/Goma de Cajueiro (Pal/AgNPs/GC) para uso como agente antibacteriano com vistas a aplicações biotecnológicas
  • Orientador : CARLA EIRAS
  • Data: 10/12/2019
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  • A busca por novos materiais nanoestruturados com atividade antimicrobiana e, que surjam como alternativa em aplicações biotecnológicas tem sido destaque na atualidade. Tal fato deve-se ao aumento nos últimos anos de cepas bacterianas cada vez mais resistentes a agentes antibacterianos e antibióticos convencionais. Dentro deste contexto, o emprego de recursos naturais no desenvolvimento destes materiais nanoestruturados torna-se interessante por se tratar de uma oportunidade para agregar valor a um produto regional, abundante, de baixo custo e ainda pouco explorado comercialmente, como é o caso da argila Palygorskita (Pal). Dessa forma, o objetivo dessa pesquisa foi o desenvolvimento de um nanocompósito utilizando a palygorskita (Pal) e nanopartículas de prata (AgNPs) para aplicações como agente antibacteriano. As AgNPs foram sintetizadas via síntese verde, utilizando o sal precursor nitrato de prata (AgNO3) e polissacarídeos naturais exsudados da goma de cajueiro (Anacardium ocidentalle L.). E foram caracterizadas pelas técnicas de Espectroscopia na Região do Ultravioleta-visível (UV-vis), Espalhamento Dinâmico de Luz (DLS), Potencial zeta e Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM), confirmando a formação com sucesso das AgNPs de formato esférico e seu revestimento com a goma de cajueiro (GC). A Pal passou por tratamentos físicos e químicos para a remoção de impurezas e matéria orgânica. A Pal e o nanocompósito de Pal/AgNPs/GC foram caracterizados por Difração de Raios – X (DRX), Área superficial (SBET), Análises Térmicas, Espectroscopia de Absorção no Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS) e Microscopia Eletrônica de Transmissão (TEM). Tais técnicas comprovaram a redução de impurezas na palygorskita, como também a formação do nanocompósito de Pal/AgNPs/GC. Foi avaliada também a atividade antibacteriana da Pal, das AgNPs e do nanocompósito de Pal/AgNPs/GC pelo método de contato direto contra cepas de Staphylococcus aureus (Gram-positiva) e Escherichia coli (Gram-negativa). Tais resultados mostraram que o nanocompósito obtido apresentou os maiores efeitos de inibição tanto para as bactérias de S. aureus (85,3%), quanto para as bactérias de E. coli (70,2%). O nanocompósito de Pal/AgNPs/GC também não apresentou toxicidade frente à Artemia salina. Desse modo, os nanocompósitos de Pal/AgNPs/GC são considerados promissores com grande potencial de aplicação como agente antibacteriano. No sentido de analisar a originalidade do trabalho, também foi realizada uma pesquisa de prospecção científica e tecnológica nas bases científicas da Web of Science, Scopus e Scielo, bem como, nos bancos de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI, Escritório Europeu de Patentes – Espacenet e Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos – USPTO, demonstrando que o nanocompósito de Pal/AgNPs/GC obtidos via síntese verde, utilizando a goma do cajueiro para aplicação como agente antibacteriano é algo inovador, visto que não foi encontrado nenhum relato na literatura com abordagem semelhante.

  • CONSTANTINO AUGUSTO DIAS NETO
  • DISPOSITIVO MÓVEL E SOFTWARE PARA AUTOMAÇÃO DE MEDIDAS CORPORAIS EM OVINOS E CAPRINOS
  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 10/12/2019
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  • A ovino e a caprinocultura representam atividades de extrema relevância na agropecuária nacional, uma alternativa, para as regiões áridas e semiáridas, pela adaptação às condições adversas. Apresentam grande importância cultural, social e econômica, permitindo o desenvolvimento regional, como fonte de renda para a população. Os criadores necessitam que seus rebanhos tenham um bom crescimento, desempenho de produção para atender, a médio e longo prazo, as demandas do mercado, ampliando a produtividade. Com isso, é de fundamental importância o processo de medição, visto que são caracterísicas herdáveis, sendo relevante a análise desses aspectos, os quais refletem na produção de carne e desenvolvimento corporal. Entretanto, os criadores ainda realizam essas medidas corporais nos animais, principalmente, por métodos manuais. Dessa forma, existe uma demanda crescente para o uso de inovações tecnológicas que proporcionem o monitoramento do crescimento de ovinos e caprinos. Os dispositivos e softwares aplicados à pecuária são fundamentais e necessários, pois permitem um processo automatizado, eficiente e rápido. Este trabalho tem por objetivo, desenvolver um dispositivo computacional para automação de medidas corporais em ovinos e caprinos, por meio do software, obtendo-se as mensurações e armazenando-as em banco de dados, possibilitando o acompanhamento do histórico das medidas do animal. Para o desenvolvimento da solução proposta foi utilizado hardware e software, com a finalidade de automatizar a realização de atividade humana, por meio da captura, processamento e armazenamento de informações. Para a construção do dispositivo foi usada a tecnologia Arduino e sensores, e o software em RubyOnRails utilizando-se o banco de dados SQLite. A coleta dos dados, fase importante no processo de automatização das medidas corporais altura de cernelha, altura da garupa, perímetro torácico, comprimento do animal, profundidade e peso foi realizada, ao mesmo tempo, por meio do dispositivo computacional e dos equipamentos manuais, de forma comparada. Desse modo, foram verificados os erros relativos médios de 7,4 % para altura de cernelha, 7,6 % para altura de garupa, 7,2 % para perímetro torácico, 6,4 % para comprimento de corpo, 13,4 % para o peso e 10,7 % para a profundidade apresentando-se, a média e o desvio padrão das medições automáticas próximas à medições manuais. Conclui-se que as medições corporais realizadas de forma automatizada, permitem maior agilidade nas mensurações, em relação às medidas tradicionis, que exigem muito trabalho com o animal em postura correta de medição e demanda tempo. O dispositivo e o software desenvolvido são de fácil manuseio, e se constituem uma ferramenta computacional de alta aplicabilidade social, por facilitar o acesso dos produtores.

  • LUIZ GONZAGA ALVES DOS SANTOS FILHO
  • Produtos naturais com potencial uso na carcinicultura e seus efeitos na imunoestimulação de Litopenaeus vannamei (BOONE, 1931)
  • Data: 05/12/2019
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  • Diante do atual quadro sanitário vivenciado na cadeia produtiva do camarão Litopenaeus vannamei a estimulação da imunidade e melhoria da resistência a doenças tornou-se primordial para o crescimento sustentável da indústria carcinícola. Portanto, objetivou-se com o presente estudo indicar um imunoestimulante natural derivado de plantas com capacidade de melhorar a resistência de L. vannamei contra infecção do vírus da síndrome da mancha branca (WSSV). Foram realizados estudos prévios de caracterização química, atividade antibacteriana, atividade antioxidante, e toxicidade aguda em náuplios de Artemia salina, foram realizados com os óleos essenciais (OEs) de Achyrocline satureioides, Alpinia zerumbet, Cymbopogon citratus, C. winterianus, Lippia alba, L. origanoides, Mesosphaerum suaveolens, Ocimum gratissimum, O. basilicum, Pilocarpus microphyllus, Psidium guajava, Varronia curassavica, Allium sativum, Citrus limon, Salvia officinalis e Thymus vulgaris. Também foram utilizados os extratos etanólicos (EEs) das plantas Spondias mombin, Myracrodruon urundeuva e Punica granatum. Com base nos resultados preliminares, avaliou-se o efeito da suplementação dietética dos extratos etanólicos de Myracrodruon urundeuva e Punica granatum (EEMP) na modulação de genes imunorelacionados e na sobrevivência de L. vannamei contra infecção causada por WSSV. Todos os OEs e EEs apresentaram importante atividade antibacteriana contra Vibrio parahaemolyticus. Na mistura dos EEs de Punica granatum e Myracrodruon urundeuva (1:3) foi observado o melhor resultado de concentração bactericida mínima (0,078 mg.mL-1 ). Os EEs apresentaram os maiores valores de atividade antioxidante, destacando-se a aroeira (IC50 = 18,22 ± 0,39 µg.mL-1 ). Os EEs não apresentaram atividade tóxica (CL50 > 1000 µg.mL-1 ) em náuplios de A. salina, enquanto os OEs foram considerados tóxicos. A suplementação dietética de EEMP na dose de 1g.kg-1 promoveu aumento da atividade antibacteriana da hemolinfa dos camarões e da contagem total de hemócitos, além de modular importantes genes relacionados ao sistema imune de L. vannamei (Litvan ALF-A, Litvan ALF-C, LvIMD, LvDcr1, LvAgo1, LvproPO2, LvPPAE2, Lvα2M-2 e LvCAT). O aumento da concentração de EEMP não ocasionou efeito dose-resposta. A sobrevivência dos animais alimentados com EEMP 1g.kg-1 foi significativamente maior que a dos animais do grupo controle após cinco dias de infecção. Em conclusão, sugere-se que o EEMP promove estimulação da imunidade inata e melhoria da resistência contra infecção causada por WSSV em L. vannamei.

  • MÁRCIO EDIVANDRO PEREIRA DOS SANTOS
  • AVALIAÇÃO CITOTÓXICA EM CÉLULAS A7r5 E ANTI-HIPERTENSIVA EM RATOS SHR INDUZIDO PELA 6-METIL-5-HEPTEN-2-ONA (SULCATONA)
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 26/11/2019
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  • A pressão arterial elevada (PA), comumente chamada de hipertensão, é um importante problema de saúde mundial. Hipertensão tem sido definida como pressão arterial sistólica (PAS) de pelo menos 140 mmHg ou pressão arterial diastólica (PAD) de pelo menos 90 mmHg. O uso de drogas anti-hipertensivas busca reduzir derrames, infartos do miocárdio e insuficiência cardíaca. Dessa forma, o objetivo deste estudo é avaliar a biomolécula Sulcatona (6-metil-5-hepten-2-ona) caracterizando seu potencial citotóxico em células A7r5 e ação anti-hipertensiva em animais SHR e WKY. A Sulcatona é encontrada em frutas cítricas, está presente no óleo de citronela e é um ingrediente aromatizante pertence à classe dos hemiterpenos e também é considerada um ferormônio de insetos. Os testes de citotoxicidade foram realizados em células A7r5 (BCRJ 0034), utilizando o teste de viabilidade celular MTT nos tempos de 24, 48 e 72 horas de incubação. Os resultados demonstram que nos testes de citotoxicidade a Sulcatona não promoveu morte celular nas concentrações de 10- 10 a 10-3 M, somente na maior concentração de 10-2 M demostrou caráter citotóxico, podendo ressaltar que nas outras concentrações analisadas a Sulcatona aumentou a viabilidade celular, podendo sugerir que ela possui ação citoprotetora sobre as células dos músculo liso vascular. Nos experimentos da atividade anti-hipertensiva utilizaramse ratos Wistar kyoto (WKY) e espontaneamente hipertensos (SHR) (CEUA/UFPI - 275/16 e CEUA/USP – 338/2018) Os valores basais de pressão arterial média (PAM) de frequência cardíaca (FC) dos animais foram (WKY: PAM: 104,5±2,26; FC:302,6±11,89: e SHR: PAM: 161,9±4,0; FC:332,4±11,09 respectivamente). A administração venosa de Sulcatona induziu uma acentuada hipotensão; -14,72±0,89; mmHg seguida de uma resposta taquicardica nas doses (12,5 e 25 mg/kg) e uma bradicardia na dose (50mg/kg) em ambos os modelos (WKY: 18,55±1,62; - 29,68±1,18; -52,45±1,18 mmHg e SHR: (-14,72±0,89; -20,44±1,09; -39,59±2,31 mmHg), efeitos estes que duraram cerca de 10–15 s. Após os bloqueios farmacológicos esses efeitos foram mais acentuados como o bloqueio com atropina que atenuou a queda da PAM e praticamente aboliu a queda da FC de animais WKY e SHR em todas as doses. A Sulcatona na dose de 50 mg/kg atenuou a hipotensão e reverteu a bradicardia após bloqueio com ioimbina. E após o bloqueio com L-Name os animais WKY tiveram uma redução na PAM nas doses de 25 e 50 mg/kg e a FC foi revertida na maior dose. A Sulcatona na forma livre (100 mg/kg, v.o.) não foi capaz de diminuir a pressão arterial de animais SHR porém o complexo Sulcatona/b-CD na dose de (200 mg/kg, v.o) reduziu a pressão arterial a partir de 2 horas após administração com tempo de ação de 3 horas quando comparado com o controle. . Dessa forma podemos concluir que, a Sulcatona possui ação anti-hipertensiva envolvendo a participação dos receptores muscarínicos, a2-adrenérgicos e na produção de NO em modelos de animais WKY e SHR levando a queda da pressão arterial e o complexo Sulcatona/β-CD melhorou de forma significativa o efeito antihipertensivo em modelos de animais SHR, demonstrado assim a eficácia da β-CD em melhorar a solubilidade da substância testada. Com relação a atividade da Sulcatona sobre os receptores de adenosina A2A em células A7r5 verificamos a presença deste receptor nessas células através da técnica de rt-qPCR. Para averiguar a ação da Sulcatona sobre os receptores A2A e a enzima CYP1B1, utilizamos o In-Cell Western Blotting na qual verificamos que a sulcatona aumentou a expressão desse receptor de forma dependente de concentração (10-6 a 10-3 M), porém a Sulcatona não foi capaz de alterar a expressão da enzima CYP1B1 no estado basal. Assim os resultados obtidos demonstram que verificamos a presença dos receptores de adenosina A2A em células de músculo liso vascular (A7r5), bem como, a sulcatona age diretamente ou modulando os receptores de adenosina A2A em células de músculo liso vascular (A7r5) em todas concentrações que foram utilizadas (10-6 a 10-3 M) e no estado a basal a sulcatona foi capaz de atenuar a expressão da enzima CYP1B1 na concentração de 10-5 M.

  • ALESSANDRA MARIA BRAGA RIBEIRO
  • PERFIL QUÍMICO, TOXICIDADE, EFEITO ANTI-HIPERTENSIVO E ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DAS PARTES AÉREAS DE Phyllanthus amarus Schumach. & Thonn. (QUEBRA-PEDRA) ASSOCIADAS AO CLORETO DE MAGNÉSIO
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 20/11/2019
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  • A espécie Phyllanthus amarus, popularmente conhecida como quebra-pedra, tem sido pesquisada devido aos benefícios encontrados em substâncias bioativas presentes nesta espécie, como atividade antioxidante, anti-hiperglicêmica, hepatoprotetora, cardioprotetora e antimicrobiana. O magnésio desempenha importantes funções intracelulares, além de regular o tônus vascular e a função endotelial. O objetivo desta pesquisa foi avaliar o perfil químico, citotoxicidade, toxicidade aguda, atividade hipotensora, anti-hipertensiva e antimicrobiana do extrato etanólico obtido das partes aéreas de Phyllanthus amarus (PAE), cloreto de magnésio (MgCl2) ou de um composto formado a partir de PAE e MgCl2, na forma de extrato (PAE+MgCl2) ou Chá (PAE+MgCl2 3%). O perfil químico do PAE foi analisado por cromatografia gasosa com espectrometria de massas. No estudo de toxicidade aguda os ratos foram tratados com dose oral única de 2000 mg/kg/animal e a citotoxicidade foi avaliada pelo teste do brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-zil)-2-5-difeniltetrazolio (MTT). Para avaliar os parâmetros cardiovasculares, foram utilizados modelos de ratos normotensos e hipertensos L-NAME (NG-nitro-L-arginina-metil éster) a partir da técnica da medida direta da pressão arterial e frequência cardíaca em ratos acordados. Além disso, investigou-se os possíveis mecanismos de ação envolvidos na resposta anti-hipertensiva do extrato etanólico de P. amaus associado ao cloreto de magnésio (PAE+MgCl2). Testes de microdiluição foram realizados para determinar a concentração inibitória mínima (CIM) do PAE ou Filantina para diferentes espécies de microrganismos (Staphylococcus aureus, Staphylococcus epidermidis, Salmonella Typhimurium, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Candida albicans). Para avaliar se o PAE ou Filantina foram capazes de agir como moduladores da resistência às fluoroquinolonas, a CIM para Norfloxacina e brometo de etídio foram determinados na presença ou ausência de PAE ou Filantina contra S. aureus SA1199-B, em concentrações subinibitórias. A análise química do PAE apresentou em sua composição as lignanas: Nirantina, Hipofilantina, Nirtetralina, Filantina, Filtetralina, Lignana D e Lignana 370. Nos estudos de viabilidade celular a porcentagem de células viáveis diminuiu a partir de 400 e 100 μg/mL para o PAE e PAE+MgCl2, respectivamente, apresentando CC50 iguais 196 e 50 μg/mL, para as respectivas substâncias. Os testes farmacológicos com dose única de 2000 mg/kg de PAE, MgCl2 ou PAE+MgCl2 não causou morte nos animais e não produziu alterações bioquímicas em parâmetros hepáticos ou renais. Em relação à resposta sobre o sistema cardiovascular, o PAE+MgCl2 administrado por via endovenosa nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, promoveu efeito hipotensor dose-dependente em ratos normotensos (ΔPAM= -15,57 ± 2,84*; -40,03 ± 5,97* e -85,49 ± 4,26* mmHg, respectivamente) e efeito anti-hipertensivo dose-dependente, em animais hipertensos (ΔPAM= -31,65 ± 4,57*; -68,19 ± 7,12* e -97,26 ± 8,42* mmHg, respectivamente), ambos associados à bradicardia. Após tratamento agudo com atropina, hexametônio, ioimbina e propranolol, os efeitos anti-hipertensivo e bradicárdico de PAE+MgCl2 foram significativamente atenuados, sugerindo o envolvimento de receptores muscarínicos, α2 e β-adrenérgicos na resposta anti-hipertensiva. O tratamento por via oral com PAE+MgCl2, por 7 dias na dose de 300 mg/kg/dia em animais L-NAME, promoveu diminuição significativa na pressão arterial média (PAM), a partir de 180 minutos após a administração da dose (ΔPAM= -21,40 ± 4,89* mmHg), permanecendo reduzida até 270 minutos (ΔPAM= -24,17 ± 5,36* mmHg). O Chá PAE+MgCl2 (3%) promoveu efeito anti-hipertensivo, quando administrado por via oral durante 7 dias (ΔPAM= -32,28 ± 7,52* mmHg) ou quando administrado agudamente (ΔPAM= -29,81 ± 5,35* mmHg), apresentando uma diminuição na PAM 240 ou 180 minutos após a gavagem do Chá PAE+MgCl2 (3%), respectivamente, sem alterações na frequência cardíaca. O PAE mostrou atividade antimicrobiana contra cepas Gram-negativas, enquanto a Filantina foi inativa contra todas as cepas testadas. O PAE ou a Filantina, em concentrações subinibitórias, aumentou a atividade da norfloxacina contra linhagem de S. aureus que superexpressa o gene NorA, sugerindo que os produtos naturais testados podem potencializar a ação deste antibiótico. Este estudo sugere que o PAE associado ao cloreto de magnésio induz efeito hipotensor e anti-hipertensivo, provavelmente por atuação em receptores muscarínicos inespecíficos, receptores nicotínicos ganglionares e receptores α2-adrenérgicos. Além disso, a filantina e o PAE podem ser utilizados como um agente potencializador da atividade da norfloxacina no tratamento de infecções causadas por S. aureus resistente a fluoroquinolonas.

  • KALYNCA KAYLA VIANA ARAGÃO
  • ATIVIDADE ANTICOAGULANTE E ANTIAGREGANTE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Rosmarinus officinalis L. E AÇÃO VASORRELAXANTE DO MONOTERPENO γ-TERPINENO EM ARTÉRIA MESENTÉRICA DE RATOS
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 19/11/2019
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  • Rosmarinus officinalis L. (alecrim) é uma planta medicinal, da família Lamiaceae, também utilizada como condimento e conservante de alimentos. O óleo essencial extraído de suas folhas é um líquido aromático conhecido por diversas propriedades medicinais, inclusive por seu poder anti-inflamatório e antioxidante. Entre seus constituintes estão os monoterpenos 1-8 cienol, borneol, limoneno, canfeno, cânfora e γ-terpineno, aos quais são atribuídas suas principais atividades biológicas. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial anticoagulante e antiagregante do óleo essencial de Rosmarinus officinalis L. (OERO) livre e complexado em β-ciclodextrina (β-CD) e do seu constituinte γterpineno, além de analisar o efeito do γ-terpineno sobre a reatividade vascular em artéria mesentérica superior isolada de rato. Para verificar a segurança na utilização do OERO foram realizados os testes de: citotoxicidade, in vitro, pelo ensaio de redução dos sais de brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-yl) 2,5- difeniltetrazólio (MTT) em macrófagos murinos; e testes bioquímicos e análise histológica (coloração com hematoxilina-eosina) de ratos fêmeas tratadas uma vez ao dia, por gavagem, durante 7 dias com OERO livre (grupo OERO) ou complexado em β-CD (grupo OERO+βCD). Um grupo controle recebeu somente o veículo (Tween 80) e água destilada. No teste de MTT, concentrações de 200, 400 e 800 μg/mL apresentaram somente pequena redução da viabilidade celular e avaliando a CC50 do OERO livre e complexado com β-CD as amostras foram consideradas não tóxicas. Na investigação de parâmetros bioquímicos houve uma redução estatisticamente significativa de colesterol e glicose no grupo OERO+βCD quando comparado aos grupos OERO e controle. Redução de ALT também ocorreu nos animais do grupo OERO+βCD em relação ao grupo controle. Estudo histopatológico apresentou padrões de normalidade, sem lesão significativa tanto no tecido hepático quanto no renal. Avaliação do efeito anticoagulante foi realizada pelos testes coagulométricos, Tempo de Protrombina (TAP) e Tempo de Tromboplastina Parcialmente Ativada (TTPA), após tratamento, por via oral, durante 7 dias com OERO livre (grupo OERO), OERO complexado em β-CD (grupo OERO+βCD) ou γ-terpineno (grupo γterpineno). Resultados demostram um aumento significativo do TAP nos grupos OERO (21,96 ± 0,45), OERO+βCD (20,46 ± 1,66), e γ-terpineno (19,34 ± 0,55) quando comparados ao grupo controle (9,22 ± 0,23). Não houve diferença nos valores de TTPA. Pesquisa sobre o efeito do OERO na agregação plaquetária foi realizada por dois protocolos diferentes. No primeiro, o OERO foi adicionado diretamente, no agregômetro (100µM), ao plasma de animais não tratados. O resultado demonstrou uma redução significativa da agregação plaquetária induzida por ADP. No segundo protocolo, os animais foram tratados por via oral, durante 7 dias, com OERO ou OERO+βCD. Neste teste não houve diferença estatística entre os grupos sobre a agregação induzida por ADP. Reatividade vascular foi avaliada na artéria mesentérica superior e os resultados demonstraram que o γ-terpineno promoveu efeito vasorrelaxante na presença (pD2=5,58 ± 0,02) e na ausência do endotélio vascular (pD2=5,34 ± 0,03) sobre contrações induzidas por fenilefrina. A pré-incubação com diferentes concentrações de γ-terpineno não atenuou as contrações induzidas por adição cumulativa de fenilefrina. Para avaliar a participação dos canais de potássio no efeito vasorrelaxante, incubou-se os anéis de artéria mesentérica com tetraetilamônio (TEA) e verificou-se uma atenuação do vasorrelaxamento induzido pelo γ-terpineno (pD2=3,75 ± 0,09). Conclui-se que o OERO e OERO+βCD não apresentaram toxicidade e reduziram os valores de glicose, colesterol e ALT. OERO, OERO+βCD e γ-terpineno demonstraram efeito anticoagulante, quando utilizados por via oral e OERO apresentou efeito antiagregante na concentração de 100µM. Conclui-se ainda que o γ-terpineno apresentou efeito vasorrelaxante provavelmente por mecanismos envolvendo a participação dos canais de potássio.

  • KEYLLA DA CONCEIÇÃO MACHADO
  • ESTUDOS FARMACOLÓGICOS DO BETA-CARIOFILENO EM MODELOS ANIMAIS PARA EPILEPSIA E ANSIEDADE
  • Orientador : MARIANA HELENA CHAVES
  • Data: 31/10/2019
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  • O beta-cariofileno é um sesquiterpeno bicíclico natural encontrado nos óleos essenciais de plantas medicinais, com atividades farmacológicas como anticâncer, hepatoprotetora, gastroprotetora, nefroprotetora, antimicrobiana, imunomoduladora, anti-inflamatória e antioxidante. As duas últimas atividades farmacológicas despertam interesses em estudos sobre suas ações em distúrbios neurológicos. Assim, o objetivo do estudo foi de avaliar os efeitos do beta-cariofileno, em modelos animais (camundongos Swiss machos) para epilepsia e ansiedade. Doses de 30, 100 e 300 mg/kg, via intraperiotoneal foram aplicadas nos estudos anticonvulsivos, e de 25, 50 e 75 mg/kg i.p. para avaliação ansiolíticas. Os testes com pentilenotetrazol (85 mg/kg i.p), eletrochoque máximo, ácido caínico (30 mg/kg i.p.), Rota Rod e do labirinto aquático de Morris foram usados na avaliação anticonvulsivante, e os testes de Labirinto em Cruz Elevado, Claro ou Escuro e de Esconder Esfera, Rota Rod para atividade ansiolítica. O ensaio de peroxidação lipídica foi usado na avaliação de danos oxidativos no modelo de epilepsia. Os efeitos toxicológicos e antioxidantes, em 0,3; 0,7; 1,5 e 3 mM, foram avaliados em Artemia salina e em Saccharomyces cerevisiae, como também frente aos radicais ácido 2,2-difenil-1- picrilhidrazílico,2,20-azinobis-3-etilbenzotiazolino-6-sulfônico e hidroxila. O betacariofileno apresentou efeitos anticonvulsivantes na dose de 30 mg/kg no modelo com eletrochoque máximo, sem neurotoxicidade, como observado no Rota Rod, como também no modelo com ácido caínico, e de forma correlacionada ao baixo nível de peroxidação lipídica, como também diminuição de latência dependente da dose, no teste do Labirinto Aquático de Morris. Entretanto, no modelo com pentilenotretazol não foi observado efeito anticonvulsivante. Atividades ansiolíticas foram observadas pelo aumento do número de entradas nos braços abertos e o tempo de permanência no compartimento claro e por diminuição no número de esferas escondidas sem interferir no desempenho de camundongos no Rota Rod. Não apresentou toxicidade em A. salina. Efeitos antioxidantes foram observados em S. cerevisiae frente ao peróxido de hidrogênio (10 mM) e nos testes in vitro. Correlações estatísticas foram observadas entre os efeitos ansiolíticos com as atividades antioxidantes. O beta-cariofileno é um composto promissor para formulações neurofarmacológicas, por suas atividades anticonvulsivantes, como agonista do receptor carninóide, e ansiolíticas possivelmente, por mecanismos associados ao seus efeitos antioxidantes.

  • WILSON ROSAS DE VASCONCELOS NETO
  • DETECÇÃO COLORIMÉTRICA DE HERBICIDA ORGANOFOSFORADO, UTILIZANDO NANOPARTÍCULAS BASEADAS EM POLÍMEROS NATURAIS
  • Orientador : DURCILENE ALVES DA SILVA
  • Data: 31/10/2019
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  • A presente pesquisa resultou em uma solicitação de registro de patente de sensor colorimétrico na região da luz visível e ultravioleta a base de nanopartículas de prata estabilizada com goma de cajueiro para detecção de herbicidas organofosforados – HOf. O sensor é de fácil construção elevadas robustez, precisão e sensibilidade, quando utilizado em conjunto com o equipamento, conhecido como UV-Vis na detecção em laboratório. O sensor também pode ser utilizado in loco para detecção de HOf, onde indicará qualitativamente a presença ou não do herbicida. O biopolimero, goma de cajueiro, pode ser obtido a partir do exsudato da espécie Anacardium occidentale. As nanopartículas de prata estabilizadas com a goma do cajueiro purificada – AgNP-GC apresentam resposta visual de tonalidade castanho acobreado, a cor inicial expressa uma absorção de radiação eletromagnética máxima nos comprimentos de onda próximos a 400 nanômetros (nm) e encontra-se na amplitude de 0,8UA. O procedimento de detecção se dá pela reação de dispersão ou agregação dos sistemas coloidais de AgNP-GC pelos agentes presentes em ambos os sistemas de análise. O primeiro sistema consiste na utilização de uma agente catalisador onde a amostra contaminada com HOf,provoca a agregação das AgNP-CG de modo a mudar a resposta visual. O segundosistema não apresenta o agente catalisador gerando uma contra prova através de uma resposta visual inversa ao sistema anterior. A reação com AgNP-GC pode ser calculada em termos percentuais, pela modificação da amplitude no comprimento de 400nm, ou na modificação na cor do sensor nanoparticulado (para analises qualitativas), gerada durante a reação com o organofosforado. A reação é proporcional à concentração do herbicida, e pode ser efetuada em amostras líquidas (água, sangue, urina), como também líquidos extraídos de compostos pastosos (alimentos, vegetais, etc.), onde o sensor pode ser mergulhado.

  • GILMARA PÉRES RODRIGUES
  • Expressão gênica do LIV-1 (SLC39A6), polimorfismo 3129 G>A no gene IGF-1R e sua interação com fatores dietéticos e antropométricos em mulheres com câncer de mama.
  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 04/10/2019
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  • Carcinomas são tumores malignos constituídos por células de crescimento desordenado e capacidade invasiva que requerem elevadas concentrações intracelulares de zinco (Zn) para manutenção do índice mitótico. O LIV-1 (Zip-6) é uma das principais proteínas transportadoras de influxo de Zn2+, com superexpressão associada à agressividade tumoral e invasão para gânglios linfáticos na neoplasia mamária. O gene codificador do LIV-1 (SLC39A6) é induzido por estrógenos, com mecanismos de ativação que incluem a fosforilação de proteínas quinases, entre as quais o receptor do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1R). Polimorfismos no gene IGF-1R estão associados à superexpressão do receptor, mas sua influência no câncer de mama permanece controvertida. Este estudo objetivou avaliar a expressão gênica do LIV-1 (SLC39A6), o polimorfismo 3129 G>A no gene IGF-1R e sua interação com fatores dietéticos e antropométricos em mulheres com câncer de mama. Realizou-se uma revisão sistemática sobre o potencial funcional de polimorfismos no gene IGF-1R na neoplasia mamária, selecionando-se estudos originais, sem limite de ano ou idioma de publicação. Em adição, estudo caso-controle foi desenvolvido em 136 mulheres com (n = 66) e sem câncer de mama (n = 70). Os dados referentes aos fatores de risco para neoplasia mamária, estadiamentos anatômico e de prognóstico clínico foram obtidos, respectivamente, por entrevista estruturada e consulta aos exames. Determinantes dietéticos e antropométricos foram avaliados conforme parâmetros vigentes. A genotipagem do SNP rs2229765 e a expressão gênica do LIV-1 foram determinadas por PCR em tempo real. Testes estatísticos específicos às variáveis estudadas foram aplicados, considerando-se significativos valores de p<0,05. A revisão sistemática mostrou que polimorfismos no gene IGF-1R têm potencial funcional no câncer de mama, com resultados inconclusivos sobre sua influência nos diferentes tipos moleculares da doença e estado menopausal. Referente às mulheres avaliadas, verificou-se que o carcinoma ductal invasivo, luminal B, foi o principal tipo de tumor encontrado, com estadiamento 0 a IIb da classificação TNM (tumor-nódulo-metástase). Mulheres com câncer de mama apresentaram maior ingestão dietética e adiposidade abdominal em comparação àquelas sem a doença. A distribuição alélica do SNP rs2229765 não foi associada com o câncer de mama e expressão gênica do LIV-1, independentemente do estado menopausal. Porém, risco aumentado para o desenvolvimento da doença foi identificado em mulheres com excesso de adiposidade abdominal e genótipo AA. Verificou-se maior abundância do mRNA do LIV-1 em mulheres com câncer de mama, associada inversamente à metástase de gânglios linfáticos. Também foi encontrada associação positiva entre a expressão gênica do LIV-1, adiposidade abdominal e idade ao diagnóstico da doença. Conclui-se que o potencial funcional do SNP rs2229765 no câncer de mama pode se modificar na presença do excesso de tecido adiposo abdominal. A expressão gênica do LIV-1 também pode ser influenciada pela adiposidade abdominal, estando associada a tumores menos agressivos e de melhor prognóstico clínico nas mulheres com câncer de mama.

  • RENATA PATRÍCIA SOUSA
  • SISTEMA DE CO-CULTIVO DE FOLÍCULOS OVARIANOS PRÉ-ANTRAIS CAPRINOS COM CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS
  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 04/09/2019
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  • Os folículos ovarianos pré-antrais (FOPA) se constituem uma fonte potencial de oócitos para utilização in vitro na produção de embriões. No entanto, os fatores que estabelecem o microambiente essencial ao desenvolvimento folicular ainda são pouco compreendidos. Assim, o aprimoramento de sistemas de cultivo de FOPA tem sido objeto de investigação em diferentes espécies. As células-tronco mesenquimais (MSC) surgem como uma importante ferramenta para a realização de técnicas de cultivo associadas aos FOPA, devido ao seu potencial de induzir a proliferação e a sobrevivência de vários tipos de células bem como a facilidade de obtenção e sua expansibilidade in vitro. Esta pesquisa tem por objetivo avaliar o uso de MSC no desenvolvimento de folículos ovarianos pré-antrais caprinos, por meio de dois sistemas de cultivo, in situ, folículos inclusos em fragmentos de ovário e o isolado. Na primeira etapa, fragmentos do córtex ovariano foram fixados, imediatamente, (controle não-cultivado) ou distribuídos em quatro tratamentos: tecido ovariano cultivado em meio controle (α-MEM+); tecido ovariano cultivado em α-MEM+ suplementado com FBS (α-MEM+ + FBS); tecido ovariano co-cultivado com células-tronco em α-MEM+ (α-MEM+ + SC); e finalmente tecido ovariano co-cultivado com célula-tronco em α-MEM+ + FBS (α-MEM+ + SC + FBS). Foram analisadas as taxas de sobrevivência, a ativação e o diâmetro folicular e a taxa de proliferação celular. Já, na segunda etapa, os folículos secundários foram isolados e distribuídos em dois tratamentos: folículos ovarianos cultivados na ausência (controle) ou presença de células-tronco. Os folículos foram cultivados em placas de 24 poços com insert durante 18 dias, sendo 2 folículos por poço, com troca parcial do meio a cada dois dias e nos dias 6, 12 e 18 coletados para dosagem hormonal. Após cultivo, foram avaliadas a morfologia e taxas de crescimento folicular, formação de antro, produção de estradiol (E2), progesterona (P4) e Glutationa reduzida (GSH), bem como as taxas de viabilidade e de maturação oocitária. Foi observado, na primeira etapa, que após 7 dias, o tratamento co-cultivo com células-tronco apresentou um percentual de folículos pré-antrais morfologicamente normais superior (P<0,05) quando comparado aos demais tratamentos bem como uma maior (P<0,05) taxa de ativação em relação ao controle cultivado. Ademais, o diâmetro folicular foi maior no tratamento co-cultivo com células-tronco em relação ao co-cultivo com células-tronco acrescido de FBS. Na segunda etapa, o tratamento com células-tronco foi o único que apresentou um aumento significativo e progressivo no diâmetro folicular ao longo do cultivo bem como mostrou maior (P< 0,05) taxa de crescimento folicular diário. Além disso, embora o diâmetro oocitário tenha sido inferior no tratamento com células-tronco, as taxas de retomada da meiose e maturação oocitária foram semelhantes entre os tratamentos.  Neste estudo, observou-se pela primeira vez que as células-tronco mesenquimais da geléia de Wharton têm potencial para serem usadas como suporte para o crescimento dos folículos pré-antrais. O sistema in situ contribuiu para melhorar a taxa de ativação, manteve a sobrevivência folicular e desenvolvimento folicular in vitro e o isolado influenciou no crescimento folicular, embora a taxa de recuperação oocitária não tenha sido expressiva.

  • ERYKA OLIVEIRA DE ANDRADES
  • Extrato rico em licopeno obtido da goiaba vermelha (Psidium guajava L.) nanoestruturado com polissacarídeos naturais
  • Orientador : DURCILENE ALVES DA SILVA
  • Data: 22/08/2019
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  • A goiaba vermelha, fruto de Psidium guajava L. é fonte natural do licopeno, um carotenoide com uma gama de atividades biológicas, sendo a atividade antioxidante bastante evidenciada, no entanto, sua aplicabilidade na indústria acaba sendo limitada em decorrência de sua alta instabilidade química quando exposto a temperatura, luz e oxigênio. Portanto o objetivo desse trabalho é avaliar o potencial biotecnológico e caracterização físico-química de um sistema nanoestruturado com polissacarídeos naturais para encapsulação do extrato rico em licopeno da goiaba vermelha. O extrato rico em licopeno da goiaba vermelha foi obtido com uso de solvente orgânico e caracterizado através de espectrofotometria Uv-vis e Espectroscopia de Infravermelho (FTIR). A goma do cajueiro foi obtida do exsudato de Anacardium occidentale e posteriormente modificada por acetilação. Para a obtenção do polissacarídeo fucana, a macroalga marinha do gênero Padina gymnospora foi empregada. Para caracterização de ambos os polissacarídeos foram analisados por FTIR. As nanopartículas poliméricas (NPs) carreadas com extrato foram preparadas empregando-se o método de nanopreciptação. Os valores de tamanho e índice de polidispersão foram obtidos através do espalhamento dinâmico de luz (DLS) e o potencial Zeta (ζ) através do espalhamento de luz eletroforético (ELS), a concentração de partículas na suspensão coloidal, foi obtida através análise de rastreamento de nanopartículas (NTA). A eficiência de encapsulação foi realizada através do rompimento da matriz polimérica e o ERL quantificado por espectrofotometria Uv-vis. A morfologia foi avaliada por AFM e TEM. A atividade antioxidante foi avaliada frente ao radical ABTS•+ e ao ORAC e os resultados expressos em equivalência ao Trolox. A atividade hemolítica foi avaliada frente a eritrócitos humano a 5 % com as concentrações do ERL livre e encapsulado variando de 6,25 a 200 µg.mL-1 . A citotoxicidade in vitro foi avaliada pelo método colorimétrico MTT, por 24 e 72 h, contra linhagem de adenocarcinoma mamário humano - linhagem MCF7 e células normais de queratinócitos humano- HaCat com concentrações de extrato livre e encapsulado variando de 6,25 a 200 μg.mL-1. As NPs apresentaram tamanho de 162,1±3,208 nm, índice de polidispersão de 0,348±0,019 e potencial Zeta (ζ) de -30,2±0,526 mV. A concentração de partículas obtida pela técnica de NTA foi de 6,4x109 partículas/mL de solução com encapsulação de extrato com cerca de 60%. As análises morfológicas revelaram o formato esférico das NPs, cujo o tamanho foi similar aos dados de tamanho obtidos por DLS. Os resultados de atividade antioxidante frente ao ABTS•+ foi 93,7 ± 1,15 µM de Trolox/ mL de nanopartículas. Os resultados de ORAC foram de 2267 ± 70,8 de µM trolox/mL de nanoparticulas. As NPs apresentaram nenhuma ou baixa atividade hemolítica, onde 99% dos eritrócitos humanos se mantiveram viáveis. Os resultados frente ao ensaio de citotoxicidade foram promissores, pois mesmo na menor concentração de 6,25 µg. mL-1 para o tempo de 24 h, as NPs apresentaram uma significativa citotoxicidade frente as linhagem de MCF-7 com viabilidade celular de apenas 50 % em comparação com o extrato livre com viabilidade celular de 76 %. Nessa concentração em células normais HaCat tanto o extrato como as NPS não apresentaram citotoxicidade. Os resultados das análises das características físicos- química das NPs, adequam-se aos prérequisitos que norteiam os princípios da nanotecnologia. Esses resultados sugerem aplicações promissoras das NPs incorporadas com extrato para atividade antitumoral, visto que as mesmas apresentaram uma eficácia significativa sob a viabilidade celular das células tumorais em relação ao extrato livre.

  • JOSYANNE ARAUJO NEVES
  • Caracterização e investigação das atividades antioxidante, gastroprotetora e cicatrizante do pólen de pote da abelha sem ferrão Melipona compressipes fasciculata (Smith, 1854)
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 19/08/2019
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  • Objetivou-se efetuar: o levantamento científico e tecnológico sobre atividades e aplicações biológicas e/ou terapêuticas; a caracterização palinológica, toxicogenética e fenólica; bem como a investigação das atividades antioxidante, gastroprotetora e cicatrizante; e a aplicação biotecnológica do pólen de pote de Melipona compressipes fasciculata (Smith, 1854). Os achados (entre 2010-2018), nas bases científicas, apontaram 13 artigos, que revelaram atividades antioxidante, antibacteriana, antiproliferativa e antitumoral; não foram recuperadas patentes com a temática, nos bancos averiguados. Foram realizadas coletas, em colmeias, de amostras de pólen de pote na estação chuvosa (PPMF1) e seca (PPMF2). A caracterização palinológica mostrou que as amostras são monoflorais, com predomínio de tipos polínicos de Mimosa pudica L. e Mimosa caesalpiniifolia Benth., respectivamente. Pelo bioensaio toxicológico de Artemia salina L., as CL50 foram: PPMF1 - 1159 e PPMF2 - 1134 µg/mL, sendo atóxicas. No bioensaio Allium cepa L. (8, 24, 80 e 240 µg/mL) não provocaram efeitos tóxicos, citotóxicos, genotóxicos e mutagênicos significativos. O conteúdo fenólico total foi de PPMF1 - 9,32 e PPMF2 - 6,59 mg de equivalente de ácido gálico/g. O perfil fenólico, por CLAE e CLAE-MS/MS, revelou, em ambas amostras, compostos com atividades antioxidante e gastroprotetora reportadas, como ácido cafeico, quercetina, miricetina e naringenina, sendo que o PPMF2 exibiu maior presença desses. A atividade antioxidante, in vitro, foi de PPMF1 - 62,93% e PPMF2 - 58,86% de eliminação de DPPH, sem diferença significativa (test t de Student). Na investigação da atividade gastroprotetora em modelos agudos de lesões gástricas induzidas por etanol, etanol acidificado e isquemia/reperfusão em ratos, o prétratamento, via oral, com PPMF2 promoveu redução significativa da área de lesão (p < 0,05, ANOVA, pós-teste Tukey) com proteção de: etanol (24 e 80 mg/kg - 52 e 54%), etanol acidificado (8, 24 e 80 mg/kg - 33, 35, 39%) e isquemia/reperfusão (8, 24, 80 mg/kg - 72, 77, 92%), indicando ação citoprotetora e contra radicais livres. PPMF2 (24 mg/kg), aumentou significativamente os níveis de muco (em 122%), grupos sulfidrílicos não-proteicos (SH-NP) (em 92%) e diminuiu malondialdeído (MDA) (em 36%), sugerindo efeito potencializador do sistema antioxidante. No modelo crônico de úlcera gástrica por ácido acético, em ratos, o tratamento por 7 dias, via oral, com PPMF2 em todas as doses (3, 8 e 24 mg/kg) reduziu significativamente o volume da úlcera, com índices de cicatrização de 36, 85 e 97%, respectivamente. Esse tratamento com PPMF2 não causou alterações no ganho ponderal, peso de órgãos e parâmetros bioquímicos, reduziu marcadores de danos hepáticos, glicemia e elevou o HDL. PPMF2 (24 mg/kg) promoveu regeneração tecidual gástrica, elevação dos grupos SH-NP (103%), diminuição de MDA (84%) e elevação de fibras colágenas. Com isso, conclui-se que o pólen de pote de M. compressipes fasciculata é monofloral, atóxico, não provoca riscos de instabilidades genéticas (nas concentrações testadas), apresenta fenólicos, atividades antioxidante, gastroprotetora e cicatrizante, potencializa defesas mucosais, melhora o perfil bioquímico e não causa sinais de toxicidade em ratos, sendo um potencial agente para uso na prevenção e/ou tratamento da úlcera gástrica, com viável aplicação em produtos biotecnológicos, alimentícios e/ou farmacêuticos.

  • FRANCISCO ALBERTO ALENCAR MIRANDA
  • Desenvolvimento e avaliação de filtro solar a base de caroá (Neoglaziovia variegata) e titânia mesoporosa
  • Orientador : EDSON CAVALCANTI DA SILVA FILHO
  • Data: 09/08/2019
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  • O protetor solar é uma tendência no mercado de cosmético. No entanto, a radiação ultravioleta (UV) pode acelerar o estresse oxidativo, gerando envelhecimento precoce e câncer de pele. O presente trabalho tem como objetivo sintetizar materiais híbridos inorgânico-orgânicos com propriedades antioxidantes e de fotoprotetora a base de titânia mesoporosa/Neoglaziovia variegata. Primeiro, foi sintetizada a titânia mesoporosa utilizando-se o método de soft-­templates com a combinação de isopropóxido de titânio IV (TIP) como fonte de titânio e o brometo de hexacetiltrimetilamônio (CTAB) como direcionador de estrutura. A segunda parte constitui-se do preparo de extratos de caroá (Neoglaziovia variegata) com solventes orgânicos (etanol, hexano clorofórmio e acetato de etila), para obtenção das fases, respectivamente, Nv-EtOH, Nv-Hex, Nv-CHCl3 e Nv-AcOEt. Após a obtenção dos extratos foi realizada a incorporação das fases desses materiais na titânia mesoporosa pelo método de adsorção. Testes de toxicidade, atividade antioxidante e antibacteriana e fator de proteção solar (FPS) foram realizados nos extratos e nos materiais associados. Os resultados de atividade antioxidante, toxicidade e FPS mostraram que a fração Nv-AcOEt apresenta-se mais promissora, com melhor performance na ação antioxidante, por ser atóxica e por apresentar ótimo potencial para proteção contra radiação solar. Na avaliação da atividade antimicrobiana as frações etanólica e clorofórmica apresentaram maior nível de inibição contra microorganismos testados. Ainda foram feitos fenóis totais e espectro de massa. A titânia mesoporosa sintetizada foi caracterizada pelas técnicas de DRX, FTIR, MEV, EDS e TG. O difratograma mostrou a presença da fase cristalina anatase com picos bem definidos. A microscopia eletrônica de varredura foi fundamental para mostrar a presença do extrato bioativo de caroá na estrutura mesoporosa da titânia. Os resultados do FTIR mostraram bandas bem definidas da estrutura inorgânica da titânia e também revelaram a presença do caroá incorporado na titânia com estiramentos simétrico e assimétrico do grupo (C-H). Outra evidência da incorporação é o deslocamento da banda larga e intensa na região de 908-500 cm-1 dos extratos. Os valores de pH, espalhabilidade e condutividade das formulações estão dentro dos padrões aceitáveis para filtro solares a base de titânio como recomenda a Guia de Estabilidade de Produtos Cosméticos. Conclui-se que a titânia mesoporosa obtida apresenta uma mesoestrutura bem ordenada de poros com partículas no formato esférico. A fase predominante na titânia mesoporosa sintetizada é a anatase. O extrato bioativo de caroá que possui maior quantidade de compostos fenólicos é a fase etanólica. Porém, dentre as fracções de caroá obtidas, a que servirá para uso cosmético é a fração a base de acetato (Nv-AcOEt) foi a que apresentou como atóxica e com boa ação fotoprotetora.

  • LUANA MOTA MARTINS
  • EXPRESSÃO DAS METALOPROTEINASES 2 E 9 NO CÂNCER DE MAMA DE MULHERES PRÉ-MENOPÁUSICAS
  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 15/07/2019
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  • O câncer de mama é a neoplasia que mais acomete mulheres em todo o mundo. No Brasil, a sua incidência vem aumentando significativamente, tendo sido estimado para o ano de 2018-2019 cerca de 59.700 novos casos e 14.206 mortes pela doença. O estudo de biomarcadores no carcinoma mamário vêm se destacando como uma ferramenta importante na avaliação de estratégias prognósticas e principalmente terapêuticas, pois os biomarcadores, tais como os relacionados à proliferação e metástases, apresentam a vantagem de sofrerem alterações em seus níveis antes de qualquer resposta clinica ao tratamento, e assim poderiam selecionar melhor as pacientes que se beneficiariam do tratamento adjuvante. A propósito, as metaloproteinase de matriz (MMP) têm sido sugeridas como potencial biomarcador no câncer de mama, em particular as metaloproteinase de matriz 2 (MMP-2) e metaloproteinase de matriz 9 (MMP-9), cujo papel é degradar o colágeno IV que reveste a matriz extracelular dos tecidos neoplásicos, favorecendo o crescimento e disseminação de células tumorais. A literatura sobre a matéria é escassa e controvertida. Todavia, a maioria dos estudos sobre a expressão das MMP-2 e MMP-9 no carcinoma mamário e fibroadenoma são comumente em níveis séricos, com escassez de comparação imunoistoquímica entre os dois tumores, o que nos levou à concepção do presente estudo. Esta tese foi estruturada em dois capítulos. O capítulo I que teve como objetivo detalhar na literatura estudos disponíveis em várias bases de dados que investigam o impacto dos níveis de expressão de MMP-2 e MMP-9 em mulheres com câncer de mama. As evidências científicas reunidas nesta revisão sugerem que o aumento da expressão de metaloproteinases pode levar a uma maior agressividade do tumor e, conseqüentemente, a um pior prognóstico do câncer de mama. O capítulo II teve como objetivo comparar a expressão das MMP-2 e MMP-9 em mulheres com câncer de mama e com fibroadenoma, que mostrou uma expressão positiva de MMP-2 em 41,67% e 86,11% em fibroadenoma e carcinoma mamário, respectivamente (p<0,0009), enquanto que a MMP-9 mostrou 66,67% e 93,33%, nos grupos controle e estudo, respectivamente (p <0,0138). O presente estudo mostra que a expressão da MMP-2 e MMP-9 foi significativamente maior no câncer de mama do que no fibroadenoma.

  • GEORGE LAYLSON DA SILVA OLIVEIRA
  • Estudos toxicológicos e neurofarmacológicos não clínicos do β-cariofileno e do seu complexo de inclusão - β-cariofileno/metil-β-ciclodextrina
  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 10/07/2019
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  • O β-cariofileno é um sesquiterpeno usado como aditivo alimentar que apresenta várias atividades farmacológicas in vivo. No entanto, poucas informações toxicológicas têm sido relatadas e seu uso é baseado no fato de que esse sesquiterpeno bicíclico é diariamente consumido como alimento vegetal em quantidades muito maiores do que como um aditivo alimentar. Dessa forma, estudos contínuos que visam avaliar possíveis efeitos adversos é de suma importância. Adicionalmente, estudos além do toxicológico destacam a necessidade de avaliações experimentais contínuas para determinar os mecanismos moleculares subjacentes aos efeitos farmacológicos do β-cariofileno em relação à doenças do sistema nervoso central como ansiedade, depressão e epilepsia. Assim, o presente estudo avaliou a toxicidade aguda (dose única) e em doses repetidas (28 dias) do β-cariofileno administrado por via oral em camundongos Swiss fêmeas analisando alterações no peso corporal, consumo de alimento, ingestão de água, parâmetros hematológicos e bioquímicos, peso de órgãos após necropsia, biomarcadores de estresse oxidativo e histopatologia de vários tecidos vitais. O estudo de toxicidade aguda (300 e 2000 mg/kg) e em doses repetidas (300 e 2000 mg/kg) foram realizados de acordo com a diretriz 423 e 407 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), respectivamente. Já o potencial neurofarmacológico do β-cariofileno (100, 200 e 400 mg/kg) foi avaliado por modelo animal no teste do campo aberto, rota rod, labirinto em cruz elevado, suspensão pela cauda e nado forçado, bem como os modelos de crises epiléticas induzido por pilocarpina, pentilenotetrazol e isoniazida. Adicionalmente, o modelo animal de depressão induzido por dor neuropática foi utilizado para determinar o potencial antidepressivo do β-cariofileno livre e β-cariofileno complexado. É importante destacar que o β-cariofileno apresenta algumas características como volatilidade e baixa solubilidade em água, sendo que técnicas como complexações com ciclodextrinas pode melhorar a solubilidade, estabilidade e liberação controlada desse sesquiterpeno. Os resultados obtidos destacaram ausência de sinais clínicos adversos e mortalidade em qualquer animal submetido ao estudo de toxicidade em dose única e em doses repetidas. Além disso, não foram observadas alterações significativas no peso corporal, biomarcadores oxidativos (catalase, superóxido dismutase e peroxidação lipídica), parâmetros hematológicos (eritrócitos, leucócitos, plaquetas, hemoglobina) e bioquímicos (glicose, ureia, creatinina e ácido úrico) quando comparado com o grupo controle do estudo de toxicidade em dose única e em doses repetidas. As observações dos efeitos neurofarmacológicos resultaram na possível compreensão dos mecanismos neuromoleculares subjacentes às propriedades ansiolíticas, antidepressivas e anticonvulsivantes que podem envolver os receptores benzodiazepínicos/GABAérgicos ou via L-arginina-óxido nítrico. Além dos resultados descritos anteriormente, foi demonstrado que o β-cariofileno complexado (100 mg/kg) foi mais efetivo no efeito antidepressivo com uma dose inferior ao βCNF não complexado ou livre (200 mg/kg). Dessa forma, os resultados obtidos no presente estudo destacam uma premissa interessante no uso do complexo de inclusão βcariofileno/metil-β-ciclodextrina para o desenvolvimento de formulações farmacêuticas de dosagem oral com biodisponibilidade aumentada

  • LUANA DE OLIVEIRA LOPES
  • IDENTIFICAÇÃO DE PAINEL E PERFIL DE EXPRESSÃO DE GENES REGULADOS PELO ONCOGENE MYC EM CÂNCER GÁSTRICO
  • Orientador : GIOVANNY REBOUCAS PINTO
  • Data: 28/06/2019
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  • O câncer gástrico é a quarta neoplasia mais frequente no mundo, causando mais de 13.000 mortes por ano somente no Brasil. A maior parte das pesquisas voltadas para o estudo do câncer gástrico concentra-se em países com altas taxas de incidência, como o Japão. Estudos e políticas públicas são cada vez mais necessários para estabelecer um melhor manejo do câncer gástrico no Brasil uma vez que esta neoplasia é caracterizada por diversos fatores. A sobrevida relativa de indivíduos acometidos pela neoplasia gástrica é de cinco anos, sendo considerada baixa tanto para países desenvolvidos como em países em desenvolvimento. Este mal prognóstico deve-se principalmente pelo diagnóstico tardio que leva a poucas possibilidades de tratamento. Este trabalho tem o objetivo de investigar os genes regulados pelo oncogene MYC, de forma a estabelecer padrões de expressão gênica que guiem ferramentas para diagnóstico e prognóstico da neoplasia gástrica. Em uma primeira abordagem foi utilizada uma cultura de células estabelecidas a partir de pacientes com câncer gástrico do tipo metastático, para, por meio de silenciamento do gene MYC, Sequenciamento de Nova Geração e arranjos de PCR quantitativo em tempo real (qRTPCR), triar um painel de genes importantes regulados por MYC e seus perfis de expressão gênica. Do painel de 150 genes foram selecionados três genes regulados pelo oncogene MYC significativamente correlacionados ao estágio de metástase à distância do câncer gástrica, foram eles: UXT, MTA2 e CIAPIN1. Os três genes foram fortemente associados aos estágios mais avançados dessa neoplasia (P<0.0001). No entanto, apenas UXT e CIAPIN1 puderam detectar metástases à distância em pacientes em estágios iniciais da doença (P<0.0001) com alta sensibilidade (92.3% para UXT e 93.3% para CIAPIN1) e especificidade (90.7% para UXT e 96.2% para CIAPIN1). Além disso, a alta expressão de UXT e CIAPIN1 foi associada significativamente a uma baixa sobrevida global dos pacientes diagnosticados com câncer gástrico (P<0.0001). O estudo conclui que o oncogene MYC atua regulando milhares de genes na carcinogênese gástrica e alguns desses genes estão associados à estágios avançados do câncer, tal como em indivíduos que possuem metástases à distância. Dessa forma, tais genes marcadores podem ser utilizados para guiar o prognóstico e tratamento de pacientes acometidos com o câncer gástrico.

  • ANA SIQUEIRA DO NASCIMENTO MARREIRO TEIXEIRA
  • Uso da Enzima Polifenol Oxidase e das Nanopartículas de Mesocarpo de Babaçu (Orbignya phalerata Mart) para Construção de um Biossensor para Detecção de Sulfito
  • Orientador : CARLA EIRAS
  • Data: 24/06/2019
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  • Atualmente, tem se constatado que as alergias alimentares se tornaram mais frequentes devido as altas demandas no uso de produtos industriais, tais como os aditivos alimentares. Dentre os aditivos utilizados na indústria de alimentos podemos destacar os agentes sulfitantes, que apesar de sua eficácia na conservação de alimentos, tem apresentado inúmeras reações adversas em pessoas sensíveis a esses aditivos. Diante do que foi relatado, percebe-se a necessidade de métodos confiáveis, sensíveis e seletivos, tais como os biossensores, para avaliar, com segurança, a presença destes aditivos em um determinado produto alimentício. A partir desta problemática, o presente trabalho objetivou a construção de um biossensor eletroquímico para determinação de sulfito em alimentos, utilizando a enzima polifenol oxidase (PFO), e os polímeros naturais quitosana e o mesocarpo de babaçu (Orbignya phalerata Mart), sendo este último utilizado na forma de nanopartículas poliméricas (MBNPs). As MBNPs foram sintetizadas pelo método de diálise e caracterizadas pelas técnicas de Espalhamento Dinâmico da Luz- DLS, Potencial Zeta e Microscopia Eletrônica de Varredura-MEV, confirmando o sucesso na síntese das nanopartículas poliméricas. O biossensor ECP/MBNPs/QUIT/GA/PFO foi construído pela técnica “casting”, sendo o filme multicamadas adsorvidos sobre o eletrodo de carbono grafite pirolítico, e caracterizado eletroquimicamente pela técnica de Voltametria Cíclica (VC) e Voltametria de Onda Quadrada (VOQ), se mostrando eficiente para detecção do sulfito em sucos industrializados. O biossensor apresentou limite de detecção de 0,151 µmol L-1 e limite de quantificação de 0,452 µmol L-1 . No sentido de analisar a originalidade do trabalho, também foi apresentando um estudo de prospecção científica e tecnológica realizado nas bases científicas Web of Science, Scopus e Scielo, e nos bancos de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, Escritório Europeu de Patentes - Espacenet e Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos – USPTO, demonstrando que o biossensor para determinação de sulfito, utilizando nanopartículas poliméricas obtidas a partir do mesocarpo de babaçu (MBNPs) e a enzima polifenol oxidase, é algo inovador, visto que não foi encontrado nenhum relato na literatura com abordagem semelhante.

  • KÁTIA DA CONCEIÇÃO MACHADO
  • CARACTERIZAÇÃO FISIOFARMACOLÓGICA IN VITRO E IN VIVO DE NOVOS DERIVADOS DA CLASSE DAS 2-CLORO-N-ARILACETAMIDAS: POTENCIAL ANTINEOPLÁSICO E ASPECTOS TOXICOLÓGICOS
  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 29/05/2019
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  • Os cânceres podem ser considerados como um tecido anormal que são caracterizados pelo crescimento de células desordenadas incapazes de formar estruturas funcionais estáveis. Infelizmente, na maior parte dos casos, o tratamento por medicamentos quimioterápicos leva a efeitos colaterais severos. Os derivados da 2-cloro-Narilacetamida pertencem a uma classe química amplamente utilizada como intermediários sintéticos para a obtenção de substâncias bioativas para fins medicinais e químicos. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito citotóxico de moléculas sintéticas da classe 2-cloro-n-arilacetamida, sendo dividida em 2 capítulos. No capítulo 1 foi abordado as atividades antiproliferativas de dez substâncias derivadas de 2-cloro-Narilacetamidas (1-10), frente a 5 linhagens tumorais e em culturas primárias de células mononucleares do sangue periférico (PBMC) com o ensaio de Alamar blue, bem como sua atividade hemolítica frente a eritrócitos humanos. Com exceção dos compostos 6 (R = OCH3) e 9 (R = COOH), todos os compostos revelaram valores de CI50 variando de 4,9 μM (HL-60) a 50,1 μM (OVCAR-8). O composto 2 (CCL) foi o mais ativo contra três das cinco linhagens tumorais estudadas neste trabalho (HL-60, SF295 e HCT-116). Os compostos não causaram ação citolítica in vitro significativa em eritrócitos humanos. A maioria das moléculas também não foram citotóxicas na proliferação de CMSP humanas, e os valores de CI50 variaram de 11,8 a 44,6 μM. Um estudo toxicológico em duas doses (150 e 300 mg/kg) foi realizado observando parâmetros gerais de comportamento por screening hipocrático, assim como avaliação da atividade exploratória, coordenação motora e ansiedade por meio dos testes de campo aberto, rota rod e labirinto em cruz elevada. Foram observadas mortes somente na maior dose (300 mg/kg) nas três substâncias e não apresentaram alterações exploratórias e motoras. Para a avaliação do potencial antitumoral in vivo, as três moléculas foram administradas via intraperitoneal na dose de 25 mg/kg/dia, durante 15 dias consecutivos em camundongos imunodeficientes transplantados com células de carcinoma de cólon humano (HCT-116). Apenas os compostos CCL e CBR reduziram significativamente o crescimento tumoral em 21,2% (0,57 ± 0,02 g) e 27,5% (0,53 ± 0,04 g) quando comparados ao controle negativo. Mortes ou alterações no peso relativo de órgãos e em parâmetros hematológicos não foram detectados. No capítulo 2 foram avaliados a toxicidade dos compostos CCL, CBR e CNT frente a náuplios de Artemia salina, seguida teste de toxicidade aguda com embriões de peixe-zebra (FET) bem como em células normais humanas de fibroblasto de pulmões (MRC-5). Os três compostos apresentaram valores de CE50 frente a A. salina tóxicos quando comparados ao controle, sendo a CCL a que apresentou menor valor (0,0075 µg/mL). No FET observou-se severa mortalidade nos organismos dos tratamentos com a CCL mais elevados, 1,93 e 7,2 mg/L, com 90% e 100% de morte, respectivamente. Na avaliação da atividade citotóxica de MRC-5 todas as 3 substâncias foram atóxicas às células. A toxicidade por meio do modelo vegetal Allium cepa, os três compostos inibiram o crescimento das raízes, revelando toxicidade macroscópica. Foi realizado, por último, a avaliação oxidante/antioxidante em linhagens de S. cerevisiae, onde a CCL não modulou os danos oxidativos causados pelo peróxido de hidrogênio, já a CBR e CNT conseguiram modular esses danos, nas menores concentrações testadas (1 e 5 μg/mL). Dessa forma, os compostos CCL, CBR e CNT mostraram potencial antitumoral in vitro e in vivo contra células tumorais humanas e fraca atividade contra células normais humanas, com indício de toxicidade branda e ausência de comprometimento funcional severo nos animais tratados com o composto, não demonstrando também efeitos oxidativos ou antioxidantes frente a S. cerevisiae.

  • CLAUCENIRA BANDEIRA DA SILVA
  • Potencial biotecnológico e farmacológico de Annona coriacea Mart. (Annonaceae)
  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 17/05/2019
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  • A espécie Annona coriacea Mart. (Annonaceae) distribui-se por todo Brasil e apresenta importância significativa na descoberta de novos fármacos e cosméticos. O presente trabalho teve como objetivo analisar as características biológicas, químicas e farmacológicas da espécie Annona coriacea Mart., frente a diversos ensaios. O material vegetal foi coletado no Piauí (Cerrado Setentrional), município de Campo Maior. As folhas foram desidratadas à temperatura ambiente e moídas para a posterior extração dos extratos hexânico de Annona coriacea (EHAC 15,96g; 7,98%) e extrato etanólico de Annona coriacea (EEAC 19,43g; 9,71%). A investigação fitoquímica mostrou, para ambos os extratos, a presença de taninos, flavonoides, alcalóide, triterpenos /esteroides e cumarinas, característicos do gênero Annona. O conteúdo de fitoquímicos, obtido por curvas de calibração, revelou um conteúdo aproximado de 52,16 mg de fenóis; 99,6 mg de flavonóides; 17,78 de taninos hidrolisados e 18,17 mg de protocianidinas por grama do EEAC. O EHAC apresentou 13,8 mg de fenóis; 15,2 mg de flavonóides; 5,64 de taninos hidrolisados por grama do extrato.  Nos ensaios de eliminação de radicais livres o EEAC reduziu metade dos radicais DPPH com uma concentração de 771,0 µg/mL e apresentou uma capacidade antioxidante equivalente ao Trolox de 144,8 mM por grama de amostra. O EHAC foi menos efetivo nesses ensaios e reduziu em apenas 1058 µg/mL o DPPH e o efeito antioxidante sobre o ABTS foi de apenas 27,8 mM/g de amostra. Os extratos apresentaram excelente atividade larvicida, as concentrações de 20 µg/mL do EEAC e 40 µg/mL do EHAC causaram uma letalidade de 100% das larvas de A. aegypti, após 48h de exposição com uma CL50 de 0,84µg/mL e 0,90 µg/mL, respectivamente. Os EEAC e EHAC também demostraram elevada toxicidade sobre Artemia salina não sendo possível calcular a DL 50. O EEAC mostrou-se um potente inibidor da enzima acetilcolinesterase(AChE) com inibição >50% e CI50 = 6,966 mg/mL. A atividade de inibição do EHAC foi menor que 50%, e sua CI50 não foi determinada. Os extratos foram inativos contra bactérias gram-positiva (Staphylococcus aureus ATCC 25923; S. epidermides newprow0128), gram-negativas (Escherichia coli ATCC 25922, Pseudomonas aeruginosa HUT001) e fungos (Candida albicans ATCC 10231 e C. krusei ATCC 34135) com MIC ≥1024. Contra a cepa resistente a múltiplas drogas de S. aureus (SA1199-B) que superexpressa a bomba de efluxo NorA, o EEAC em concentrações subinibitórias foi capaz de reduzir em até 4 vezes a CIM da norfloxacina, enquanto a HEAC em apenas 2 vezes. Quando os extratos foram associados ao brometo de etídio, um substrato da bomba de efluxo NorA, observou-se uma queda da CIM do corante em 8 e 2 vezes com o EEAC e com o EHAC, respectivamente. Esses resultados são promissores e sugerem que os extratos possuem fitoquímicos que inibem a bomba de efluxo NorA, e tornam a cepa mais sensível ao antibiótico, possuem potencial inseticida biodegradável contra A. aegypti, boa inibição da AChE e também toxicidade contra A. salina subsídios para futuros ensaios de atividade antiproliferativa.

  • TARCISIO VIEIRA DE BRITO
  • GABAPENTINA ATUA NO MODELO DE DOENÇA DE CROHN COMO ANTIINFLAMATÓRIO INTESTINAL ATRAVÉS DO RECEPTOR ATIVADO POR PROLIFERADOR DE PEROXISSOMA GAMA (PPAR-γ)
  • Orientador : ANDRE LUIZ DOS REIS BARBOSA
  • Data: 17/05/2019
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  • A gabapentina (GBP), análoga do ácido gama-aminobutírico (GABA), é um fármaco anticonvulsivante, com indicações também para neuralgia pós-herpética e dor neuropática. E recentemente foi comprovada a ação da GBP revertendo o processo inflamatório geral. Sendo este efeito baseado na antagonização de eventos e vias pró-inflamatórias específica como, a migração de células do sistema imunológico para o sítio da lesão, a redução da atividade da enzima Ciclooxigenase2 e de citocinas pró-inflamatórias como, TNF-α e IL-1β. Com isto a gabapentina tem um forte indício de estar atuando na inibição do Fator Nuclear КB (NF-КB), um ativador do cluster de genes do processo inflamatório, que incluem os genes para TNF-α e IL1β. E sabendo que o receptor ativado por proliferador de peroxissoma gama (PPARγ) é um importante receptor envolvido na ativação do NF-КB, o presente trabalho teve como objetivo estudar a participação da via do PPAR-γ durante o possível efeito antiinflamatório promovido pela GBP na colite induzida pelo ácido trinitrobenzenosulfônico (TNBS) em ratos. Os resultados aqui apresentados sustentam de forma muito sólida a tese de que a GBP atua diminuindo os parâmetros do processo inflamatório na colite induzida por TNBS, principalmente através da sinalização em mastócitos, e além disto, este efeito atribuído à GBP certamente está relacionado à inter-relação com o receptor PPAR-γ que por sua vez inibe a ativação do NF-kB e tendo como consequência a diminuição da ativação da cadeia gênica relacionada ao processo inflamatório intestinal que por sua vez promove uma melhora significativa do quadro inflamatório apresentado pela colite induzida por TNBS.

  • FABIANE ARAUJO SAMPAIO
  • EXPRESSÃO DA PROTEÍNA METALOTIONEÍNA-1 EM MULHERES COM CARCINOMA MAMÁRIO
  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 09/05/2019
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  • O câncer de mama é a neoplasia mais comum que acomete as mulheres nos países ocidentais, sendo a principal causa de morte por câncer entre as mulheres em todo o mundo. No Brasil, foram estimados 59.700 casos novos de câncer de mama para 2018-2019, com um risco de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. Investigar biomarcadores no câncer de mama é importante para a identificação de marcadores mais precisos, visando melhores estratégias prognósticas e terapêuticas possíveis, pois os biomarcadores, tais como os relacionados à proliferação celular e apoptose, apresentam a vantagem de poderem sofrer alterações em seus níveis antes de qualquer resposta clinica ao tratamento, e assim poderiam selecionar melhor as pacientes que se beneficiariam do tratamento adjuvante. A propósito, a metalotioneína (MT), em particular a sua isoforma MT-1, tem sido associada a maior proliferação e redução da apoptose de células malignas e pior prognóstico. Estudos sugerem que a hiperexpressão da MT apresenta, entre outros mecanismos, efeito anti-apoptótico por comprometer a função da p53 no núcleo celular, proteína responsável por estabilizar a manutenção da integridade do genoma. A literatura sobre este tema ainda é escassa e controversa. Todavia, até onde investigamos, não encontramos estudos que avaliassem a expressão imunoistoquímica da MT em carcinoma mamário e fibroadenoma em mulheres na idade reprodutiva. Esta tese foi estruturada em dois capítulos: O capítulo I teve como objetivo avaliar a interação da atividade da metalotioneína, zinco e p53 ou expressão gênica em linhagens de células de câncer de mama ou estudos com animais. Esta revisão sistemática não revelou relação entre metalotioneína, zinco e p53, quando avaliados em conjunto, mas demonstrou interações entre esses biomarcadores quando avaliados em pares. No entanto, novos estudos, principalmente in vivo,  são necessários para elucidar os mecanismos moleculares da ação da metalotioneína na prevenção do câncer de mama ou seu papel na progressão da doença. O capítulo II teve como objetivo comparar a expressão da metalotioneína-1 entre o câncer de mama (estudo, n=30) e o fibroadenoma (controle, n=36) de mulheres na idade reprodutiva, que mostrou uma porcentagem média de núcleos corados com anti-MT-1 de 26,93% e 9,10% nos grupos estudo e controle, respectivamente (p<0,001). Além disso, os tumores histológicos de grau 3 mostraram uma expressão de MT-1 significativamente maior do que o grau histológico 1 (p <0,05), sendo que os tumores negativos para receptores de estrogênio, progesterona e HER2 apresentaram uma expressão de MT-1 significativamente maior do que os tumores de mama com estes parâmetros positivos (p<0,05). O presente estudo mostrou que a expressão imunohistoquímica da proteína MT-1 foi significativamente maior no câncer de mama quando comparada ao fibroadenoma e ainda foi possível observar maior imunorreatividade da metalotioneína-1 em tumores mais agressivos. 

  • SÁVIA FRANCISCA LOPES DIAS
  • EFEITO RELAXANTE DA GOMA DO CAJUEIRO (Anacardium Occcidentale L) PURIFICADA E EM SISTEMA DE NANOPARTÍCULAS SOBRE ÚTERO DE RATA.
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 03/05/2019
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  • O termo “dismenorreia” é utilizado para denominar as cólicas menstruais dolorosas. O aumento da contratilidade uterina foi proposto como uma das principais causas da dismenorreia primária (DP). Esse estudo propôs o efeito relaxante da goma do cajueiro purificada (GCP) e em sistema de nanopartículas na contratilidade uterina de roedores. A Goma do Cajueiro foi extraída por incisões no tronco da árvore Anacardium Ocidentale e purificada em laboratório. A originalidade do material foi comprovada por Espectroscopia no Infravermelho e Análise Elementar. Para investigação do efeito relaxante em útero isolado de rata (in vitro) foram utilizadas ratas Wistar virgens (Rattus norvegicus). Para o estudo in vivo foram utilizados camundongos fêmeas virgens (Swiss). Todos os animais foram pré-tratados com estradiol antes dos experimentos. As contrações uterinas em órgão isolado foram monitoradas por um transdutor de deslocamento de força conectado a um amplificador de sinal. Os estudos foram realizados em útero pré-contraído com ocitocina (10-2 UI/mL) ou KCl (60mM) em diferentes concentrações da GCP (10-3–103μg/mL). Foi investigado o efeito da GCP sob uma curva concentração-resposta à ocitocina. O mecanismo de ação foi estudado através da participação dos canais de potássio na presença de TEA+ 1mM e 5 mM. O teste de contorção induzida por ocitocina foi utilizado como modelo de DP in vivo. A GCP foi ainda modificada por acetilação para síntese de nanopartículas. Esta foi realizada utilizando o método de diálise ou deslocamento do solvente e analisadas em DLS, Potencial Zeta e índice de polidispersão (IPD). A estabilidade coloidal das nanopartículas foram monitoradas por 12 meses. Os ratos receberam as nanopartículas de Goma de Cajueiro Acetilada (NPsGCA) por gavagem. O tecido uterino foi coletado para exame histopatológico (H & E).  A CGP reduz a contração uterina induzida pela ocitocina in vitro de forma significativa e dependente da concentração (CE50 = 2,53 ± 0,54 μg/mL) com eficácia máxima de 97,8 ± 0,8%. A característica do antagonismo da contração é do tipo não competitivo, o que confirma que a GCP não age a nível de receptores.  Na presença de 1mM e 5 mM de TEA+ o valor de Emax foi inferior a 50%, o que sugere o envolvimento dos canais de K+. O estudo in vivo demonstrou que a GCP reduziu significativamente o número de contorções induzidas por ocitocina com uma inibição máxima 78,86 ± 8,97% na dose de 0,3 mg/kg. Cortes histológicos confirmaram o efeito tocolítico da GCP. A espectro do infra vermelho e análise elementar atestaram a originalidade da GC e comprovam a hidrofobização por acetilação. As NPsGCA foram sintetizas com partículas de distribuição unimodal (tamanho: 257,63±1,60 nm; potencial zeta: -32,18±0,70 mV; IPD: 0,140±0,012). A estabilidade coloidal das nanopartículas monitorada por 12 meses foi confirmada, o que determina um parâmetro importante para interação e penetração de barreiras biológicas. As NPsGCA inibiram 88,66% as contorções induzidas por ocitocina na concentração de 0,03 mg/kg. Os cortes histológicos confirmaram o efeito tocolítico. O presente estudo demonstrou a existência de um efeito terapêutico inovador da GCP e o aprimoramento do mesmo em sistema de nanopartículas, ao comprovar sua capacidade de diminuir a contração do músculo liso uterino induzida por ocitocina in vitro e in vivo. O mecanismo do efeito tocolítico foi estudado e sugere estar associado à ativação de canais de K+. Isso amplia as possibilidades da Goma do Cajueiro ser mais investigada para o tratamento da DP.

  • MARCELO BEZERRA MENDES
  • Avaliação do potencial toxicológico e cardiovascular do óleo essencial de Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand livre e complexado com beta-ciclodextrina
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 30/04/2019
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  • A espécie Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand (Burseraceae), utilizada popularmente como analgésico, cicatrizante contém uma resina exudada do caule composta de uma mistura de terpenos, porém não encontrado na literatura científica a utilização da mesma como anti-hipertensiva. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos toxicológicos e cardiovasculares do Óleo Essencial de Protium heptaphyllum (OEPh) livre e do complexo com β-ciclodextrina (OEPh-βCD) em ratos normotensos e hipertensos (SHR e L-NAME). Realizou-se as análises toxicológicas aguda de acordo com a OECD 2003. Ratos fêmeas tratados por via oral OEPh (2000 mg/kg) não apresentaram alteração significativa no consumo de água, alimento, avaliação ponderal, mas apresentaram alteração no parâmetro bioquímico de AST e albumina. No teste de viabilidade celular (in vitro) utilizou-se o ensaio MTT em células macrófagos de murinos e os resultados obtidos demonstram que em 24 horas a viabilidade apresentou-se acima de 50% com CI50 de 69,33 µg/mL. Na verificação do efeito do OEPh sobre o sistema cardiovascular, foram utilizados ratos machos. O OEPh nas doses (3,125; 6,25 e 12,5 mg/kg, VI) induziu hipotensão (-18,66±1,39*; -30,42±2,16*; -35,62±0,67* mmHg, respectivamente, *p<0,05 vs OEPh), reduziu a frequência cardíaca nas maiores doses 6,25 e 12,5 mg/kg (-36,59 ± 9,05*; -28,95±9,99* bpm, respectivamente, *p<0,05 vs OEPh). A participação dos receptores muscarícos foi verificada através da atropina 2mg/kg (IV) e observou que a resposta hipotensora do OEPh foi atenuada na menor e na maior dose e a bradicardia foi abolida, efeito semelhante foi obtido na presença do hexametônio. A participação dos receptores adrenérgicos (α1 e α2), foi realizada na com a utilização dos antagonistas prazosina e ioimbina, respectivamente. E os resultados demonstram que OEPh induz uma atenuação da hipotensão e uma redução da FC em todas as doses utilizadas. O envolvimento dos receptores β-adrenérgicos foi verificado na presença do prapanolol (1,5mg/kg, IV) e observou-se que o OEPh aboliu de maneira significativa tanto a (Pressão arterial média) PAM como a (Frequência Cardíaca) FC em todas as doses testadas. Na avaliação anti-hipertensiva do OEPh no modelo SHR observou-se que o OEPh nas doses (3,125; 6,25 e 12,5) por via venosa, promoveu uma redução da PAM e da FC. Nestes animais, o bloqueio com ioimbina atenuou de maneira significativa os valores pressóricos e da FC.  No modelo de hipertensão L-NAME utilizou-se OEPh livre e o β-ciclodextrina por via oral. A dose de OEPh (25 mg/kg) aumentou a PAM em relação ao controle após 20 minutos ΔPAM (2,13 ± 0,87* mmHg). A dose de OEPh (50 mg/kg) promoveu elevação da PAM (5,17±0,14* mmHg) em relação ao controle após 30 minutos seguido de uma diminuição do ΔPAM (-4,7 ± 1,07* mmHg) após os 40 minutos, efeito bifásico. A dose do OEPh (100 mg/kg) aumentou ΔPAM (1,72 ± 0,59* mmHg) em relação ao controle após 20 minutos. O complexo na mesma dose OEPh-βCD (100 mg/Kg) não promoveu alteração da PAM quando comparado ao controle, porém na administração do OEPh-βCD (200 mg/kg) aumentou a PAM em relação ao controle após 40 minutos, tendo um aumento do ΔPAM (15 ± 1,97*mmHg). Enquanto a administração a dose de OEPh-βCD (300 mg/Kg) diminui a PAM após 50 minutos (ΔPAM -9,8 ± 2,63* mmHg). Conclui-se que o OEPh administrado por via venosa induziu efeito hipotensor e bradicardico envolvendo a participação dos receptores muscarínicos, α e β-adrenérgicos ratos normotensos e efeito anti-hipertensivo em ratos SHR. O OEPh-βCD nas doses de demonstrou efeito bifásico (200 e 300 mg/Kg), com atividade anti-hipertensiva em ratos hipertensos (L-NAME).

     

    CEUA:069/2014

  • ROGÉRIO ALMIRO OLIVEIRA SILVA
  • ARGILA VERMICULITA NATURAL E MODIFICADA PARA APLICAÇÃO NA REMOÇÃO DO FÁRMACO DOXAZOSINA EM MEIO AQUOSO
  • Orientador : MARIA RITA DE MORAIS CHAVES SANTOS
  • Data: 29/04/2019
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  • A contaminação por substâncias químicas e seus efeitos no meio ambiente especialmente em águas é uma das preocupações da comunidade científica. Os poluentes que merecem destaque são os produtos e metabólitos de origem farmacêutica, devido promoverem a contaminação do ecossistema, serem tóxicos, carcinogênicos e dificilmente são degradados. Os fármacos, tais como, antibióticos e anti-inflamatórios são reportados na literatura como principais contaminantes de águas, isso se deve ao amplo expectro de atuação. O fármaco doxazosina base é atualmente muito utilizado devido suas propriedades e aplicações em diversos tipos de enfermidades, sendo portanto, que a presenta de moléculas deste composto em efluentes provenientes da indústria farmaceútica e do esgoto doméstico podem contaminar, ao longo dos anos, o meio ambiente aquático. A literatura reporta diversos métodos de remoção de substâncias químicas do meio aquatíco, sendo o processo de adsorção o mais simples, eficiente e econômico.Dentre os materiais que podem ser utilizados como matrizes adsorventes, as argilas e em especial a argila vermiculita que se trata de um argilomineral de baixo custo, apresenta alta capacidade de adsorção e troca iônica. Logo, este trabalho teve como objetivo utilizar a argila vermiculita natural e modificada por processo térmico e químico (organofilização) para remoção do fármaco doxazosina em meio aquoso. Inicialmente foi realizada uma revisão bibliográfica e uma prospecção tecnológica em busca de artigos nas bases de artigos Scopus, Web of Science e Scielo e para a busca de patentes as bases INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), EPO (Instituto Europeu de Patentes), USPTO (Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos), WIPO (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) e Derwent Innovations Index. Foram encontrados 49 artigos nas bases dos quais apenas 7 relatam estudos que envolvem a vermiculita para remoção de fármacos. Porém das 1471 patentes nenhuma fazem o uso da argila para tal processo. Para o estudo, a vermiculita foi calcinada em temperatura de 900 ºC e organofilizada com sal de amônio (CTMA-Br) em seguida caracterizada por FRX, DRX, DSC, FTIR e MEV. A vermiculita natural, expandida e organofilizada foram aplicadas em estudos de adsorção com variação de massa, tempo, pH e temperatura do fármaco doxazosina em meio aquoso. Os experimentos mostraram que a argila expandida e organofilizada apresentam uma capacidade de adsorção do doxazosina superior à vermiculita natural, em que esta apresentou uma capacidade máxima de adsorção de 58,29 mg g-1 em pH 1, a expandida de 76 mg g-1 em pH 3 e a organofilizada de 106,42 mg g-1. O mecanismo de interação adsorvente-adsorvato indicaram adsorção por quimissorção, e os dados se ajustaram melhor aos modelos de Freundlich e Temkin. Os dados revelaram que a argila expandida e modificada apresentam-se como alternativas promissoras para remoção de fármacos promovendo a revitalização do meio ambiente aquático.

  • PATRÍCIA ALVES DE ABREU E SOUSA
  • Micro/nanoesfera de SrMoO4 puro e dopado com hólmio como adsorvente de corante azul de metileno e fármaco doxazosina
  • Orientador : MARIA RITA DE MORAIS CHAVES SANTOS
  • Data: 26/04/2019
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  • Molibdatos e tungstatos são materiais investigados desde o século passado, as principais aplicações são nas áreas da química, engenharias, bioquímica, física e astronomia, atualmente, com aperfeiçoamento de métodos de obtenção e das propriedades vem se destacando a área biotecnológica com vertente de desenvolvimento de novos materiais. Dentre esses compostos, molibdato de estrôncio (SrMoO4) é um material atraente para pesquisas devido suas propriedades químicas e excelente estabilidade, o que possibilita a inserção de íons dopantes a fim de melhorar as propriedades e ampliar as aplicações. Neste sentido, esta pesquisa objetivou a síntese, caracterização de molibdato de estrôncio puro e dopado com hólmio, mantendo o controle morfológico com o intuito de aplicar os materiais na adsorção de corante têxtil azul de metileno e do fármaco doxazosina. Os resultados descrevem que o método solvotérmico possibilitou a formação de SrMoO4 e SrMoO4:Ho sem presença de fases secundárias, cristalinos e o controle morfológico foi alcançado, no qual, SrMoO4 se organizou em forma de microesferas e SrMoO4:Ho se organizou em forma de nanoesferas. As outras técnicas de caracterização confirmaram a organização estrutural dos compostos, a análise por Espectroscopia por Energia Dispersiva determinou a presença de todos os elementos de interesse e do íon dopante, indicando que ocorreu efetivamente a dopagem do material. A aplicação das micro/nanoesferas de SrMoO4 e SrMoO4:Ho na adsorção do corante azul de metileno possibilitou determinar as melhores condições para utilização, no qual, a capacidade adsortiva máxima de corante pelas microesferas foi de 603 mg g-1, ocorrida em pH 2 com tempo de equilíbrio de 30 minutos e para SrMoO4:Ho de 396 mg g-1, ocorrida em pH 3 com tempo de equilíbrio de 420 minutos. O mecanismo envolvendo adsorvente-adsorbato ocorre por interações químicas. Por apresentar melhores resultados de adsorção, as microesferas de SrMoO4 foram aplicadas a 2 ciclos de reuso e apresentaram excelente capacidade de remoção do corante azul de metileno. A aplicação dos materiais para adsorção do fármaco doxazosina, indicou que aas microesferas apresentaram capacidade de sorção máxima de aproximadamente 180 mg g-1, ocorrida em pH 2 com tempo de equilíbrio dinâmico de 90 minutos, enquanto as nanoesferas apresentaram aproximadamente 177 mg g-1, ocorrido em pH 3 com tempo de equilíbrio de 180 minutos. O mecanismo cinético de interação adsorvente-adsorbato ocorre também por interações químicas e os dados se ajustaram melhor ao modelo de adsorção de Temkin. Logo, microesferas SrMoO4 e nanoesferas de SrMoO4:Ho podem ser aplicadas em processos de sorção de corantes têxteis e fármacos em águas residuais prevenindo/revitalizando o meio ambiente, como também.

  • CARLA KELLY BARROSO SABINO
  • Atividade anti-hipertensiva e vasorrelaxante de complexo de Diosgenina com beta ciclodextrina em ratas ovariectomizadas hipertensas L-NAME
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 25/04/2019
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  • A diosgenina (25R-espriost-5-en-3-β-OH) é um esteróide encontrada em várias plantas farmacologicamente ativas, incluindo espécies de Solanum e Dioscorea. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito anti-hipertensivo da diosgenina e seu complexo nanoestruturado em modelos de menopausa e hipertensão L-NAME, bem como os possíveis mecanismos de ação envolvidos nos efeitos observados. Uma prospecção científica e tecnológica foi realizada e revelou poucas variedades de aplicações farmacológicas a diosgenina complexada em β ciclodextrina (β-CD) em atividade antihipertensiva. Dessa forma, é necessário explorar esse fitoesteróide na área científica e tecnológica, devido ao número limitado de patentes e publicações. Para isto, foram realizadas diferentes formulações do complexo β-CD (MF, LIOF e CE) e avaliadas físico-quimicamente quanto ao melhor método de inclusão supramolecular. A formulação nanoestruturada que apresentou melhor inclusão de Diosgenina foi a obtida pelo método CE. Consequentemente, os testes biológicos de atividade cardiovascular partiram desta formulação. Na caracterização e doseamento, constatou-se que o β-CD apresentou 47,54±1,7 % de eficiência de encapsulação e 7,13±0,25 % de eficiência de carga. No teste de toxicidade aguda, os animais tratados com β-CD não apresentaram sinais de toxicidade aguda até a dose de 2000 mg/kg, por via oral. Nesta mesma dose, o β-CD apresentou capacidade antiagregante, reduzindo de maneira significativa os valores de TTPA em relação ao grupo tratado com salina, por via oral. Na atividade anti-hipertensiva, o β-CD demonstrou importante efeito hipotensor dependente de dose (75, 150 e 300 mg/kg, v.o), enquanto a diosgenina isolada (300 mg/kg, v.o) não apresentou redução da pressão arterial. Além disso, o complexo β-CD na dose 300 mg/kg, v.o, apresentou atividade antihipertensiva semelhante em modelo OVX e OVX/LNAME. Nos testes in vitro, a diosgenina promoveu vasorrelaxamento em anéis aórticos de ratas OVX précontraídos com fenilefrina de maneira dependente de concentração e dependente do endotélio vascular. A participação de mediadores endoteliais foi verificada na presença de L-NAME (100 μM), ODQ (10 μM), Indometacina (10 μM), Atropina (1 μM) ou Tiron (100 M) por 30 minutos, e nestas condições observou-se que ocorreu uma atenuação do vasorrelaxamento promovido por diosgenina. Em anéis sem endotélio pré-contraídos com KCl 80 mM, a adição cumulativa de diosgenina não promoveu efeito vasorrelaxante concentração-dependente. Dessa maneira, esse fitoesteróide demonstrou importante segurança biológica, efeito antiagregante e anti-hipertensivo, com possível envolvimento da via eNOS/CG/COX, bem como a participação dos receptores muscarínicos e dos ânions superóxidos. E não ocorre a inibição do influxo de cálcio através dos canais para cálcio sensíveis a voltagem.

  • MARCELO RIBEIRO MESQUITA
  • Aplicação do sensoriamento remoto para a identificação das relações da paisagem urbana com a transmissão da leishmaniose visceral.
  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 25/04/2019
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  • A leishmaniasis Visceral (LV) é uma doença negligenciada, endemica de muitos países subtropicais e tropicais. No Brasil, a LV é causada por um parasita Leishmania infantum e transmitida por um flebótomo Lutzomyia longipalpis. A presença e ausência da doença em certas áreas urbanas sugere a possível associação com características da paisagem urbana.  Desta forma o objetivo deste trabalho foi verificar a associação da LV com a paisagem urbana do município de Teresina, localizada no Nordeste brasileiro. Para identificação e classificação das plantas urbanas, utilizou-se a tecnologia de sensoriamento remoto. A imagem de satellite de alta resolução utilizada foi a Worldview-2. O resultado da classificação geral da acurácia foi de 69,4%, com índice de concordância kappa de 0,68. As espécies que obtiveram maior acurácia foram Ficus benjamin (87,5%), seguida de Terminalia catappa (83,3%), Syzygium malaccense (82,4%), Mangifera indica (76,8%), Caesalpinia ferrea (75, 9%), Pachira aquatica (73,9%) e Tabebuia sp (75,9%). Foi analisado ainda a associação das plantas urbanas com a densidade do vetor L. longipalpis. Os achados indicam que tanto as famílias Anacardiaceae (representada por mangueiras e cajueiros) como Meliaceae (nim) têm efeito repelente sobre Lu. longipalpis. Fabaceae (várias espécies de leguminosas), Myrtaceae (goiaba) e Arecaceae (palmeiras) têm potenciais efeitos atrativos, considerando uma distância de até 30 metros das árvores até as armadilhas. Ainda foram analisadas a associação de árvores com a taxa de incidência de LV nos bairros da zona urbana da cidade de Teresina, Brasil. Observou-se que algumas plantas podem favorecer a incidência de LV e outras a sua presença diminui a incidência de LV. Demonstrou-se então a associação de plantas com a incidência de LV Desta forma podemos controlar a doença apenas modificando a vegetação urbana. Isto seria alcançado através da tecnologia limpa e barata do paisagismo urbano, sem o impacto ambiental do uso de inseticidas, ou de controversos programas de eliminação de reservatórios animais. 

  • WILLAME RODRIGUES DO NASCIMENTO SOUSA
  • INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS PARA A GENOTIPAGEM DE SCRAPIE EM OVINOS
  • Data: 15/04/2019
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  • O Príon Scrapie faz parte do grupo das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EETs), que são desordens neurodegenerativa fatais, e se manifestam em ovinos domésticos (Ovis aries), causando grandes prejuízos econômicos na ovinocultura. O Scrapie pode se manifestar por mutações nos códons 136, 154 e 171, no éxon 3 do gene PRNP. O polimorfismo nestes códons tem estreita relação com a resistência ou susceptibilidade ao desenvolvimento da doença, dependendo da combinação alélica entre os códons. A identificação pode contribuir consideravelmente para diminuir o efeito dessa doença nos rebanhos. O acesso ao DNA genômico requer a extração e isolamento do DNA configurando um passo fundamental para vários estudos clínicos relacionados, incluindo genética, genômica, polimorfismo genético, fingerprinting de DNA e sequenciamento de genes. A genotipagem molecular é o segmento que está em rápido crescimento no mercado de diagnóstico in vitro e que pode ser um passo fundamental para o controle da doença. Diante disso, no presente trabalho de tese foram desenvolvidas duas patentes de invenção, um referente a kit de extração rápido de DNA de células sanguíneas, e outro referente a kit de genotipagem que permite a identificação e diferenciação molecular in vitro de ovinos susceptíveis ao Scrapie. Com essas invenções esperase adicionar mais duas novas ferramentas moleculares, sendo que as mesmas primam pela sua simplicidade e pela rapidez, podendo auxiliar no combate ao Scrapie em ovinos, contribuindo para o controle e prevenção dessa doença, de forma minimizar prejuízos para a economia nacional e internacional.

  • LUANNE MORAIS VIEIRA GALVÃO
  • Desenvolvimento de uma bebida isotônica a base de cajuína
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 12/04/2019
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  • O segmento de bebidas isotônicas vem ampliando seu mercado, introduzindo novos sabores e atendendo à demanda crescente por novos produtos. A cajuína é uma bebida típica do nordeste brasileiro, com Indicação Geográfica (IG) do Piauí, preparada a partir da clarificação do suco de caju, sem álcool, sem adição de açúcar, rica em minerais e vitamina C. A partir dos resultados da prospecção tecnológica e científica, que demonstraram que não há nenhuma patente depositada, na base de dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), European Patent Convention (EPO) e The United States Patent and Trademark Office (USPTO), e nenhum artigo na base de dados da Web of Science, Pub Med e Scielo relatando à utilização da cajuína na elaboração de bebidas esportivas. Diante disso, o objetivo do trabalho foi desenvolver e avaliar a vida de prateleira de uma bebida isotônica de cajuína. As nove formulações obtidas através de planejamento experimental foram analisadas suas caracterísicas físicas e químicas, e selecionadas as formulações que atendessem aos parâmetros regulamentados pela RDC nº18/2010 da ANVISA. A partir dos resultados obtidos pelas análises físico-químicas, a formulação F5 foi selecionada com: 3,44 ± 0,02 (pH), 6,1 ± 0,0 (ºBrix), 0,27 ± 0,0 g/100mL (Acidez total), valor energético de 23,2 Kcal/100 mL, 5,2 g/100 mL de carboidratos (0,587 g/100 mL de glicose, 0,579 g/100 mL de frutose e 4,468 g/100 mL de sacarose), 270,97 ± 0,05 mOsmol/Kg (Osmolalidade), 810,0 ± 0,87 mg de Na/L, 447,0 ± 0,76 mg de K/L e 48,72 mg/100 mL de vitamina C. A bebida formulada atendeu aos padrões microbiológicos e não apresentou toxicidade, pelo teste utilizando o microcrustáceo Artemia salina, com CL50 de 2022,0 µg/mL. A avaliação sensorial foi realizada com 101 provadores não-treinados, e as médias para os atributos foi de 7,74 ± 1,23 para sabor, 7,01 ± 1,87 para cor e 7,79 ± 1,31 para aroma, que corresponde na escala hedônica a ―gostei moderadamente‖. A média para intenção de compra foi 4,12 ± 0,79, que corresponde ―possivelmente compraria‖. Os índices de aceitabilidade da bebida isotônica de cajuína foram de 86,03, 77,89, 86,58 e 82,38 % para sabor, cor, aroma e intenção de compra, respectivamente. Os dados do estudo de estabilidade apontaram que a bebida isotônica de cajuína pode ser consumida com qualidade e segurança até 150 dias de estocagem. Assim, a utilização da cajuína na produção de bebida isotônica, mostra-se como alternativa de bebida esportiva sem adição de corantes, sabor regional, e com menor quantidade de adição de açúcares, sendo direcionado a atletas que querem tornar sua vida ainda mais natural.

  • FRANCISCO VALMOR MACEDO CUNHA
  • Desenvolvimento tecnológico de complexo de inclusão em ß-ciclodextrina e nanoemulsão contendo ferulato de etila para aplicação pré-clínica em modelo de inflamação
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 12/04/2019
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  • Introdução: O ferulato de etila é um fenilpropanóide com atividades anti-inflamatória, antioxidante e neuroprotetora de origem natural e sintética com potenciais usos na indústria nutracêutica e farmacêutica. Entretanto, possui baixa solubilidade em água o que compromete a absorção no trato gastrintestinal, diminui a biodisponibilidade e compromete a reprodutibilidade dos efeitos in vivo para aplicações farmacêuticas de uso oral. Formas farmacêuticas para aplicação tópica têm aumentado nos últimos anos devido a busca por formas de tratamento com menos efeitos adversos e colaterais. Ciclodextrinas de origem natural e sintética são amplamente utilizadas a fim de melhorar o perfil de dissolução de substancias pouco solúveis. As nanoemulsões tem sido a tecnologia de escolha para aplicação de substancia hidrofóbicas de forma tópica propiciando ambiente favorável a pele e perfil de liberação controlado. Objetivo: Desenvolver, caracterizar e testar em modelo de edema de pata induzido por carragenina complexo de inclusão de B-ciclodextrina com ferulato de etila e nanoemulsão para vetorização de ferulato de etila por via tópica. Material e Métodos: Complexos de inclusão de ferulato de etila e B- ciclodextrina foram obtidos por mistura física, malaxagem, liofilização e spray drying. Os complexos obtidos foram avaliados quanto ao teor de ferulato de etila, estabilidade, perfil de dissolução, pesquisa de interações químicas através de FT-IR e avaliação da atividade antinflamatória in vivo através de modelo de edema de pata induzido por carragenina em ratos. Para desenvolvimento da nanoemulsao diagrama de fases pseudo-ternário foi desenvolvido com variações nas concentrações de surfactantes (Tween 80, Span 80), óleo (óleo de soja) e água. Os sistemas foram obtidos por ultrassonicação e foram avaliados quanto aos aspectos macroscópicos bem como tamanho de partícula, índice de polidispersão e potencial zeta. Ao melhor sistema obtido foi incorporado ferulato de etila a 1%, 2.5% e 5%. A melhor nanoemulsao foi então avaliada quanto a estabilidade, pesquisa de interações químicas através de FT-IR, avaliação de permeação in vitro através de célula de Franz, teste de irritação cutânea e avaliação de atividade antinflamatória in vivo através de modelo de edema de pata induzido por carragenina em ratos. Resultados: Os complexos de inclusão obtidos resultaram em aumento da solubilidade e estabilidade comparativamente ao ferulato de etila isolado. Além disso, os complexos obtidos por malaxagem, liofilização e spray drying apresentaram melhor efeito farmacológico comparativamente ao ferulato de etila 100 mg/kg v.o e o complexo obtido por spray drying apresentou efeito anti-inflamatório significativamente melhor que a indometacina (10 mg/kg) da segunda a quarta hora testadas. Dos sistemas obtidos, as melhores características de tamanho de partícula, PDI e estabilidade foi obtido com a proporção de 2.5% de óleo e 10% de tensoativo e 1% de ferulato de etila. A análise por FT-IR não revelou interação entre os componentes da nanoemulsão. O ensaio de liberação in vitro confirmou o perfil de liberação controlado, 26% de liberação do ativo após 6 horas de ensaio. A nanoemulsao obtida não apresentou sinais de irritação cutânea e foi efetiva na redução do edema (p<0,01) da terceira a quinta hora no ensaio de edema de para em ratos. Conclusão: Os sistemas binários entre ferulato de etila e B-ciclodextrina resultaram em aumento da solubilidade, melhora do perfil de dissolução do ativo, aumento da estabilidade e potência farmacológica em modelo inflamatório in vivo. A nanoemulsao desenvolvida apresentou boa estabilidade, perfil de liberação controlado e foi efetiva na redução da inflamação no modelo testado.

  • JAIRELDA SOUSA RODRIGUES
  • Compósito amido/melamina com extrato de Bixa orellana L. para aplicação biológica na cicatrização em feridas
  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 08/04/2019
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  • O urucum (Bixa orellana L.) é uma fonte natural de corantes vermelhos e além da bixina, estão presentes nas suas sementes, outros carotenóides, como a norbixina e o β-caroteno, o extrato de urucum está sendo empregado, como anti-hemorrágico, expectorante, laxativo e cicatrizante. Devido ao seu baixo custo e facilidade de extração, os polímeros bixínicos apresentam grande potencial de viabilidade econômica e perfil de aplicação comercial. O presente trabalho tem como objetivo o desenvolvimento de um filme polimérico de amido/melamina com extrato de Bixa orellana L. adsorvido, para a ação biológica de cicatrização de feridas. Para este propósito, foram sintetizados compósitos com diversas relações de concentração de melamina e com diferentes extratos de urucum. Após a elaboração do filme foi realizado a caracterização por técnica de UV, IV, TG, DSC e MEV. Na ação biológica verificou-se o efeito da membrana na cicatrização em feridas. O desenvolvimento do compósito amido/melamina com extrato de Bixa Orellana obteve características melhores que as bases poliméricas separadas, cola amilácia e resina melamina formaldeido. O filme de amido/melamina e a cola amilácia obtiveram aspecto maleável, a resina melamina formaldeido apresentou-se como um material rígido e quebradiço com característica termorrígida como apresentado nos resultados de Termogravimetria. A formação dos compósitos em diversas relações de concentração e adição de diferentes extratos a 10%, onde a melhor compósito foi a 1% de resina melamina as concentrações de 2 e 3% se apresentaram termorrígidas e frágil. A análise ultravioleta- visível dos compósitos exibiu as transições vibracional características da norbixina, o compósito extraído e neutralizado com NaOH. As análises de Microscopia Eletrônica de Varredura mostraram micrografias bem diferenciadas entre a cola amido e resina melamina, esta apresentou fortes tendências de estrutura termoplástica. Quando os compósitos foram aplicados na cicatrização, observou-se que no sétimo, decimo quarto e vigésimo primeiro dia todos os grupos tratados com compósito de extrato de urucum apresentaram diferença significativa se comparados ao grupo controle negativo na análise macroscópica. Na análise histopatológica, no sétimo dia formou-se tecido de granulação imaturo com boa deposição de colágeno e processo de reepitelização avançada no compósito RIAL. No decimo quarto dia, observou-se uma inflamação leve, caracterizada pela formação de tecido de granulação maduro. Após o vigésimo primeiro dia observou-se formação evoluída fibrose evidente onde ocorreu uma deposição de colágeno comparado com o grupo controle. Os compósitos amido/melamina com extrato de urucum, são de grande importância para a formulação de material com a função cicatrizante em feridas em um tratamento de ação rápida.

  • JURANDY DO NASCIMENTO SILVA
  • MECANISMOS DA AÇÃO ANTINEOPLÁSICA E ANTINOCICEPTIVA DE UMA FRAÇÃO ACETATO DE ETILA OBTIDA DA PLANTA Casearia sylvetris EM MODELOS EXPERIMENTAIS DE TUMORES MURINOS E HUMANOS E DE DOR ONCOLÓGICA
  • Orientador : PAULO MICHEL PINHEIRO FERREIRA
  • Data: 05/04/2019
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  • A especie Casearia sylvestris Swartz (Salicaceae) é uma planta medicinal, bastante utilizada na América do Sul, com diveras atividades farmacológica atribuídas principalmente a metabólitos secundários da classe dos terpenos (diterpenos clerodânicos). Esse trabalho teve como objetivo avaliar a ação antitumoral e antinociceptiva de uma fração acetato de etila rica em diterpenos clerodânicos (FC) e do composto Casearina X (Cas X) extraídos de C. sylvestris. FC (10 e 25 i.p. e 50 mg/kg/dia v.o.) e Cas X (25 i.p. e 50 mg/kg/dia v.o.) inibiram o crescimento tumoral em 7 dias de tratamento (p<0,05), reduziram a integridade da membrana, induziram a fragmentação do DNA e a despolarização mitocondrial (p<0,05). Animais tratados com FC 25 mg/kg/dia i.p e v.o., apresentaram uma maior sobrevida. No ensaio antiproliferativo em fibras ocas (HFA) a FC i.p e v.o. reduziu a proliferação celular em linhagens de glioblastoma humano (SF-295) e carcinoma colorretal humano (HCT-116) (p<0,05). No ensaio em modelo xenográfico houve uma redução significativa dos tumores dos animais tratados com a FC com ausência de alterações significantes na massa úmida dos órgãos e nos parâmetros hematológicos (p>0,05). Análises microscópicas dos tumores (HCT-116) revelaram alterações relevantes e morte celular por necrose (FC 10 mg/kg/dia i.p.). Em análises histológicas do fígado, foi constatada vacuolização e degeneração, hemorragia observadas nos rins, seguida de congestão celular apenas nos grupos FC 10 mg/kg/dia (i.p. e v.o.). A FC apresentou efeito antinociceptivo significativo em camundongos sadios e acometidos pelo tumor S-180 no teste de contorções abdominais, com destaque para animais tratados com maiores doses (25 i.p. e 50 mg/kg v.o.). Na fase neurogênica do teste de formalina, todas as amostras reduziram de forma significativa o tempo de lambida da pata. Na fase inflamatória apenas as doses por via oral tiveram efeitos promissores (p<0,05). Na avaliação do envolvimento sistemas de dor mediados por vias especificas, o antagonista naloxona reverteu o efeito antinociceptivo na primeira fase do teste enquanto os antagonistas L-NAME e Atropina (p<0,05) reverteram o efeito antinociceptivo da FC (50 mg/kg v.o.), na segunda fase do teste de formalina. A FC (25 i.p. e 50 mg/kg v.o.) diminuiu significativamente a hiperalgesia mecânica em até 4 horas (p<0,05), seguido da ausência em parâmetros comportamentais e motores em animais acometidos do tumor S-180 (p>0,05). Juntos, esses achados corroboram com o uso popular de C. sylvestris Sw para fins terapêuticos como proposto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sugerindo o desenvolvimento de um fitomedicamento com ação anticâncer e analgésica, tendo como base moléculas de diterpenos do tipo clerodânicos, com administração oral em fórmulas farmacêuticas sólidas.

  • KAYO ALVES FIGUEIRÊDO
  • Desenvolvimento tecnológico de uma microemulsão contendo riparina C para o tratamento da leishmaniose tegumentar: obtenção, caracterização e avaliação farmacológica.
  • Data: 05/04/2019
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  • A leishmaniose afeta mais de 12 milhões de pessoas ao redor do mundo. É considerada pela Organização Mundial da Saude (OMS) como uma das principais doenças negligenciadas no mundo, afetando principalmente a população pobre de países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. O alto custo e a falta de eficácia dos tratamentos tradicionais vêm sendo um estímulo na busca de alternativas terapêuticas para a leishmaniose. O objetivo deste trabalho foi realizar o desenvolvimento tecnológico de uma microemulsão contendo riparina C (RipC), bem como realizar sua avaliação farmacológica da atividade antileishmania. No capítulo I, foi realizada uma prospecção de estudos de docagem molecular de alvos bioquímicos através de uma busca de literatura científica de macromoléculas deLeishmania sp e, assim, servir de subsídio teórico para estudos in silico na triagem de novos fármacos para a terapia antileishmania. No capítulo II, foi realizado um estudo de avaliação biológica de atividade antileishmania, ADMET-tox in silico e docagem molecular das riparinas A - FAs riparinas A-F apresentaram uma potente ação citotóxica in vitro em formas promastigotas de Leismania major, principalmente para RipC e RipE. Quanto ao perfil ADME-Tox, as riparinas A-F apresentaram pequenas diferenças quanto a suas propriedades físico-químicas. O LogP foi um importante parâmetro para as diferenças encontradas de atividade antileishmania entre as moléculas. Nos estudos por docagem molecular os ligantes apresentaram constante de inibição<1 μM para LmNMT e LmLEI. As riparinas apresentam um excelente potencial para aplicação na terapêutica antileishmania, principalmente para as riparinas C, D, E e F  que apresentaram os melhores perfils de resultados in silico e in vitro.  No capítulo III, realizou-se a obtenção de uma microemulsão (ME) contendo RipC, ME1-RipC e ME2-RipC, para o tratamento da leishmaniose cutânea através da administração tópica. Além disso, analisou-se a sua estabilidade preliminar, caracterização físico-química e outros ensaios de controle de qualidade. Diagramas de fase foram obtidos através de uma mistura a frio, sob agitação moderada, de Polissorbato 80, Transcutol®, miristato de isopropila e água purificada. As formulações mantiveram-se estáveis nos ensaios de estabilidade preliminar. O método analítico demonstrou ser específico, linear, preciso, exato e robusto. As formulações apresentaram bons perfis de cinética de liberação in vitro e com modelos cinéticos diferentes.  Tais formulações foram capazes ainda de permear a pele da região dorsal de camundongos Balb/c, com destaque para ME2-RipC. No estudo de atividade antileishmania in vivo, ME1-RipC, ME2-RipC e AMB% foram capazes de retardar o desenvolvidos das lesões leishmanióticas e a frequência de ulcerações em relação aos grupos controles, com p<0,05 apenas para ME2-RipC e o controle positivo AMB3%. ME1-RipC, ME2-RipC e AMB3% foram capazes de reduzir de forma estatisticamente significativa a carga parasitária nas lesões em relação a ME1 e ME2.  Foi observado a ausência de toxicidade do tratamento proposto para o parâmetros peso, hematócrito, função renal e hepática, bem como a ausência de sinais clínicos de toxicidade aguda. Desta forma, a ME obtida tem potencial para uma futura aplicação tópica, podendo compor um sistema de liberação de fármacos para o tratamento da leishmaniose cutânea.

  • AFRA MARIA DO CARMO BANDEIRA DO NASCIMENTO
  • DESENVOLVIMENTO DE MEMBRANA A BASE DE COLAGENO E PÓLEN APÍCOLA PARA APLICAÇÃO BIOTECNOLÓGICA
  • Data: 02/04/2019
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  • O pólen apícola tem sido alvo de estudos que investigam sua composição química, fitoquímica e atividade antioxidante, bem como seus efeitos biológicos de ação antiinflamatória, antiviral, antimicrobiana, hepatoprotetora, preventivo de prostatite benigna, antienvelhecimento e cicatrizante. Fundamentada nestas informações, o objetivo do estudo foi desenvolver membrana de colágeno contendo extrato de pólen apícola no tratamento de lesões cutâneas, avaliando seu efeito cicatrizante. A caracterização de bioativos do extrato de pólen baseou-se em testes colorimétricos para determinação do conteúdo de polifenois totais, de flavonoides totais e da atividade antioxidante avaliada por três testes in vitro: DPPH, ABTS e FRAP. O extrato também foi testado para atividade antimicrobiana. Os materiais desenvolvidos (membrana com extrato e membrana sem extrato) foram submetidos à avaliação genotóxica via cometa alcalino e micronúcleo (MN), usando como controle positivo para ambos a ciclofosfamida. As membranas foram implantadas via intraperitoneal nos animais e verificadas as alterações em exposição aguda e crônica. A cicatrização foi acompanhada histologicamente por 21 dias, sendo quatro grupos experimentais (n=5): grupo controle CTR, sem cobertura; grupo pomada CP, representando o parâmetro comercial; grupo membrana CMP, que recebeu a membrana contendo o extrato; e CMSP, que recebeu a membrana sem o extrato. Pela avaliação fitoquímica, notou-se um conteúdo de polifenois. Os extratos mostraram ação antimicrobiana apenas contra Pseudomonas aeruginosa. Além disso, para ambos os testes de genotoxicidade, as membranas não apresentaram alterações mutagênicas significativas. E o histológico comprovou a eficiência da membrana no processo de cicatrização, pois aos 21 dias a área da lesão encontrava-se restaurada e sem sinais inflamatórios.

  • ROSÁLIA MARIA TÔRRES DE LIMA
  • Toxicogenética do [6]-Gingerol frente as suas possíveis ações antitumorais
  • Data: 01/04/2019
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  • As substâncias encontradas no gengibre (Zingiber officinale Roscoe) apresentam ações antitumoral, antimutagênica, antioxidante e anti-inflamatória. O estudo avaliou os efeitos e mecanismos toxicogenéticos e antitumorais do [6]-Gingerol ((S)-5-hidroxi-1-(4-hidroxi-3-metoxifenil)-3-decanona) em ensaios não clínicos. A toxicidade e citotoxicidade foi avaliada em Artemia salina, Allium cepa e MTT (brometo de 3-[4,5-dimetil-tiazol-2-il]-2,5-difenil). Efeitos antitumorais foram avaliados em linhagem humana para leucemia, murinos com Sarcoma 180 e carcinoma mamário, induzido pelo 7,12-dimetilbenzantraceno, com aplicação de marcadores citogenéticos. O [6]-Gingerol foi testado em 5, 10, 20, 40, 60, 80 e 100 µg.mL-1. O [6]-Gingerol apresentou toxicidade e citotoxicidade a partir de 10 µg.mL-1 em A. salina e A. cepa, apresentando concentração inibitória no ensaio MTT de 1,14; 5,73 e de 11,18 µg.mL-1, em linhagem leucêmica, Sarcoma 180 e em células mononucleadas de sangue periférico, respectivamente. Nas concentrações de 10 e 20 µg.mL-1, o [6]-Gingerol apresentou efeitos antitumorais em Sarcoma 180 pela redução de viabilidade celular e do índice de divisão celular, por mecanismos genotóxicos similares aos danos oxidativos induzidos pelo H2O2. Efeitos antitumorais do [6]-Gingerol em 10 µg.Kg-1, também foram observados em camundongos fêmeas com carcinoma mamário, evidenciado pelas análises histopatológicas e redução da marcação da proteína Ki-67. O tratamento com [6]-Gingerol não demonstrou alterações na avaliação comportamental dos animais, o perfil hematológico apontou conformidade na série vermelha, porém, aumento de eosinófilos, na série branca. Na avaliação bioquímica para enzimas hepáticas, foi observado aumento significativo de alanina aminotransferase, contudo, verificou-se ausência de alterações renais (ureia e creatinina). O [6]-Gingerol induziu baixa toxicidade, genotoxicidade e apoptose em células não tumorais (sangue periférico, medula óssea e fígado) quando comparado a ciclofosfamida (25 mg.kg-1). Assim, o [6]-Gingerol teve efeitos antitumorais por mecanismos citogenéticos indicativos de citotoxicidade e genotoxicidade por danos oxidativos, mutagenicidade  pela formação de brotos e pontes nucleoplásmicas, que culminaram para a indução de apoptoses. Os efeitos observados em estudos não clínicos podem contribuir para novas análises necessárias para o uso do [6]-Gingerol em formulações farmacêuticas antitumorais.

  • AYRES FRAN DA SILVA E SILVA
  • Desenvolvimento de um biossensor para diagnóstico de doença de Chagas
  • Data: 25/03/2019
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  • Os imunoensaios realizados em plataformas eletroquímicas apresentam alta sensibilidade. Um dispositivo simples (imunossensor) feito com materiais de baixo custo, à base de eletrodo de grafite (GE) modificado pela adsorção de hemácias sensibilizadas por antígenos de Trypanosoma cruzi (T. cruzi) (GETC), foi utilizado para detectar anticorpos específicos de T. cruzi em amostras de soro humano, pois as amostras positivas e negativas analisadas revelou um ponto de corte em 16,55%. A modificação que ocorreu na superfície do GE consumiu 10 vezes menos volume de suspensão de hemácias sensibilizadas, quando comparado ao volume utilizado pelo kit de reação de hemaglutinação indireta (HAI). A doença de Chagas é uma infecção responsável pela perda da capacidade de trabalho e pôr óbitos em muitos países, estima-se que 100 milhões de pessoas em todo mundo possam ser afetadas pela doença. O GE e as modificações que ocorreram em sua superfície foram caracterizados por microscopia eletrônica de varredura (MEV), voltametria cíclica (CV), espectroscopia de impedância eletroquímica (EIS) e cronopotenciometria. Os resultados obtidos para doença de Chagas por cronopotenciometria mostraram alta correlação com os obtidos pelo ensaio imunoenzimático (EIE) para o diagnóstico da infecção por T. cruzi. O tempo total gasto para o diagnóstico da doença de Chagas por cronopotenciometria foi de 10 minutos, enquanto os kits comerciais que foram utilizados nesse trabalho levaram de 1 a 2 horas. Assim, o imunossensor produzido, mostrou-se rápido e sensível. Uma plataforma eletroquímica inédita para a reação de hemaglutinação de anticorpos específicos contra hemácias sensibilizadas, para o diagnóstico da doença de Chagas.

  • THALYTA PEREIRA OLIVEIRA
  • Desenvolvimento de biossensor eletroquímico, de baixo custo, para a determinação de reatividade Anti-HLA, no contexto de transplante de órgãos sólidos
  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 21/03/2019
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  • Este trabalho relata o desenvolvimento de um biossensor eletroquímico para utilização em testes de verificação de compatibilidade genética entre indivíduos. Utilizou-se um eletrodo de ouro, “made in home”, limpo, que apresentou voltamograma característico. de ouro policristalino. Foram imobilizados os linfócitos e testados com soros humanos positivos e negativos e complementos sobre o eletrodo de ouro. Os experimentos foram realizados em uma célula de três eletrodos: trabalho o eletrodo de ouro; referencia Ag/AgCl em solução de KCl saturado; contra eletrodo placa de platina. A técnica utiliza foi a voltametria cíclica. As medidas elétricas dos linfócitos imobilizados sobre a superfície do ouro apresentou corrente anódica 1,78 µA em aproximadamente 0,50 V vs. Ag/AgCl. As respostas eletroquímicas dos soros (positivo e negativo) e do complemento não apresentam sinais oxidação ou redução no intervalo de potencial medido. Os eletrodos com células e soro positivo apresentou o sinal de corrente amplificado, no potencial de oxidação das células. O eletrodo desenvolvido para verificação de compatibilidade genética entre indivíduos, em uma análise qualitativa, apresentou-se eficaz quando comparado com os métodos de análise citometria de fluxo e citotoxidade dependente de complemento. Os resultados sugerem que o biossensor eletroquímico pode ser empregado para tal aplicação.

  • ALINE BARBOSA NEGREIROS
  • ANÁLISE GENÉTICA E GENÔMICA DA ABELHA-SEM-FERRÃO Melipona rufiventris: SEQUENCIAMENTO, DESENVOLVIMENTO DE FERRAMENTAS MOLECULARES E INFERÊNCIAS POPULACIONAIS
  • Data: 20/03/2019
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  • A abelha brasileira, Melipona rufiventris, vulgarmente conhecida como Uruçu Amarela, apesar do potencial ecológico e econômico, assim como as demais espécies desse grupo, tem sofrido bastante com a devastação ambiental provocada pelo homem, principalmente por conta da constante especulação agropecuária das regiões onde a espécie é endêmica, o que a colocou dentro da categoria de espécies ameaçadas de extinção pelo ICMBio. Porém, deve-se haver cautela quanto a esse enquadramento, principalmente pelo fato de se tratar de uma espécie com taxonomia indefinida. Assim, vê-se a necessidade do uso de marcadores moleculares, para não só solucionar essa questão, como também para identificar o perfil genético das populações presentes no Brasil de forma a auxiliar nas estratégias de conservação. Baseado nisso, o objetivo principal desse trabalho foi realizar um estudo genômico de frequência e abundância dos microssatélites na abelha-sem-ferrão Melipona rufiventris, M. subnitida e M. fasciculata utilizando a tecnologia do Sequenciamento de Nova Geração (NGS) e identificar e desenvolver marcadores microssatélites específicos e heteroespecíficos para M. rufiventris com validação feita por meio de inferência populacional de abelhas presentes em Minas Gerais, Goiás e Piauí. Para isso, de parcela do genoma, uma plataforma de base de dados de sequências foi gerada, a partir do qual foram selecionadas e identificadas regiões microssatélites com potencial para estudos genéticos. No geral, obtevese um total de 3.495 (137.313 contigs), 11.869 (47.081 contigs) e 93.588 SSRs (141.412 contigs), presentes em M. rufiventris, M. fasciculata e M. subnitida, respectivamente. Os tipos de microssatélites mais frequentes foram di e trinucleotideos, comuns em regiões neutras do DNA. Trinta e sete marcadores heteroespecificos (19 de M. subnitida e 18 de M. fasciculata) foram utilizados em M. rufiventris, sendo que maior parte da transferência foi relacionada à espécie M. subnitida, comprovada sua eficácia por meio de pequeno estudo populacional. De 25 marcadores desenvolvidos especificamente para M. rufiventris, 16 foram polimórficos, sendo capaz de demonstrar, como esperado, alta diferenciação genética (FST=0,252, RST=0317 e Dest= 0,284) entre as populações de Goiás, Minas Gerais e Piauí. Por meio desse trabalho de Tese, obtivemos um conjunto de novos marcadores eficazes para inferências populacionais em abelhas M. rufiventris, corroborando inclusive com as suspeitas de que as populações, presentes nos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica possam ser subespécies diferentes.

  • KARLA COSTA BEZERRA FONTENELE OLIVEIRA
  • APLICAÇÕES DO ARGILOMINERAL PALYGORSKITA ASSOCIADO A BIOMOLÉCULAS NO DESENVOLVIMENTO DE BIOMATERIAIS
  • Orientador : CARLA EIRAS
  • Data: 18/03/2019
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  • Os materiais de origem natural representam alternativas cada vez mais atrativas para o desenvolvimento de novos dispositivos visando a melhoria da saúde e da qualidade de vida da sociedade. Entre as possibilidades, os argilominerais aliam sua capacidade adsortiva, estabilidade térmica, reforço mecânico, viscosidade e biocompatibilidade à imobilização de moléculas bioativas no design de materiais multifuncionais. A palygorskita (PAL) é um argilomineral natural de morfologia fibrosa, de ocorrência no estado do Piauí com potencial para ser usado na ancoragem de moléculas orgânicas. Uma classe de moléculas de interesse é a dos peptídeos antimicrobianos (PAMs), detentores de propriedades antibacteriana, antiviral, antifúngica e antiparasitária podendo atuar como elementos terapêuticos ou no reconhecimento de agentes patogênicos em sistemas sensores. A Dermaseptina 01 (DRS 01) é um peptídeo sintetizado da secreção dérmica de anfíbios anuros da família Phyllomedusidae. Esta biomolécula tem sido alvo de estudos na área médica, incluindo sua associação com nanoestruturas. Outra classe de compostos é a dos exopolissacarídeos, produtos biotecnológicos sintetizados a partir de uma gama de organismos, entre eles, as bactérias, como as do gênero Sphingomonas. A goma gelana (GG) é um biopolímero com aplicações estabelecidas na indústria alimentícia, farmacêutica e na área médica devido às suas propriedades de biocompatibilidade. Diante do potencial destes materiais, o presente trabalho apresenta os avanços recentes na literatura acerca das moléculas biológicas imobilizadas em argilominerais evidenciando as biomédicas, seja para o desenvolvimento como biossensores, na medicina regenerativa ou mesmo em sistemas de entrega controlada. Para a parte experimental, a PAL foi previamente submetida a processos de purificação para o enriquecimento de suas propriedades adsortivas, o qual demonstrou um papel importante na resposta dos materiais formados. A imobilização do peptídeo DRS 01 pelo argilomineral PAL foi realizada por meio da técnica Layer-by-Layer (LbL) sobre substrato de óxido de estanho dopado com índio (ITO). Os filmes LbL foram caracterizados eletroquimicamente por Voltametria Cíclica (VC) em meio tampão fosfato 0,1 mol L −1 (pH 7,25; 25°C) a velocidade de 50 mV/s, Espectroscopia de UV-Vis, FTIR por reflexão total atenuada (FTIR-ATR) e Microscopia de Força Atômica (MFA). Os resultados para os filmes ITO/DRS 01 e ITO/PAL/DRS 01 mostraram um processo de oxidação em 0,77 V, demonstrando que a DRS 01 manteve seu comportamento eletroativo. Além disso, a utilização da PAL purificada influenciou positivamente a formação do filme com aumento na densidade de corrente de 1,82 µAcm-2 (ITO/PAL-IN/DRS 01) para 2,63 µAcm-2 (ITO/PAL/DRS 01) corroborando os resultados de DRX da PAL. A variação no número de bicamadas apresentou um aumento na densidade de corrente (4,60 μAcm-2 ) para o filme contendo 3 bicamadas, ITO/(PAL/DRS 01)3. Os filmes LbL a base de DRS 01 e PAL surgem como uma alternativa no desenvolvimento de plataformas versáteis e de fácil preparação. A PAL, por sua vez, também foi avaliada em associação com a a goma gelana quanto à sua aplicação no desenvolvimento de filmes casting como plataforma para liberação de fármaco. Duas amostras de PAL foram testadas, uma natural e outra ativada termicamente em diferentes concentrações (1, 5, 15, 30, e 50%). As propriedades físico-químicas dos filmes foram investigadas por MEV, FTIR-ATR, DRX e TG/DTG. Testes mecânicos, de Permeabilidade ao Vapor d'água Genotoxicidade e Ensaios de Liberação in vitro foram avaliados. A adição de PAL desempenhou o reforço das propriedades mecânicas dos filmes com aumento dos valores para força de punção e elongação relacionados à rigidez das fibras do argilomineral. Os estudos de permeabilidade revelaram um sistema com comportamento hidrofílico com diferença significativa para as amostras nas concentrações a 1 e 5%. Nenhum sinal de toxicidade foi reportado para os filmes biocompósitos. O estudo de liberação in vitro revelou que a adição de PAL natural na concentração de 1% melhorou o perfil de liberação do fármaco modelo em relação ao filme formado exclusivamente por GG. O filme GGPAL 1% exibiu um valor máximo de liberação de 79,26% ao final do ensaio, o qual constitui uma importante resposta para potenciais aplicações deste material como carreador de fármaco. O conjunto de resultados desta pesquisa contribui agregando valor à PAL, um material regional ainda pouco investigado em associação com biomoléculas. Desta forma, abre-se novas possibilidades biotecnológicas destes sistemas nas áreas de dispositivos sensores ou ainda para revestimentos de biomateriais na área biomédica.

  • ALYNE RODRIGUES DE ARAUJO
  • POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DA FRAÇÃO AQUOSA DO EXTRATO ETANÓLICO DE Terminalia fagifolia Mart. E IDENTIFICAÇÃO DO SEU CONSTITUINTE MAJORITÁRIO
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 14/03/2019
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  • A espécie Terminalia fagifolia Mart., presente no cerrado brasileiro, se destaca pelo seu uso etnofarmacológico. Em estudos anteriores, a fração aquosa do extrato etanólico de T. fagifolia apresentou resultados promissores no tocante à atividade antibacteriana, antibiofilme e citotóxica, sendo a fração do extrato etanólico mais ativa dentre aquelas testadas. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi averiguar o potencial biotecnológico da fração aquosa do extrato etanólico de T. fagifolia Mart., bem como isolar e identificar seu constituinte majoritário. A fração aquosa foi avaliada quanto ao seu potencial antifúngico contra leveduras e fungos filamentosos, de acordo com os documentos M27-A3 e M38-A2 da CLSI (2008), com posterior análise das alterações morfológicas em Candida albicans por Microscopia de Força Atômica. O potencial anti-inflamatório da fração aquosa foi verificado pelos modelos de edema de pata e peritonite induzidos por carragenina em camundongos, além do modelo de neuroinflamação induzida por LPS em células microgliais. A atividade antioxidante da fração aquosa foi caracterizada por ensaios in vitro, tais como sequestro dos radicais DPPH, ABTS, além da capacidade de redução do ferro (FRAP) e de absorção do radical oxigênio (ORAC). A toxicidade da fração aquosa foi testada em eritrócitos humanos e em larvas de Galleria mellonella. Para identificação do constituinte majoritário, o estudo fitoquímico da fração aquosa foi realizado por meio de cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas (CL-EM) e ressonância magnética nuclear (RMN). As características do mecanismo de ativação da molécula foram estudadas usando simulações computacionais de química quântica. O extrato etanólico e a fração aquosa de T. fagifolia foram utilizados para síntese verde de nanopartículas de prata (AgNPs), que foram caracterizadas por espectroscopia de UV-vis, FTIR, NTA, MET/EDS e Voltametria cíclica. Uma vez caracterizadas, as AgNPs foram testadas quanto a sua atividade antioxidante (DPPH, ABTS, FRAP e ORAC), com determinação de fenólicos e flavonoides totais, além da sua atividade antibacteriana e antifúngica. O teste de hemólise foi realizado para verificar a biocompatibilidade das AgNPs. Após a realização dos testes, a fração aquosa demonstrou excelente potencial antifúngico, principalmente contra leveduras sensíveis e resistentes do gênero Candida sp.. Em relação aos modelos murinos utilizados, a fração aquosa diminuiu siginificativamente o edema de pata na terceira hora, com percentual de inibição do processo inflamatório semelhante ao da Indometacina, além disso, reduziu significativamente os níveis de malondialdeído no modelo de peritonite. Em micróglias, o pré-tratamento com a fração aquosa foi capaz de inibir significativamente a produção de NF-kB após indução com LPS. Quanto aos ensaios de toxicidade, a fração aquosa não demonstrou toxicidade contra as larvas de G. mellonella e não diminuiu a viabilidade dos eritrócitos, nas concentrações ≤ 500 µg/mL. A partir das análises fitoquímicas, identificou-se um derivado do ácido elágico como o constituinte majoritário da fração aquosa. Os estudos teóricos mostraram semelhança estrutural entre a molécula isolada e a indometacina, além de um excelente potencial antioxidante Com o extrato etanólico e a fração aquosa foi possível sintetizar nanopartículas de prata esféricas e poligonais, respectivamente e as AgNPs sintetizadas apresentaram atividade antimicrobiana e potencial antioxidante. Os resultados obtidos nessa investigação indicam que a fração aquosa do extrato etanólico tem potencial para aplicação na área biomédica, com baixa toxicidade.

  • ANY CAROLINA CARDOSO GUIMARÃES VASCONCELOS
  • Análise dos efeitos orais e hepáticos do alfa-terpineol complexado com beta-ciclodextrina no modelo de periodontite induzida em ratos
  • Orientador : ALDEIDIA PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 11/03/2019
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  • A periodontite é uma doença infecciosa e imunoinflamatória multifatorial que, além de comprometer progressivamente a integridade do periodonto, pode causar danos remotos, incluindo alterações hepáticas. Essa correlação reforça a necessidade de desenvolver tratamentos novos e eficazes. Assim, o alfa terpineol (α-TPN), um monoterpeno álcool derivado de óleos essenciais, em complexação com beta ciclodextrina (β-CDs), assume um impacto possivelmente benéfico na terapêutica adjuvante da periodontite por suas conhecidas propriedades biológicas, bioquímicas e tecnológicas. Neste trabalho, o objetivo foi investigar a ação anti-inflamatória e antioxidante proporcionada pelo α-TPN isolado e α-TPN complexado com β-CDs em modelo experimental de periodontite induzida em ratos mediante análise dos parâmetros orais, sanguíneos e hepáticos. Quanto aos parâmetros clínicos foi analisado o índice de sangramento gengival, mobilidade dental e profundidade de sondagem. Altura óssea alveolar e mieloperoxidase (MPO) gengival também foram observadas e analisadas. Avaliação da fosfatase alcalina (FAL) por reação de imunohistoquímica foi realizada em amostras do fígado para verificar o dano hepático causado pela periodontite. A ação do complexado foi analisada histopatologicamente e morfometricamente no fígado. Marcadores de inflamação tais como a MPO e citocinas do grupo de fatores de necrose tumoral alfa (TNF-α) e interleucina 1 beta (IL-1β) e de estresse oxidativo pelas dosagens de malondialdeído (MDA); glutationa reduzida (GSH), nitritos e nitratos foram quantificados. Parâmetros bioquímicos no sangue como a lipoproteína de alta densidade (HDL), triglicerídeos, colesterol total, gama glutamiltransferase (GGT), alanina aminotransferase (ALT), aspartato aminotransferase (AST) e glicose foram analisados. Dos parâmetros hepáticos, foi considerada a massa corporal hepática, a análise histopatológica do fígado e de ultraestrutura do hepatócito por microscopia eletrônica de transmissão (MET).  Desta análise, os animais induzidos com a periodontite apresentaram as seguintes alterações: significante aumento no número de hepatócitos binucleados e FAL positivos, aumento no tamanho e número das vesículas lipídicas (VLs), aumento na distância entre as cisternas do retículo endoplasmático rugoso (RER), aumento no tamanho das mitocôndrias, foamy citoplasmático e acúmulo de glicogênio. O tratamento tanto do α-TPN isolado quanto dessa mesma molécula complexada com β-CD melhoraram significativamente vários parâmetros orais comparado com os animais com periodontite. Além disso, o tratamento com o αTPN isolado e complexado com β-CD diminuiu o escore de esteatose dos ratos com periodontite. O complexado demonstrou ação promissora quanto à melhora significativa nos parâmetros clínicos orais com diminuição da inflamação e nos indicativos de estresse oxidativo. Além disso, a microesteatose causada pela periodontite foi amenizada nos ratos tratados quando o complexado, destacando que a β-CD melhorou as propriedades do α-TPN.

     

  • BÁRBARA VERÔNICA CARDOSO DE SOUZA
  • "Efeitos hipoglicemiantes de extratos microencapsulados das folhas de Bauhinia forficata Link subsp. forficata: caracterização química, capacidade antioxidante e toxicogenética"
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 28/02/2019
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  • O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) caracteriza-se por uma hiperglicemia, devido a uma deficiência de insulina causada por disfunção das células β pancreáticas, com prevalência e morbimortalidade elevada. A Bauhinia forficata Link subsp. forficata é uma espécie vegetal com atividade antioxidante significativa e que pode ser utilizada no tratamento dessa patologia e prevenção de suas complicações. Diante disso, esse estudo objetivou obter e caracterizar extratos microencapsulados, investigar a bioacessibilidade dos compostos bioativos identificados e sua atividade antioxidante e seus efeitos hipoglicemiantes em modelo animal para diabetes induzidos por estreptozotocina, bem como sua toxicogenética para a aplicação em formulações farmacêuticas para o tratamento do diabetes. Inicialmente, fez-se uma revisão de patentes sobre o tema, no âmbito nacional e internacional, empregando os termos “Bauhinia forficata” e “diabetes mellitus”. Posteriormente, empregou-se a microencapsulação por spray drying para obter os extratos secos, que foram caracterizados quanto ao teor de umidade, atividade de água, densidade,  granulometria, reologia, morfologia (microscopia eletrônica de varredura), análises térmicas (calorimetria exploratória diferencial e termogravimetria), difração de raio-X, espectrometria de infravermelho, análise de cromatografia líquida de alta eficiência, acoplada à espectrometria de massas. A bioacessibilidade dos polifenóis foi avaliada utilizando-se soluções de enzimas fisiológicas, nos diferentes estágios do processo digestivo in vitro e seus efeitos na resposta ao estresse oxidativo foram verificados pelos ensaios do poder de redução do íon ferro e pela capacidade de absorção de radicais de oxigênio. Avaliou-se também os efeitos hipoglicemiantes e toxicogenéticos desses extratos microencapsulados em camundongos da linhagem Swiss. Induziu-se o DM2 nestes animais, com estreptozotocina e administrou-se os extratos, por 28 dias, sendo verificada a glicemia semanalmente e depois analisou-se os parâmetros bioquímicos, hematológicos e histológicos.  Na revisão de patentes, encontrou-se apenas sete patentes com a utilização da B. forficata no tratamento diabetes, sendo importante para subsidiar o desenvolvimento desta tese. Os extratos microencapsulados das folhas de B. forficata Link apresentaram baixos valores de umidade e atividade de água, tamanho das partículas adequados para a incorporação em comprimidos e cápsulas, com características amorfas. A espectroscopia no infravermelho e a cromatografia de alta eficiência confirmaram a presença de compostos fenólicos. Os polifenóis e os flavonoides bioacessíveis, em cada etapa da digestão in vitro apresentaram atividade antioxidante, como também hipoglicemiantes, pois os resultados indicaram que a glicemia dos animais diabéticos reduziu 77,26%, 57,79% e 45,15%, após o tratamento com extrato seco infusão (200 e 600 mg/kg/dia) e extrato seco decocção (600mg/kg/dia), respectivamente, quando comparados com o grupo diabético tratado com metformina (21,53%). Observou-se também uma melhora da resposta glicêmica nesses mesmos grupos, além de uma recuperação das células β pancreáticas. Assim, este estudo demonstrou que esses extratos, apresentaram atividade hipoglicemiante, com um efeito benéfico superior ao da metformina, sendo potenciais agentes terapêuticos para aplicações em formulações farmacêuticas para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2.

  • JOSYNARIA ARAÚJO NEVES
  • ATIVIDADE DO ÓLEO ESSENCIAL DE Rosmarinus officinalis L. LIVRE E COMPLEXADO EM β-CICLODEXTRINA EM RATOS HIPERTENSOS – L-NAME
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 25/02/2019
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  • Rosmarinus officinalis L. (Lamiaceae), conhecida como alecrim, é uma planta medicinal cujo óleo essencial é rico em terpenóides. Múltiplos monoterpenos podem promover hipotensão, vasorelaxamento e outros efeitos. Contudo, dados da ação do óleo essencial de R. officinalis (OE-Ro) frente à hipertensão são incipientes. Neste estudo, objetivou-se averigar as propriedades e aplicações biotecnológicas do OE-Ro; caracterizar o OE-Ro e seu complexo com β-ciclodextrina (OE-Ro/β-CD); avaliar o efeito toxicológico destas substâncias, mas sobretudo avaliar a atividade do OE-Ro e OE-Ro/β-CD em ratos hipertensos. Foram feitas pesquisas, entre 2006 a 2017, nas bases PubMed, Science Direct e Web of Science e nos bancos INPI, WIPO e EPO sobre R. officinalis e associações com outros descritores. O perfil químico do OE-Ro e OE-Ro/β-CD foram obtidos por cromatografia e caracterizados através de metodologias padrão. Para a atividade citotóxica artemicida utilizou-se a metodologia de Meyer et al. (1982). A toxicidade aguda adotada foi a metodologia de ensaios toxicológicos da diretriz 423 e antioxidantes. Por fim, avaliou-se os efeitos do OE-Ro e de OE-Ro/β-CD sobre a pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC) em ratos normotensos e hipertensos (L-NAME, 50 mg/kg, v.o) por 7, 14 e 21 dias. Os animais foram anestesiados submetidos a implantação de cateteres na veia cava inferior e aorta femoral. Os valores de PAM e FC foram obtidos através de um transdutor de pressão acoplado a um amplificador. Os procedimentos foram aprovados pelo CEEA-UFPI (078/2015). Os resultados foram expressos como Média ± E.P.M (p<0,05). Para a bioprospecção foram selecionados 305 artigos sobre OE-Ro, seis associando R. officinalis à hipertensão e 59 patentes. Confirmou-se o potencial de exploração comercial do OE-Ro para novas formulações e reduzidos estudos sobre atividade anti-hipertensiva. O processo de inclusão OE-Ro/β-CD apresentou um bom redimento (61,6%). Constatou-se que a CL50 foi de 188,2 μg/mL para OE-Ro nos microcrustáceos. Em ratos, a administração aguda de OE-Ro e OE-Ro/β-CD (2.000 mg/kg, v.o) não ocasionou mortes, apenas reduzidas alterações em alguns testes. A administração intravenosa das doses (12,5; 25 e 50 mg/kg/ OE-Ro) induziram um efeito hipotensor associado a bradicardia, podendo esta ser revertida pela atropina. Por via oral, a dose de 100 mg/kg/OE-Ro apresentou melhor atividade anti-hipertensiva. Esta dose em animais normotensos não apresentou este efeito (104 ± 5 mmHg). Nos hipertensos, o OE-Ro livre e OE-Ro/β-CD (100 mg/kg, v.o) promoveram atividade anti-hipertensiva conforme o tempo de pré-tratamento com L-NAME. Entre o OE-Ro e OE-Ro/β-CD não houve diferença significativa entre si, masdeve-se ressaltar que o teor OE-Ro no complexo foi menor. Conclui-se que o OE-Ro,mostra atividade hipotensora (i.v) e anti-hipertensiva (v.o) e, que a β-CD melhorou sua propriedade anti-hipertensiva ao reduzir a concentração de óleo administrado necessário para alcançar o mesmo efeito sobre a pressão arterial.

  • DÉBORA CÁSSIA VIEIRA GOMES
  • TOXICOGENÉTICA E OS EFEITOS ANTITUMORAIS DE EXTRATOS OBTIDOS DO Neonothopanus gardneri: POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO E FARMACÊUTICO
  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 22/01/2019
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  • As espécies do filo Basidiomycota, a exemplo do Neonothopanus gardneri, são ricas em bioativos com potencial biotecnológico e farmacológico. Apresentam atividades antiinflamatórias, antioxidantes, antimicrobianas, imunoestimulante, hipoglicemiante e antitumoral. Entretanto, os estudos sobre essas propriedades com o N. gardneri ainda são raros. A terapia do câncer ainda apresenta diversos efeitos colaterais e riscos para instabilidade genética, especialmente em células não tumorais, o que suscita pesquisas com novos compostos. Assim, o estudo teve por objetivos identificar alguns dos compostos químicos por abordagem fitoquímica, cromatografia líquida e ressonância magnética; além de avaliar os efeitos toxicogenéticos e antitumorais dos extratos metanólico e acetato de etila obtidos do N. gardneri, em Saccharomyces cerevisiae, modelos murinos para Sarcoma 180 e para o câncer de mama. Em estudos de revisão em periódicos PubMed, Science Direct, Web of Science e Scopus, utilizando os indexadores 'mushroom', ‘bioluminescent mushrooms’, ‘mushroom and biological activities’, ‘mushroom and secondary metabolites’ e ‘mushroom and antitumoral activity’ foi possível constatar que os metabólitos e compostos químicos, obtidos dos Basidiomycota, apresentam efeitos tóxicos/citotóxicos por diversos mecanismos compatíveis com apoptoses. Em S. cerevisiae e em células de Sarcoma 180, os extratos em 500, 1000, 1500 e 2000 μg/mL foram avaliados quanto a danos oxidativos e viabilidade celular, com aplicação do teste de micronúcleos com bloqueio de citocinese em células de Sarcoma 180. Em modelos para o câncer de mama, Swiss (20 a 50 g e 6 a 7 semanas de idade) foram submetidos à administração do 7,12-dimetilbenzantraceno (6 mg.Kg-1 v.o), durante onze semanas, com monitoramento toxicológico e citogenético. A terapia com o extrato metanólico foi feita na dose de 10 mg.kg-1 v.o; e com ciclofosfamida, em 25 mg.Kg-1 i.p. No extrato metanólico foi identificado alcaloides, açúcares redutores, proteínas, catequinas, taninos e depsídeos e foram isoladas duas amidas inéditas: 7,8-di-hidroxi-13-oxo-heneicosa-9,11- dienamida e 7,8 -di-hidroxi-13-oxo-octadeca-9,11-dienamida como isolados majoritários. Em S. cerevisiae, nas duas maiores concentrações, os extratos induziram danos oxidativos; mas, nas menores, foram antioxidantes. Citotoxicidade foi observada para todas as concentrações, em Sarcoma 180, na coloração Tripan, como também pelos índices de divisão nuclear sem e com apoptoses e necroses; e por danos genotóxicos similares à doxorrubicina (2 μg/mL). No monitoramento toxicológico (comportamental [campo aberto, rota rod], peso de órgãos, hematológico e bioquímico para enzimas renais e hepáticas) não foram observadas alterações comportamentais, renais e hipocráticas. Mas, observou-se alterações em plaquetas e em enzimas hepáticas. Em camundongos fêmeas, o carcinoma mamário ductal invasivo foi observado na mama direita, por análises histopatológicas e por marcação de Ki67. O extrato metanólico teve efeitos antitumorais para o carcinoma mamário com menos danos em tecidos não neoplásicos (medula, fígado e linfócitos de sangue periférico), de forma contrária ao observado para a ciclofosfamida (25 mg.Kg-1 i.p), durante as três semanas de terapias. Efeitos antitumorais do extrato foram observados por mecanismos associados a danos ao DNA e indução de apoptoses, possivelmente, com inclusão de danos oxidativos induzidos por seus bioativos. Entretanto, os compostos isolados ainda devem ser testados como produtos naturais para formulações antitumorais.

2018
Descrição
  • JULIANA BEATRIZ SOUSA
  • Utilização de nanopartículas magnéticas de Fe3O4@Au como nanoplataforma para o desenvolvimento de genoensaios eletroquímicos para detecção de milho
  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 20/12/2018
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  • O presente trabalho aborda um avanço tecnológico aplicado ao desenvolvimento de genoensaios eletroquímicos através da imobilização de sondas de DNA em nanoplataformas constituídas por nanopartículas magnéticas de Fe3O4@Au núcleo@revestimento. Estas nanoplataformas foram utilizadas na construção de dispositivos analíticos, para a detecção e quantificação do gene endógeno de alta mobilidade HMGA específico do milho a ser utilizado na quantificação relativa do evento de milho Geneticamente Modificado MON810. Um eletrodo de ouro obtido por Sputering sobre um filme de poliéster foi utilizado como eletrodo de trabalho para deposição das nanopartículas Fe3O4@Au e para a transdução eletroquímica, usando-se a enzima peroxidase como marcador e amplificador do sinal eletroquímico obtido na reação de hibridização de cadeias complementares do DNA correspondente ao HMGA. Os compostos tiolados acido 6-mercaptohexanoico e 6-mercapto-1-hexanol foram usados para funcionalizar as nanoparticulas através da formação de bicamadas auto-montadas. As nanopartículas apresentaram-se esféricas e uniformes com @ 10 nm de diâmetro com elevada eficiência de separação, o que associado à sua biocompatibilidade permitiu uma imobilização do DNA bem orientada. O genoensaio foi construído usando-se um formato de hibridação em sanduiche de modo a aumentar a seletividade do ensaio eletroquímico em condições otimizadas: (1) ácido 6-mercaptohexanoico (0,1 M) e 6 mercapto-1-hexanol (0,1 M) na proporção de 6:1; (2) Fe3O4@Au de 0.06 mg/ensaio; (3) hibridização homogênea a 98 °C, por 30 min; (4) hibridação heterêgena em 1 hora. Nestas condições obtiveram-se curvas de calibração com intervalo linear entre 0.0 e 5.0 nM de DNA com coeficiente de correlação de 0,9995, LOD de 0.094 nM e LOQ de 0.313 nM. A precisão do genoensaio variou entre 0,9 a 1,2 %. O método levou ao aumento de sensibilidade e não necessitou de prévia purificação e foi testando em amostras comerciais de milho. Os resultados experimentais mostraram que esta proposta apresenta-se como inovadora e acessível, com potencial para ser aplicada em análises quantitativas para a verificação da conformidade dos regulamentos de culturas GM.

  • LUCIANA MURATORI COSTA
  • Potencialidades farmacológicas de riparinas sintéticas como agentes antimicrobianos
  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 19/12/2018
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  • A pesquisa de novos antimicrobianos faz-se necessária devido ao surgimento de cepas multi resistentes, incluindo micro-organismos que não possuem sensibilidade a nenhum dos fármacos disponíveis. Outro aspecto relevante é a baixa taxa de lançamento de novos agentes, por esse motivo, é urgente que pesquisas sejam realizadas para desenvolvimento de novos antimicrobianos. Nesse contexto, as riparinas são moléculas promissoras, pois há relatos na literatura da atividade de alguns dos análogos sobre Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Dessa forma, com este trabalho objetivou-se investigar o potencial das riparinas no combate a doenças infecciosas, tanto na atividade intrínseca, quanto modulação da resistência a antibióticos. Para isso, primeiramente foi determinada a concentração inibitória mínima (CIM) das riparinas A, B, C, D e E contra S. aureus e foi avaliado seu potencial modulador no co-tratamento com ciprofloxacino e norfloxacino. Entre as riparinas testadas, Rip-E foi a que apresentou melhor atividade intrínseca (CIM = 32 µg/mL) e, Rip-B foi a com maior atividade moduladora, sendo capaz de reduzir o CIM das fluoroquinolonas oito vezes. A partir desse resultado, Rip-B teve seu mecanismo de modulação da resistência investigado. Para isso, foi testado também, o CIM de brometo de etídio (substrato da bomba NorA) em co-tratamento com riparina, além de ensaios de efluxo com brometo de etídio com fluorescência. Rip-B foi capaz de reduzir o CIM do brometo de etídio no co-tratamento, sugerindo inibição do efluxo. Esse mecanismo foi confirmado nos ensaios de efluxo e também na docagem. Foram feitos estudos de docagem para avaliar a compatibilidade deste composto com o possível sítio de ação. A Rip-B foi a molécula com mais provável encaixe com a bomba NorA de S. aureus. A partir da determinação do CIM de S. aureus, a riparina com maior atividade antimicrobiana intrínseca teve seu CIM avaliado para outras cepas de bactérias Gram positivas (S. aureus and S. epidermidis) e Gram negativas (E. coli, Salmonella Typhimurium e Pseudomonas aeruginosa), leveduras (Candida albicans e C. tropicalis) e sua atividade contra Leishmania amazonensis. Entre as riparinas, Rip-E foi a com maior atividade antimicrobiana intrínseca sobre S. aureus e, foi capaz de inibir o crescimento de bactérias Gram positivas e Gram negativas, sendo mais ativa contra as Gram positivas. Possui também atividade fungicida contra as duas espécies de Candida testadas, além de demonstrar atividade leishmanicida. Diante desses resultados pode-se concluir que as riparinas possuem um grande potencial antimicrobiano para tratamento de doenças infecciosas ou em co-tratamento associadas à ciprofloxacino e norfloxacino.

  • HYGOR FERREIRA FERNANDES
  • ESTUDO DO EFEITO TERAPÊUTICO DE FORMULAÇÃO EM GEL ORABASE CONTENDO POLISSACARÍDEO DA GOMA DE CAJUEIRO (Anacardium occidentale Linn.) EM RATOS COM PERIODONTITE INDUZIDA POR LIGADURA
  • Orientador : GIOVANNY REBOUCAS PINTO
  • Data: 18/12/2018
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  • A periodontite é uma doença inflamatória crônica altamente prevalente no mundo. É a principal causa de perda dentária em adultos e pode elevar substancialmente o risco de doenças cardiovasculares. É promovida sobretudo pelas respostas imuno-inflamatórias do hospedeiro contra biofilmes microbianos que se acumulam nas superfícies dentais, que por sua vez resultam em destruição dos tecidos periodontais. A goma exsudada a partir da casca do cajueiro (Anacardium occidentale Linn) é um heteropolissacarídeo complexo que apresenta potencialidades farmacológicas que podem ser exploradas para o tratamento ou prevenção da periodontite. O objetivo deste estudo foi desenvolver formulações em gel orabase contendo polissacarídeo da goma do cajueiro (GC) e avaliar experimentalmente seu efeito na prevenção da perda óssea alveolar e na expressão de genes relevantes para a patogênese periodontal. Duas formulações com diferentes doses de GC foram desenvolvidas: 50 mg e 150 mg/1 g de gel orabase (designadas GC50 e GC150, respectivamente). Periodontite foi induzida em ratos Wistar pela inserção de uma ligadura de nylon ao redor dos primeiros molares, mantida durante 20 dias. Os ratos foram aleatoriamente divididos em cinco grupos (n = 6) e receberam exclusivamente uma das seguintes aplicações tópicas: (1) salina 0,9%, (2) veículo, (3) GC50, (4) GC150 e (5) clorexidina gel 2%. Após eutanásia, o peso corporal e o peso de órgãos como fígado, rins, baço e coração foi registrado. Amostras de sangue foram coletadas para análises bioquímicas e para contagem total de glóbulos brancos (CGB). As mandíbulas foram removidas e processadas para análise da perda óssea alveolar. Os tecidos gengivais ao redor da ligadura foram avaliados quanto ao influxo de neutrófilos pelo ensaio da atividade da mieloperoxidase (MPO), e quanto à expressão gênica por qRT-PCR (TaqMan Gene Expression Assays). O tratamento com GC não mostrou evidências de toxicidade sistêmica. GC50 e GC150 igualmente promoveram reduções significativas na CGB e nos níveis de MPO, porém, somente GC150 reduziu significativamente perda óssea alveolar. GC150 reduziu os níveis transcricionais de COX-2, NOS-2, IL-1β, RANKL, INFγ, TGF- β, MMPs e TIMPs, comparado aos grupos salina e veículo (p < 0,05), no entanto não teve efeito sobre os níveis de MYD88, IL-4, IL-10 e RANK. Além disso, observou-se um leve, porém significativo, aumento do mRNA de OPG após o tratamento com GC150. Em todos os parâmetros analisados, GC150 apresentou resultados significativamente similares à clorexidina. Portanto, a aplicação tópica de formulação em gel orabase contendo GC foi eficaz em prevenir perda óssea alveolar em modelo de periodontite induzida por ligadura em ratos, e este efeito protetor se deveu principalmente à redução do infiltrado inflamatório nos tecidos gengivais, assim como dos níveis transcricionais de mediadores pró-inflamatórios, fatores osteoclastonênicos e de enzimas degradadoras de matriz extracelular. Estes achados revelam a possibilidade deste polissacarídeo ser uma alternativa à clorexidina na prevenção ou no tratamento adjuvante da periodontite em humanos.

  • ALESSANDRA RIBEIRO FREITAS
  • Polissacarídeo exsudado da Sterculia striata: propriedades e aplicação no delineamento de sistemas de formulações farmacêuticas
  • Orientador : EDSON CAVALCANTI DA SILVA FILHO
  • Data: 17/12/2018
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  • A Sterculia striata é uma planta nativa do cerrado brasileiro que produz um polissacarídeo exsudato (goma) com composição similar a goma karaya, uma goma comercial empregada na indústria farmacêutica. O objetivo deste trabalho de tese foi avaliar as propriedades do exsudato da Sterculia striata a fim de ampliar o seu potencial em aplicações no campo farmacêutico. A primeira fase deste estudo apresentou uma análise bibliométrica a respeito das potencialidades de aplicações para as espécies do gênero Sterculia na área farmacêutica. Foi possível observar pesquisas voltadas para estudo das propriedades reológicas, influência do pH, modificação química, desenvolvimento de sistemas de liberação de fármacos e estudos in vivo. Após a visão panorâmica do gênero, o estudo voltou-se para a espécie Sterculia striata e os resultados obtidos evidenciaram apenas 23 estudos sobre os produtos obtidos a partir de diversas partes da planta, dentre elas, deu-se enfoque aos estudos sobre o polissacarídeo exsudato onde foram encontrados apenas 8 artigos. Estes abordaram estudos sobre caracterizações físico-químicas, reologia e aplicações em formulações farmacêuticas e filmes. Na prospecção tecnológica sobre esta espécie foi observado apenas um pedido de depósito de patente, o que favorece a pesquisa e desenvolvimentos de novos produtos com potencial de aplicação na indústria farmacêutica. Na segunda fase a goma foi isolada e purificada e a sensibilidade deste polissacarídeo ao pH foi avaliada. Os resultados obtidos mostraram que o pH influencia no potencial zeta da goma Sterculia striata. Os valores de potencial zeta diminuíram significativamente de 0.939 mV para -74.9 mV à medida que o pH aumentou de 1 a 7 e quando o pH aumentou de 8 até 10 o potencial zeta aumentou de -73.9mV para -70.01mV. As análises reométricas evidenciaram alterações na viscosidade em resposta a testes realizados a diferentes pH’s. Esta resposta pode ser útil no desenvolvimento de novos sistemas de liberação de fármacos, tendo em vista que o corpo humano apresenta variações de pH, como por exemplo, ao longo do trato gastrointestinal, o que imprimiria na variação do comportamento do exsudato para liberação de fármacos. A resposta a variação do pH na viscosidade e potencial zeta da goma torna-se assim relevante para o emprego em sistemas de liberação de fármacos. Na terceira fase a goma foi modificada por meio da reação de aminação e a modificação foi comprovada pela técnica FTIR. Esta modificação alterou a massa molar da goma. As análises de cromatografia de permeação em gel evidenciaram que a goma nativa apresentou uma massa molecular de aproximadamente 1,8x107 g.mol-1, enquanto que goma modificada apresentou uma massa molecular de 6,3x106 g.mol-1. Através das análises de potencial zeta foi possível observar que a carga superficial reduziu, a goma nativa apresentou uma carga superficial no valor de -59,1 ± 0,794 enquanto que a goma aminada apresentou um valor de -33,1 ± 3,32. Estudos de mucoadesão ex vivo também foram realizados e a goma aminada apresentou uma força de adesão de 80,27 mN, enquanto a goma nativa apresentou uma força de 78,80 mN. A aminação também promoveu um aumento na atividade antimicrobiana. Neste aspecto, a goma nativa apresentou um efeito inibitório de 69,27% para S. aureus e após a modificação este efeito aumentou para 89,77%. Estes resultados sugerem que a aminação melhorou as propriedades da goma, aumentando assim o seu potencial em aplicação no campo farmacêutico. Na quarta fase uma formulação oral para proteínas terapêuticas foi desenvolvida e a insulina foi utilizada como fármaco modelo. A formulação apresentou eficiência de encapsulação de cerca de 70% de insulina. A estabilidade de armazenamento foi monitorada durante 30 dias através da análise do potencial zeta e a formulação manteve-se estável ao longo desses 30 dias. A mucoadesão ex vivo foi avaliada em texturômetro e a formulação apresentou força de adesão de 92,46mN. Além disso, a formulação foi capaz de proteger 64% da insulina em meio gástrico simulado em ensaio de liberação in vitro, demonstrando que a goma Sterculia striata pode ser promissora no desenvolvimento de novas formulações farmacêuticas. Por fim, foi realizado o pedido de depósito da formulação foi submetido ao Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia da Universidade Federal do Piauí.

  • MARCOS PEREIRA DA SILVA
  • BIOMATERIAL À BASE DE FOSFATO DE CÁLCIO, DOPADO COM CÉRIO E GÁLIO PARA PREENCHIMENTO ÓSSEO
  • Orientador : EDSON CAVALCANTI DA SILVA FILHO
  • Data: 17/12/2018
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  • Vários são os dispositivos utilizados para sanar os defeitos ósseos, no entanto, a hidroxiapatita (HAp) por ser um material com propriedades similares ao tecido ósseo tem tido destaque, porém, tal aplicação pode ser ainda melhorada com a incorporação de íons metálicos. Assim, o presente estudo teve como escopo a síntese da hidroxiapatita e dopada com metais em diferentes proporções pelo método de coprecipitação. A eficácia da síntese foi verificada por DRX, TGA, MEV-EDS e FTIR. A avalição da atividade bacteriana foi realizada pelo teste de contato direto, revelando efeitos satisfatórios para a hidroxiapatita dopada com cério (48.30% gram-positiva) e gálio (74% gram-negativa) de inibição bacteriana. A citotoxicidade foi avaliada pelo ensaio de MMT e todos os materiais não apresentaram toxidade., destacando-se com viabilidade superior a 95 %. Portanto, tais resultados obtidos, permitem inferir que os materiais dopados com cério e gálio pode ser um promissor na engenharia de tecido ósseo.

     

     

  • REJANE TEIXEIRA DO NASCIMENTO
  • SÍNTESE DE BIOPOLÍMEROS A BASE DE ÓLEO DE PEQUI (Caryocar brasiliense Cambess) PARA FINS BIOTECNOLÓGICOS
  • Orientador : MARIA RITA DE MORAIS CHAVES SANTOS
  • Data: 05/12/2018
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  • Nos últimos anos tem havido um crescente interesse para a aplicação de produtos naturais em diversos setores, sendo os óleos vegetais considerados substratos bastante promissores para diversas aplicações industriais. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi sintetizar e caracterizar biopolímeros à base de óleo de pequi (Caryocar brasiliense Cambess) para fins biotecnológicos. Foi realizada uma prospecção tecnológica e científica, com o objetivo de avaliar e apresentar uma visão geral e prospectiva do desenvolvimento tecnológico e científico dos polímeros a base de óleos vegetais. As buscas foram realizadas nas bases de patentes INPI, EPO e USPTO e nas bases científicas Web of Sciences e Scopus. O número de patentes relacionadas a síntese de polímeros a partir de óleos vegetais ainda é reduzido se comparar com a quantidade de publicações científicas distribuídas em diversas áreas, com a classe que abrange os compostos macromoleculares orgânicos, sua preparação ou seu processamento químico, tendo maior destaque. Foi possível constatar que o processamento do óleo de pequi para obtenção de biopolímeros é inovador, uma vez que, até o presente momento, não existe registro científico nem tecnológico desta aplicação. Nesse contexto, biopolímeros a base de óleo de pequi foram sintetizados nas razões molares 1:4 e 1:5 (Monoacilglicerol: anidrido maleico), P1 e P2 respectivamente, e caracterizados por Difração de Raios-X, Espectroscopia de Infravermelho com Transformada de Fourier, Ressonância Magnética Nuclear de 1H, análises térmicas (termogravimetria e Termogravimetria derivada) e ângulo de contato.  A aplicabilidade dos biopolímeros foi avaliada por teste de liberação (Diclofenaco de sódio - DS), pelo potencial oxidante/antioxidante (Saccharomyces cerevisiae), efeito geno/citotóxico (Allium cepa) e eficiência na adsorção de corante  Rodamina B, considerando parâmetros de dosagem, efeito de pH da solução, tempo de contato, temperatura e concentração inicial do corante. O percentual de DS liberado foi maior em pH 7,4 do que em pH 1,2, tanto para o P1 quanto para o P2, indicando que os polímeros em estudo apresentam boa sensibilidade ao pH; os biopolímeros não apresentaram efeito oxidante para nenhuma das concentrações testadas, contudo apresentaram significativo potencial de redução da inibição do crescimento e aumento na sobrevivência das linhagens testadas, apontando que estes são capazes de reforçar as defesas antioxidantes celulares. Nos resultados da avaliação da genotoxicidade e citotoxicidade dos polímeros em estudo, detectou-se que em baixas concentrações estes não apresentam efeito genotóxico e nem citotóxico. Em relação à adsorção, o polímero P1 apresentou uma maior capacidade de adsorção do corante RB (71,38 ± 0,95 mg g-1) que o P2 (43,62 ± 0,24 mg g-1). A quantidade de corante adsorvido aumenta com a diminuição da temperatura e as isotermas a 298 K ajustaram-se melhor ao modelo de Temkin, para o P1 e P2. A cinética de adsorção pode ser ajustada ao modelo de pseudo-segunda ordem, com R2 ˃ 0,99, sugerindo que adsorção da RB pelos biopolímeros foi de natureza química.  A dessorção do corante RB a partir da superfície dos biopolímeros foi realizada variando-se o pH e o tempo, onde se observou a liberação máxima de 90,72%  ± 1,57, no pH 3 para o P1 e 35,37% ± 1,94, para o P2 no pH 5, indicando que os dois polímeros são eficientes na liberação do corante.

     

  • BRUNO DA SILVA GOMES
  • DESENVOLVIMENTO DE NANOFORMULAÇÃO A PARTIR DO MONOTERPENO MIRTENOL E APLICAÇÃO PRÉ-CLÍNICA EM MODELOS DE INFLAMAÇÃO
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 26/11/2018
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  • A inflamação é um processo biológico em resposta a uma agressão cujo papel é restaurar a homeostase do tecido vivo, mas a inflamação descontrolada ou não resolvida pode causar danos teciduais e contribuir para a patogênese de doenças inflamatórias crônicas, como artrite. O mirtenol (2-Pinen-10-ol; Pin-2-eno-10-ol; 6,6-Dimetilbiciclo (3.1.1) hept2-eno-2-metanol) é um monoterpeno extraído do óleo essencial de plantas aromáticas com atividades farmacológicas comprovadas. O presente estudo investigou a atividade anti-inflamatória do mirtenol e da nanoformulação desenvolvida a partir deste monoterpeno. A atividade anti-inflamatória do mirtenol livre foi avaliada quanto a migração de leucócitos e liberação de radicais livres. A nanoformulação produzida pelo protocolo de Temperatura de Inversão de Fases e, em seguida, determinou-se o tamanho da nanopartícula, índice de polidispersão e potencial hidrogeniônico. A citotoxicidade da nanoformulação foi avaliada e comparada com os resultados do mirtenol por meio do teste de viabilidade celular em macrófagos murinos, assim como a toxicidade oral aguda. Para a investigação das atividades anti-inflamatórias e mecanismos de ação, foram realizados os testes de edema de pata induzido por carragenina, peritonite induzida por carragenina, contagem total e diferencial de leucócitos, níveis de mieloperoxidase, citocinas, malondialdeído, glutationa, no exsudato peritoneal e, por fim edema articular e incapacitação articular induzidas por Adjuvante Completo de Freund’s, em ratos. A nanoformulação do mirtenol foi obtida nas doses de 12,5, 25 e 50 mg/kg e suas partículas apresentam tamanhos em escala nanométrica menores que 40 nm e baixo índice de polidispersão, indicativos de boa estabilidade da emulsão. Os resultados mostraram que o mirtenol reduziu a migração de leucócitos para o foco inflamatório e modulou o estresse oxidativo. Os testes de viabilidade em macrófagos indicaram baixa citotoxicidade da nanoformulação do mirtenol e não foi evidenciado toxicidade oral aguda. O prétratamento dos animais com a nanoformulação do mirtenol reduziu de forma significativa o edema de pata induzido por carragenina, apresentando resultados superiores aos dos animais pré-tratados com o mirtenol. Somado a isso, a nanoformulação reduziu a contagem de leucócitos totais, monócitos e neutrófilos, além de reduzir os níveis de mieloperoxidase e citocinas pró-inflamatórias, mas não os níveis de malondialdeído; houve diferença estatisticamente significativa em relação aos níveis de glutationa quando comparados ao grupo controle. A nanoformulação também foi eficaz na redução do edema articular e do tempo de elevação da pata em modelo de artrite crônica induzida por Adjuvante Completo de Freund’s. Através desses resultados, pode-se concluir que a nanoformulação do mirtenol apresenta potencial atividade anti-inflamatória em modelos agudo e crônico, no qual a nanocomplexação parece melhorar suas propriedades químicas e farmacológicas em comparação ao monoterpeno. Os ensaios preliminares mostram que o mirtenol possui atividade anti-inflamatória pela modulação de migração e adesão leucocitária e a preparação da nanoemulsão do mirtenol também possui atividade antiinflamatória.

  • MARLUCE PEREIRA DAMASCENO LIMA
  • DESENVOVIMENTO E CARACTERIZAÇÃO DE FORMULAÇÕES TRANDÉRMICAS CONTENDO γ-TERPINENO COM ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA EM MODELO ANIMAL DE DOR NEUROPÁTICA
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 01/11/2018
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  • A dor é um dos mecanismos adaptativos e protetores mais importantes do corpo. Envolve o funcionamento normal dos sistemas fisiológicos, que engloba quatro estágios: transdução, transmissão, percepção e modulação. A dor neuropática é um tipo de dor crônica que resulta de uma lesão que afeta o sistema nervoso central ou periférico estando comumente associada a diversos processos patológicos. A terapêutica para esse tipo de dor inclui fármacos comumente associados à efeitos adversos, tolerância e eficácia reduzida ao longo do tratamento. Os produtos naturais como óleos essenciais e seus constituintes, se tornam uma alternativa promissora para o tratamento dessa patologia. Da mesma forma, sistemas microemulsionados para entrega sistêmica de substâncias lipofílicas vêm ganhado destaque no campo da biotecnologia farmacêutica, principalmente quando administrados por via transdérmica, uma vez que os constituintes de sua formulação conseguem atravessar o estrato córneo carreando as substâncias ativas para seu local de ação. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo desenvolver sistemas micromeulsionados contendo γ-terpineno e investigar seu potencial antinociceptivo e toxicológico, por via trasndérmica, em modelo animal de dor neuropática. Utilizou-se um diagrama de fases pseudo-ternário para preparação des sistemas microemulsionados contendo labrasol, plurol, miristato de isopopila, γterpineno e água. O DFPT mostrou a formação de 15 microemulsões (MEs), das quais foram selecionadas quatro para caracterização e testes de estabilidade termodinâmica. As formulações apresentaram uma taxa de liberação cumulativa acima de 37%, em 24h, revelando um perfil de liberação controlada. As MEs selecionadas para análise foram classificadas como sistemas isotrópicos de óleo em água (condutividade = 9,56 ± 0,01 µS/cm), com gotículas na faixa nanométrica (124,4 ± 243,7 nm), índice de polidispesão entre 0,235 e 0,315 e potencial zeta variando entre -28,1 e -55,1. Assim, a partir desse estudo foram desenvolvidos sistemas microemulsionados promissores para a entrega controlada de y-terpineno. Além disso, foi evidenciado que quantidades menores de tensoativos produziram formulações com maior estabilidade termodinâmica. As microemulsões escolhidas foram avaliadas quanto ao seu potencil antinociceptivo em modelo de dor neuropática. Os resultados mostram um aumento significativo no limiar de retirada da pata na dose de 200 mg/kg das formulações F1 e F2, aos 60 e 120 min após a administração, evidenciando a ação antinociceptiva da formulação. Na avaliação da sensibilidade térmica a F2 também mostrou ação antinociceptiva aos 60 min. As formulações transdérmicas na dose de 2000 mg/kg não demonstraram nenhum sinal de toxicidade clínica-comportamental durante os 14 dias de avaliação. Assim, os resultados deste estudo nos permitem concluir que formulações microemulsionadas de γ-terpineno, apresentaram atividade antinociceptiva, sugerindo efeito terapêutico com administrações agudas.

  • EVERTON MORAES LOPES
  • ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA DO ESTRAGOL LIVRE E COMPLEXADO COM β-CICLODEXTRINA NA DOR NEUROPÁTICA
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 01/11/2018
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  • A dor neuropática é uma condição dolorosa crônica, que surge quando há alguma injuria no sistema somatossensorial de percepção da dor, gerando sintomas como: hiperalgesia, alodinia, dor espontânea, entre outros. Atualmente existem alguns fármacos utilizados na sua terapêutica, entretanto a maioria deles não possui elevada efetividade ou são associados a diversos efeitos colaterais que oneram seu uso, principalmente de forma crônica. Nesse contexto, os produtos naturais, sobretudo os monoterpenos, surgem como uma alternativa viável para o problema. Assim, a presente pesquisa busca investigar a ação antinociceptiva do estragol diante dos modelos de neuropatia por constrição do ciático, bem como comparar a efetividade do monoterpeno livre frente ao complexado com β-ciclodextrina por coprecipitação e spray drier. Os resultados apresentados demonstram que o estragol não provoca danos celulares em organismos eucariontes, significativos, compatíveis com efeitos tóxicos. Na investigação da toxicidade aguda em modelos animais não demostrou alterações na massa de órgãos, parâmetros bioquímicos e testes comportamentais destacando assim a segurança terapêutica no uso agudo do monoterpeno. Nas avalaçãoes de dor crônica o estragol aumenta o limiar nociceptivo mecânico e reduz a sensibilidade térmica, sintomas da dor neuropática, caracterizando assim a ação antinociceptiva do monoterpeno. Entretanto considerando a baixa hidrosolubilidade, estabilidade e relatos de toxicidade do monoterpeno esse foi complexado com β-ciclodextrina. A complexação pelas duas técnicas aumentou a potência do monoterpeno, visto que o efeito foi mantido utilizando menor quantidade do estragol, sobretudo a complexação por coprecipitação prolongou o efeito do estragol. Desse modo, os ensaios farmacológicos prosseguiram comparando a ação do estragol com o complexo de inclusão com estragol por coprecipitação, e os resultados mostraram a efetividade do estragol complexado nos tratamentos subagudos. A ação antinociceptiva pode estar sendo mediada pelo efeito antioxidante, visto que as substâncias a peroxidação lipídica, também contribui para o reparo tecidal. O estragol livre e complexado, nas doses utilizadas, não provocou alterações gástricas, bem como, alteração nas atividades locomotora e exploratória dos animais. Contudo, o estragol apresenta atividade antinociceptiva a complexação por co precipitação garante maior segurança a utilização deste, visto que é possível obter efeito semelhante com menor quantidade de estragol incorporado a β ciclodextrina.

  • TAMNATA FERREIRA ALIXANDRE
  • Constituição química e estudo de atividades anti-inflamatória e antinociceptiva das vagens de Samanea tubulosa Benth
  • Orientador : AMILTON PAULO RAPOSO COSTA
  • Data: 26/10/2018
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  • A Samanea tubulosa Benth. (Fabaceae), conhecida popularmente por ‘Bordão de Velho’, com ampla distribuição pelos estados do Piauí e Maranhão. É cultivada para fins ornamentais e industriais, e utilizada na medicina tradicional para tratar processos inflamatórios e infecções cutâneas. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade anti-inflamatória e antinociceptiva das frações obtidas do extrato etanólico das vagens de Samanea tubulosa Benth., utilizando modelos de inflamação e nocicepção, bem como a identificação dos constituintes químicos responsáveis pelas ações das frações. As frações semipurificadas foram obtidas a partir do extrato etanólico das vagens de Samanea tubulosa Benth, e a toxicidade aguda das frações hexânica, acetato de etila e aquosa foi avaliada em dose única durante 14 dias de observação. O efeito antiedematogênico das frações hexânica, acetato de etila e aquosa, foi avaliado diante dos seguintes agentes flogísticos: carragenina, dextrana e prostaglandina. Além disso, foi avaliada a atividade antinociceptiva nos testes de formalina, capsaicina e glutamato. Determinou-se também os possíveis mecanismos de ação envolvidos no efeito antinociceptivo da fração hexânica e acetato de etila a partir do sistema opioide, canais de K + ATP e via de L - arginina-óxido nítrico. As análises fitoquímicas revelaram na fração hexânica a presença de ácidos graxos e seus ésteres (52,1%) e triterpenos derivados do lupano (28,58%) como a lupenona (16,53%) e lupeol (12,05%), já na fração acetato de etila foi identificado compostos flavonoides e fenólicos como a luteolina. Nos ensaios farmacológicos com a administração das frações hexânica, acetato de etila e aquosa por via oral, foi observado no teste de toxicidade aguda que os animais tratados com as frações não apresentaram sinais de toxicidade, até a dose de 2000 mg kg-1 . No teste de edema de pata induzido por carragenina, observou-se maior efeito antiedematogênico apenas na fração hexânica e acetato de etila na dose de 200 mg kg-1 com pico de resposta na 3ª h, em ambas as frações. A fração hexânica na dose de 100 mg kg-1 reduziu o edema induzido por dextrana a partir de uma hora de observação. Os grupos tratados com as frações hexânica e acetato de etila provocaram uma diminuição significativa no edema induzido por prostaglandina nos tempos de 60 a 120 min. No teste da formalina e capsaicina foi observado ação antinociceptiva. No teste do glutamato, as frações hexânica e acetato de etila apresentaram atividade antinociceptiva somente na dose de 12,5 e 25 mg kg-1 . A antinocicepção produzida pelas frações hexânica e acetato de etila foi significativamente revertida pela naloxona, indicando que as frações atuam pela via opioide. A resposta antinociceptiva da fração acetato de etila foi bloqueada pela glibenclamida, indicando que esta fração atua pela via dos canais de K+ ATP. Contudo, a resposta antinociceptiva das frações hexânica e acetato de etila não foram bloqueadas quando os animais foram pré-tratados com L- arginina indicando que as frações hexânica e acetato de etila não atuam por essa via. Nos testes do campo aberto e rota rod para as frações hexânica e acetato de etila não houve alteração da atividade locomotora dos animais. Conclui-se, portanto, que as frações em estudo exercem atividade anti-inflamatória através da inibição do edema de pata induzido por diferentes agentes flogísticos. E apresentam atividade antinociceptiva possivelmente relacionado com a via opioide.

  • JOSÉ WILLIAMS GOMES DE OLIVEIRA FILHO
  • AVALIAÇÃO TOXICOGENÉTICA DE PRODUTOS NATURAIS ISOLADOS DE FUNGOS ASSOCIADOS DE ALGAS MARINHAS PARA FORMULAÇÕES ANTITUMORAIS
  • Data: 25/10/2018
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  • Os fungos endófitos marinhos são ricos em agentes terapêuticos. O estudo objetivou investigar o perfil toxicogenético do extrato acetonitrila e metabólitos dicitrinina-A e citrinina, obtidos do P. citrinum em Artemia salina, Allium cepa e Saccharomyces cerevisiae, como análises preliminares para a avaliação tóxica, citotóxica, genotóxica e antitumoral da citrinina em modelos murinos para Sarcoma 180 e para câncer de mama induzido por 7,12- dimetilbenzantraceno, com monitoramentos comportamentais, bioquímicos, histopatológicos e imuno-histoquímicos (Ki-67). O extrato acetonitrila e os isolados foram identificados por cromatografia líquida e gasosa. Náuplios de A. salina foram expostos por 24 e 48 horas e A. cepa por 72 horas aos compostos. A avaliação oxidante/antioxidante foi feita em pré, co- e póstratamento com H2O2 em S. cerevisiae. A citrinina nas concentrações de 0,5; 1,0 e 2 µg/mL foi incubada durante 68 horas em células do líquido ascítico de Sarcoma180 e reincubadas durante 4h em estufa a 37C e a 5% CO2 após adição de suspensão de células, 20 L de [3-(4,5- dimetiltiazol-2yl)-2,5-difenil tetrazolium] (5 mg/mL). Depois 0,5 x 106 células/mL da suspensão foram submetidas aos testes cometa alcalino e de micronúcleos. O câncer de mama em Mus musculus, fêmeas virgens, foi induzido pelo 7,12-dimetilbenzantraceno (6 mg/Kg, v.o.). O veículo foi o azeite de oliva (10 mL/Kg), citrinina testada em 2 µg/Kg-1 , v.o. e a ciclofosfamida (25 mg/Kg-1 , i.p.), como controle positivo. A indução do câncer de mama ocorreu em onze semanas e a terapia com citrinina em 3 semanas. Em A. salina, o extrato acetonitrila, citrinina e a dicitrinina-A apresentaram toxicidade com CL50 (24 horas) de 2,03 µg/mL, 1,71 µg/mL e 2,29 µg/mL, bem como CL50 (48 horas) de 0,51 µg/mL, 0,54 µg/mL e 0,54 µg/mL, respectivamente. Em A. cepa, os compostos foram citotóxicos pelo baixo índice mitótico e mutagênicos pelo aumento de micronúcleos e de alterações cromossômicas. O extrato e seus metabólitos, em S. cerevisiae, somente em baixas concentrações, foram antioxidantes frente ao H2O2 em linhagens proficientes e mutantes para a superóxido dismutase citoplasmática e mitocondrial. A CI50 da citrinina, em células de S-180 foi de 3,77 µg/mL e nas concentrações 12,5 e 100 µg/mL, foi tão citotóxica quanto à doxorrubicina (2 µg/mL). Em 0,5; 1,0 e 2 µg/mL, citrinina induziu genotoxicidade e mutagenicidade em células de S-180, especialmente em 2 µg/mL, por danos oxidativos similares ao peróxido de hidrogênio (10 mM), por mecanismos associados a danos citogenéticos, especialmente apoptoses. O câncer de mama foi caracterizado como carcinoma mamário invasivo pela imuno-histoquímica e análise histopatológica. A citrinina induziu efeitos genotóxicos em células da mama, medula, linfócitos e fígado, e efeitos mutagênicos pela formação de micronúcleos, pontes, brotos e células binucleadas em medula óssea e fígado. Não foram observadas alterações nos pesos dos órgãos, exceto nas mamas. Efeitos similares da genotoxicidade foram observados para citrinina e ciclofosfamida, mas reparo de danos em linfócitos foi observado apenas na terapia com citrinina, que apresentou ação antitumoral, por mecanismos citogenéticos, possivelmente, associado a estresse oxidativo. Os compostos bioativos obtidos do extrato acetonitrila do P. citrinum são fontes promissoras para formulações farmacêuticas antitumorais.

  • ANTONIO LUIZ GOMES JÚNIOR
  • Efeito farmacológico e toxicogenético do ácido anacárdico em modelos murinos e em S. cerevisiae
  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 04/10/2018
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  • Os distúrbios neuropsiquiátricos afetam uma grande quantidade da população mundial. A busca por moléculas naturais com atividades antioxidantes é o foco das pesquisas atuais. O estudo avaliou o potencial farmacológico e toxicogenético do ácido anacárdico frente a ansiedade, depressão, convulsão, inflamação e dor em modelos comportamentais murinos. Camundongos Swiss machos (n=8/grupo- 25-30 g) foram tratados por via intraperitoneal com ácido anacárdico nas doses de 10, 25 e 50 mg.kg-1  para: (1) ansiedade (rota rod, campo aberto, labirinto em cruz elevado e de esconder esferas); (2) depressão (suspensão da cauda, nado forçado e campo aberto); (3) nflamação (edemas por carragenina; e em 25 mg.kg-1 por prostaglandina E2, dextrano, histamina e composto 48/80) e antinociceptiva (testes de formalina, de contorções abdominais e de placa quente); e (4) convulsivantes (pentilenotetrazol, pilocarpina, eletrochoque e ácido caínico (nas doses de 10, 25, 50 e 100 mg.kg-1 ). Estudos de possíveis mecanismos de ação foram feitos para os sistemas GABAérgico, serotoninérgico, noroadrenérgicos e antagonista dos receptores opioideo, bem como em estudos oxidantes/antioxidantes de peroxidação lipídica, glutationa reduzida, catalase, e em Saccharomyces cerevisiae mutadas em defesas antioxidantes. Foram feitos estudos toxicogenéticos para dose efetiva 50%, dose tóxica 50%, índice de proteção e de danos ao DNA (ensaio cometa versão alcalina). O ácido anacárdico, nas doses testadas, não induziu alterações no tempo de permanência e nem locomotoras comparadas com o grupo veículo. Significantes atividades ansiolíticas nas análises do tempo gasto nos braços abertos, distância percorrida nos braços e número de entradas nos braços abertos, quando comparadas ao veículo, por mecanismos associados ao sistema GABAérgico e ações antioxidantes, sem efeitos genotóxicos em hipocampo e córtex cerebral. O ácido anacárdico não apresentou toxicidade e teve ação antidepressiva por inibição dos receptores de recaptação de serotonina e 5HT-1A, mas não interage nos receptores α-adrenoceptores e β-adrenoceptores; bem como pela inibição da enzima óxido nítrico sintetase e guanilil ciclase, e ações antioxidantes em S. cerevisiae. Apresentou efeitos anticonvulsivantes por mecanismos de inibição de Na+, GABAérgicos e como antioxidante (inibição de peroxidação lipídica, pelo índice de proteção e efeitos antioxidantes em S. cerevisiae) e teve ação antinociceptiva. Nos edemas induzidos por prostaglandina, dextrano, histamina e composto 48/80, o ácido anacárdico em 25 mg.kg-1 reduziu edema e migração leucocitária e neutrolífica para a cavidade intraperitoneal, bem como diminuiu atividade da mieloperoxidase, concentração de malondialdeído, aumento dos níveis de glutationa reduzida, lambidas, contorções abdominais e tempo de latência ao estímulo térmico, por possíveis mecanismos associados aos receptores opióides. O ácido anacárdico é uma molécula antioxidante promissora para formulações neurofarmacológicas.

     

  • JOÃO EDUARDO PINTO PIRES
  • Enalapril na produção de embriões caprinos in vivo
  • Orientador : AMILTON PAULO RAPOSO COSTA
  • Data: 14/09/2018
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  • O sistema-renina-angiotensina (RAS) é classicamente associado ao controle da homeostase cardiovascular e ao equilibrio hidroeletrolítico. Entretanto, pesquisas têm descrito a presença dos constituintes desse sistema em vários órgãos ou tecidos, inclusive nos ovários. Além disso, há evidências de participação desses constituintes em processos reprodutivos como a foliculogênese, esteroidogênese e ovulação. Diante do exposto, este trabalho teve o objetivo de avaliar o SRA ovariano em situação de superovulação. Para isso, 67 cabras foram aleatoriamente tratadas com Enalapril subcutânea (SC), Enalapril intravaginal (IVG) ou não tratadas (Controle). Em seguida, os animais receberam tratamento de superovulação com medroxiprogesterona intravaginal durante 11 dias e seis doses decrescentes de FSH suíno nos últimos três dias de tratamento com o progestágeno. Os grupos enalapril receberam adicionalmente solução de Maleato de Enalapril (0,4mg/kg) nos seguintes períodos de tratamento de superovulação: D0-D11, D6-D11, D9-D11 e D11. No D20 foi realizada a coleta dos embriões por laparoscopia e, em seguida, os embriões foram classificados de acordo com a IETS (International Embryo Technology Society). Nos dias D1, D11 e D20 amostras de sangue foram coletadas para avaliação da toxicidade renal, hepática e dosagem hormonal. Observou-se que a aplicação de enalapril no grupo D9-D11 do protocolo de superovula&cc edil;ão pela via intravaginal resultou em maior número de corpos lúteos e embriões transferíveis, sem interferir em níveis plasmáticos de esteroides sexuais. Não foi evidenciada nenhuma toxicidade renal e/ou hepática, nem alterações nos níveis séricos de estradiol e progesterona. Os resultados sugerem que o enalapril, por via intravaginal, pode ser útil para incrementar a produção de embriões in vivo, sem efeitos tóxicos para as cabras doadoras.

  • ANTONIA MARIA DE FARIAS
  • Taxonomia, sistemática e genética populacional do caranguejo-uçá, Ucides cordatus: desenvolvimento de ferramentas moleculares e inferências filogenéticas.
  • Data: 07/08/2018
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  • O caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Linnaeus, 1763), é uma espécie pertencente à família Ocypodidae e representa um dos mais importantes componentes da fauna dos manguezais, tem grande importância econômica e ecológica para as áreas de manguezal do Brasil. O objetivo desse trabalho foi estudar a sistemática molecular e estrutura genética populacional do caranguejo-uçá, Ucides cordatus, tendo em vista o fornecimento de subsídios à sua exploração racional como medida para permitir a sustentabilidade do recurso, e a maximização de aproveitamento do potencial já explorado do caranguejo de mangue. Foram desenhados primers nas regiões adjacentes à região controle isolaram a mtDNA-CR do Ucides cordatus (Decapoda, Brachyura); e realizados os sequenciamento da mtDNA-CR As regiões hipervariáveis também foram amplificadas com sucesso, HV1 (637 pb) e HV2 (445 pb). A RC do DNAmt em U. cordatus mostrou ser altamente polimórficas em as suas extremidades 5 'e 3' .Avaliamos as relações entre U. cordatus cordatus e U. cordatus occidentalis usando sequências de nucleotídeos do RNA ribossômico de subunidade grande (LSUrRNA ou 16S), citocromo oxidase I (COX-1) e também citocromo b (Cyt -b) do genoma mitocondrial como caracteres moleculares para inferência de relações filogenéticas. livre da influência ambiental. As matrizes de distância evolutiva foram calculadas a partir de dados de seqüência de DNA. As árvores filogenéticas foram inferidas com base nessas seqüências de nucleótidos. Foi obtido um forte sinal filogenético que suporta uma filogenia bem resolvida do grupo Thoracotremata. O uso de genes codificadores de proteínas na reconstrução de filogenia também provou ser útil. Avaliamos a distribuição espacial da diversidade genética e das taxas de migração (fluxo genético) entre as populações de Ucide cordatus no Brasil. Os loci foram altamente polimórficos, com média de 12 alelos por locus. Apesar da alta variabilidade genética, observou-se uma falta de diferenciação populacional de acordo com os valores de FST (média = 0,016) e análise bayesiana. As altas taxas de migração encontradas entre as populações (~ 17,2 migrantes efetivos por geração entre cada par de população) parecem ser a principal força que atua para sustentar a distribuição homogênea da diversidade genética entre as populações. Esses achados são vitais para o estabelecimento de uma base de dados a ser usada no desenvolvimento de programas de conservação para a espécie.

  • PAULINE SOUSA DOS SANTOS
  • Produção tecnológica de um complexo de inclusão: β- cariofileno/metil-β-ciclodextrina e delineamento de suas aplicações farmacológicas
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 05/06/2018
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  • O β-cariofileno (BCP), um fitocanabinoide presente em numerosos óleos essenciais, atraiu recentemente considerável atenção por demonstrar um alto potencial farmacológico em estudos pré-clínicos. No entanto, sua volatilidade, baixa solubilidade aquosa e facilidade de oxidação podem limitar a sua aplicação em formulações farmacêuticas. O objetivo deste trabalho de tese foi desenvolver novas formulações farmacêuticas orais e tópicas que garantam maior estabilidade e melhor perfil terapêutico ao BCP. Como resultados da fase 1 de estudos foram produzidos complexos de inclusão a partir do BCP com cilclodextrinas (CDs) modificadas (MβCD e HPβCD) na molaridade 1:1. Foi demonstrado que a solubilidade do BCP é significativamente aumentada através da complexação por estas CDs. As mudanças nas características físico-químicas para os sistemas binários observados em DSC, FTIR e MEV indicaram o estabelecimento de interações com uma nova formação de fase. Na espectroscopia de 1H-RMN os desvios calculados dos prótons localizados no interior da cavidade da CD confirmaram a inclusão do fármaco. Os estudos de dinâmica molecular mostraram a inclusão quase completa do BCP pelo lado largo da CD. Além disso, o complexo de inclusão obtido demonstrou melhorar as atividades anti-inflamatória, protetora gástrica e antioxidante em relação ao BCP não complexado por via oral em camundongos. O complexo de inclusão foi capaz de reduzir (84,12%, 3ª h) o edema de pata induzido por carragenina de forma semelhante ao controle positivo (indometacina - 61,04%) demonstrando um perfil superior ao BCP não complexado (55,85%). Os estudos histológicos das patas confirmaram seu alto potencial anti-inflamatório. O pré-tratamento com BCP e BCP:MβCD por via oral em camundongos também impediu significativamente a gastropatia macroscópica induzida pelo etanol de forma semelhante ao grupo tratado com omeprazol. Suas ações terapêuticas aqui demonstradas foram associadas a um bom perfil antioxidante, com a redução significativa dos níveis de MDA e Nox e aumento do teor de GSH. Na segunda fase deste trabalho, foram produzidos sistemas de veiculação poliméricos tópicos contendo BCP e BCP:MβCD. Membranas adesivas foram obtidas por casting e caracterizadas por estudos macroscópicos, pH, DSC, FTIR e testes de adesão ex vivo. Como resultado, foram obtidos curativos poliméricos com características aceitáveis para uso tópico, pH semelhante ao da pele e boas características adesivas. Posteriormente os filmes foram testadas quanto a seu potencial cicatrizante em um modelo de cicatrização de feridas em camundongos. O BCP e BCP:MβCD demonstraram melhorar o perfil cicatrizante do sistema polimérico acelerando a cicatrização, melhorando a remodelação dos tecidos e aumentando a espessura da epiderme em estudos histológicos. Por fim, foi realizado o pedido de depósito de patente submetido ao Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia, a fim de subsidiar a utilização do processo de obtenção do complexo de inclusão e do seu uso nas formulações farmacêuticas desenvolvidas neste trabalho de tese.

  • MARIANA DE MORAIS SOUSA
  • Bioacessibilidade, capacidade antioxidante e efeitos toxicogenéticos de polifenois do jamelão (Syzygium cumini (L.) Skeels) e aplicação tecnológica do fruto
  • Orientador : NADIR DO NASCIMENTO NOGUEIRA
  • Data: 24/04/2018
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  • SOUSA, M. M. Bioacessibilidade, capacidade antioxidante e efeitos toxicogenéticos de polifenois do jamelão (Syzygium cumini (L.) Skeels) e aplicação tecnológica do fruto. 2018. 177 p. Tese (Pós-Graduação em Biotecnologia - RENORBIO) - Universidade Federal do Piauí, Teresina, Piauí, 2018. O jamelão (Syzygium cumini (L.) Skeels) é um fruto rico em nutrientes essenciais, e em compostos bioativos com ação antioxidante e farmacológica comprovadas. Estudos têm evidenciado os benefícios do jamelão na saúde, no entanto, o consumo desse fruto e de seus derivados têm encontrado resistências em função de sua elevada adstringência. Diante disso, esse estudo objetivou avaliar o potencial tecnológico do uso do jamelão em novos produtos; caracterizar o perfil polifenólico do fruto; avaliar a bioacessibilidade dos compostos bioativos identificados; analisar os possíveis efeitos toxicogenéticos, bem como propor um novo produto para fins de inserção no mercado. Inicialmente, fez-se uma revisão na literatura de artigos científicos e patentes sobre o tema, no âmbito nacional e internacional, empregando os termos “Syzygium cumini”, “Eugenia jambolana”,“jambolan”,“jamun” or “java plum”. Posteriormente, empregou-se técnica multivariada de misturas, simplex centroid design, para otimizar diferentes propoções do solvente extrator (água, etanol e acetona), e quantificação do conteúdo total das classes polifenólicas, bem como a determinação da atividade antioxidante. A caracterização dos polifenóis foi realizada por cromatografia líquida de alta eficiência, acoplada à espectrometria de massas. Avaliou-se os efeitos citogenotóxicos do extrato aquoso do jamelão, por meio de bioensasios com Artemia salina Leach e Allium cepa Linn, em diferentes concentrações. Foram determinados os componentes da mistura complexa, assim como sua ação antioxidante frente ao radical peroxil e oxidação lipídica. Para digestão in vitro das diferentes classes polifenólicas, empregou-se soluções de enzimas fisiológicas, nos diferentes estágios do processo digestivo. A extração de biopolifenois no processo simulado de digestão foi comparado à extração química, e verificado seus efeitos na resposta ao estresse oxidativo em Saccharomyces cerevisiae. Os resultados do levantamento científico e tecnológico apontaram 23 artigos e 20 patentes, utilizados na construção da revisão. O estudo mostrou que as características químicas, nutricionais e fitoquímicas do fruto favorecem o consumo in natura, bem como a elaboração de sucos, néctares, geléias, bebidas alcoólicas e especiarias. No entanto, demonstra que o principal entrave da aplicação do jamelão na indústria de alimentos é o controle de antocianinas e de taninos, que afetam cor e sabor, respectivamente. A análise multivariada demonstrou que as melhores respostas da extração de polifenois foram obtidas com a mistura binária água:acetona, 0,5:0,5 (v.v-1 ). A identificação dos biopolifenois demonstrou que quercetina deoxihexosideo e trímero de epigalocatequina foram as principais responsáveis pela ação antioxidante. O extrato aquoso do fruto também apresentou ação antioxidante, demonstrada pelos ensaios ORAC (112,31 ± 12,56 μmolTrolox.g-1 ) e inibição da oxidação lipídica (53,66%). Os resultados da citogenotoxicidade demonstraram que concentrações inferiores a 1500 μg.mL-1 , não exibiram efeito citotóxicos pelos métodos analisados. O estudo demonstrou ainda que o extrato aquoso do fruto não apresentou efeitos genotóxicos e mutagênicos significativos (p>0,05), em nenhuma das concentrações testadas nas raízes de A. cepa. Quanto à digestão, os resultados demonstraram aumentos significativos (p<0,05) dos biopolifenois durante a digestão gástrica. Na etapa duodenal, flavonoides e proantocianidinas foram estáveis às mudanças de pH, enquanto antocianinas sofreram degradação ao entrar em contato com o pH neutro. A atividade antioxidante das frações bioacessíveis está correlacionada às elevadas concentrações de flavonoides e proantocianidinas, refletindo na modulação de enzimas antioxidantes em S. cerevisiae. A partir dos resultados, conclui-se que o jamelão é uma fonte de compostos fenólicos bioacessíveis, capazes de prevenir, sequestrar radicais livres e reparar danos ocasionados pelo estresse oxidativo, além de modular a atividade das enzimas superóxido dismutase e catalase. Aliado a esses aspectos, os biopolifenois encontrados no fruto não ocasionam riscos de instabilidade genética, se consumido nas concentrações adequadas. Esses dados demostram a expressiva ação antioxidante do jamelão, estimulando seu consumo e, aproveitamento industrial, com perspectivas de aplicação na saúde.

  • ELIAMARA BARROSO SABINO
  • Utilização de RNAm para quantificação de parasitemia em pacientes com Leishmaniose Visceral Humana
  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 24/04/2018
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  • A Leishmanhiose Visceral (LV) no Brasil é considerada um grave e emergente problema de saúde pública em áreas urbanas de grandes capitais. A LV é causada pelas espécies Leishmania donovani e Leishmania infantum, sua importância deve-se ao fato de assumir formas graves e letais quando o diagnóstico e o tratamento não são eficazes. O diagnóstico representa uma dificuldade para o controle da doença, devido a variações metodológicas. Nesse contexto, os métodos moleculares melhoram a sensibilidade e podem diagnosticar pacientes assintomáticos e imunossuprimidos. A presença de transcritos de RNA vem demonstrando ser um bom biomarcador e campo promissor para a pesquisa de parasitas viáveis em amostras biológicas. Devido à labilidade e à rápida degradação, a quantidade de RNA de parasitas circulantes em sangue periférico do hospedeiro pode ser uma estimativa da parasitemia e um preditor de infecciosidade. A PCR quantitativa de RNA (RT-qPCR) pode determinar o número de parasitas viáveis. O objetivo desta pesquisa foi descrever a presença de RNA de L. infantum em sistema de PCR quantitativa (qPCR) e utilizar o RNAm de leishmania para fins diagnóstico. A reação em cadeia da polimerase quantitativa foi realizada em amostras de sangue de 79 pacientes com calazar admitidos em um hospital de referência em Teresina - PI, Brasil. Foram extraídos DNA e RNA de sangue dos pacientes para posterior quantificação. Os primers foram usados para amplificar kDNA para RNA e DNA, usando o sistema TaqMan; e, para RNA, utilizou como marcador o gene HSP70, usando o sistema SYBR Green. Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos. As reações para RNA e DNA apresentaram boa eficiência, respectivamente, com Slope: -3,387, R2: 0,999, Eficiência: 97,35, Slope: -3,352, R2: 0,999, Eficiência: 98.74. Houve maior quantificação de parasitas para DNA em comparação ao RNA e apresentou correlação positiva (p= 0,03; Rho 0,23). A mediana da estimativa de parasitemia para o RNA foi de 32,5 parasitas/mL e para o DNA a foi de 1380 parasitas/mL. A parasitemia estimada não se mostrou associada à idade, ao gênero, à infecção pelo HIV, à gravidade do quadro clínico ou à morte. Por ensaio sorológico, 61/78 pacienentes com calazar foram positivos, apresentando uma sensibilidade de 78% (95% IC: 67; 87) e especificidade de 86% (95% IC: 59; 98). Para os métodos moleculares, para quantificação do DNA por qPCR apresentou 74/79 pacientes positivos com sensibilidade de 94% (95% IC: 86; 98) e especificidade de 100%. Para qRT-PCR utilizando o sistema SYBR Green, 41/79 pacientes foram positivos com sensibilidade de 64% (95% IC: 52; 75) e especificidade de 82% (95% IC: 66; 92). Para qRT-PCR utilizando o sistema Taqman, todos os pacientes foram positivos com sensibilidade de 100% e especificidade de 95% (95% IC: 83; 99). A RT-qPCR demonstrou ser uma técnica promissora e pode ser validada para estimativa da parasitemia e para eventual substituição do xenodiagnóstico para verificação da infecciosidade de reservatórios com calazar.

  • INGRIDI DE SOUZA SENE
  • TESTE RÁPIDO PARA DETECÇÃO DA INTERLEUCINA 6 E IDENTIFICAÇÃO DE PACIENTES COM LEISHMANIOSE VISCERAL GRAVE
  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 27/03/2018
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  • Os ensaios de fluxo lateral do inglês “Lateral Flow Assay” (LFA) ou teste de tira, são utilizados há algumas décadas como testes rápidos. Desde o surgimento das primeiras tiras, na década de 70, a qualidade e intensidade do sinal colorimétrico melhoraram com o advento da nanotecnologia. O diagnóstico e controle de doenças, principalmente as negligenciadas, frequente nos países em desenvolvimento, tem sido o alvo principal de tecnologias, como a imunocromatografia. A Leishmaniose visceral (LV) é uma doença grave, letal que afeta 12 milhões de pessoas em 98 países. Clinicamente a enfermidade é caracterizadas como um protótipo de disfunção imune específica e em resposta uma gama de interleucinas são acionadas, elevando os níveis séricos das mesmas. A interleucina-6 (IL-6) é uma citocina multifuncional que desempenha um papel-chave não apenas no sistema imunológico, mas também em uma variedade de processos biológicos. Na LV a citocina está relacionada a fatores de gravidade e óbito. Este estudo teve como objetivo deselvolver um dispositivo simples para detecção rápida da interleucina 6 e identificação de pacientes com LV grave. Duzentos e trinta e cinco pacientes com suspeita clinica de LV tiveram sangue e medula óssea coletados para confirmação diagnóstica da doença. Cento e um pacientes tiveram diagnostico confirmado para LV por pesquisa direta ou cultura. Amostra de plasma foram quantificadas para IL-6 por citometria de fluxo e na tecnologia LFA. Clinicamente, níveis elevados de IL-6 estão associados a fatores de gravidade da LV tais como sepse, sangramento e óbito. IL-6 também está associado a um aumento da proteína C-reativa. A padronização da curva padrão mostrou-se linear com com coeficiente angular de inclinação de 0,005 x 4,42 e coeficiente de correlação, 0,987. Amostras reais foram medidas em três condições diferentes, e observou-se que quanto maior a concentração de anticorpo no teste LFA, maior o número de amostras positivas e correspondentes visualmente com a curva padrão para a proteína pura. Niveis de IL-6 mensurados por citometria de fluxo mostraram-se correlacionados com a tecnologia LFA (r = 0,2191; p = 0,0186). Foram realizados testes de seletividade com as citocinas IL-8, IL-10 e IL-12 e não houve marcação em nenhum dos testes. O dispositivo simples, LFA, denominado Quick-IL test (IL-6), mostrou-se sensível, específico e seletivo. O método semiquantitativo mostrou-se eficaz para caracterização de pacientes com LV grave.

  • JEFFERSON ALMEIDA ROCHA
  • SINTESE, CARACTERIZAÇÃO, PLANEJAMENTO RACIONAL e ESTUDO IN SILICO DE COMPLEXOS METÁLICOS DE RUTÊNIO E ALCALOIDES DE Pilocarpus microphyllus CONTRA A ESQUISTOSSOMOSE
  • Data: 13/03/2018
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  • A esquistossomose é uma doença causada pelo parasita Schistosoma mansoni que tem matado milhões de pessoas em todo o mundo por possuir um único medicamento utilizado como tratamento. A química computacional tem trazido novas ferramentas que predizem propriedades moleculares relacionadas a um potencial farmacológico. Esse trabalho teve como objetivo realizar um estudo químico computacional e planejamento racional de complexos metálicos de rutênio e alcaloides de Pilocarpus microphyllus contra a esquistossomose. Inicialmente realizou-se uma prospecção tecnológica e científica nas bases de patentes INPI, EPO, USPTO e Derwent Innovations Index, e artigos científicos nas bases Scielo, Pubmed, Bireme, Scopus, Web of Science e Science Direct, até o ano de 2016. A nível computacional foram avaliadas as propriedades geométricas, eletrônicas, cargas atômicas, bem como as propriedades vibracionais e termodinâmicas das moléculas epiisopiloturina, epiisopilosina, isopilosina, pilosina e macaubina, utilizando os modelos teóricos (B3lyp/sdd, B3lyp/6-31+g**, B3lyp/6-311++g**). As mesmas propriedades computacionais foram aplicadas aos complexos cis[Ru(bpy)2(Epi)Cl], trans-[Ru(bpy)2(Epi)Cl], cis-[Ru(bpy)2(Epi)NO2], trans[Ru(bpy)2(Epi)NO2] bem como suas possíveis variações utilizando o modelo B3lyp/sdd. O perfil ADME-tox foi aplicado para obtenção das propriedades farmacocinética e farmacodinâmica dos alcaloides e dos complexos de rutênio. Após a otimização, as moléculas foram submetidas a cálculos de docagem molecular com as enzimas PNP, MTAP, ARG, UP, HDAC8, TGR e 2CB1 (3qsd, 4q3p, 4cqf, 4l5a, 1tcu, 2v6o, 4txh), possíveis alvo da S. mansoni. Após esse prévio estudo computacional, duas variações do complexo cis-[Ru(bpy)2(Epi)Cl] e o complexo cis[Ru(bpy)2(Epi)NO2] foram sintetizados para a realização da atividade antischistosoma ex vivo. Para o estudo prospectivo não se encontrou publicações com os termos ―ruthenium complex and epiisopiloturine‖ e não se encontrou nenhuma patente relacionada aos termos ―ruthenium complex and S. mansoni‖. Foi possível confirmar a isomeria ótica entre EPIIS, ISOP e PILO e seu rearranjo através dos ângulos diedros. Os resultados termodinâmicos mostraram que a EPI e EPIIS são os isômeros mais estáveis, entretanto o ligante EPIIS obteve melhor interação com as enzimas estudadas na docagem molecular corroborando com os estudos experimentais contra esquistossomose. O sinergismo do complexo cis[Ru(bpy)2(Epi)Cl] eliminou 100% do vermes machos e fêmeas a uma concentração de 50 µM em 72 horas, além de reduzir atividade motora logo nas primeiras 24 horas. O complexo cis-[Ru(bpy)2(Epi)NO2] eliminou 60% dos vermes machos a 50 µM em 72 horas. A formação do complexo metálico apartir do alcaloide Epi aumentou sua atividade biológica em 10 vezes, mostrando que esse complexo poderá ser novo candidato a fármaco contra a esquistossomose.

  • LÚCIO FERNANDES PIRES
  • Investigação comparativa da atividade antinociceptiva do Terpinoleno livre e de formulação transdérmica em modelos de dor neuropática
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 12/03/2018
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  • A dor é um dos sintomas mais relatados em serviços de saúde. Contudo, as opções farmacológicas para seu tratamento não apresentam, em geral, uma alta eficácia e provocam frequentes efeitos adversos. Portanto, a fim de ampliar o arsenal terapêutico para esta condição, com alternativas mais eficazes e de menor toxicidade, são realizados estudos que buscam não somente novos fármacos, mas também novas formulações de fármacos que garantam melhora farmacocinética. Os produtos naturais estão incluídos no foco de várias dessas pesquisas. O terpinoleno é um monoterpeno encontrado nos óleos essenciais das plantas do nordeste brasileiro, como Chenopodium ambrosioides L., Citrus aurantium L. e Cumminum cyminum L, já tendo sido pesquisado quanto a possíveis efeitos antibacteriano e anti-inflamatório. Assim, esta tese consistiu em três capítulos. Inicialmente, foi feita uma revisão de literatura científica em busca de classes de fármacos que poderiam gerar dor neuropática como efeito adverso, bem como justificar o possível mecanismo fisiopatológico de cada classe (capítulo I). Em seguida, no capítulo II, foram elaboradas formulações transdérmicas por meio de um sistema de microemulsões, com testes in vitro. E, por fim, no capítulo III, foi testada a ação do TPO em sua forma livre e em formulação transdérmica (desenvida com os resultados do capítulo II) no modelo de dor neuropática induzida por ligadura do nervo ciático, bem como seus efeitos adversos centrais (teste do campo aberto e Rota rod) e sua atividade antioxidante (níveis de MDA, GSH e atividade da SOD) em camundongos. Os resultados demonstraram que o TPO, tanto livre quanto por via transdérmica, apresentou efeito antinociceptivo-símile, sem contudo, provocar efeito adverso relacionada à atividade locomotora.

  • NAYRA DA COSTA E SILVA RÊGO
  • Planejamento racional, caracterização e modificação estrutural de alcalóides com aplicação biotecnológica contra Trypanossoma cruzi – PLABIOTRYC.
  • Data: 12/03/2018
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  • A doença de Chagas ou Tripanossomíase americana é uma doença tropical parasitária, de natureza endêmica, tendo como agente causador o protozoário Trypanosoma cruz. No resíduo da extração da pilocarpina contém um alcalóide denominado epiisopiloturina (EPI) que demonstrou atividade biológica e baixa toxicidade contra esquistossomose e leishmaniose. Por outro lado, o complexo de rutênio vem sendo usado como carregador de fármaco, com substancia que contenham grupo imidazólico em sua estrutura, tornando o complexo mais biodisponível com ação mais efetiva no meio biológico. O objetivo do trabalho foi planejar, caracterizar e coordenar em complexo de rutênio a estrutura da EPI, visando a aplicação biotecnológica contra Trypanossoma cruzi. A síntese do complexo foi realizada a partir precursor cis-[Ru(bpy)2Cl2] com o ligante EPI em solução de etanol/água (3:1). Os complexos obtidos foram caracterizados por espectroscopia de UV-visível e Infravermelho. Foram utilizados métodos de química quântica e docagem molecular na coordenação do ligante no complexo para verificar os possíveis sítios de ação contra Chagas. Para isso utilizou-se os programas Guassian 09, Auto Dock 4.2.6 e UCSF Chimera, que resultou na interação com os alvos: 1ms3, 3gpe, 1aog, 2j1q e 4c27. O anel imidazólico da EPI apresentou duas possibilidade de coordenação com o centro metálico e o complexo (cis-[Ru(byp)2(Epi)Cl]) foi obtido evidenciando um sinergismo entre rutênio com o oxigênio e o nitrogênio do anel imidazólico da EPI. As propriedades físico-químicas da cis-[Ru(byp)2(Epi)Cl] no Infravermelho (IV) foram: 526,97 na frequência de 1686,9 cm-1 para a ligação Ru-CN e 1819,42 na frequência de 364,12 cm-1 para Ru-O2. O espectro de absorção óptica (UV-vis) apresentou duas bandas entre (200-300nm) e níveis de absorbância  εmax ~ 1,0 ×103 M-1 cm-1. Nos ensaios in vitro observou-se atividade tripanomicida em cepas Y  nas concentrações  de 200, 400mg e 800mg (IC50=55,30µg/mL) na ausência de sangue e  o valor de p(<0,001) foi estatisticamente significativo nas doses de 25mg a 800mg (IC50=16,55µg/mL) em presença de sangue resultando na diminuição da parasitemia em relação ao grupo controle. Nos ensaios in vivo, os resultados foram promissores nas doses de 50mg e 75 mg  por gavagem e ad libitium em relação ao grupo controle. Quanto aos ensaios de citotoxidade, realizaram-se as dosagens hepáticas de aspartato aminotransferase (AST/) e alanina aminotransferase (ALT), e para avaliar a lesão cardíaca, a creatinina quinases (CKM-B e CK-NAC), presumindo-se que não houve aumento de lesão hepática e cardíaca nos grupos tratados nas doses de 75 mg e 200mg, exceto o AST, para a dose de 200mg. Dessa maneira, composto cis-[Ru(byp)2(Epi)Cl] apresentou efeito satisfatório como possível candidato a fármaco contra doença de chagas contribuindo para o prospecção biotecnológica de princípios ativos extraídos de plantas regionais.

  • LAISA LIS FONTINELE DE SÁ
  • Preparação, caracterização e avaliação de formulações mucoadesivas contendo quitosana e pilocarpina para tratamento da xerostomia
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 26/02/2018
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  • Xerostomia, doença bucal caracterizada por diminuição ou ausência do processo de salivação, ocasionada por terapias farmacológicas ou radioterápicas, e relacionada a elevada taxa de abandono destas, possui como tratamento farmacológico disponível a Pilocarpina administrada de forma oral, comprimidos da marca Salagen®, via de administração que, entretanto, relaciona-se a diversos efeitos adversos também debilitantes, incluindo dor de cabeça, aumento da sudorese e frequência de micção,etc. Comprimidos mucoadesivos aplicados a via bucal são formulações não convencionais, com muitas vantagens em relação às formas tradicionais, incluindo liberação sustentada, aumento da biodisponibilidade e decréscimo de possíveis efeitos adversos. Dessa forma, modificar a via de administração para a bucal, próxima, portanto, do local de ação, glândulas salivares, através da tecnologia de comprimidos mucoadesivos descrita, poderá ser alternativa mais satisfatória para esta condição. Para isso, o presente estudo se propõe a estudar a tecnologia deste desenvolvimento, incluindo testes físico-químicos relacionados aos polímeros e mistura destes, sejam estes naturais ou sintéticos, incluindo quitosana como polímero principal, e associações deste com goma de cajueiro, carboximetilcelulose ou carbômeros. Num primeiro momento, comprimidos de quitosana com os polímeros sintéticos descritos foram desenvolvidos. Destes, aquele que permitiu melhor comportamento mucoadesivo, e uma liberação controlada da pilocarpina por mais tempo, próximo de 2h, foi aquele contendo carbômero, dosados por metodologia previamente validada por HPLC-DAD.  Posteriormente, comprimidos de quitosana com goma de cajueiro foram desenvolvidos, e o processo de produção da mistura entre os polímeros citados, denominado ‘Blenda’, foi determinante para o acréscimo nas propriedades mucoadesivas do material frente aos seus polímeros isolados ou a simples mistura física entre estes, resultando em formulação com 6h de liberação controlada. Dessa forma, os pré-requisitos para desenvolvimento dessa tecnologia mucoadesiva foram extensivamente discutidos e consolidados, e a formulação preconizada para tratamento da xerostomia, desenvolvida. 

  • GUILHERME ANTÔNIO LOPES DE OLIVEIRA
  • Bioprospecção da bergenina isolada de Peltophorum dubium, com ênfase nas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias: aporte para o desenvolvimento de novos fitomedicamentos
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 09/02/2018
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  • A utilização de substâncias naturais e o desenvolvimento de fármacos a partir de plantas medicinais têm aumentado substancialmente a cada ano em todo o mundo, levando a trocas interculturais e a difusão do uso de técnicas biotecnológicas e de produtos terapêuticos naturais. Uma substância promissora para ser usada na medicina é a bergenina, uma molécula derivada do ácido gálico. Ela é o componente majoritário do extrato etanólico das raízes de Peltophorum dubium, conhecida popularmente como angico amarelo, canafístula ou faveiro. As raízes dessa planta são muito utilizadas na medicina popular para tratar inflamações e também como anticoncepcional. O objetivo do estudo foi realizar a bioprospecção da bergenina em modelos experimentais de inflamação, além de determinar seu potencial antioxidante por meio de estudos da modulação por parâmetros in vitro. A estrutura molecular da substância foi elucidada por técnicas espectroscópicas utilizando RMN, Difração de Raio-X, IV-TF e DSC. Depois disso, foi avaliada a capacidade antioxidante in vitro da bergenina contra os radicais 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH), ácido 2,2'-azinobis-3-etilbenzotiazolina-6-sulfônico (ABTS•+), radical hidroxila (OH), óxido nítrico (NO) bem como a sua capacidade de transferir elétrons pelo potencial redutor, a capacidade de quelar íon ferro e o potencial de inibir a peroxidação lipídica (TBARS). Depois a nível celular, foi avaliada a capacidade antioxidante contra o dano oxidativo produzido por AAPH em eritrócitos, sua propriedade hemolítica, o potencial de inibir a hemólise e a capacidade de conservar a glutationa intracelular. Assim, foi demonstrado a importância deste composto na proteção contra o estresse oxidativo. Também foi avaliado o efeito e o mecanismo de ação da bergenina na inflamação desencadeada por lipopolissacarídeos em macrófagos peritoneais de camundongos, através das dosagens de nitrito, expressão de iNOS, a fosforilação de STAT3 e de proteínas da família MAPK, a degradação de IκB-α, a produção de TNF-α, IL-1β, IL-6 e IL-17. Nessa etapa, foi possível perceber que a bergenina não exibe atuação pelas vias de sinalização MAPKs e NF-κB, sendo sensível à via Jak-STAT. Também foram explorados os efeitos da bergenina em um modelo de colite ulcerativa aguda induzida por TNBS. A administração de bergenina levou a diminuição dos danos macro e microscópicos da colite, diminuiu a mieloperoxidase, também foi capaz de diminuir a expressão das proteínas COX-2, iNOS, IκB-α, pSTAT3 e os níveis de IL-1β e IFN-γ, aumentou IL-10 e inibiu o inflamassoma-NLRP3/ASC por via canônica e não canônica. Sendo possível concluir que a bergenina pode ser um forte candidato a fármaco anti-inflamatório e antioxidante.

  • CÍCERO OLIVEIRA COSTA NETO
  • Obtenção de biocombustíveis por craqueamento térmico e termocatalítico de óleo de babaçu (Orbignya phalerata) sobre bauxita: Um estudo teórico e experimental
  • Data: 02/02/2018
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  • N

    No presente trabalho, as reações de craqueamento térmico e termocatalítico do óleo de babaçu foram utilizadas para a produção de combustíveis alternativos. A caracterização dos líquidos orgânicos (LO) foi feita por espectroscopia na região do infravermelho (FTIR) e a medida da acidez por estimativa direta da quantidade de ácidos livres. Os produtos da pirolise obtidos sem a utilização de catalizadores apresentou acidez muito elevada, sendo que a fração leve apresentou acidez maior do que a fração pesada. Para obtenção de biocombustíveis menos ácidos utilizou-se um catalizador heterogêneo, bauxita. A seleção deste catalisador foi devido aos sítios ácidos de Lewis que ele apresenta. Sua caracterização foi realizada por meio de difração de raio-X (DRX), espectroscopia na região do Infravermelho (FTIR) e adsorção-dessorção de nitrogênio. O catalizador utilizado se mostrou bastante promissor nas reações de desoxigenação do óleo de babaçu resultando em líquidos orgânicos (LO) de acidez relativamente baixa, mostrando a ação desoxigenante do catalizador utilizado. A cromatografia gasosa dos líquidos orgânicos, obtidos no craqueamento térmico e termocatalítico, mostraram picos de C6 a C23 indicando a existência de elevadas quantidades de substâncias nas amostras. As estruturas moleculares dos possíveis compostos gerados na pirolise do óleo vegetal, perfis termodinâmicos e os mecanismos de eleiminação de hidrogênio beta e transferencia de hidrogenio gama foram feitas em nível de DFT. As possíveis rotas das reações de decomposição térmica do ácido láurico, principal constituinte do óleo de babaçu, foram investigadas através dos parametros geométricos, comprimentos de ligações, energias envolvidas nas quebras de ligações e formação de radicais livres. Através dos radicais livres e energia livre de Gibbs investigou-se a formação dos possíveis compostos obtidos na pirolise do ácido láurico. O mecanismo de eliminação do hidrogênio beta se mostruo mais favorável energeticamente na quebra das ligações do triglicerol. Diante das possíveis rotas de quebra de ligações, rearranjo dos possíveis radicais formados e produtos obtidos foi possíve determinar alguns dos compostos orgânicos mais estáveis gerados na pirolise do ácido láurico.

  • MARIA ADELAIDE GUIMARÃES
  • Avaliação terapêutica in vivo dos alcaloides epiisopiloturina e epiisopilosina extraídos de Pilocarpus microphyllus para esquistossomose
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 18/01/2018
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  • A esquistossomose é uma doença grave e atualmente estima-se que afete mais de 207 milhões de pessoas no mundo todo. Devido ao uso intensivo de praziquantel, há uma crescente preocupação com o desenvolvimento de estirpes resistentes ao medicamento. Portanto, é necessário a busca e investigação por novos compostos com potencial efeito esquistossomicida. Essa busca vem sendo feita principalmente a partir de produtos oriundos das plantas. A pesquisa de novas drogas esquistossomicidas levou ao estudo de substâncias naturais, tais como curcumina, fitol, epiisopiloturina e epiisopilosina. O presente trabalho teve interesse especificamente em epiisopiloturina e epiisopilosina que são alcaloides extraídos de Pilocarpus microphyllus, cuja atividade in vitro contra S. mansoni, já foi relatada. O capítulo I apresenta uma breve revisão sobre produtos naturais, sobre alcaloides de uma forma geral e os que estão presentes na espécie Pilocarpus microphyllus, principalmente epiisopiloturina e epiisopilosina e sobre a esquistossomose. No capítulo II verificamos o efeito in vivo da epiisopiloturina (EPI) contra vermes adultos e jovens de Schistosoma mansoni. Na experiência, os camundongos (Balb/C) foram tratados com EPI 21 dias pós-infecção com as doses de 40 e 200 mg/kg e 45 dias pósinfecção com doses únicas de 40, 100 e 300 mg/kg. O tratamento com EPI a 40 mg/kg foi mais eficaz em vermes adultos quando em comparação com doses de 100 e 300 mg/kg. O tratamento com 40 mg/kg em vermes adultos reduziu a carga parasitária significativamente, levando à redução da hepatoesplenomegalia, reduziu a carga de ovos nas fezes e diminuiu o diâmetro dos granulomas. Adicionalmente, o tratamento in vivo contra vermes jovens com 40 mg/kg também mostrou uma redução da carga parasitária total. Estudos histopatológicos foram realizados no fígado, baço, pulmão, rim e cérebro e EPI demonstrou ter uma DL50 de 8000 mg/kg. No capítulo III avaliamos o efeito in vivo do alcaloide epiisopilosina (EPIIS) contra vermes adultos de Schistosoma mansoni, além do seu efeito citotóxico, toxicologia in silico e toxicologia aguda. Nos testes antihelmínticos, os camundongos foram tratados com EPIIS 60 dias pós-infecção (vermes adultos) com dose única de 100 mg/kg. O tratamento reduziu a carga parasitária significativamente, levando à redução da hepatoesplenomegalia, e redução dos ovos imaturos. Além disso, o alcaloide mostrou ser bem tolerável nas análises in silico e não apresentaram efeitos citotóxicos para as células 4T1, B16F10, HaCaT e NIH-3T3. A avaliação da toxicidade aguda de EPIIS não demonstrou nenhum efeito tóxico na dose de 2000 mg/kg e o tratamento não mostrarou diferença significativa nos parâmetros hematológicos e bioquímicos em relação ao grupo controle. Em conclusão, os alcaloides testados mostraram potencial para serem utilizados no tratamento contra esquistossomose, sem demonstrar citotoxicidade e toxicidade aguda aparente. Esta é a primeira vez que a atividade esquistossomicida in vivo desses alcaloides é reportada.

2017
Descrição
  • YURI DIAS MACEDO CAMPELO
  • EFEITOS SINÉRGICOS DE COMBINAÇÕES IN VITRO DE PIPLARTINA, EPIISOPILOTURINA E PRAZIQUANTEL CONTRA Schistosoma mansoni
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 19/12/2017
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  • A esquistossomose é considerada um problema de saúde pública no mundo. Atualmente o praziquantel é a única droga utilizada no tratamento desta patologia e este medicamento vem apresentando resistência devido ao seu uso extensivo. Combinação entre drogas é uma estratégia importante para o tratamento de várias infecções, aumentando a eficácia, diminuindo a resistência e a toxicidade. Este estudo avaliou a atividade in vitro da interação entre o alcaloide epiisopiloturina, a amida piplartina e a droga de referência praziquantel e análogos sintéticos a partir da piplartina contra vermes adultos de Schistosoma mansoni com 49 dias de idade. O capítulo I apresenta uma breve revisão sobre a esquistossomose, produtos naturais, alcaloides, amidas, produtos naturais estes principalmente epiisopiloturina e a piplartina e o uso combinado de produtos naturais como alternativa no tratamento de doenças negligenciadas. No capítulo II, foi verificado o efeitos in vitro da combinação entre piplartina, praziquante e epiisopiloturina contra vermes adultos de S.mansoni. Foram calculados os valores de LC50 e LC100 para o alcaloide epiisopiloturina, amida piplartina e praziquantel contra o parasita S. mansoni. Combinações entre epiisopiloturina/praziquantel; piplartina/praziquantel; epiisopiloturina/piplartina mostraram atividade sinérgica e de adição contra vermes adultos do parasita Schistosoma mansoni com índice de combinação (IC) a partir de 0,42. Foram observadas alterações tegumentares com estas combinações com a utilização do microscópio confocal a laser e SEM. O sinergismo entre estes farmoquímicos e o praziquantel na atividade in vitro contra o parasita S.mansoni apresentou melhor resultado do que utilizadas isoladamente. A interação entre epiisopiloturina/piplartina diminuiu a toxicidade em células de mamíferos do tipo VERO, MDCK e L929. No capítulo III, foi estudado a atividade in vitro esquistossomicida e a citotoxicidade da piplartina e seus análogos. Os análogos foram sintetizados a partir da piplartina, foi verificado que a piplartina apresentou atividade contra o parasita S.mansoni, mas os análogos não apresentaram atividade nas concentrações testadas, quanto a citotoxicidade, os análogos quando comparado a piplartina não apresentou toxicidade para células de mamíferos nas concentrações de até 200 µg/ml. Estes são os primeiros estudos de sinergismo entre epiisopiloturina, piplartina e praziquantel contra S. mansoni, com isto estudos in vivo são necessários para verificar o mecanismo de ação da atividade esquistossomicida resultante destas interações, como também demonstrou que os análogos da piplartina, quando comparado a esta molécula, apresentou perca da atividade contra o parasita S.mansoni, mas consequentemente os análogos apresentaram diminuição da toxicidade quando comparada a piplartina.

  • RAIMUNDA CARDOSO DOS SANTOS
  • Atividade do extrato rico em licopeno da goiaba vermelha (Psidium guajava L.) em células de adenocarcinoma mamário in vitro
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 19/12/2017
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  • O presente estudo avalia a atividade anticâncer do extrato de goiaba rico em licopeno (ELG) em células de adenocarcinoma mamário in vitro. O ELG foi analisado por espectrofotometria UV-Vis, espectrometria de massa, Infravermelho com Transformada de Fourier com Reflexo Total Atenuado (FTIR-ATR) e estudos computacionais. O efeito citotóxico, por sua vez, foi demonstrado em células de adenocarcinoma de mama humano MCF-7, células de fibroblastos de camundongos NIH-3T3, macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c e eritrócitos de sangue de carneiro por ensaio de viabilidade celular utilizando o método MTT e citometria de fluxo. Os resultados obtidos por espectrofotometria mostram que o ELG contém 20% de peso seco de licopeno/extrato, enquanto o espectro MS/MS demonstra a presença de um íon molecular [M ]+• com valor de m/z 536.4364, assim como, quatro fragmentos principais com valores de m/z 467.3658, 444.3788, 375.3034 e 269.2259 característicos deste carotenoide, e sugerem a presença de isômeros 13-cis licopeno e todo-trans-licopeno. Os FTIR-ATR experimental e teórico sugerem que ambas as formas estão, em princípio, presentes no extrato. O ELG apresentou uma atividade dose e tempo dependente em células MCF-7 com um IC50 de 25 e 6,25 µg/mL nos tempos de 24 e 72 horas, respectivamente. Em paralelo, o ELG não demonstrou atividade citotóxica tão significativa em linhagem de fibroblastos NIH-3T3, apresentando IC50 1.579 e 911,5 µg/mL após 24 e 72 horas. Em concordância, o tratamento com ELG (800 a 6,25 μg/mL) resultou baixa citotoxicidade em macrófagos peritoneais de camundongos BALB/c apresentando IC50 superior a 800 µg/mL e ausência de atividade hemolítica. O ELG (400 e 800 μg/mL) causou redução na proliferação celular, parada do ciclo celular, fragmentação do DNA, modificações no potencial da membrana mitocondrial e alterações morfológicas de granularidade e tamanho da célula MCF-7, mas não causou danos significativos à membrana celular, não causou necrose e nem apoptose tradicional. Assim, o ELG demonstrou uma atividade citotóxica e citostática em células de adenocarcinoma mamário representando um grande potencial para o tratamento do câncer de mama. No entanto, outras investigações serão realizadas para entender melhor o mecanismo de ação do extrato.

  • MANOEL DIAS DE SOUZA FILHO
  • "POTENCIAL TERAPÊUTICO E BIOTECNOLÓGICO DE UM GEL EM ORABASE COMPOSTO POR POLISSACARÍDEO DA GOMA DO CAJUEIRO (Anacardium occidentale L.) EM MODELO DE PERIODONTITE"
  • Orientador : GIOVANNY REBOUCAS PINTO
  • Data: 29/11/2017
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  • Introdução: O Polissacarídeo da Goma do Cajueiro (P-GC) é um polímero complexo extraído do exsudado do tronco da árvore do caju (Anacardium occidentale L.), que possui atividade anti-inflamatória. A periodontite é uma inflamação destrutiva que promove a perda dos tecidos de suporte dos dentes e pode causar perda dentária. Objetivo: Avaliar o potencial terapêutico de um gel orabase com P-GC na perda óssea alveolar e na expressão de RNAm dos genes que codificam a IL-1β, TNF-α, RANK, RANKL e OPG em tecido periodontal de ratos Wistar (Rattus norvegicus) submetidos a periodontite induzida por ligadura. Materiais e métodos: Os ratos (fêmeas) foram divididos aleatoriamente em quatro grupos de seis animais cada: Salina 0,9% (Grupo Sal); Gel orabase (Grupo Gel); 50 mg P-GC/1 g de gel orabase (Grupo P-GC50) e 150 mg P-GC/1 g de gel orabase (Grupo P-GC150). Todos os animais foram submetidos à periodontite induzida e tratados com uma aplicação tópica diária da formulação durante 20 dias. A perda óssea alveolar foi avaliada por morfometria. Os efeitos sistêmicos das aplicações tópicas foram investigados por meio do estudo do peso corporal dos animais, peso relativo dos órgãos, histopatologia do fígado, contagem global de leucócitos e por dosagem de parâmetros bioquímicos, tais como transaminase glutâmica oxaloacética,
    transaminasa glutâmica pirúvica, creatinina e uréia. A inflamação do tecido periodontal foi investigada pela avaliação da atividade da mieloperoxidase e expressão relativa do RNAm por RT-PCR. Resultados: O tratamento com P-GC150 resultou em uma redução significativa da perda óssea alveolar, diminuiu os níveis da expressão de RNAm de TNF-α, IL-1β, RANKL e da proporção RANKL/OPG, e causou uma diminuição na atividade da mieloperoxidase no tecido gengival (p&lt;0,05). Além disso, esse tratamento com P-GC150 não causou danos sistêmicos significativos aos animais. Conclusões: A administração tópica do gel orabase com P-GC mostrou ser um potencial tratamento adjuvante contra danos teciduais causados pela periodontite e uma possível fonte de novas descobertas biotecnológicas.

  • JOELMA MOREIRA ABREU
  • QUITOSANA QUIMICAMENTE MODIFICADA COM ALDEÍDOS E AMINAS PARA CARREAMENTO DE FÁRMACOS
  • Orientador : MARIA RITA DE MORAIS CHAVES SANTOS
  • Data: 28/11/2017
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  • Nós últimos anos houve um aumento no estudo sobre a utilização de biopolímeros naturais e seus derivados modificados na liberação controlada de fármacos. A quitosana foi modificada quimicamente com glutaraldeído e etilenodiamina na ausência de solventes, bem como com o formaldeído e com o glioxal com o objetivo de avaliar a interação da mesma para o processo de adsorção e liberação do diclofenaco de sódio. Os materiais foram caracterizados por meio da espectroscopia na região do infravermelho, ressonância magnética nuclear, análises térmicas, difração de raios X e análise elementar. Nos estudos de adsorção considerou-se a variação do pH, tempo de contato, temperatura e concentração e, no estudo da liberação variou-se o pH. Os dados também foram ajustados a diferentes modelos cinéticos e a diferentes isotermas. Os resultados mostraram que a quitosana modificada mostrou-se promissora para o processo de adsorção e liberação de fármacos.

  • ANA CAROLINA MACHADO LEÓDIDO
  • AVALIAÇÃO PRÉ-CLÍNICA DE UMA FRAÇÃO POLISSACARÍDICA SULFATADA OBTIDA DA ALGA MARINHA Gracilaria intermedia (J AGARDH) COMO CANDIDATA A FÁRMACO PARA O TRATAMENTO DE DIARREIAS AGUDAS
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 17/11/2017
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  • A crescente procura por moléculas com potencial terapêutico tem despertado interesse cada vez maior por pesquisas científicas e patentes envolvendo organismos de origem marinha. O presente estudo teve como objetivo investigar e caracterizar o potencial terapêutico de uma fração polissacarídica sulfatada extraída da alga Gracilaria intermedia (PLS-Gi) no tratamento da diarreia aguda. No capítulo I, a prospecção tecnológica destacou as atividades biológicas descritas para polissacarídeos, com especial enfoque em suas aplicações nas doenças diarreicas. De modo geral, os resultados obtidos nas buscas realizadas em bancos de patentes e artigos mostraram que as pesquisas envolvendo a atividade antidiarreica de polissacarídeos ainda encontram-se restritas aos centros de pesquisas e às universidades, o que reflete o baixo número de patentes encontradas e abre perspectivas para essa nova aplicação biotecnológica. O capítulo II mostrou os resultados obtidos a partir da extração, caracterização estrutural e investigação do efeito antidiarreico, anti-secretor intestinal e toxicidade aguda da PLS-Gi em camundongos. A fração polissacarídica obtida pelo método de extração enzimática com papaína apresentou alto rendimento e ausência de contaminação por proteínas. A espectroscopia na região do infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) da PLS-Gi revelou a presença de bandas características de agarana, com sulfatação nos C-6 dos resíduos de L-galactose. O pré-tratamento com PLS-Gi (3, 10, 30 mg/kg, v.o) reduziu significativamente as fezes totais e diarreicas, e o enteropooling (p<0.05). A PLS-Gi (30 mg/kg, v.o.) aumentou a Na+ /K+ - ATPase gastrointestinal (p<0.05) e reduziu o trânsito intestinal (p<0.05), a partir do bloqueio de receptores colinérgicos, sem interferir no esvaziamento gástrico. No modelo de diarreia induzida pela toxina da cólera (TC), a PLS-Gi diminuiu o fluido intestinal e as perdas de íons Clao interagir com os monossialogangliosídeos (GM1) e a TC (p<0.05). A PLS-Gi reduziu a diarreia induzida por E. coli enterotoxigênica (ETEC) e preveniu a perda de peso dos animais (p<0.05). Contudo, os resultados obtidos pelo método de difusão em ágar mostraram ausência de zona de inibição nas concentrações de 10 e 30 mg/mL, e sugerem que essas concentrações de PLS-Gi não exercem atividade antibacteriana frente a E.coli. Além disso, no estudo da toxicidade oral aguda, os animais não exibiram qualquer sinal de efeito adverso após 14 dias de observação, desse modo, estimou-se que o valor da DL50 para a administração oral de PLS-Gi é maior que 2.000 mg/kg, podendo ser enquadrada na Classe 5 segundo o Globally Harmonized System – GHS, demonstrando limitado potencial de toxicidade aguda. Diante dos resultados apresentados, este estudo evidenciou, pela primeira vez, que a PLS-Gi é capaz de diminuir a motilidade intestinal por meio da ação anticolinérgica, e controlar as diarreias induzidas pela TC e toxina produzida pela ETEC por meio da interação entre PLS-Toxina-GM1, reduzindo, assim, a perda de íons e fluidos para o lúmem intestinal. Ademais, a biodisponibilidade, o baixo custo e o caráter atóxico, tornam o PLS-Gi um candidato para tratamento de diarreias agudas.

  • ESTER MIRANDA PEREIRA
  • Fosfoproteômica em Podócito Humano Imortalizado da Doença de Fabry desenvolvido utilizando a Tecnologia CRISPR/Cas9
  • Orientador : SEMIRAMIS JAMIL HADAD DO MONTE
  • Data: 14/11/2017
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  • Introdução: A Doença de Fabry (DF) é uma doença rara de acúmulo lisossômico com padrão de herança ligado ao cromossomo X. A DF é ocasionada por mutações no gene GLA que codifica a enzima alpha-galactosidase A (-GAL A), cuja principal função é metabolizar glicoesfingolipídeos. A Terapia de Reposição Enzimática (TRE) melhorou a qualidade de vida dos pacientes com DF, mas não impede a progressão da Nefropatia de Fabry (NF). A Doença Renal Crônica (DRC) é uma das principais causas de morbidade, redução da qualidade de vida e morte prematura em pacientes portadores da DF. O globotriaosilceramida (Gb3), o principal substrato de -GAL A, se acumula progressivamente dentro das células em uma variedade de tecidos. Os mecanismos pelos quais o aumento dos níveis de Gb3 e seus metabólitos secundários resultam em disfunção celular e orgânica na DF ainda permanecem desconhecidos. O estabelecimento de modelos celulares tem sido uma ferramenta útil para testar hipóteses de patogênese, para identificar biomarcadores de prognóstico clínico e de progressão da doença e para o desenvolvimento de medicamentos em fase inicial para várias doenças humanas. Objetivos: Identificação de vias de sinalização alteranas em podócito humano imortalizado com o genótipo e fenótipo da DF. Metodologia: Nós utilizamos a tecnologia de edição gênica Clustered, regularly interspaced, short palindromic repeats associated endonuclease 9 (CRISPR/Cas9) para desenvolver um modelo de podócito humano imortalizado da DF. Em seguida, realizamos um estudo exploratório das vias de sinalização alteradas no modelo de podócito da DF em relação ao podócito controle utilizando como abordagem o fosfosarray. Resultados: Nosso modelo de podócito humano da DF apresentou elevados níveis de Gb3 e atividade de -GAL A reduzida. O estudo exploratório identificou um total de 59 proteínas e fosfoproteínas diferencialmente expressas. O estudo de ontologia gênica mostrou que essas proteínas estão envolvidas nos processos de crescimento, diferencicação e regulação do ciclo celular através das vias de sinalização PI3K, AKT, ErbB e MAPK. Conclusão: Este estudo fornece pela primeira vez uma análise abrangente das vias de sinalização na deficiência de -GAL A em podócitos humano imortalizados da DF e potencialmente abre novos caminhos para descoberta de biomarcadores e desenvolvimento de fármacos para a NF.

  • MARCUS VINÍCIUS OLIVEIRA BARROS DE ALENCAR
  • BIOPROSPECÇÃO FARMACOLÓGICA DO FITOL COMO AGENTE ANTITUMORAL
  • Data: 09/11/2017
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  • O fitol, (E,7R,11R) - 3,7,11,15-tetrametilhexadec-2-en-1-ol, é um diterpenoide com diversas atividades farmacológicas e aplicabilidades biotecnológicas. Este estudo objetivou realizar uma revisão sistemática e meta-análise da associação do fitol com mecanismos antitumorais. Em estudos experimentais foi avaliado o perfil toxicogenético em ratos Wistar, fêmeas, por meio dos testes de toxicidade aguda (300 e 2000 mg/kg, v.o.) e subcrônica (30, 60 e 90 mg/kg, v.o.), durante 14 e 28 dias, respectivamente, bem como suas atividades antitumorais em cultura primária de Sarcoma 180 in vitro, em linhagem leucêmica HL-60 e em linfócitos de sangue periférico de ratos. O efeito antitumoral do fitol foi verificado in vivo em modelo de carcinogênese induzida por 7,12-dimetilbenzantraceno, por meio de análises da patologia clínica, anatomo e histopatológica, imunohistoquímica (Ki-67) e mecanismos citotóxicos e citogenéticos indicativos de genotoxicidade, mutagenicidade, apoptose e necrose, em células neoplásicas e não neoplásicas. Os resultados demonstraram associação entre fitol e toxicidade (OR: 1,47; IC 95% = 0,86- 2,48), identificada entre estudos in vivo; e citotoxicidade (OR: 1,81; IC 95% = 1,12-2,65, p <0,05), em estudos in vitro e ex vivo. Em estudos in vitro, 24% indicaram que o fitol, em altas concentrações, induz apoptose por vários mecanismos. Enquanto que 40% dos estudos ex vivo apontaram sua ação na geração de espécies reativas de oxigênio. Nos estudos in vivo, 24% destacaram, entre os mecanismos de apoptose, a expressão de proteína Bcl2 ou mutações na proteína pró-apoptótica Bax. Além disso, 8% dos estudos também apontaram necrose e hepatotoxicidade. No entanto, em 24% dos artigos, os mecanismos de toxicidade e citotoxicidade ainda não são bem compreendidos. No estudo toxicogenético do fitol, os resultados demonstraram que a administração aguda, em ratos, não produziu morte com DL50 acima de 2000 mg/kg. Entretanto, diversas alterações toxicológicas foram observadas em parâmetros da patologia clínica e neurofarmacológica. Dependendo do tratamento e das doses testadas, foram observadas alterações histopatológicas hepáticas. Por outro lado, o fitol induziu genotoxicidade em todos os tratamentos em medula óssea, fígado, rim e sangue periférico, com ausência de atividade de reparo. Concomitantemente, a mutagenicidade foi observada em medula óssea, nos tratamentos agudo e subcrônico, pelo aumento da frequência de micronúcleos. Nos estudos em cultura primária de Sarcoma 180, linhagem HL-60 e linfócitos de sangue periférico de ratos, o fitol (4,72, 7,08 e 14,16 µM/mL), induziu citotoxicidade pela redução da viabilidade celular e dos índices de divisão celular livres, incluindo a apoptose e necrose. A genotoxicidade foi pontuada pelo aumento do índice e frequência de danos ao DNA, nos modelos testados. Similarmente, o fitol induziu mecanismos aneugênicos e/ou clastogênicos em Sarcoma 180 e em HL-60, especialmente na maior concentração, por indução de micronúcleos e outras alterações nucleares, como também mecanismos relacionados à indução de danos oxidativos, como observado em linfócitos de sangue periférico. O fitol, em modelo animal de câncer de mama, apresentou baixa toxicidade, também não induziu alterações histopatológias malignas, nem expressiva marcação para Ki-67, comparado ao carcinógeno, sugerindo modulação de efeitos. Além disso, comparado à ciclofosfamida, o fitol induziu menos efeitos toxicogenéticos em células não tumorais, mas com significantes indução de apoptose e necrose em células neoplásicas. Diante dos mecanismos citogenéticos evidenciados no estudo, é possível sugerir que o fitol tem potencial para formulações farmacêuticas antitumorais.

  • CARLA SOLANGE DE MELO ESCORCIO DOURADO
  • ESTUDO DO HER2 POR qPCR E EXPRESSÃO DOS ANTÍGENOS KI-67 E BCL-2 NO CARCINOMA MAMÁRIO
  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 26/10/2017
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  • O câncer de mama é a neoplasia mais comum em mulheres de países ocidentais e no Brasil, em 2016, foi responsável por cerca de 14.206 mortes. O diagnóstico precoce e o uso de biomarcadores são importantes nas estratégias terapêuticas, prognósticas e redução da mortalidade. O receptor do fator de crescimento epidérmico humano tipo 2 (HER2) é um marcador tumoral que, quando hiperexpresso aumenta a proliferação celular e reduz a apoptose ou morte celular programada, comumente avaliada pelos biomarcadores Ki-67 e Bcl-2, respectivamente. Portanto, os biomarcadores HER2, Ki-67 e Bcl-2 estão envolvidos na agressividade tumoral, planejamento terapêutico e prognóstico. Os receptores de estrógeno e progesterona, a proteína Ki-67 e o HER2 permitem a classificação molecular do carcinoma mamário em cinco subtipos moleculares: luminal A, luminal B, HER2 e triplo negativo. Os biomarcadores HER2, Ki-67 e Bcl-2 têm sido os mais estudados no câncer de mama em relação ao prognóstico e planejamento terapêutico, todavia com resultados controversos. Tais achados nos levaram a estudar o polimorfismo do gene HER2 (rs1136201) e a expressão dos antígenos Ki- 67 e Bcl-2 no câncer de mama. Esta tese foi estruturada em três capítulos. O capítulo I avaliou a presença do polimorfismo do gene HER2 (rs1136201) entre mulheres com câncer de mama (caso) e sem câncer de mama (controle), neste estudo não foi observada diferença estatisticamente significante entre o genótipo GG e AG nos casos e controles (p= 1). O capítulo II, teve o objetivo de comparar a expressão do antígeno Ki-67 entre os subtipos moleculares de câncer de mama luminal A e triplo negativo, nossos achados mostraram que a porcentagem média de núcleos corados com anti-ki-67 foi de 10,14 e 77,22 no luminal A e triplo negativo, respectivamente (p <0,0001). O capítulo III teve o objetivo de comparar a expressão imunoistoquímica da proteína Bcl-2 entre os subtipos moleculares de câncer de mama luminal A e triplo negativo, nossos achados mostraram que a expressão da proteína anti-apoptótica Bcl-2 foi estatisticamente significante no triplo negativo (86,7%) em comparação ao luminal A (40.0%), (p<0.0003).

  • CELYANE ALVES PIAUILINO
  • Investigação comparativa da atividade antinociceptiva do 2-feniletanol livre e complexado com β-ciclodextrina em modelos de nocicepção aguda e dor neuropática
  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 11/10/2017
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  • O 2-Feniletanol (2-FE) é um álcool aromático, derivado de óleos essenciais, com um aroma leve e duradouro de rosas e utilizado na indústria alimentícia, cosmética e farmacêutica. O objetivo do estudo foi investigar o potencial antinociceptivo do 2-feniletanol e do composto complexado com β-ciclodextrina em modelos de dor aguda e neuropática, bem como os possíveis mecanismos de ação envolvidos no efeito farmacológico observado. Foi realizada uma busca por artigos científicos e pedidos de depósitos de patentes e suas aplicações em várias áreas dentre elas Biotecnologia e aplicação em microbiologia e Farmacologia e Farmácia. O número de artigos encontrados foi restrito, podendo ser devido uso restrito do 2-FE. Os dados tecnológicos apresentaram o emprego na indústria de alimentos, cosméticos e conservantes. Após foi realizada a busca pela atividade antinociceptiva do 2-FE e 2-FECD em modelos experimentais de nocicepção, em que o 2-FE apresentou efeitos apenas na segunda fase de avaliação do teste de formalina, efeitos significativos nos testes de capsaicina, glutamato, não mostrou efeito no teste de rota rod, porém mostrou uma diminuição na capacidade exploratória no campo aberto. O 2-FECD foi significativo em todos os testes, não mostrou efeito no campo aberto e rota rod e apresentou eficácia entre as doses intermediárias, evidenciando assim biodisponibilidade e liberação controlada. Nos testes neuropáticos os animais foram submetidos à compressão do nervo ciático e o 2-FE e 2-FECD tiveram efeitos apenas 24h após a cirurgia e a partir do 4º dia de cirurgia nos dois testes. O 2-FECD, teve efeito em todas as avaliações observadas possivelmente pela liberação controlada, estabilidade e biodisponibilidade evidenciada. Como o estresse oxidativo está interligado com os eventos de neuropatia, o estudo envolveu metodologias de quantificação antioxidante onde o 2-FE e 2-FECD mostraram uma elevação nos níveis de GSH e diminuição nos níveis de TBARS, eventos intimamente ligados durante estresse oxidativo provocados pela neuropatia.

  • MARCELLO DE ALENCAR SILVA
  • CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS ASSOCIADAS À MEMBRANA CELULÓSICA BACTERIANA: ENSAIO PRÉ-CLÍNICO NA REPARAÇÃO DE RUPTURA DE TENDÃO CALCÂNEO EM COELHOS
  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 26/09/2017
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  • Os avanços na medicina regenerativa estão reconfigurando-se por meio da utilização de biomateriais e associações entre matrizes celulares e outros componentes capazes de acelerar o processo reparativo de forma a proporcionar integridade ao tecido lesionado. Atualmente, é intensa a atuação de pesquisadores na busca de um biomaterial que ofereça condições de biocompatibilidade, integrabilidade e capaz de manter as propriedades do tecido a ser reparado. Neste sentido, o objetivo desta pesquisa foi caracterizar e avaliar in vitro o comportamento das células-tronco mesenquimais de medula óssea (CTMMO) de coelhos, quando associada a membrana celulósica bacteriana (MCB) e o seu potencial de reparação da ruptura parcial do tendão calcâneo. Os cuidados com os animais e os procedimentos experimentais foram aprovados pelo Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA-UFPI, parecer 143/16). Foram coletadas amostras de medula óssea de um coelho, isoladas células-tronco mesenquimais, para os ensaios de unidade formadora de colônia fibroblastóide (UFC-F). Foram realizados estudos referentes à indução da diferenciação celular osteogênica e condrogênica, integração celular à MCB por meio da microscopia eletrônica de varredura (MEV) no intervalo de tempo 1, 7 e 14 dias, além de ensaios de citotoxicidade (indução de NO), toxicidade (MTT) desta membrana e atividade fagocítica. Para o ensaio pré clinico da falha tendínea, foram utilizados 12 coelhos, distribuídos em dois grupos de 6 (G1 e G2), nos quais os tendões calcâneos dos membros posteriores foram lesionados parcialmente. No grupo (G1) o membro posterior direito de cada animal correspondeu ao controle (C) e o membro posterior esquerdo ao tratamento 1 (T1), que compreendeu ao enxerto da membrana celulósica bacteriana envolta do tendão calcâneo pós indução da lesão. Nos animais do G2, o membro posterior direito, tratamento 2 (T2), representado pela infusão de CTMMO na região da falha tendínea induzida, e no membro posterior esquerdo o tratamento 3 (T3), que constou de enxerto de MCB associada a CTMMO. Verificou-se no ensaio de UFC-F células com morfologia fibroblastóide organizadas em colônias distribuídas pela área de superfície da cultura. Na curva de crescimento celular foram observadas duas fases (lag e log) no decorrer de 15 dias. A multipotencialidade das células foi verificada a indução das linhagens osteogênica e condrogênica. Foi evidenciada a biointegração das CTMMO à MCB. No ensaio de atividade fagocítica não houve ativação significativa de macrófagos nem incremento na síntese de óxido nítrico. Na análise com MTT a MCB não apresentou efeito citotóxico. O rastreamento das CTMMO por meio da marcação com Qtraker mostrou as células em atividade nos sítios de lesão tendínea. No estudo histopatológico a terapia realizada no grupo T2 e T3 se sobressaíram aos resultados dos grupos controle (C) e tratamento T1. O grupo T3, evidenciou melhor organização das fibras colágenas recém formadas e preenchendo a falha tendínea quando comparado ao grupo T2. Pode-se concluir que a associação entre a membrana celulósica bacteriana e CTMMO de coelhos possui grande potencial biointegrativo, manutenção do seu perfil de baixa imunogenicidade e capacidade reparativa com melhor organização das fibras colágenas recém formadas.

  • ANTONIA DE SOUSA LEAL
  • Obtenção e caracterização de filmes a base de mesocarpo de babaçu e carboximetilcelulose para fins biotecnológicos
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 30/08/2017
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  • O amido é matéria prima abundante e disponível em todo mundo, apresenta possibilidade de modificação química, física ou genética e forma filmes. Pode ser extraído de diversas fontes como cereais, tubérculos, raízes, frutas e legumes. A espécie Orbignya sp., palmeira abundante no estado do Piauí e Maranhão. O mesocarpo é uma das partes constituintes do seu fruto e pode ser considerado uma fonte alternativa interessante de amido para a obtenção de filmes. Há poucos relatos de estudos sobre a aplicação do mesocarpo de babaçu como matriz polimérica para sistema de liberação de fármacos. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo de obter filmes a partir do mesocarpo de babaçu (MB), com a perspectiva de aplicação como dispositivo para liberação do ácido tânico. Foram obtidos filmes de mesocarpo de babaçu natural e despigmentado com e sem adição de carboximetilcelulose (CMC) pela técnica de casting. O ácido tânico foi considerado o fármaco modelo nesta pesquisa. Os filmes foram caracterizados por infravermelho, DRX, MEV, análise térmica e avaliadas suas propriedades antioxidante, antimicrobiana e citotóxica. Também, foi avaliada a cinética de liberação do ácido tânico e o poder de intumescimento dos filmes. Os resultados confirmaram o elevado teor de amido no mesocarpo de babaçu, sendo que a farinha branqueada apresentou um aumento no teor de amido de 23,05 ± 8,98%, com grânulos mais isolados, exibiu redução no teor de compostos fenólicos (582,70 ± 3,29 para 18,44 ± 1,60 mg EAG/100 g) e atividade antioxidante (86,86 ± 0,87% para 1,20 ± 0,16%), e formação de filmes mais claros em relação a farinha natural. No entanto, os filmes da farinha branqueada com ácido tânico incorporado apresentaram aumento no teor de fenóis totais (15,26 ± 2,77 para 573,13 ± 5,83 mg EAG/100 g). O filme MB-CMC apresentou poder de intumescimento que variou de 289,85% (nos primeiros 30 min) a 449, 15% (24h). Após o tempo de 24 h, o filme MB-CMC liberou 71,01% de ácido tânico, enquanto o filme MB e o filme CMC liberou 53,03% e 33,72%, respectivamente. Todos os filmes exibiram percentuais de inibição dos radicais DPPH• e ABTS•+ que variaram de 79,07±1,71% a 88,90±1,05%, e também apresentaram atividade contra S. aureus, com halo de inibição entre 21±1,00 mm a 23,3±2,08 mm. O filme MB-CMC exibiu efeito citotóxico para as linhagens tumorais S180 e HL-60 com redução de 91,86±9,97% e 29,59±8,39% das células metabolicamente ativas, respectivamente. E não exibiu efeito tóxico para células normais (PBMC). Contra formas promastigotas de Leishmania major, este filme inibiu 100% do seu crescimento e 55, 05% da viabilidade de macrófagos. Conclui-se que o mesocarpo de babaçu apresentou potencial para obtenção de filmes bioativos e compatibilidade na mistura com carboximetilcelulose. Portanto, pode ser fonte alternativa de amido na área farmacêutica ou alimentícia. E, ainda que filmes a base de mesocarpo de babaçu branqueado é um biomaterial promissor, que pode ser utilizado como plataforma de liberação de fármacos.

  • YULLA KLINGER DE CARVALHO LEITE
  • Desenvolvimento de um produto biotecnológico à base de goma do cajueiro (A. occidentale L.) e quitosana como suporte para cultivo de células-tronco mesenquimais
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 14/08/2017
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  • A bioengenharia de tecidos envolve o uso de materiais biocompatíveis e biodegradáveis que atuam como matrizes utilizadas para o crescimento celular, denominadas scaffolds. A utilização de polímeros naturais na produção de scaffolds tem se mostrado promissora, uma vez que apresentam menor risco de rejeição quando implantados in vivo, além de apresentarem adesão celular mais eficiente quando comparados à materiais sintéticos. O objetivo desta pesquisa foi desenvolver um scaffold utilizando como matérias-primas a quitosana e a goma de cajueiro (Anacardium occidentale L.) modificada com anidrido ftálico (GCAF), e testá-lo in vitro em cultura de células-tronco mesenquimais da polpa dentária humana (CTMPDh). As CTMPDh foram isoladas, expandidas e caracterizadas quanto ao potencial de diferenciação nas linhagens mesenquimais e quanto ao perfil imunofenotípico para serem utilizadas nos testes in vitro. O scaffold foi fabricado utilizando a quitosana e a GCAF em iguais proporções e utilizando a técnica de congelação/liofilização. As CTMPDh foram cultivadas nos scaffolds durante 7 dias. Para avaliação da adesão e crescimento celular, técnicas histológicas e de microscopia eletrônica de varredura foram utilizadas. O potencial de citotoxicidade foi analisado através dos testes de MTT e atividade hemolítica do scaffold e das soluções de quitosana e GCAF separadamente. Para avaliação da atividade imunomoduladora, foram realizados os testes de atividade fagocítica e óxido nítrico do scaffold e da solução da GCAF em diferentes concentrações. O tamanho dos poros do scaffold foram analisados através da MEV. Para caracterização do scaffold foram realizados testes de intumescimento, FT-IR, DRX e TGA. As CTMPDh isoladas apresentaram morfologia fibroblastóide, capacidade de aderência ao plástico, diferenciação nas linhagens osteogênica, adipogênica e condrogênica, e expressão positiva para os marcadores de superfície CD105 e negativa para CD14 e CD45. As CTMPDh semeadas sobre o scaffold fabricado apresentaram morfologia típica, fixação e distribuição adequada pelo interior dos poros da matriz. A citotoxicidade da GCAF pelo método de MTT e hemolítico apresentaram CC50 e CH50 superiores a 1000 µg/ml-1 . A avaliação da capacidade fagocítica sobre o scaffold fabricado demonstrou ativação superior das células em todas as concentrações da goma testadas, indicando que a matriz fabricada apresenta potencial de biodegradabilidade. Houve um leve aumento na síntese do óxido nítrico até a concentração de 400 µg/ml-1 da GCAF. O teste de MTT realizado com scaffold sobre as CTMPDh após 24 e 48h, demonstrou viabilidade reduzida, provavelmente, em virtude da migração das células para o interior dos poros do scaffold desenvolvido. A taxa de intumescimento do scaffold foi de 96,4%, apresentando poros com tamanho entre 73 à 124 µm. A técnica de DRX mostrou que o scaffold desenvolvido apresentou maior cristalinidade devido apresentar picos mais definidos em sua estrutura. A TGA mostrou que o scaffold produzido apresentou temperatura de decomposição maior que os polissacarídeos usados para sua fabricação A utilização de scaffolds fabricados com GCAF e quitosana apresenta aplicabilidade para cultivo celular in vitro funcionando como uma matriz de suporte para o crescimento destas células, surgindo como um importante biomaterial a ser utilizado em procedimentos cirúrgicos como suporte e meio de transporte de células em processos de regeneração tecidual.

  • ELENICE MONTE ALVARENGA
  • Efeito protetor do carvacrol e de seu derivado semissintético, o acetato de carvacrolila, na mucosite intestinal induzida pelo cloridrato de irinotecano (CPT-11): papel dos receptores TRPA1”
  • Orientador : JAND VENES ROLIM MEDEIROS
  • Data: 07/08/2017
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  • Agentes antineoplásicos são compostos citotóxicos que possuem como alvo células com intensa e rápida proliferação, induzindo processos de morte celular em células normais e tumorais. Como uma das principais drogas antineoplásicas utilizadas temse o cloridrato de irinotecano (CPT-11), inibidor seletivo da enzima topoisomerase I, que é responsável pela realização de rupturas na dupla hélice de DNA, evitando a replicação do mesmo e, consequentemente, bloqueando processos de divisão celular. O CPT-11 produz danos sobre a mucosa gastrointestinal, resultando em mucosite do trato alimentar que, além de ser causa direta de mortes ocasionais em tratamentos antitumorais, também causa significativo ônus econômico, já que gera a necessidade de uso de mais medicamentos que minimizem seus efeitos. Com isso, buscou-se neste trabalho investigar a potencial ação de compostos de origem natural (carvacrol) e sintética (acetato de carvacrolila) sobre os efeitos da mucosite intestinal. Para isso, foram utilizadas as seguintes estratégias de ação: indução de mucosite intestinal com o uso do CPT-11, para avaliação da ação dos referidos compostos sobre a perda de massa corpórea, a sobrevida de camundongos, o número total de leucócitos e a proporção de bactérias presentes no sangue. Além disso, também foi avaliada a ação dos compostos sobre parâmetros histológicos e morfométricos. Ademais, foram quantificados marcadores de inflamação (MPO, COX-2, NF-κB, e citocinas – IL1β, TNF-α e KC) e estresse oxidativo (MDA, GSH e NOx), e foi avaliada a possível interação entre os compostos e o receptor TRPA1. Com isso, observou-se que carvacrol e acetato de carvacrolila possuem ação anti-inflamatória e protetora frente à mucosite intestinal induzida por CPT-11 e que os mecanismos de controle da mucosite por estes compostos estão associados ao receptor TRPA1. Ambos os compostos demonstraram ação promissora quanto à melhora nos parâmetros clínicos, à diminuição do dano tecidual e de parâmetros indicativos de inflamação e de estresse oxidativo. Finalmente, os resultados demonstram que o acetato de carvacrolila aparentemente pode ser tolerado em maiores doses, ainda que resultando em ação semelhante à do carvacrol.

  • KARINNE SOUSA DE ARAÚJO
  • REPARAÇÃO ÓSSEA COM UTILIZAÇÃO DE COLÁGENO E COMPOSTOS DE URUCUM (Bixa orellana L.) EM Rattus Norvegicus
  • Data: 03/08/2017
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  • Visando a obtenção de biomateriais que favoreçam a reparação óssea, materiais poliméricos biocompatíveis, como o colágeno, têm sido amplamente estudados. Também tem se buscado a utilização de produtos naturais, como os carotenoides (bixina, norbixina, dimetil-b-caroteno) extraídos do urucum, que apresentam efeitos antioxidante e anti-inflamatório. A pesquisa objetivou avaliar a reparação óssea com utilização de enxerto de colágeno associado a compostos extraídos de sementes de urucum (Bixa orellana L.) em modelo experimental na tíbia de Rattus norvegicus. Foram extraídos os compostos das sementes do urucum com KOH 4% e foi determinado o teor dos constituintes químicos majoritários identificados no extrato por cromatografia gasosa acoplada ao espectômetro de massas (CG-EM) após reação de derivatização. Foram utilizados 40 ratos divididos em quatro grupos. Foi produzido defeito ósseo de 2 mm na tíbia. No G1, a ferida óssea foi preenchida com coágulo; G2, com colágeno; G3, com o extrato seco do urucum e no G4, com colágeno/urucum 1:1. Após eutanásia, em 14 e 30 dias, as amostras das tíbias foram encaminhadas para análise histológica e espectroscopia Raman. Obteve-se um extrato seco das sementes de Bixa orellana L. contendo os carotenoides norbixina (26,55%), bixina (25,82%) e dimetil-β-caroteno (4,12%), os quais juntos representam 56,59% dos constituintes identificados pela CG-EM. A análise microscópica demonstrou que o G1 apresentou reação inflamatória moderada aos 14 e 30 dias. Nos grupos G3 e G4, no entanto, observou-se uma redução na densidade do infiltrado inflamatório. Foi verificado que os G2, G3 e G4 apresentaram melhor qualidade de osso neoformado aos 14 e 30 dias póscirúrgico. A análise Raman demostrou que G4 apresentou média das razões entre os picos 960 cm-1 e 1070 cm -1 significativamente maior quando comparado a média do G1. Além disso, o G4 foi estatisticamente semelhante ao osso hígido. Os compostos majoritários extraídos do urucum (Bixa orellana L.) com KOH 4% são carotenoide norbixina, bixina e dimetil-b-caroteno. O extrato obtido apresenta efeito anti-inflamatório e osteoindutor; e quando associado ao colágeno, promove mineralização da matriz óssea neoformada semelhante à encontrada no osso hígido na análise por espectroscopia Raman. Nas condições apresentadas neste estudo, a reparação óssea em modelo experimental na tíbia de Rattus norvegicus é favorecida com a utilização de compostos de urucum (Bixa orellana L.) associado ao colágeno.

     

  • ISIDRA MANOELA SOUSA PORTELA
  • Efeito de compostos das sementes do urucum (Bixa orellana L.) na reparação óssea com enxerto ósseo bovino liofilizado em ratos.
  • Data: 03/08/2017
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  • Objetivou-se avaliar a reparação óssea utilizando enxerto ósseo associado a compostos de urucum em tíbia de ratos. Para a quantificação/identificação dos compostos do urucum realizou-se a extração alcalina com KOH 4%. Os componentes majoritários das sementes de urucum foram norbixina, bixina e caratenóides. Foram utilizados 40 ratos Wistar divididos em quatro grupos, no grupo controle (G1) os animais tiveram os defeitos ósseos preenchido apenas com coágulo sangüíneo; no grupo (G2) com enxerto ósseo liofilizado; no grupo (G3) com compostos extraídos do urucum e no grupo (G4) com uma mistura de enxerto ósseo liofilizado/compostos do urucum na proporção 1:1. Após 14 e 30 dias de tratamento, às peças ósseas foram encaminhadas para análise microscópica e por espectroscopia Raman. Com 14 dias, nos grupos G3 e G4 houve leve infiltrado inflamatório e intensa atividade de células osteogênicas. Com 30 dias, nos grupos G3 e G4, foi observado tecido ósseo maduro e trabéculadas ósseas limitando áreas de tecido hematopoiético. Na comparação entre os grupos, houve diferença significativa entre o G4 e G1 (p<0,05) e entre o grupo G4 e G2 (p<0,05) referente ao teor de hidroxiapatita (HA). Conclui-se que os compostos das sementes do urucum aceleraram o processo de reparo ósseo provavelmente devido as suas ações pró-inflamatória e anti-oxidante, enquanto que a mistura de enxerto ósseo liofilizado/compostos do urucum atuaram como material osteocondutor e osteoindutor.

  • RUSBENE BRUNO FONSECA DE CARVALHO
  • Desenvolvimento tecnológico de um complexo de inclusão do nerolidol com ciclodextrina e avaliação de propriedades farmacológicas
  • Orientador : LIVIO CESAR CUNHA NUNES
  • Data: 06/07/2017
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  • O nerolidol (NRL) (C15H26O) é um sesquiterpeno acíclico oxigenado que pode ser encontrado em óleos essenciais de diversas espécies de plantas, tornando-se um promissor candidato a futuro fitomedicamento. Entretanto possui características que dificultam o desenvolvimento de uma formulação farmacêutica e sua aplicabilidade tecnológica, fazendo-se necessário o incremento de tecnologias para aumentar a estabilidade e melhorar a solubilidade. Nesse contexto, se propôs a inclusão deste sesquiterpeno em complexo utilizando a metil-β-ciclodextrina (MβCD), como molécula hospedeira, ao qual é reconhecida na literatura por proporcionar estabilidade a molécula hospede, bem como aumentar a solubilidade aquosa e biodisponibilidade. O objetivo desse trabalho foi obter e caracterizar o complexo de inclusão (CI) do NRL com MβCD e investigar a atividade anticolinesterásica, capacidade oxidante, antioxidante e de reparo do NRL e CI em Saccharomyces cerevisiae frente aos danos do peróxido de hidrogênio, bem como avaliar a atividade antibacteriana e a possível atividade antiepiléptica desse composto em modelos experimentais de crises epilépticas em camundongos. Inicialmente, foi realizada uma revisão, por meio de prospecção científico-tecnológica em bancos de dados direcionados a aplicação destas substâncias em doenças negligenciadas. Posteriormente, os CIs foram preparados em solução recorrendo ao método de solubilidade de fases para se obter a estequiometrias dos complexos de inclusão. Em seguida, preparados em estado sólido pelas técnicas de malaxagem, liofilização e evaporação rotativa, e caracterizados por calorimetria exploratória diferencial (DSC), análise por espectrometria de infravermelho com transformada de Fourrier (IV-TF), microscopia eletrônica de varredura (MEV), difração de raio-x (DRX) e espectroscopia de ressonância magnética nuclear de hidrogênio (RMN 1H). Por fim, foram atividades farmacológicas do CI, bem como do NRL. O efeito inibitório do NRL e CI frete a enzima acetilcolinesterase foi avaliada qualitativamente por cromatografia de camada delgada e qualitativamente por método espectrofotométrico. Na avaliação antimicrobiana foram os realizados ensaios de susceptibilidade antimicrobiana e determinação da concentração mínima inibitória, utilizando-se microrganismos Gram-positivas e Gram-negativos. A capacidade oxidante, antioxidante e de reparo foram avaliadas em Saccharomyces cerevisiae frente aos danos do peróxido de hidrogênio. E por fim, a avaliação antiepilética foi investigada por meio de modelos experimentais de crises epilépticas induzidas por pilocarpina. Foi possível destacar vários estudos com propriedades relevantes no tratamento de doenças neurogenerativas, tais como, atividades anticolinesterasica, antioxidante, antinociceptiva, anti-inflamatória e ansiolítica. Entretanto, poucos registros de depósito de patentes foram encontrados sugerindo a necessidade de maiores estudos sobre esse composto, tendo em vista que tal molécula apresenta-se promissora para o desenvolvimento de novas drogas com potencial terapêutico. Os resultados obtidos comprovam que a solubilidade do fármaco foi significativamente aumentada na presença da MβCD, indicando a formação de complexos de inclusão em solução na estequiometria 1:1. Os resultados obtidos no DSC, IV-TF, MEV, DRX e RMN H 1 comprovam a formação de complexos de inclusão no estado sólido, mostrando que essas técnicas podem ser usadas para identificar as diferenças de complexos obtidos. O método de obtenção com melhores resultados foi o obtido por liofilização, pois este apresentou elevado rendimento e maior grau de interação do NRL com MβCD. O NRL e o CI apresentaram resultado positivo frente à inibição qualitativa e quantitativa da enzima acetilcolinesterase, porém o mesmo não foi observado para MβCD, o que indica que o NRL é o composto ativo na inibição da enzima. Na atividade antibacteriana, o NRL puro foi capaz de inibir todas as estirpes gram positivas e algumas gram negativas testadas, diferentemente do CI que inibiu somente E. faecalis ATCC 29212. Tanto o NRL como CI apresentaram atividade antioxidante e de reparo em Saccharomyces cerevisiae frente aos danos do peróxido de hidrogênio. Já atividade antiepiléptica foi observada aumento significativo da latência para a instalação de crises epilépticas e estado de mal epiléptico, bem como na mortalidade, especialmente para a dose de 50 e 75 mg/kg do NRL e CI no modelo de crise epiléptica induzida por pilocarpina. Diante desses resultados foi submetido ao Núcleo de inovação e transferência de tecnologia da Universidade Federal do Piauí o pedido de patente do CI (NRL:MβCD) com aplicação como inibidores da enzima acetilcolinesterase, bem como potencial antioxidante.

  • MAURICIO PIRES DE MOURA DO AMARAL
  • Efeitos farmacológicos do monoterpeno (-) - Borneol em modelos animais visando o planejamento de um novo fármaco no tratamento da ansiedade e da adicção
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 05/07/2017
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  • O Borneol é um monoterpeno bicíclico que pode ser obtido como mistura racêmica [(+)-Borneol + (-) - Borneol] a partir de óleos essenciais de plantas medicinais como a Valeriana officinalis L. (Erva de gato), Matricaria chamomilla L. (Camomila), Lavandula officinalis Chaix & Kitt (Alfazema) ou como molécula sintética de grande aplicação na indústria alimentícia, cosmética e farmacêutica. Estudos farmacológicos do Borneol indicam atividade cardiovascular, aumento da permeabilidade da barreira hematoencefálica, antinocicepção e neuroproteção. Porém, informações sobre os efeitos do (-) - Borneol [(-) - BOR] ainda são escassas. Neste trabalho, utilizou-se o monoterpeno (-) - BOR sintético sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) e os resultados referentes aos resultados obtidos a partir dos modelos animais de ansiedade, adicção e neuroproteção empregados na pesquisa foram apresentados em 3 (três) capítulos. No primeiro capítulo investigou-se o possível efeito sedativo e ansiolítico do (-) - BOR em camundongos. O (-) - BOR apresentou efeito ansiolítico ao reduzir o tempo de início e prolongar o tempo total de sono induzido por tiopental sódico. Além disso, o (-) - BOR também apresentou efeito ansiolítico ao reduzir a atividade locomotora dos animais no teste do campo aberto e ao aumentar o tempo de permanência dos animais na área clara e nos braços abertos nos testes da caixa claro-escuro e labirinto em cruz elevado, respectivamente. Como embasamento teórico, realizou-se um estudo de docagem molecular entre o (-) - BOR e o receptor GABAA (GABAAR). Assim, no estudo de docagem, foi possível perceber que existe interação molecular entre o monoterpeno e o GABAAR sendo este, portanto, um possível mecanismo de ação ansiolítica. No segundo capítulo investigouse a atividade do (-) - BOR em camundongos dependentes e abstinentes a morfina. No estudo, foi possível observar que o (-) - BOR interfere no desenvolvimento de preferência condicionada por lugar (PCL) por morfina ao reduzir o tempo de permanência dos animais no ambiente pareado e na abstinência, ao reduzir o comportamento de saltar. A avaliação do efeito genotóxico do (-) - BOR foi realizada em sangue periférico dos camundongos através do teste do cometa. Em nenhum dos parâmetros observados o (-) - BOR apresentou efeito genotóxico, garantindo segurança a sua potencial aplicação farmacoterapêutica. No terceiro capítulo, investigou-se o efeito neuroprotetor do (-) - BOR na fragmentação de DNA induzida por morfina em áreas mesolímbicas como o hipocampo e córtex pré-frontal de camundongos. O (-) - BOR reduz o dano ao DNA induzido por morfina nas duas áreas mesolímbicas avaliadas, o que provavelmente protegeria essas áreas em pacientes que utilizam morfina de forma crônica. A avaliação do (-) - BOR sobre a atividade da enzima lactato desidrogenase (LDH) demonstra que os efeitos do monoterpeno não podem ser relacionados com atividade antinecrótica, pois tanto o (-) - BOR quanto a morfina não interferem na atividade da enzima.

     

  • INÊS MARIA DE SOUZA ARAÚJO
  • CELULOSE E/OU POLIANILINA E/OU NANO PARTÍCULAS METÁLICAS COM A APLICAÇÃO: BACTERICIDA E SISTEMAS CAPACITIVOS
  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 03/07/2017
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  • Celulose é um material ambudante e de baixo custo que se apresenta em diversas formas seja pura ou combinada, ou modificada, entre as formas a Celulose Bacteriana e Celulose Microcristalina foram utilizadas. No Capitulo 1, apresenta-se o estudo das membranas de celulose bacteriana (CB) em nanocompósitos de cobre/celulose obtidos por deposição hidrotérmica do metal sobre os filmes hidrogeis. A produção e aplicação de CB tem sido objeto de estudos, e apresentados em diversos trabalhos. Entre as aplicações destacam-se as da área médicas e correlatas. Entretanto, sua aplicação bactericida foi limitada por não possuir atividades antimicrobianas. O hidrogel de CB possuí afinidade para adsorção de metais, na forma de íons, ou reduzidos,na forma de óxidos e/ou, de nanopartículas metálicas. Entre os metais, destaca-se o cobre por ter aplicação como bactericida. As nanopartículas de cobre, sobre CB, foram obtidas pelo processo Hidrotermal. As membranas foram submetidas ao processamento hidrotérmico, variando-se o tempo de exposição de 3, 6, 24 e 48 horas, obtendo-se os nanocompositos de CB-Cu que foram caracterizados por FTIR, SEM, AFM, XRD e TGA.  Os filmes apresentaram características dependentes do tempo de aquecimento com diferentes fases de CuxOy. As amostras das várias sínteses foram submetidas ao teste de difusão de disco mostrando excelentes atividades bactericidas para os diversos microorganismos testados. No Capítulo 2, a celulose microcristalina (CM) foi utilizada para a redução do metal, em processo hidrotermal, com temperatura fixa e concentração variável de Cu, formando compósitos CM-Cu. A celulose microcristalina e o compósito CM-Cu foram utilizados na síntese da polianilina (PANI). Os materiais CM, PANI, PANI-CM, PANI-CM-Cu foram caracterizados por FTIR, SEM, XRD, TGA, VC e Condutividade. Pastilhas obtidas dos materiais: CM, PANI, PANI-CM e PANI-CM-Cu foram submetidas ao teste de difusão de disco mostrando excelentes atividades bactericidas. A presença da celulose nos compositos de PANI-CM melhorou as propriedades da PANI e a presença de metais (PANI-CM-Cu), aumentou a condutividade dos compósitos. A Celulose micro cristalina foi utilizada para estabilizar metais no processo hidrotermal, por isso foi feito um teste em meio alcalino de produção de nano partículas de diversos metais. Por outro lado, ANa foi utilizada para redução dos metais e obtenção de nano particulas. No Capítulo 3 apresentamos uma nova metodlogia para síntese de nano partículas a partir de sais de (Cl-, NO3-, SO4= e C2H3O2-) dos metais (Ag, Au, Fe, Co, Cu, Ni e Zn). Diversos modos de preparo são encontados na literatura e o controle do tamanho das nanopartículas durante sua síntese é de importância fundamental para desenvolvimento de novos dispositivos e nanomateriais. Neste etapa foi sintetizada nanoparticulas de cobre, zinco, níquel, cobalto, prata e ferro. Os resultados de UV-vis e as imagens de MET mostraram as nanoprtículas em tamanho nanometricos.

  • JOILANE ALVES PEREIRA FREIRE
  • Caracterização nutricional, potencial quimiopreventivo e toxicidade de Mauritia flexuosa (buriti): incentivo à biotecnologia sustentável e bioprospecção de frutos regionais
  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 20/06/2017
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  • Buriti é o nome popular do fruto da Mauritia flexuosa (Aricaceae). Ele é utilizado na medicina popular para tratamento de doenças dermatológicas, cicatrização de feridas e como antiinflamatório. Como alimento, é muito utilizado em preparações de doces e sucos produzidos a partir da polpa. O objetivo desse estudo foi realizar a caracterização nutricional, o potencial quimiopreventivo de bioprodutos de buriti (polpa, casca e endocarpo em pó), além de avaliar toxicidade em camundongos fêmeas, tratados com extratos aquosos dos bioprodutos do fruto. Para tanto, uma prospecção científica e tecnológica foi realizada em bases de dados. Na caracterização nutricional, foi realizado estudo físico-químio de pH, acidez e Brixº, seguido por análise quali e quantitativa de fibras solúveis e insolúveis, bem como perfil de minerais e ácidos graxos em polpa, casca e no endocarpo de buriti. Foram avaliadas características morfológicas (Microscopia eletrônica de varredura), reológicas e térmicas (Calorimetria exploratória diferencial – DSC, DRx) dessas amostras. Para avaliação do potencial quimiopreventivo, realizou-se o estudo quantitativo dos compostos bioativos existentes e triagem qualitativa por HPLC-DAD. Também foi realizado estudo da atividade antioxidante e caracterização da bioacessibilidade de fenóis totais in vitro. No estudo toxicológico em dose única, os camundongos (n = 3) foram tratados por via oral (v.o.) com extratos aquosos de polpa, casca e endocarpo de buriti nas doses de 300 e 2000 mg/kg, e durante 14 dias foram observados comportamento geral, taxa de letalidade, peso corporal, consumo de água e ração, assim como avaliação da atividade locomotora e coordenação motora por meio dos testes de campo aberto e da barra giratória, respectivamente. Após este período, os animais foram anestesiados com solução de xilazina-cetamina 0,2 mL/100g (8,75 mL de cetamina (100 mg/mL) e 1,25 mL de xilazina (100 mg/mL)) para prosseguir com análises hematológicas e bioquímicas, bem como dissecação dos principais órgãos (fígado, coração, rins, pulmão, baço, estômago e cérebro) para estudo macroscópico e histológico. No estudo de toxicidade subaguda os camundongos foram tratados com doses de 300 e 600 mg/kg por 28 dias consecutivos (n = 7). Para essa etapa de toxicidade subaguda, foi avaliado possível efeito genotóxico dessas amostras. Durante o tratamento em dose única e repetidas não foram evidenciados nenhum sinal de toxicidade durante o período de observação, de modo que não foi possível determinar a Dose Letal 50%. Como os animais foram tratados com doses até a 2000 mg/kg e não foi registrada nenhuma morte durante o período de observação é possível sugerir que os extratos aquosos de polpa, casca e endocarpo de buriti, apresentam perigo relativamente baixo de toxicidade. Nos parâmetros fisiológicos, bioquímicos e hematológicos não foram observadas alterações e nem efeitos sobre a atividade locomotora e coordenação motora dos animais após tratamento com os extratos nos diferentes protocolos. Além disto, não se observou alterações macroscópicas e histológicas nos principais órgãos analisados. Os resultados sugerem que a polpa, casca e endocarpo de buriti são potenciais alimentos com atividade antioxidante, bioacessíveis e que podem ser seguros em ensaios pré-clínicos, bem com demonstraram potencial farmacológico relacionado ao metabolismo lipídico e glicídico, que precisam ser melhores explorados para esclarecer seu mecanismo de ação e relevância clínica. Foi solicitado pedido de depósito de registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, de forma que nossos achados ampliam as perspectivas para a realização de outros testes que possam corroborar com o uso seguro e eficaz de frutos de forma integral (polpa, casca e endocarpo), como produto de importância biotecnológica.

  • EVERTON JOSE FERREIRA DE ARAUJO
  • Avaliação pré-clinica dos efeitos toxicológicos agudos e ansiolíticos da riparina A e complexação com β-ciclodextrina
  • Data: 05/05/2017
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  • A N-(2-feniletil)benzamida ou riparina A (Rip-A) consiste em um derivado sintético das riparinas naturais extraídas da Aniba riparia (Nees) Mez, amidas caracterizadas por possuírem relevante atividade central. A presente tese buscou realizar a avaliação pré-clínica da toxicidade aguda e atividade ansiolítica da riparina A, assim como, obter e caracterizar o complexo de inclusão da referida substância com betaciclodextrina (β-CD). Foi realizada a síntese da riparina A mediante a reação de Schotten-Bauman seguido da execução do teste agudo de classe da Organization for Economic Cooperation and Devevolpment, diretriz n° 423 e avaliação dos seus efeitos hematológicos, bioquímicos e histopatológicos nas doses de 300 e 2000 mg kg-1 . Procedeu-se com a investigação da atividade ansiolítica da Rip-A nos modelos animais do labirinto em cruz elevado (LCE), caixa claro-escuro (TCE) e do teste de esconder esferas (TEE) nas doses de 50, 100 e 200 mg kg-1 com elucidação das interações envolvidas com receptor farmacológico GABAA mediante estudo de docagem. Por fim, realizou-se a obtenção do complexo de inclusão Rip-A/β-CD por spray-drying, caracterizando-o através de diagrama de solubilidade de fases de Higuchi e Connors, estudo de solubilidade, análise térmica por calorimetria diferencial exploratória (DSC), difração de raios X (DRX), espectroscopia de infravermelho (IV), ressonância magnética nuclear de hidrogênio (RMN 1H) e microscopia eletrônica de varredura (MEV), além da verificação da atividade citotóxica artemicida da RipA isolada e do complexo de inclusão Rip-A/β-CD. O tratamento agudo com a Rip-A não apresentou sinais de toxicidade no screening hipocrático e não causou mortes. A substância foi classificada como categoria 5, segundo Globally Harmonised System, com baixa toxicidade e DL50 superior a 2000 mg kg-1 . Não houve alterações hematológicas e elevação nos níveis de triglicerídeos. Houve ainda alterações histopatológicas no fígado e nos rins dos roedores com presença de degeneração hidrópica, esteatose, congestão vascular e trombos em ambos os grupos tratados. Houve atividade ansiolítica, preponderantemente com a dose de 200 mg kg-1 com elevação no tempo de permanência nos braços abertos do LCE, aumento no número de transições entre os compartimentos no TCE e redução no total de esferas escondidas no TEE. O estudo in silico indicou que a Rip-A interage em sítio de ligação que envolve a subunidade β1 do receptor GABAA com participação do resíduo de aminoácido Tyr87, diferentemente do diazepam. A complexação, por sua vez, mostrou-se mais eficaz com a metodologia da secagem por aspersão o que gerou aumento da hidrossolubilidade da Rip-A e diagrama de solubilidade do tipo AL. A complexação foi constatada pela redução do pico endotérmico a 116,2°C no termograma de DSC, redução do sinal de ângulo 2θ em 12,6° na análise por DRX, redução dos picos a 1544 cm-1 e 3344 cm-1 na análise por IV e variação do deslocamento químico em H3 da β-CD no espectro de RMN 1H. O complexo tem morfologia distinta do aspecto cristalino da riparina livre e apresentou superior atividade artemicida (CI50 de 117,2 μg mL-1 ) devido melhor solubilidade da preparação. A Rip-A demonstrou possuir baixa toxicidade aguda e atividade ansiolítica com ação em sítio distinto dos benzodiazepínicos. Estas propriedades podem ser otimizadas em virtude da viabilidade do complexo de inclusão Rip-A/β-CD mais hidrossolúvel o que abre margem para a realização de novas pesquisas.

     

  • ANA KARINA MARQUES FORTES LUSTOSA
  • Desenvolvimento de géis formulados com nanopartículas de prata sintetizadas in situ contendo goma de cajueiro ftalada ou natural para aplicação como agente antimicrobiano e cicatrizante
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 02/05/2017
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  • Com o advento da nanotecnologia, as nanopartículas de prara (AgNPs) vêm se destacando por suas inúmeras propriedades no campo da óptica, catálise e especialmente, devido às suas propriedades antimicrobianas e cicatrizantes. Tais nanopartículas vêm sendo sintetizadas pelos mais diferentes tipos de rotas, podendo ser utilizados produtos naturais, como as gomas exsudadas, como agente estabilizante da solução coloidal.  Deste modo, o objetivo deste trabalho foi desenvolver géis formulados com nanopartículas de prata (AgNPs) sintetizadas in situ em hidrogel de carboximetilcelulose (CMC) contendo goma de cajueiro natural (NCG) ou goma de cajueiro ftalada (PhCG) e avaliar suas atividades antibacterianas e cicatrizantes. Primeiramente, a goma de cajueiro isolada sofreu uma reação com anidrido ftálico sendo que a modificação na estrutura da goma foi confirmada por espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR). As AgNPs foram preparadas in situ durante a fabricação do hidrogel contendo CMC e glicerina, utilizando como agente redutor borohidreto de sódio (NaBH4), na proporção de razão molar de 1:6 em relação à prata. Deste modo, foram produzidos um hidrogel contendo AgNPs com goma de cajueiro natural (NCG-AgNPs) e outro contendo AgNPs com goma de cajueiro modificada (PhCG-AgNPs). Um gel sem a presença de prata e goma de cajueiro, para servir de controle (base do hidrogel), também foi confeccionado. O estudo de reologia caracterizou os géis como não newtonianos e pseudoplásticos. Para caracterização das AgNPs utilizou-se: espectroscopia de UV-vis em que a banda máxima para NCG-AgNPs e PhCG-AgNPs foi de 408 e 404 nm, respectivamente; Análise de Rastreamento de Nanopartículas (NTA) onde os compósitos apresentaram tamanho médio 119,7±5 e concentração de 6,36 x 1010 partículas/mL (NCG-AgNPs) e tamanho médio 123,8±8,9 nm com concentração de 4,03 x 1010 partículas/mL (PhCG-AgNPs); Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET), que determinou a morfologia das AgNPs nos hidrogéis formados, observando-se a formação de AgNPs triangulares, duplos triângulos e hexágonos para  NCG-AgNPs além de nanos esféricas, quadradas e agregados de esferas irregulares para PhCG-AgNPs; e espectroscopia por energia dispersiva (EDS) que confirmou a presença da prata e a formação das nanopartículas. Para estudar o efeito antimicrobiano dos hidrogéis foi utilizado o teste de contato direto e a determinação das concentrações inibitórias e bactericidas mínimas (CIM e CBM) sobre as bactérias Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. Constatou-se excelente atividade antimicrobiana pela observação de inibição de crescimento bacteriano sob ambos os géis, inclusive com formação de halos de inibição, além de reduzidos valores de CIM e CBM. Por exemplo, o gel de PhCG-AgNPs sobre P. aeruginosa promoveu uma CBM de 0,84 µgAg/mL. Para a avaliação da atividade cicatrizante, foi utilizado um modelo de ferida cirúrgica em dorso de ratos, sob as quais foram aplicados os hidrogéis com NCG-AgNPs ou PhCG-AgNPs . Um gel de CMC e glicerina foi utilizado como controle. Foram realizadas medidas do ferimento (altura e largura) no 0°, 4°, 7° e 14° dias. A formulação com PhCG-AgNPs  mostrou significante efeito cicatrizante no 4°, 7° e 14° dias. Já a formulação com NCG-AgNPs promoveu uma tendência à cicatrização no 4° dia e um resultado significativo em relação ao grupo controle no 7° dia. As caracterizações dos hidrogéis produzidos com AgNPs sintetizadas in situ atestaram a eficiência desta rota de síntese. Os hidrogéis com AgNPs promoveram excelente atividade antibacteriana além de apresentarem potencial efeito cicatrizante.

     

  • ANTONIA AMANDA CARDOSO DE ALMEIDA
  • Derivado semissintético do limoneno: Toxicidade e propriedades analgélsicas, anti-inflamatórias e centrais
  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 27/04/2017
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  • O epóxilimoneno, terpenóide derivado do limoneno, é considerado uma molécula promissora para investigação do potencial terapêutico, uma vez que já apresenta algumas atividades descritas na literatura, como antioxidante, ansiolítico e anti-helmíntico. O estudo tem como objetivo a investigação do potencial toxicológico e das atividades antidepressiva, anti-inflamatória, antinociceptiva do epóxilimoneno em experimentos não clínicos, bem como a sugestão de mecanismos de ações e elaboração de formulações farmacológicas. O epóxilimoneno foi avaliado em repetidas doses (120 doses) de 25, 50 e 75 mg/kg/dia, em camundongos. A toxicidade foi determinada pelos parâmetros comportamentais, bioquímicos, hematológicos e morfológicos. A avaliação dos possíveis efeitos antidepressivos, bem como o provável mecanismo de ação do epóxilimoneno foi realizada com o teste do nado forçado e suspensão pela cauda. A atividade antiinflamatória foi avaliada utilizando vários agentes flogísticos que induzem o edema de pata, modelo de peritonite, permeabilidade induzida pelo composto 48/80, atividade da mieloperoxidase, mensuração de citocinas. Avaliação da atividade antinociceptiva foi realizada por meio do teste de contorção induzida por ácido acético, teste da placa quente e teste da formalina. O epóxilimoneno não causou nenhum sinal comportamental de toxicidade, bem como, não apresentou nenhuma alteração bioquímica, hematológica e morfológica significativa em camundongos e nas doses testadas. Em todas as doses e nos testes aplicados, o epóxilimoneno demonstrou atividade antidepressiva, de maneira dose dependente, especialmente em 75 mg/kg em comparação com a os padrões, paroxetina e imipramina. O estudo apontou que a ação antidepressiva do epóxilimoneno está possivelmente associada a modulação da neurotransmissão serotoninérgica e adrenérgica. O epóxilimoneno demonstrou atividade anti-inflamatória em camundongos, por possíveis efeitos na redução de mediadores inflamatórios, migração de neutrófilos e a concentração de citocinas. Também foi possível sugerir que a atividade antinociceptiva apresentada é devido ao envolvimento de receptores opióides. Diante da observação de importantes propriedades farmacológicas e sugestão de mecanismos de ação para o epóxilimoneno foi submetido ao Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC) da UFPI o pedido de patente de sua aplicação como princípio ativo em formulações sólidas, para o tratamento e/ou prevenção de doenças relacionadas ao sistema nervoso central.

  • FRANCISCO ADELTON ALVES RIBEIRO
  • OTIMIZAÇÃO DE IMAGENS MAMOGRÁFICAS PARA AUXILIO AO DIAGNÓSTICO MÉDICO
  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 31/03/2017
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  • O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comum em mulheres de países ocidentais após o câncer de pele não melanoma. No mundo, há mais de 1,5 milhão de casos novos diagnosticados anualmente e mais de 500 mil mortes pela doença, sendo que no Brasil foram estimados 57.960 novos casos de câncer de mama e cerca de 14.206 mortes em mulheres pela doença. A mamografia é o exame diagnóstico padrão que permite a descoberta precoce que reduz a mortalidade em cerca de 30%. Todavia, os sistemas computacionais podem melhorar a acurácia da imagem mamográfica na detecção das neoplasias. O presente estudo deve por objetivo desenvolver um software para otimização de imagens mamográficas e auxilio ao diagnóstico médico. Esta tese foi estruturada em quatro capítulos. O capítulo I trata de uma prospecção sobre os software para processamento de imagem, buscando indícios do estado atual da técnica via cenário de patentes depositadas relacionadas a softwares de diagnóstico e processamento de imagens mamográficas no Brasil e no mundo. Foram encontrados 107 registros de patentes, sendo 72 resultantes da busca relacionadas ao termo “Software diagnosis breast câncer“, 32 relacionadas ao termo” Software mammography” e 3 ao termo “Software processing images“, demonstrando a necessidade de desenvolvimento do softwares para processamento de imagens mamográficas. O capítulo II mostrou as técnicas de treinamento e aprendizado de máquina com uso de redes neurais artificiais, para detectar massas em imagens mamográficas, utilizando extração de características de texturas. Os resultados obtidos comprovaram que o algoritmo Random Forest obteve o melhor índice de acerto, no que diz respeito à sensibilidade, especificidade e acurácia, atingindo 92.10%, 93.50% e 92.90%, respectivamente. O capítulo III  trata de um mapeamento sistemático sobre algoritmos utilizados nas etapas de processamento de imagens mamomográficas. As buscas foram realizadas nas bases de dados Web of Science, Engineering Village e Scopus. Os resultados obtidos foram 199 artigos dos quais, após uma seleção rigorosa realizada por três especialista em processamento de imagens, apenas 14 artigos foram indicados como estudos relevantes para o mapeamento. Os algoritmos Otsu e o PSO destacaram-se na etapa de segmentação, os quais foram utilizados em 9 dos 14 artigos aceitos, já na etapa de extração das características obteve destaque o algoritmo de Haralick, utilizado em 7 das 14 publicações e por fim na etapa de classificação por aprendizagem supervisionada, destacou-se como melhor classificador  o algoritmo de Support Vector Machines, utilizado em 5 dos 14 artigos aceitos. O capítulo IV trata do Certificado de Registro de Programa de Computador.

  • CRISTIANO JACKSON DA COSTA COELHO
  • Software Integrado de Gestão de Laboratórios de Biotecnologia
  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 13/03/2017
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  • Pesquisas em biotecnologia ganharam notoriedade nos últimos anos. Em virtude disso, instituições de pesquisa públicas, bem como as de iniciativa privada, investiram na criação de laboratórios específicos direcionados para a pesquisa nesta área. A rotina crescente desses laboratórios aumentou a demanda por um melhor gerenciamento das pesquisas em andamento, bem como do estoque de material de consumo, dos resultados obtidos nas analises, na identificação e controle de diversos processos em biotecnologia. No entanto, os recursos voltados para a informatização e automação laboratorial por empresas especializadas são limitados e representam onerosos investimentos para as instituições de pesquisa de natureza pública ou privada. Acredita-se que o desenvolvimento de softwares que promovam o controle sistemático de insumos e contemplem a automação de rotinas administrativas de laboratórios de biotecnologia contribui positivamente para a eficiência dos processos laboratoriais, visando aumento da produtividade, redução de custos dos processos e uma maior capacidade de monitoramento e auditoria de pesquisas. Ademais,  proporcionar maior segurança dos dados e informações laboratoriais. Assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver um software de gestão laboratorial, o Sistema Integrado de Gestão em Laboratórios de Biotecnologia (SIGLBC) em plataforma Web com acesso por dispositivos móveis. Para desenvolvimento do software foram identificadas as necessidades dos laboratórios por meio de questionários de prospecção devidamente autorizados pelo comitê de ética na pesquisa com seres humanos. Esses questionários foram aplicados entre pesquisadores da área de biotecnologia de diferentes instituições de pesquisa. Foram utilizadas ferramentas de software livre e open source para análise, testes, validação e organização documental do software. O SIGLBC foi desenvolvido para o gerenciamento integrado de laboratórios em instituições e pode ser executado em ambientes multiplataforma e Web, podendo ser acessado tanto via desktop quanto por meio de dispositivos móveis como, celulares e tablets. Além disso, o software possui layouts amigáveis e não burocráticos.    

  • MARIA DE FÁTIMA CARDOSO SOARES
  • DESENVOLVIMENTO DE UMA PLATAFORMA HIBRIDA À BASE DE CORANTE E POLISSACARÍDEOS REGIONAIS PARA EMPREGO EM SENSORES
  • Orientador : CARLA EIRAS
  • Data: 10/03/2017
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  • Este trabalho iniciou-se com um estudo prospectivo a partir dos artigos científicos e patentes depositadas os quais abordassem as palavras-chave relacionadas ao desenvolvimento de filmes finos empregando corante na construção de sensores eletroquímicos. Os artigos científicos foram analisados e filtrados na Base Web of Science e Scopus enquanto o estudo prospectivo foi realizado com base nos pedidos de patentes depositadas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, Escritório Europeu de Patentes - EPO, na base Derwent e no Escritório Norte- americano de Marcas e Patentes (USPTO). Como resultado desse estudo foi possível observar que o uso do corante, por exemplo, o Vermelho de Alizarina S na construção de filmes finos, do tipo Layer-by- Layer (LbL), como plataforma para sensores eletroquímicos para detecção de peróxido de hidrogênio (H 2 O 2 ) é inovador até o presente momento, visto que não foram encontradas patentes e nem artigos científicos nas bases pesquisadas. Em um segundo momento, o VAS foi imobilizado em eletrodos de ITO (Óxido de Estanho dopado com Ìndio, um vidro condutor) empregando-se a técnica LbL de automontagem. A formação do filme de VAS sobre ITO foi possível a partir da conjugação do corante com os polímeros ágar e PAH ((poli(alilaminahidroclorada). Nanotubos de carbono de parede simples (NTC) funcionalizados com -COOH foram utilizados para aumentar o sinal eletroquímico do sistema LbL. Os filmes foram desenvolvidos em arquiteturade tricamadas de ágar/PAH/VAS ou ágar(NTC)/PAH(NTC)/VAS e caracterizados por Voltametria de Pulso Diferencial (VPD), Espectroscopia na região do UV-Visível (UV- Vis) e Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Após sua caracterização o filme de ágar(NTC)/PAH(NTC)/VAS foi testado para detecção do H 2 O 2 . Sob potencial constante de -0,5 V vs SCE, o filme exibiu rápida resposta e o limite encontrado foi 0,15 µmol L -1 . A terceira etapa desta pesquisa, foi a solicitação do pedido de patente, intitulada: Plataforma sensora à base de corantes e polissacarídeos, junto ao NINTEC-UFPI. Finalmente, em uma segunda etapa experimental, foram produzidos filmes (LbL) de nanopartículas de ouro, estabilizadas com a carragenana, (carr-AuNPs) as quais foram intercaladas com a Polianilina (PANI), um polímero condutor. Os filmes LbL de carr- AuNPs e PANI foram preparados em eletrodos flexíveis de ouro (EFAu), de baixo custo e fácil fabricação. Os filmes foram caracterizados por Voltametria Cíclica (VC), Espectroscopia na região do UV-Visível (UV-Vis) e Microscopia de Força Atômica (AFM). ) O sinergismo encontrado entre as carr-AuNPs e a PANI foi capaz de melhorar a resposta eletroquímica e estabilidade do polímero condutor em meio fisiológico (PBS 0,1 mol L -1 , pH 7,1) em até três vezes. A presença das carr-AuNPs no filme promoveu um aumento significativo na rugosidade do eletrodo de EFAu modificado quando comparado ao eletrodo sem modificação.A partir dos estudos de UV-Vis observou-se que os filmes produzidos envolvem processos autorregulados, para ambas sequencias propostas. O filme de PANI/carr-AuNP apresentou melhoria considerável na estabilidade e condutividade da PANI em meio fisiológico, surgindo como material potencial para aplicação em biossensoriamento.

  • PAULO RONALDO SOUSA TEIXEIRA
  • Imobilização do Mesocarpo do babaçu (Orbignya phalerata) quimicamente modificado para construção de sensores com vistas a aplicações biotecnológicas
  • Orientador : CARLA EIRAS
  • Data: 09/03/2017
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  • Atualmente, o crescente interesse no desenvolvimento de novos materiais capazes de atuarem como plataformas para o desenvolvimento de sensores e biossensores eletroquímicos, tem impulsionado a busca por novos materiais naturais, tais como, os biopolímeros, que além de suas propriedades já descritas, também venham a apresentar eletroatividade e estabilidade eletroquímica de forma a possibilitar tais aplicações. Materiais naturais, como o mesocarpo de babaçu (Orbygnia phalerata) (MB), empregados na preparação de filmes finos chamam atenção por se tratar de um material renovável, abundante e de baixo custo, que possui propriedades mecânicas de interesse já relatadas na literatura. Neste estudo, o MB foi quimicamente modificado com anidrido ftálico (MBAF), a fim de facilitar seu processamento na forma de filmes finos, e, em seguida, ser avaliado quanto a sua eletroatividade. Neste trabalho, filmes monocamada de MB e MBAF foram produzidos pelas técnicas “self assembled monolayer” (monocamada automontada) e casting, sendo adsorvidos sobre o substrato de vidro condutor (ITO) e eletrodo flexível de ouro (EFAu). Diante do que foi exposto, o capítulo 01 traz um referencial bibliográfico a respeito de mesocarpo de babaçu, filmes finos, sensores eletroquímicos e drogas antineoplásicas. No sentido de analisar a originalidade do trabalho, o capítulo 02 traz o artigo publicado na revista GEINTEC, apresentando um estudo de prospecção científica e tecnológica realizado nas bases científicas Web of Science, Scopus e Scielo, e nos bancos de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, Escritório Europeu de Patentes - Espacenet e Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos – USPTO, demonstrado que o uso do MB na formação de filmes finos para o desenvolvimento de um sensor eletroquímico, é algo inovador, visto que não foi encontrado nenhum relato na literatura com abordagem semelhante. O capítulo 03 apresenta o artigo que trata das propriedades eletroativas dos filmes finos formados pela técnica SAMs demostrando que tanto o MB quanto o MBAF são materiais eletroativos que podem ser utilizados na construção de plataformas de sensores, sem a necessidade de serem conjugados com outros materiais eletroativos. O capítulo 04 trata do artigo sobre o desenvolvimento de um sensor empregado na detecção do fármaco antineoplásico 5-fluorouracila, formado a partir dos filmes finos monocamada de MB e MBAF, produzidos pela técnica casting, em eletrodos flexíveis de Au, mostrando a viabilidade do uso do mesocarpo de babaçu no desenvolvimento de sensores eletroquímicos de baixo custo para detecção de fármacos. O capítulo 05 apresenta a patente depositada no Nintec sobre o filme eletroativo formado a partir do mesocarpo de babaçu (Orbygnia phalerata) como plataforma para sensor. Diante do que foi exposto, o presente trabalho apresenta o filme monocamada de MB e MBAF como uma alternativa viável, de baixo custo, a fim de modificar eletrodos para o uso em sensores eletroquímicos.

  • LUIZANGELA DA SILVA REIS
  • Avaliação das propriedades química e biológica da quitosana e derivados associados com ceftazidima
  • Orientador : EDSON CAVALCANTI DA SILVA FILHO
  • Data: 08/03/2017
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  • A elevada prevalência de infecções causadas por bactérias resistentes aos antibióticos tem estimulado o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas. Materiais poliméricos vêm despertando o interesse de muitos pesquisadores devido ao seu grande campo de aplicações. A quitosana é um polímero natural obtido a partir da reação de desacetilação da quitina. Por apresentar propriedades específicas vêm se manifestando como uma nova classe de materiais com funções fisiológicas altamente aprimoradas. Modificações na cadeia da quitosana são feitas a fim de melhorar ou conferir novas propriedades para quitosana. Este trabalho teve por objetivo a obtenção de derivados de quitosana com base de Schiff, bem como avaliar a atividade antibacteriana da quitosana dos derivados associados com ceftazidima. A identidade da base de Schiff formada e os derivados associados com fármaco foram caracterizados através de Análise Elementar, espectroscopia na região do infravermelho (FTIR), Ressonância Magnética Nuclear de Carbono 13 (RMN 13C), Difração de raios (DRX) e Análise Térmica (TG). Os resultados das caracterizações mostraram a eficácia das modificações e das interações entre a quitosana e derivados com ceftazidima (CFZ), e que os grupos incorporados na estrutura dos derivados melhoraram a estabilidade térmica dos materiais, bem como os dados da cristalinidade dos mesmos uma vez que estes dados estão associados aos resultados do RMN 13C. A modificação da quitosana (Q) com acetilacetona (Qac) apresentou um menor efeito inibitório para S. aureus (33,3% e 51,8%) quando comparada com Q (58,2% e 80,8%) e um aumento contra cepa de E.coli (68,0% e 91,2%) para Qac em relação a Q (52,3% e 81,5%) após 48 e 72h de preparo da solução. Modificações subsequentes da Qac com etilenodiamina (Qacen) e dietilenotriamina (Qacdien) aumentaram o efeito inibitório da Qacen (90,9% e 90,4%) e Qacdien (91,1% e 92,0%) quando comparadas com Qac (33,3% e 68,0%) contra cepas de S. aureus e E. Coli respectivamente, indicando um amplo espectro de ação destes novos materiais inibindo tanto bactérias Gram-positivas quanto Gram-negativas. Os materiais associados com fármaco mostraram que um maior tempo de contato dos materiais em solução potencializaram a ação bacteriana dos mesmos, quando comparados com o fármaco sozinho. As modificações feitas nos materiais mostraram que os mesmos não apresentaram toxicidade para as células testadas. Os resultados podem revelar-se como uma promissora alternativa do uso dos derivados de quitosana com base de Schiff e dele associado com fármaco sugerindo que os mesmos poderiam ter uma ampla aplicabilidade no desenvolvimento de novos materiais visando o controle de microrganismos.

  • FABIANA AUGUSTA SANTIAGO BELTRÃO
  • Desenvolvimento e Caracterização de Queijo Tipo Chevrotin Simbiótico
  • Orientador : CARLA VERONICA RODARTE DE MOURA
  • Data: 06/03/2017
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  • Objetivou-se com este trabalho avaliar o efeito da produção de queijos tipo chevrotin de leite caprino, bovino e misto com a utilização de um prebiótico (inulina) com diferentes níveis de concentração associados a utilização de um probiotico o Biffidum bacterium.Os queijos foram analisados microbiologicamente, sensorialmente, físico-quimicamente, bem como o perfil de ácidos graxos e teor de colesterol total.Foram utilizados nove queijos alocadas em um delineamento inteiramente cazualizado, com fatorial (3x3x3), três períodos de 15 dias, três tipos de leite, e três níveis de inulina: 0%, 2,5% e 5%.As análises microbiológicas realizadas foram: contagem de bactérias termotolerante, número mais provável de coliformes a 35º, pesquisa de Staphylococcus sp., Salmonella sp e Bifidumbacterium. Os resultados demonstraram que o nos três tipos de leite e nos produtos elaborados, todos atenderam aos padrões microbiológicos estabelecidos pela legislação, estando, portanto, próprios ao consumo. A ausência de contaminações microbiológicas está relacionada com o desenvolvimento do produto em condições higiênicas sanitárias adequadas.Na análise sensorial foram avaliados através de teste de aceitação os atributos de aparência, aroma,sabor,textura e intenção de compra, onde houve um aumento significativo(P<0,01) para os queijos de leite caprino e bovino, e redução linear para os queijos de leite misto, porém os queijos de leite bovino obtiveram melhores resultados em todos os atributos avaliados. Para o atributo intenção de compra o incremento de inulina ao nível de 5% obteve escores de 4,34% de intenção de compra, comprovando que o queijo Chevrotin deve ser produzido com leite bovino. Os resultados das analises físico-químicas realizados encontram- se dentro dos padrões estabelecidos pelo MAPA, porem houve um acréscimo de lipídios após o período de maturação dos queijos de leite de vaca.Os percentuais de ácidos graxos saturados (AGS) aumentaram linearmente (P<0,01) a concentração dos ácidos monoinsaturados (MUFA) e a concentração dos ácidos polinsaturados (PUFA). Foram identificados trinta ácidos graxos, dentre estes dezessete saturados, nove monossaturados e quatro poliinsaturado. Os resultados de quantificação do colesterol total do queijo tipo chevrotin simbiótico de leite bovino, caprino e misto, estão dentro dos padrões normais de colesterol total para queijos.  

  • HAROLDO LUIS SOUSA NERES
  • UTILIZAÇÃO DE SEMENTES DE FAVELEIRA (Cnidoscolus phyllacanthus) EM PROCESSOS ENZIMÁTICOS COM FUNGO Rhizopus sp.
  • Orientador : CARLA VERONICA RODARTE DE MOURA
  • Data: 06/03/2017
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  • A biotecnologia está ganhando cada vez mais espaços nas indústrias e instituições de pesquisas, justificado pela diversidade de aplicações e benefícios que essa área pode trazer para a sociedade. Dessa forma, esse trabalho tem como principal objetivo a obtenção, caracterização e aplicação de produtos e processos biotecnológicos de grande potencial para o mercado industrial. Nesse sentido, foi feita a coleta de sementes de faveleira e posteriormente realizado o processo de extração do óleo, onde foram determinadas suas propriedades para aplicação em reações de hidrólise catalisada por lipases. O extrato enzimático, usado como catalisador, foi obtido por meio do processo fermentativo em substrato líquido peptonado com fungo Rhizopus sp. e posteriormente foi feita a caracterização por técnicas químicas, espectroscópicas e cromatográficas para detecção de lipases. Em seguida foram realizados testes de atividade enzimática com óleo de faveleira e óleo de oliva, apresentado resultados catalíticos satisfatórios. Em uma segunda etapa, os resíduos provenientes da extração do óleo de faveleira foram reaproveitados e aplicados como substrato sólido para o desenvolvimento do fungo Rhizopus sp., obtendo-se um novo extrato lipolítico que foi testado em óleos vegetais para avaliar seu potencial catalítico, apresentando alta atividade hidrolítica em óleos de faveleira e babaçu, demonstrando assim o grande potencial para utilização de resíduos sólidos de sementes vegetais como substrato para obtenção de lipases.

  • MD TOREQUL ISLAM
  • Prospecção Toxicogenética não clínica do fitol livre e em nanoemulsão
  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 17/02/2017
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  • A Organização Mundial de Saúde aponta que mais de 25% das terapias da medicina moderna estão associadas às fontes vegetais, que por suas propriedades farmacológicas participam em 75% de formulações farmacêuticas. Os óleos essenciais contendo diterpenos, a exemplo do fitol, têm atividades antimicrobianas, citotóxicas, antitumorais, antimutagênicas, antiteratogênicas, antidiabéticas, hipolipemiantes, antiespasmódicas, antiepilépticas, antinociceptivas, antioxidantes, anti-inflamatórias, ansiolíticas, antidepressivas e imunoadjuvantes. O estudo objetivou o desenvolvimento de nanoemulsão com fitol e avaliação do perfil toxicogenético do fitol livre e em nanoemulsão com aplicação de biomarcadorescitogenéticos em Artemia salina, Allium cepa, Saccharomycescerevisiae e eritrócitos de ratos. Foram testadas as concentrações de 2 - 16 μM e de 40 -160 μM e de 2 - 8 mM em A. salina e eritrócitos de ratos. O dicromato de potássio, sulfato de cobre e o trolox foram utilizados como padrões em A. salina e A. cepa e teste de hemólise, respectivamente. A avaliação oxidante/antioxioxidantein vitro foi testada frente aos radicais: 1,1-difenil-picrilidrazil, etilbenztizolino-sulfônico e radical óxido nitrito, e quanto a peroxidação lipídica, potencial redutor e inibição da hemólise em eritrócitos de ratos. Adicionalmente, foi realizado o teste em S. cerevisiae. O fitol livre e em nanoemulsionado, em concentração dependentes, em A. salina e A. cepa exibiram toxicidade e citotoxicidade; e genotoxicidade em A. cepa, em 8 e 16 μM, com reparação dos danos após 48 e 72 h. Os resultados para citotoxicidade em A. salina e eritrócitos de ratos sugerem que o fitol não é citotóxico nas concentrações de 40 -160 μM, mas é tóxico em 2 - 8 mM, com citotóxicidade após 24 a 48 h de exposição em A. salina. Entretanto, em baixas concentrações, o fitol foi citoprotetor frente a agente oxidante. O fitol, dependendo da concentração, isolado ou cotratado com ácido etileno diamino tetra-acético, dicromato de potássio, sulfato de cobre e trolox pode induzir lise de membrana, oxidação celular e citogenotoxicidade, em A. salina, e atividade antioxidante (ex vivo) em eritrócitos de ratos, respectivamente. O fitol livre e em nanoemulsionado apresentaram capacidades antioxidantes, pela captura de radicais livres in vitro, em concentração-dependente (2- 16 μM). Em S. cerevisiaeforam observados efeitos oxidativos em 8 - 16 μM e antioxidantes, em baixas concentrações. Em síntese, o fitol livre e em nanoemulsão apresentaram atividades tóxicas, citotóxicas, oxidantes e genotóxicas em elevadas concentrações. Em baixas concentrações foram citoprotetoresin vitro, in vivo e ex vivo em células eucarióticas, possivelmente associados a mecanismos antioxidantes. O fitol livre e em nanoemulsão são bioprodutos para formulações farmacêuticas destinadas à prevenção de estresses oxidativos e como agentes antitumorais.

  • FRANCILENE VIEIRA DA SILVA
  • Investigação do potencial farmacológico dos monoterpenos carvacrol e linalol livres ou complexados e o desenvolvimento de formulação tópica para aplicações farmacêuticas. 
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 11/01/2017
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  • As plantas e os produtos do seu metabolismo secundário foram e continuam sendo de grande relevância na área farmacêutica. Os óleos essenciais, produto desse metabolismo, são misturas naturais muito complexas que podem conter cerca de 20-60 componentes em concentrações muito diferentes, inclusos em dois grupos de origem biosintética distinta. O grupo principal é composto por terpenos e terpenóides e outro de componentes aromáticos e alifáticos. Os terpenos constituem o grupo mais abundante e estruturalmente mais diversificado de metabólitos secundários de plantas, representados principalmente pelos monoterpenos e sesquiterpenos. Os monoterpenos e seus derivados apresentam várias propriedades farmacológicas, como gastroprotetora, cicatrizante, antinociceptiva, anti-inflamatória, antioxidante e antidepressiva. O monoterpeno (-)-linalol presente no óleo essencial do orégano e em diversas espécies de plantas teve seus efeitos anti-inflamatórios e analgésicos amplamente sugeridos por vários estudos. Já o monoterpeno carvacrol presente no óleo essencial do orégano e em diversas espécies de plantas apresentou em estudos anteriores atividade anti-inflamatória, gastroprotetora e anti-ulcerogênica. O presente trabalho teve como objetivo investigar o potencial farmacológico do (-)-linalol e do carvacrol na forma livre ou complexado em β-ciclodextrina, com a finalidade de buscar maior estabilidade e segurança, melhorando sua atividade gastroprotetora e diminuindo suas eventuais toxicidades, através da sua investigação em diferentes modelos experimentais, agudos e crônicos de úlceras gástricas e no modelo de feridas cirúrgicas, bem como desenvolver uma formulação farmacêutica de uso tópico a partir desses bioprodutos. Nossos resultados sugerem que o (-)-linalol incorporado em β-ciclodextrina (LIN-βCD) revelou um efeito gastroprotetor significativamente melhorado, quando comparado com (-)-linalol (LIN) na forma não complexada (livre), sugerindo que essa melhora esteja relacionada ao aumento da sua solubilidade e estabilidade, bem como pela potencialização do perfil antioxidante deste monoterpeno. O carvacol complexado (CARV-βCD) apresenta atividade gastroprotetora superior, possivelmente por potencializar sua atividade antioxidante e cicatrizante quando comparado aos seus resultados na gastroproteção na forma não complexada (CARV), provavelmente por sua incorporação em β-ciclodextrina melhorar seu perfil gastroprotetor. Grande parte das pesquisas que estudam patologias cutâneas em prol do tratamento e da cura de feridas, utilizam modelos animais que se assemelham com a pele humana. A formulação tópica à base de carvacrol a 5% mostrou boa estabilidade, bem como reduziu significamente a área da ferida cirúrgica induzida em ratos, sendo gerado uma patente onde a referida invenção pode ser utilizada nas diversas áreas da saúde para o tratamento de afeccões cutâneas da pele. Em conjunto, os nossos resultados sugerem que a β-CD pode representar uma ferramenta importante para a melhoria da atividade gastroprotetora do (-)-linalol e do carvacrol e outros compostos insolúveis em água, potencializando suas respostas, bem como a solubilidade, a estabilidade e segurança.

  • MAURA CÉLIA CUNHA E SILVA
  • Preparação e caracterização de nanocompósitos a base de argila e goma do cajueiro para aplicação em sistemas de liberação de fármacos.
  • Orientador : MARIA RITA DE MORAIS CHAVES SANTOS
  • Data: 10/01/2017
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  • A nanotecnologia está relacionada com o desenvolvimento de materiais de dimensões nanométricas e atualmente seu conceito é aplicado em diversas áreas de pesquisa. O desenvolvimento de nanomateriais tem impulsionado pesquisas, principalmente com o objetivo de obter nanocompósitos, devido à possibilidade de ampliação das aplicações de alguns materiais. Nanocompósitos de natureza orgânica e inorgânica vêm ganhando destaques em aplicações que vão desde a indústria automobilística até a farmacêutica. Este trabalho teve início com uma revisão, com o objetivo de obter informações bibliográficas (de artigos) e tecnológicas (patentes) a respeito de nanocompósitos de argilas e gomas. Para isso, realizou-se buscas de artigos nas bases Web of Science, Scopus e Sciencedirect e de patentes nos bancos de dados European Patent office (EPO), World Intellectual Property Organization (WIPO), United States Patent and Trademark Office (USPTO) e do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) utilizando descritores relacionados ao tema. Com os resultados desse estudo foi possível observar que as gomas guar, gelana, brea, alginato de sódio, xantana e goma do caju já foram aplicadas na síntese de nanocompósitos com argilas, sendo que o maior número de artigos publicados com relação a esta aplicação é com o alginato. Foi possível constatar que a manipulação de goma de caju e caulinita visando obtenção de nanocompósitos é inovador até o presente momento, visto que não foram encontradas patentes e nem artigos científicos nas bases pesquisadas. Neste contexto, nanocompósito à base de argila e goma do cajueiro foi sintetizado e caracterizado por Difração de Raios X (DRX), Espectroscopia no Infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC) e Análise Termogravimétrica (TGA). O material foi aplicado na incorporação e liberação da doxazosina.  A influência do pH da solução, dose do adsorvente,  concentração inicial do fármaco, tempo de contato e temperatura foram avaliados. O equilíbrio foi atingido em um tempo relativamente curto, de 60 minutos, onde foi observado uma capacidade de adsorção máxima de 30,4±1,63 mg g-1. Para descrever o mecanismo que controla o processo de adsorção, a cinética de adsorção foi estudada ajustando os dados experimentais aos modelos cinéticos de pseudo primeira ordem, pseudo segunda ordem e difusão intrapartícula. O modelo de pseudo segunda ordem apresentou melhor descrição da adsorção da doxazosina no nanocompósito. Os dados experimentais também foram ajustados aos modelos de isotermas de Freundlich e Langmuir e foi observado um bom ajuste dos dados ao modelo de Freundlich. O nanocompósito obtido se mostrou eficiente na incorporação da doxazosina com a vantagem de ser sintetizado a partir de matéria-prima abundante e de custo relativamente baixo. Os resultados preliminares da liberação in vitro indicam que o nanocompósito NCG é bastante promissor para ser utilizado na liberação da doxazosina e de outros fármacos semelhantes, devido ter uma boa interação entre fármaco e o nanocompósito e uma baixa liberação  para os pH 1,2 e alto percentual de liberação para o pH 7,4.

2016
Descrição
  • PATRICK VERAS QUELEMES
  • Quaternização da goma de cajueiro para aplicação como biomaterial antiestafilocócico – Caracterização química, atividade antibacteriana e biocompatibilidade celular
  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 25/11/2016
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  • A goma de cajueiro (GC) é um heteropolissacarídeo aniônico natural com potencial uso na indústria farmacêutica e alimentícia, além de promissora aplicação em (nano)biotecnologia. Alterações químicas na estrutura desse polímero vêm sendo executadas no intuito de se obterem novas propriedades, no entanto, ainda não foram realizadas modificações por introdução de grupos funcionais com objetivo de torná-la catiônica, o que poderia alterar, por exemplo, suas atividades farmacológicas, como a antimicrobiana. Este trabalho objetiva modificar quimicamente a GC por reação de quaternização, avaliar o efeito da goma de cajueiro quaternizada (GCQ) sobre bactérias do gênero Staphylococcus, bem como sua biocompatibilidade celular. Para a produção de três derivados quaternizados de goma de cajueiro (derivados GCQ), adicionou-se a uma solução de GC, cloreto de trimetilamônio e hidróxido de sódio, em três diferentes proporções de razões molares. Após uma reação de 14 h sob aquecimento em banho-maria; ajustou-se o pH e procedeu-se a precipitação de cada goma modificada utilizando-se acetona, seguindo-se por diálise e liofilização. Os derivados obtidos (GCQ-1, GCQ-2 e GCQ-3) foram caracterizados por: espectroscopia na região de infravermelho, análise elementar, potencial Zeta e espectroscopia de ressonância magnética nuclear 2D (correlação heteronuclear 1H−13C). Também foi calculado o grau de substituição do grupo químico introduzido na estrutura desses modificados. A atividade antiestafilocócica dos derivados GCQ foi avaliada pela determinação das concentrações inibitórias e bactericidas mínimas (CIM e CBM) e por microscopia de força atômica. A biocompatibilidade sobre eritrócitos, queratinócitos e fibroblastos também foi verificada, por meio dos testes de hemólise e de citotoxicidade. Os métodos de caracterização selecionados para este estudo confirmaram a modificação da GC. Os três derivados GCQ apresentaram promissora atividade antiestafilocócica, com potência crescente relacionada ao aumento do grau de substituição do grupamento amônio quaternário introduzido na estrutura da goma. Destacou-se, por exemplo, o efeito do derivado GCQ-3 sobre uma linhagem de S. aureus resistente à meticilina, com obtenção de CIM em valor de 31,25 μg/mL e CBM igual a 62,5 μg/mL. Os derivados GCQ também apresentaram biocompatibilidade sobre as células testadas, sugerindo, deste modo, que os mesmos possam ser aplicados como ferramenta para o desenvolvimento de biomateriais com ação antisséptica.

  • DÉBORA CAVALCANTE BRAZ
  • O papel da medula óssea no desenvolvimento da leishmaniose visceral grave: desvendando os mecanismos inflamátorios e imunossupressores

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 18/10/2016
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  • Introdução: A leishmaniose visceral (LV) é uma protozoose causada pela Leishmania infantum nas Américas e pela Leishmania donovani no subcontinente indiano e no leste da África, regiões em que a doença é endêmica. Os pacientes com a doença grave além das manifestações clássicas como febre, anemia e hepatoesplenomegalia apresentam um quadro inflamatório intenso, sangramento e infecções. No Brasil, entre 5 a 10% dos pacientes com LV apresentam desfechos fatais. Entender a patogênese da doença em sua forma grave é importante para o desenvolvimento e a aplicação de novas terapias. Objetivo geral: Verificar o papel da medula óssea (MO) e do sangue periférico (SP) na patogênese da LV, em particular, da doença grave. Metodologia: O presente estudo envolveu 30 pacientes com LV sintomática (grupo LV), 12 pacientes com suspeita clínica de LV (grupo sem LV/controle não saudável) e 12 pacientes infectados com LV e HIV. Os pacientes foram avaliados quanto aos parâmetros clínicos, laboratoriais, imunofenotipagem de superfície de membrana e intracelular dos leucócitos, além da dosagem de citocinas plasmáticas e do sobrenadante da MO. Resultados. Pacientes com LV apresentaram um aumento dos linfócitos B e neutropenia no SP, aumento dos linfócitos T CD4 no SP e na MO quando comparados aos controles não saudáveis. Com relação as citocinas circulantes, pacientes com LV apresentaram níveis elevados de IL-6 e IL-10 no SP quando foram comparados ao grupo controle, enquanto que na MO foram registrados níveis elevados de IL-6, IL-10, INFγ, TNFα e IL-1β. No que diz respeito a expressão de citocinas pelos leucócitos, os monócitos do SP de pacientes com LV produziram significativamente mais IL-10 quando comparados ao grupo controle. O aumento na expressão de IL-6 por linfócitos B, monócitos e linfócitos T CD8 foi observado apenas no SP de pacientes com LV quando comparados ao grupo controle. Células T CD4 apresentaram maior expressão de IL-6 no SP e na MO. Pacientes com probabilidade de morte acima de 15% podem ser considerados mais graves porque apresentaram níveis mais elevados de IL-6. Linfócitos T CD8+IL6+ e T CD4+IL6+ apresentaram correlação positiva com os níveis plasmáticos de IL-6 e com a probabilidade de morte. Pacientes sem LV, com LV e coinfectados apresentaram níveis significativamente mais elevados de CXCL-8 na MO quando comparado ao SP. Os níveis de TNFα e IL-12 em pacientes coinfectados foram elevados no sangue periférico e na medula óssea. Houve um aumento na %CD14+TNFα+ e %CD14+IL6+ no SP de pacientes coinfectados quando comparados aos pacientes com LV. Elevação da %CD14+IL-10+, %neutrófilos IL-6+ e %TCD8+IL-6+ no SP quando comparado a MO em pacientes coinfectados. Conclusão: Os resultados obtidos nesta pesquisa permitem sugerir que os leucócitos, principalmente os linfócitos T, quando presentes na MO exercem uma atividade regulatória porque apenas no SP foi registrado uma expressão significativa de IL-6 pelas células T, essa citocina tem atividade inflamatória e está correlacionada com gravidade da doença. Nos pacientes coinfectados, os níveis elevados de IL-12 e TNFα sugerem ativação dos linfócitos. O estímulo para o aumento na síntese de IL-6 na corrente sanguínea, um importante parâmetro de gravidade, parece não ter origem na medula óssea em pacientes com LV e coinfectados, outros órgãos parasitados, como o baço, podem ser decisivos na doença grave.

  • MAYARA LADEIRA COÊLHO
  • Bioprospecção dos monoterpenos dimetil-octanol, estragol e nerol com ênfase nas propriedades antioxidantes, esquistossomicidas e antimicrobianas.

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 14/10/2016
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  • O dimetil-octanol (3,7-dimethyl-1-octanol), estragol (1-allyl-4-methoxybenzene) e nerol (cis-3,7-dimethyl-2,6-octadien-1-ol), são monoterpenos oxigenados, cuja classe é conhecida por ser derivada de óleos essenciais de plantas medicinais. O objetivo deste trabalho foi avaliar, por meio bioensaios in vitro, in vivo e ex vivo, o perfil tóxico, citotóxico e asatividades farmacológicas: antioxidante, antimicrobiana e antihelmíntica destes monoterpenos. Foi realizada revisão de literatura, seguida de prospecção científico-tecnológica em bases eletrônicas de dados direcionada para aplicação destas substâncias em doenças negligenciadas, tendo sido revelada uma ampla variedade de aplicações farmacológicas e relevantes utilizações comerciais como em fragrâncias, cosméticos e flavorizantes alimentícios. Contudo, o baixo número de registro de depósito de patentes encontrado sugeriu a necessidade de maiores investimentos para impulsionar o desenvolvimento de produtos derivados a partir destes bioativos. A avaliação da capacidade antioxidante in vitro destes terpenos contra os radicais 2,2-difenil-1-picrilhidrazila e 2,2’-azenobis-3-3etilbenzolina-6-sulfônico indicaram que os mesmos apresentaram atividade antioxidante nos ensaios que utilizaram os radicais DPPHŸ e ABTSŸ+, contudo não foram capazes de reduzir o íon Ferro. As substâncias demonstraram não serem citotóxicas em nível de hemácias, enquanto o bioensaio de A. salina mostrou-se com baixa toxicidade na leitura de 24 horas. Em S. cerevisiae os monoterpenos confirmaram atividade antioxidante na modulação pelo dano oxidativo induzido por H2O2. Na avaliação antimicrobiana, os terpenos foram avaliados quanto à ação antibacteriana (cepas de S. aureus e E. Coli) e antifúngica (cepas de C. albicans). Os monoterpenos foram inativos contra S. aureus, no entanto, o nerol foi ativo contra E. coli C. albicans. A adição dos compostos no meio de crescimento, em concentrações subinibitórias aumentou a atividade de norfloxacina contra S. aureus SA1199-B. Este resultado mostra que os bioativos testados, especialmente o nerol, são capazes de inibir a bomba de efluxo de S. aureus NorA. Foi realizada triagem biológica in vitro dos terpenos quanto à atividade contra o verme adulto de Schistosoma mansoni. O dimetil-octanol foi o terpeno mais ativo, a microscopia confocal de varredura a laser revelou que o dimetil-octanol induziu fortemente danos no tegumento do verme adulto e foi observada a correlação entre mudanças de viabilidade e modificações tegumentares. Esses resultados indicam o potencial deste monoterpeno como um agente antiparasitário. Foi delineado, obtido e caracterizado complexo de inclusão (CI) a partir do nerol com B-ciclodextrina por análise térmica e absorção espectrofotométrica no infravermelho (FTIR)Os resultados sugerem uma complexação de nerol com β-CD. A curva termogravimétrica do CI encontrado indicam uma saída de moléculas de solvatação de água a partir da cavidade do complexo formado por substituição a moléculas de droga, provavelmente incluída.

  • HÉLIO DE BARROS FERNANDES
  • Preparação de nanopartículas contendo α-terpineol e seus efeitos sobre lesões gástricas em roedores. 

  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 20/09/2016
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  • A úlcera péptica é um distúrbio gástrico que resulta do enfraquecimento dos mecanismos citoprotetores e/ou sobrepujo de fatores lesivos sobre sua mucosa. A despeito dos avanços na terapia vigente de úlceras pépticas, os fármacos utilizados manifestam reações adversas como hipersensibilidade, arritmias, ginecomastia e alterações hematopoéticas.  Na busca por moléculas mais efetivas e seguras para o tratamento destes distúrbios, os produtos naturais representam vasta fonte para pesquisa e desenvolvimento de novos compostos, como exemplo a carbenoxolona, extraída das raizes de Glycyrrhiza glabra L, comercializada contra úlcera péptica. O α-terpineol um monoterpeno encontrado no óleo essencial de espécies como Melaleuca quinquenervia (Cav.) S.T.Blake, Pinus taiwanensis Hayata ou obtido pela hidratação do α-pineno, apresentou atividade antiúlcera em estudos preliminares de lesão aguda em roedores. Tendo em vista que o promissor efeito gastroprotetor deste monoterpeno deve ser investigado, este trabalho teve como objetivo investigar os seus possíveis mecanismos de ação na proteção gástrica assim como efeito de nanopartículas de polimetacrilato de metila contendo α-terpineol sobre lesões gástricas em roedores. No estudo de investigação dos mecanismos de ação, foram utilizados modelos de lesão aguda por etanol, etanol acidificado em camundongos e isquemia-reperfusão em ratos e em modelos crônicos indução de úlcera por ácido acético em rato. O α-terpineol exibiu efeitos citoprotetores e cicatrizantes sobre a mucosa gástrica com aumento das defesas antioxidantes, produção de muco e diminuição da inflamação no local da lesão, através da participação de mediadores importantes como óxido nítrico e grupos sulfidrilas não-proteicos sem apresentar indicativos de toxicidade subcrônica. As nanopartículas contendo α-terpineol foram preparadas pela técnica de polimerização em microemulsão, caracterizando-as pelo índice de polidisperssão, potencial zeta, TGA/DSC, infravermelho e taxa de encapsulação.  O tamanho das partículas pelo método de dispersão de luz dinâmica foi de 663,7 ±56 nm, com taxa de encapsulação de 73± 3,1%. Nos ensaios in vivo as nanopartículas na dose de 12,5 mg/kg de formulação foram capazes de reduzir significativamente as lesões agudas induzidas por etanol absoluto 1, 3 e 6 horas após sua administração em 19,21 ±1,78%, 14,41 ± 1,92% e 14,39 ± 4,82%, respectivamente, em comparação ao grupo administrado apenas veículo (30,96 ±3,87%) e (31,88 ± 4,33%), mostrando que a preparação contendo este fármaco apresentou atividade antiulcerogênica neste modelo de lesão aguda, sendo necessários mais estudos para uma caracterização mais completa desta formulação.

     

  • IRISDALVA SOUSA OLIVEIRA
  • Avaliação dos efeitos gastroprotetor e cicatrizante do (-)-Borneol não complexado ou complexado em β-ciclodextrina. 
  • Orientador : RITA DE CASSIA MENESES OLIVEIRA
  • Data: 19/09/2016
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  • O (-)-Borneol (1,7,7-Trimethylbicyclo[2.2.1]heptan-2-ol) é um monoterpeno bicíclico, presente nos óleos essenciais de numerosas plantas. O mesmo apresenta baixa solubilidade em água diminuindo assim sua absorção por via oral. Uma possível alternativa para minimizar esses problemas seria a inclusão deste monoterpeno em um complexo de ciclodextrina, pois a mesma é reconhecida na literatura por melhorar a biodisponibilidade e o aumento da solubilidade aquosa e estabilidade de fármacos. Neste estudo, realizou-se a preparação e caracterização físico-quimica do (-)-borneol complexado em β-CD pelos métodos de mistura física (MF) e co-evaporação (CE). Para tal, foram utilizadas as técnicas de calorimetria exploratória diferencial (DSC), termogravimetria/termogravimetria derivada (TG/DTG), teor de umidade por titulação de Karl Fisher, espectrofotometria de absorção na região do infravermelho (FTIR), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e Difratometria de Raios X (XRD). O método de CE indicou a ocorrência da formação do complexo de inclusão entre o monoterpeno e a β-CD, sendo este escolhido para a realização dos testes in vivo. Avaliou-se, então, a atividade gastroprotetora e cicatrizante do Borneol livre (BOR) e do Borneol complexado em ciclodextrina (BOR-CD) no modelo de lesões gástricas induzidas por etanol absoluto em camundongos, isquemia/reperfusão e ácido acético em ratos, além do seu papel sobre a secreção de muco e parâmetros bioquímicos gástricos. Avaliou-se também o papel da enzima catalase (CAT), pela reação com o peróxido de hidrogênio, da enzima sintase do óxido nítrico (NOS), através do bloqueador L-NAME e da enzima mieloperoxidase (MPO), pela reação com o brometo de hexadeciltrimetilamônio (HTAB 0,5%). Além disso, foram avaliados os níveis de glutationa reduzida (GSH) através da reação com o 5,5’-ditiobis (2-nitrobenzóico), os níveis de malondialdeído (MDA), reagindo como ácido tiobarbitúrico (TBA), a concentração de nitrito (NO-), com o reagente de Griess e o papel dos canais de potássio sensíveis ao ATP (KATP) na atividade gastroprotetora evidenciada (Protocolos experimentais aprovados pelo CEEA/UFPI: 008/12). Os resultados foram expressos como média ± E.P.M. (ANOVA, seguida do teste de Tukey e valores de p<0,05 foram considerados significativos). No modelo lesões gástricas por isquemia e reperfusão e por etanol absoluto, BOR e BOR-CD nas doses de 25 e 50 mg/kg reduziram as lesões gástricas quando comparados ao grupo controle. A atividade da catalase, uma enzima que degrada H2O2 em água e oxigênio, foi aumentada nos animais pré-tratados com BOR 25 mg/kg. Os níveis de MPO (marcador de infiltração/agregação de neutrófilos) foram reduzidos e os de nitrito foram aumentados por BOR e por BOR-CD 25 mg/kg quando comparados ao controle. BOR‑CD 25 mg/kg foi capaz de aumentar os níveis de GSH e reduzir os níveis de MDA, mostrando seu papel na redução de substâncias oxidantes e na regulação da lipoperoxidação. O mesmo não foi observado no grupo tratado com BOR  25 mg/kg. BOR e BOR-CD 25 mg/kg mostraram reversão do efeito protetor ao utilizar-se o bloqueador da NO sintase (L-NAME) ou o bloqueador dos canais KATP (Glibenclamida). Esses resultados sugerem a importância do óxido nítrico (NO) e também dos canais KATP no efeito evidenciado. No modelo de lesões provocadas por ácido acético, a administração diária (14 dias), nas doses 50 e 100 mg/kg de BOR e de BOR-CD, reduziu significativamente a área da lesão em comparação ao controle. No modelo de ligadura de piloro, BOR e BOR-CD não mostraram alterações significativas nos parâmetros bioquímicos e na produção de muco. Através desses resultados, evidenciam-se que o Borneol apresenta atividade gastroprotetora e cicatrizante, envolvendo mecanismos antioxidantes e antiperoxidativos e a complexação do mesmo em β-CD melhora suas propriedades químicas e farmacológicas.

  • ELISA APARECIDA ALVES PAIVA
  • Análise molecular do gênero Cenostigma (Fabaceae: Caesalpinioidae)

  • Data: 12/09/2016
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  • Cenostigma é um gênero de árvores e arbustos nativos do Brasil pertencente à família Fabaceae que abriga as espécies C. macrophyllum e C. tocantinum. A primeira é conhecida popularmente por caneleiro, canela-de velho, canela-de-veado, maraximbé ou fava-do-campo e ocorre em áreas de cerrado e caatinga das regiões Norte e Nordeste do Brasil. São abundantes ao longo de estradas e aparentemente um colonizador local. É empregada como planta ornamental, sobretudo na região da grande Teresina – PI, onde foi escolhida como a árvore símbolo da cidade. Suas folhas, flores e a casca do caule são usadas na medicina popular para o tratamento de doenças estomacais e intestinais. Dentre as propriedades comprovadas em estudos científicos estão antiinflamatórias, analgésicas, antimicrobiana e anti-ulcerogênica. C. tocantinum apresenta distribuição geográfica mais restrita, concentrando-se no Pará, Amazonas e Tocantins. É conhecida por pau-pretinho e cássia-rodoviária. Sua madeira é usada na indústria da construção civil, podendo, também, ser obtido um corante verde-oliva. Já as árvores são usadas para ornamentar ruas e praças devido às suas flores exuberantes e troncos atraentes. Com o trabalho, objetivou-se determinar a maneira mais eficaz de se extrair DNA de C. macrophyllum, assim como o tecido vegetal mais eficiente como fonte de DNA para estudos moleculares posteriores. A região não codificante do DNA cloroplastídico (psbB-psbF) foi sequenciada com o intuito de descrever a variabilidade genética existente em populações naturais de C. macrophyllum e C. tocantinum para esta região genômica. As análises dos dados mostraram um fragmento amplificado de 762 pb, onde 12 sítios se mostraram polimórficos. Quatro haplótipos foram detectados após sequenciar um total de 123 indivíduos evidenciando que essa região é bastante conservada. A relação transição/transversão foi de 1,68 e as frequências das bases foram fA = 0.3058, fT = 0.3373, fC = 0.1719, e fG = 0.1850. A AMOVA das sequências do DNAcp de Cenostigma sp. baseada nas frequências dos haplótipos revelou que 21,13 % da variação genética ocorreu dentro das populações deCenostigma macrophillum C. tocantinum, enquanto que 78,87 % da variação genética ocorreu entre as populações. Quando as populações de C. macrophillum foram observadas separadamente, detectou-se uma variação intraespecífica de 64,64 % entre as populações investigadas. Dentro das populações a variação genética foi de 35,36%. O valor de ΦST para a espécie foi de 0,646 (P = 0,00). Estes resultados corroboram com dados da literatura que afirmam que tal padrão de variação é comumente observado em estudos filogeográficos de espécies arbóreas e plantas de regiões Neotropicais.
     
  • KEYLLA MARIA DE SÁ URTIGA AITA
  • SISTEMA ESPECIALISTA FACILITADOR DA IDENTIFICAÇÃO EPITÓPICA DA ESPECIFICIDADE DO ANTICORPO ANTI-HLA PRÉ-FORMADO EM SORO DE CANDIDATOS A TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS E TECIDOS.

  • Orientador : SEMIRAMIS JAMIL HADAD DO MONTE
  • Data: 06/09/2016
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  • A compatibilidade HLA (Human Leukocyte Antigen)entre o par doador e um candidato a transplante de órgãos ou tecidos depende da identidade da molécula HLA, considerada como o principal antígeno no transplante. O doador ideal, portanto, é aquele cujas moléculas HLA expressas em suas células são também compartilhadas pelo receptorEntretanto,essa condição é rara e, na maioria das vezes, o transplante é realizado com grandes diferenças, acarretando ativação do sistema imune do receptor, tornando-o sensibilizado para os antígenos HLA, favorecendo a ocorrência drejeição do enxerto, menor sobrevida e dificuldade para identificar um novo doador compatível. Assim, mais do que identificar uma combinação perfeita entre doador e receptor, pode-se usar o conceito de compatibilidade HLA entre os pares, pois, embora não haja identidade total, as regiões HLA do doador, que são passíveis de reconhecimento pelo sistema imune do receptor,são compartilhadas e não são capazes de ativar uma resposta imune, logo são moléculas adequadas para o transplante. Essas estruturas moleculares responsáveis pela interação com os receptores de linfócitos T e B e/ou interação com anticorpo pré-formado são denominadas de epítopos estruturais e o processo de identificação desses epítopos para determinar a formação do par doador-receptor mais adequado para o transplante denomina-se: análise da reatividade epitópica e tem como componente essencial, o epletDevido à sua complexidadetem-se encontrado muita resistência para inserir a análise da reatividade epitópica na rotina clínica laboratorial. Neste sentido, muitos esforços têm sido despendidos para minimizar esse impacto. Com base noprimeiro algoritmo para facilitar a análise da reatividade epitópica (HLAMatchmaker),  o grupo de pesquisa do LIB – UFPI vem desenvolvendo, desde 2008, ferramentas que facilitam o processo de análise e contribuem para a universalização e uso do conceito de análise epitópica, culminando, em 2013, com o desenvolvimento do softwareEpViX. O EpViX é um importante programa facilitador do uso do conhecimento da compatibilidade epitópica, contudo, a fase de análise da reatividade epitópica de todos os potenciais receptoreem lista de espera permanece laboriosa, repetitiva e manual. Além disto, não se dispõe de recursos humanos qualificados para sua execução, bem como para o treinamento de novos usuários nos laboratórios de histocompatibilidade, o que nos fez propor um sistema especialista, denominado EpAssistant, capaz de identificar automaticamente a especificidade epitópica do anticorpo anti-HLA pré-formado no soro de candidatos a transplante de órgãos e tecidos e, assim, acelerar essa importante etapa na fase do pré-transplante, sendo útil, também, como um elemento para educar e ensinar novos usuários nesse campo do conhecimento.

     

  • DAVID FERNANDES LIMA
  • Prospecção tecnológica, perfil químico sazonal de alcaloides imidazólicos, aspectos polimórficos moleculares e morfológicos de Pilocarpus microphyllus Stapt ex Wardleworth (Jaborandi)

  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 08/07/2016
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  • O presente estudo descreve a sazonalidade dos alcaloides imidazólicos da espécie Pilocarpus microphyllus (Jaborandi) cultivada no estado do Piauí, Brasil, com foco na utilização como matéria-prima para o isolamento de fitofármacos pela indústria farmoquímica nacional. O Capítulo I apresenta breve revisão sobre o gênero Pilocarpus e a espécie P. microphyllus e seus principais alcaloides. No Capítulo II a prospecção tecnológica destaca a importância da espécie devido ao uso do alcaloide pilocarpina (PIL) no tratamento do glaucoma e xerostomia e abre perspectivas para aplicação biotecnológica dos alcaloides secundários. A base Web of Science para gênero Pilocarpus resultou em 56 artigos e para a espécie P. microphyllus 17 entre 1993 a 2012. O Brasil se destaca com a publicação de 16 artigos, no entanto na busca por patentes o Japão lidera na proteção refletindo a falta de cultura no Brasil de patentear tecnologias. O capítulo III apresenta a patente: processo de extração, purificação e isolamento do alcaloide epiisopiloturina (EPI), submetida  INPI/ BR 102012 0183013, co-titularidade UFPI e Anidro S.A. O capítulo IV apresenta a sazonalidade dos alcaloides, PIL e EPI, em três populações (AM01, AM02 e AM03) cultivadas durante um ano. Os resultados evidenciaram PIL como principal alcaloide e o teor diferindo entre as populações em todos os meses, exceto setembro. O grupo jaborandi linha verde (AM01) apresentou um alto teor de PIL em comparação com jaborandi linha tradicional (AM02 e AM03), que tiveram teores semelhantes. O teor de PIL diminuiu gradualmente nas três populações no período chuvoso. Quanto ao teor de EPI, AM01 apresentou significativamente menor teor em todos os meses, demonstrando não ser a melhor variedade para a extração do alcaloide promissor EPI contra a esquistossomose. Marcadores ISSR e análise morfológica separaram claramente as populações, em concordância com resultados das análises químicas. No Capítulo V verificamos o perfil químico sazonal e quantificação dos alcaloides secundários, epiisopilosina, pilosina, isopilosina e macaubina presentes na espécie cultivada e a avaliação do perfil cromatográfico e quantificação de todos os alcaloides imidazólicos em populações nativas no estado do Piauí.   Em conclusão, este estudo evidencia pela primeira vez a correlação entre os estudos químicos com os alcaloides imidazólicos e os marcadores polimórficos moleculares e morfológicos de P. microphyllus cultivado no estado do Piauí, destacando os benefícios potenciais de uma abordagem multidisciplinar com o objetivo de fornecer subsídios à indústria para seleção de possíveis variedades de interesse medicinal e conservação das populações nativas.  

     

  • ISIS GOMES DE BRITO SOUZA
  • Caracterização genética nuclear e mitocondrial de abelhas  Melipona subnitida e Melipona fasciculata.

  • Data: 08/07/2016
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  • A abelha Melipona subnitida (conhecida por jandaíra) possui grande importância econômica e ecológica em sua área de ocorrência. No entanto, já apresenta problemas relacionados à sua população pois colônias silvestres vem sendo reduzidas consideravelmente afetando de forma direta sua estrutura genética populacional pela eliminação de genótipos. Ferramentas moleculares vem auxiliando trabalhos de conservação por acessar diretamente ao nível de DNA a variabilidade genética das espécies. Dessa forma, objetivamos o sequenciamento do genoma da M. subnitida para o descrição de marcadores microssatélites visando o estudo da diversidade genética e estrutura populacional da espécie, além da montagem e anotação do genoma mitocondrial para o futuro isolamento de marcadores e uso em estudos genéticos e investigações das relações filogenéticas entre as diferentes espécies do gênero Melipona. Uma biblioteca Illuminapaired-end foi criada seguindo o protocolo padrão do Kit Illumina Nextera Preparação de Amostras de DNA e em seguida as amostras foram sequenciadas por meio de um MiSeq Benchtop. As sequências contíguas (contigs) foram montadas de novo a partir das sequências paired-end resultantes usando o software CLC Genomics Workbench 7.0.4. Os contigs no formato FASTA foram submetidos ao software Msatcommander para a busca de possíveis repetições. Optou-se por examinar apenas os locos trinucleotídeos e tetranucleotídeos. 52 locos foram adequados para o desenho de primers. O genoma mitocondrial (mitogenoma) foi quase completamente montado por abordagens in silico usando corridas iterativas de software MIRA e MITObim. Como resultados, foram identificados 5.574 locos de microssatélites perfeitos, sendo os dinucleotídeos a classe mais abundante com 89,7% do total, seguido de trinucleotídeos (6,4%), tetranucleotídeos (2,7%), pentanucleotídeos (0,7%) e hexanucleotídeos (0,5%). 23 locos de microssatélites foram isolados e caracterizados onde 17 apresentaram polimorfismos e seis foram monomórficos. Sobre o mitogenoma parcial da M. subnitida, o mesmo contém 12.740 pares de bases de comprimento. Os genes encontrados conservam a estrutura esperada na maioria dos invertebrados. Estrutura do genoma, a ordem dos genes e orientação foi semelhante às mitocôndrias descritas anteriormente para as abelhas Melipona.

     

  • MICHELLI FERREIRA DOS SANTOS
  • Sequenciamento do DNA, desenvolvimento de marcadores moleculares e montagem do genoma mitocondrial da lagosta Panulirus echinatus (Smith, 1869).

  • Data: 27/06/2016
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  • A lagosta espinhosa ou marrom (Panulirus echinatus, Smith, 1869) é amplamente distribuída nos Atlânticos Central, Ocidental e Oriental. Representa um dos mais importantes recursos pesqueiros do litoral das regiões Norte e Nordeste do Brasil, são intensamente exploradas por possuírem alto valor comercial, com isso, estratégias para o manejo sustentável devem compreender também estudos de diversidade genética da espécie. Nosso trabalho teve como objetivo o sequenciamento do genoma da lagosta, utilizando a tecnologia de sequenciamento de nova geração, visando a descrição de marcadores microssatélites, além da montagem do genoma mitocondrial da espécie. O DNA alvo utilizado para o sequenciamento foi extraído do tecido muscular da lagosta. 1 ng desse DNA foi utilizado para obtenção dos reads que foram submetidos a posterior sequenciamento. Para tanto, uma biblioteca de extremidades emparelhadas da Illumina foi criada conforme especificações do kit de preparação da Illumina Nextera (Illumina Inc.). O sequenciamento foi conduzido usando o sequenciador Miseq Benchtop (Illumina Inc.). As sequências contíguas (contigs) foram criadas a partir dos dados das sequências emparelhados pelas extremidades obtidas por meio do CLC Genomics Workbench 7.0.4 (Qiagen). Os motifs de microssatélites foram identificados e localizados utilizando o software MSDB, foram realizadas buscas por regiões microssatélites e 27 pares de locos SSRs tri e tetranucleotídicos foram selecionados. O genoma mitocondrial foi completamente montado por interações no software MITObim. Os resultados obtidos, após o sequenciamento foi uma plataforma com 7196 sequências contíguas, onde 2959 SSR foram identificados, entre seis classes de marcadores SSRs. Dos 27 primers selecionados, 17 apresentarem polimorfismo e 3 foram monomórficos. O genoma mitocondrial completo da lagosta é de 15.808 pb, contendo 13 genes codificadores de proteínas, 22 RNAs de transferência e 2 RNAs ribossomais, a ordem dos genes é exatamente a mesma observada para outros mitogenomas do gênero Panulirus. Os dados fornecidos podem ajudar a esclarecer as relações evolutivas dentro da família Palinuridae, e ser usados para estudos de genética de populações e identificação de organismos em crustáceos.

  • ROOSEVELT DELANO DE SOUSA BEZERRA
  • Biopolímeros Derivados da Celulose para a Aplicação na Adsorção/Dessorção do Fármaco Amitriptilina em Meio Aquoso.
  • Orientador : EDSON CAVALCANTI DA SILVA FILHO
  • Data: 17/06/2016
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  • Este Trabalho foi realizado com o biopolímero natural celulose, ele foi modificado quimicamente para a aplicação na adsorção/dessorção do fármaco amitriptilina (AMI) de meio aquoso. A celulose pura e seus derivados foram caracterizados por diferentes técnicas de caracterizações, tais como: IV, DRX, TG/DTG/DSC, MEV, EDS e RMN 31P. A celulose foi modificada pelos seguintes procedimentos sintéticos: (I) modificação com trimetafosfato de sódio, biomaterial PC (6,82% de fósforo incorporado); (II) modificação com ácido fosfórico e tripolifosfato de sódio na presença de ureia, biomaterial CP (7,30% de fósforo incorporado); (III) modificação com (3-aminopropil)trimetoxisilano na ausência de solvente, biomaterial CSiN (8,16% de silício e 0,48% de nitrogênio incorporados) e (IV) modificação com etilenodiamina na ausência de solvente, biomaterial CN (1,10% de nitrogênio incorporado).  O biomaterial puro e seus derivados foram aplicados em estudos de adsorção (variando tempo, pH, temperatura, concentração e força iônica) e dessorção (variando pH e tempo) do fármaco AMI de meio aquoso. Por fim, os dados experimentais foram ajustados a diferentes modelos físico-químicos de cinéticos, isotermas e termodinâmicos. Os resultados destes experimentos mostraram que os biomateriais modificados apresentam uma capacidade de adsorção da AMI superior ao biomaterial puro, onde a temperatura de 298 K o biomaterial puro apresentou uma capacidade máxima de adsorção de qe = 20,23 ± 0,80 mg g-1em pH 5, o biomaterial PC em pH 7 de qe= 41,02 ± 0,68 mg g-1, o biomaterial CP em pH 7 de qe = 40,52 ± 0,72 mg g-1, o biomaterial CSiN em pH 7 de qe = 57,56 ± 1,31 mg g-1 e do biomaterial CN em pH 7 de 57,31 ± 1,00 mg g-1. Diante disso, os biomateriais modificados se mostraram promissores para a sua utilização como suportes para a adsorção/dessorção de fármacos com estrutura química semelhante a AMI.

  • SULIMARY OLIVEIRA GOMES
  • Caracterização genômica e genética do caranguejo Cardisoma guanhumi (Crustacea, Decapoda, Brachyura)

  • Data: 08/06/2016
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  • O caranguejo guaiamum, Cardisoma guanhumi Latreille (Decapoda: Gecarcinidae) possui ampla distribuição na região neotropical, é um recurso pesqueiro bastante apreciado na gastronomia, sua comercialização tornou-se cada vez mais frequente, ocasionando preocupação devido à sobrepesca. Neste estudo, foi realizado o sequenciamento do genoma do C. guanhumi para o desenvolvimento de ferramentas moleculares, os microssatélites (SSR), visando estudo de diversidade e de estrutura populacional, além disso, foi feito a organização do genoma mitocondrial (mitogenoma) utilizando o software MIRA e MITObim. Uma biblioteca Illumina paired-end foi criada seguindo o protocolo padrão da Illumina Nextera DNA Kit Preparação de Amostras e em seguida as amostras foram sequenciadas por meio de um MiSeq Benchtop. As sequências contíguas (contigs) foram submetidas ao desenho de primers, dos 101.274 contigs observados, 136 foram passíveis de desenho. No total foi possível obter 26 pares de primers, obtendo-se 11 loci polimórficos. A validação dos novos primers foi dada pela analise de diversidade genética em populações da Flórida (n=25) e de Porto Rico (n=25). Como resultado, foi verificada a presença de diversidade genética dentro das populações, assim como a diferenciação genética. O número de alelos por loco variou entre dois (Cgua15796) e 13 (Cgua61432). A heterozigosidade esperada (He) foi de 0,248 a 0,837 (média 0,653), heterozigosidade observada (Ho) variou de 0,045 a 0,739 (média 0,293) essas analises demostram que houve diversidade genética. O PIC=0,597 obteve variação de 0,215 a 0,805. Um alto nível de diferenciação FST = 0,32 foi estimado para as populações. As analises de PCA e de estruturação (STRUCTURE) verificaram presença de dois grupos distintos. O mitogenoma foi montado, de maneira parcial, porém para a espécie, esse resultado é algo inovador. Em conclusão, os novos pares de microssatélites apresentados neste estudo demostraram ser úteis em estudo populacional para a espécie, adicionalmente, o uso de ferramentas moleculares em C. guanhumi tende colaborar com a conservação.

  • MIRNA LUCIANO DE GOIS DA SILVA
  • Células-tronco neurais em modelos de epilepsia no rato Wistar: ensaio pré-clínico.

     

     

     

     

  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 27/05/2016
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  • A epilepsia é um conjunto de distúrbios neurológicos resultantes de um elevado número de funções cerebrais desordenadas que desenvolvem alterações neuronais. Nos últimos anos as células-tronco têm sido alvo de pesquisas com a análise do potencial terapêutico para diversos processos patológicos. A ausência de um tratamento farmacológico apropriado para a epilepsia incentiva o estudo da utilização das células-tronco neurais na reparação das lesões neurais por essa doença. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial terapêutico das células-tronco neurais, provenientes da região subventricular do cérebro de ratos, na reparação de lesão tecidual em ratos epilépticos. Uma prospecção científica e tecnológica foi realizada nas bases de dados INPI, Latipat, Spacenet e Science Direct sobre a temática. O isolamento e cultivo de células-troncos neurais para a obtenção das neuroesferas foram realizados para posterior caracterização por meio de teste com azul de tripan, marcação com Qtracker® 655 Cell Labeling Kit e proteína glial fibrilar ácida, além da avaliação do estresse oxidativo em cultura por meio das atividades glutationa reduzida, superóxido dismutase e catalase. Utilizou-se 24 ratos para a indução da epilepsia por pilocarpina, pentilenotetrazol e picrotoxina, dos quais 12 receberam a infusão de neuroesferas marcadas com Qtracker® para rastreamento celular. Os encéfalos foram submetidos à análise do estresse oxidativo e histopatológica. Na prospecção tecnológica foram observados 10042 pedidos de depósito de patente e 42879 artigos científicos publicados, ambos não relacionados diretamente as neuroesferas e terapia da epilepsia. Em relação ao isolamento e cultivo de células-tronco neurais foi observado que a cultura apresentou 95% de células viáveis, com morfologia e características específicas para esse tipo celular, além de não apresentarem estresse oxidativo entre o 7º e 30º dia de cultivo celular. Após 30 dias da infusão celular pela veia da cauda dos ratos, as neuroesferas foram rastreadas nos encéfalos. A dose dos fármacos indutores de epilepsia comprometeu o microambiente cerebral, visto que não foi observado estresse oxidativo na cultura celular a ser infundida, mas as regiões encefálicas com e sem infusão das neuroeferas apresentaram estresse oxidativo. Na análise histopatológica foi visto processo inflamatório, necrose, desmielização e vacuolizações na região cerebral provocada pela epilepsia, e apesar de persistirem no grupo tratado com neuroesferas, foi verificado que as células se distribuiram por todo o tecido cerebral, diferenciando-se principalmente no grupo epiléptico por pilocarpina. Portanto, as células-tronco neurais sinalizam potencial promissor na reparação de lesões e uma estratégia para a melhora de danos ocasionados pela epilepsia.

  • VALÉRIA CLAUDIANE SIMEÃO OLIVEIRA
  • Avaliação do perfil de expressão gênica de promastigotas em cultura axênica de cepas de L. infantum de  pacientes com doença grave e não grave.

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 25/05/2016
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  • A leishmaniose visceral (LV) é causada pelas espécies Leishmania donovani e Leishmania infantum e clinicamente, a doença apresenta desfechos variáveis, cursando da forma assintomática à doença grave e fatal, principalmente se não for tratada. A febre, perda de peso, pancitopenia e hepatoesplenomegalia constituem os principais sintomas desta síndrome que imunologicamente, apresenta um perfil variado de resposta Th1/Th2.Vários fatores relacionados com o hospedeiro e o parasita são considerados importantes para o estabelecimento da doença, e os fatores de virulência desenvolvidos pela Leishmania, destacam-se como meios que facilitam a permissividade da invasão e o crescimento destes organismos nos hospedeiros. Atualmente existem diversas tecnologias que permitem o sequenciamento do DNA em larga escala, sendo a técnica de RNA-Seq, através da plataforma Illumina HiSeq2500, utilizada neste trabalho. Um total de 24 amostras de promastigotas de Leishmania infantum de pacientes previamente classificados como grave e não grave foram sequenciadas gerando 354,4 milhões de reads (100pb) por amostra. Ferramentas de bioinformática para trimagem (trimmomatic), mapeamento (TopHat), montagem (Cufflinks) e cálculo da abundância dos transcritos (FPKM/RSEM) foram utilizadas. Neste experimento foi gerado um total de 11809 transcritos únicos e 8331 genes mapeados pelos transcritos em relação ao genoma de referência. A expressão diferencial dos genes foi determinada através da abordagem que utilizou o método do pacote DESeq em R/Bioconductor. De acordo com nossas análises, a expressão diferencial entre os grupos grave e não grave não mostrou diferenças na expressão dos genes, no entanto, foram identificados genes diferencialmente expressos, em um subgrupo com 4 pacientes, selecionados pelos escores de gravidade dos extremos da tabela de classificação dos 24 pacientes. Os 20 genes diferencialmente expressos que mais se destacaram são: beta tubulinas (LinJ.08.1280), Hsp 83 (LinJ.33.0370), Histona H1 (LinJ.27.1070), H2B (LinJ.19.0030), H3 (LinJ.16.0610 ) fator de alongamento 1α (LinJ.17.0100), proteínas hipotéticas(LinJ.23.0130), RNA ribossomal 28S (LinJ.27.rRNA4), ATPase de translocação do cálcio (LinJ.04.0010), proteína flagelar de ligação ao cálcio (LinJ.16.0930) e transportador de glucose-1(LinJ.36.6560). Vários desses genes já são discutidos como possíveis fatores de virulência e de resistência a drogas leishnmanicidas. Estudos futuros serão necessários para uma análise mais ampliada da correlação entre esses genes e o desenvolvimento da LV, contribuindo com o conhecimento sobre a patogênese desta doença e gerando meios para o desenvolvimento de estratégias que intervenha no processo infeccioso e auxilie no controle e erradicação desta doença.

     

  • FRANCISCO CARDOSO FIGUEIREDO
  • Resina de Líquido da castanha de caju (LCC) utilizada para redução da permeabilidade de superficie de concreto

  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 13/05/2016
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  • A biotecnologia desempenha um papel importante no desenvolvimento de diversos produtos fundamentais a sociedade. Desde aditivos para combustíveis/concretos, os fármacos e etc.. Todavia, alguns produtos necessitam de constante melhorias. No caso do concreto, que é um material intrinsecamente poroso, pode apresenta patologias decorrentes dos vazios, que facilitam a penetração de fluidos no seu interior, e permitir a degradação por corrosão. O grande desafio da tecnologia de concreto atualmente parece ser aumentar a durabilidade das estruturas.  Uma das alternativas é a redução da permeabilidade e consequentemente, através da diminuição da porosidade, preservando as características superficiais. Nesse contexto, o trabalho foi desenvolvido com o objetivo de agregar valores a cadeia produtiva do agronegócio da cultura do caju, utilizando um subproduto, o Líquido da castanha de caju (LCC técnico), com a finalidade de reduzir a porosidade dos concretos aparentes. Isto se tornou possível porque o LCC pode ser polimerizado através da síntese de condensação, utilizando-se o formaldeído, para obter-se uma resina termofixa, que dissolvida em um solvente adequado foi aplicada sobre a superfície do concreto curado a 28 dias. A resina foi caracterizada por diversas técnicas físico-químicas e finalmente aplicada pura e dissolvida em biodiesel, em corpos-de-prova cilíndricos de 10x20 cm. Sobre esses foram realizados ensaios de absorção de água e índice de vazios, resistência à compressão e análise de microscopia eletrônica de varredura. Os resultados obtidos para os ensaios de absorção de água foram 1,87 e 0,81 e índice de vazios 4,58 e 1,98, para resina pura e solução de resina/biodiesel respectivamente, de acordo com a norma NBR 9778/2005, mostrando redução da permeabilidade à água e porosidade, obtendo um concreto durável.  O rendimento da aplicação da resina pura foi 3,5 m2/Kg, já a da solução resina/biodiesel foi 5 m2/Kg, sugerindo um produto de alto valor agregado e com viabilidade econômica.

  • SUELY MOURA MELO
  • Sensor eletroquímico para detecção de Organismos Geneticamente Modificados : detecção do promotor P35S

  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 21/03/2016
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  • A demanda por alimentos exige que se tenha cada vez mais produtividade dos cultivares por diversas razões. Essa produtividade pode ser alcançada pelo uso de plantas transgênicas. Os produtos de plantas transgênicas precisam ser controlados e reguladas por Legislação Federal. No Brasil são os Atos do Poder Executivo de 24 de abril de 2003 e o Decreto número 4680, que preconizam o uso de até 1,2% de transgênico. Na União Europeia utiliza-se padrões estabelecidos pela “Comission Regulation” nos decretos de números 1829/2003 e 1830/2003. Este estabelece que produtos alimentícios, os quais contenham organismo geneticamente modificado e estejam autorizados, não podem ter em seu conteúdo, transgênico acima de 0,9%, sob pena de receber a denominação “geneticamente modificado” na lista de ingredientes. A detecção de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) é uma necessidade dos consumidores a fim de resguardar sua saúde.  Para a indústria isto significa obedecer a legislação e controlar a qualidade desses produtos alimentícios. O promotor “P35S” é uma sequência procedente do vírus do mosaico da couve flor, amplamente encontrado em produtos transgênicos, sendo o gene de maior expressão normalmente insertado e expresso como MON 810. A especificidade do ensaio depende de dois pilares: a amplificação isotérmica do DNA dirigida por “primers” específicos; e dos produtos de hibridização por HDA com sondas específicas de captura e indicadora. Os genossensores fornecidos foram detectados por técnicas eletroquímicas. O método requer um equipamento simples e acessível para detecção em campo.  Isso pode ser vantajosamente aplicado para a detecção específica de pequenas quantidades de biomarcadores de ácidos nucleicos em análises diagnósticas, ambientais e alimentares. O sistema que combina HDA e a detectabilidade permite uma detecção do tipo SIM/NÃO, a partir de 30 cópias de DNA. O método oferece uma ferramenta versátil e sensível para a detecção de pequenas quantidades (≈0,5%) de DNA transgênico, não apenas para controle de segurança alimentar, mas também para o diagnóstico e controle de áreas ambientais.

     

  • RUTH RAQUEL SOARES DE FARIAS
  • Estudo Fitogeográfico e químico-farmacológico de Três Espécies da Família Combretaceae (Combretum duarteanum Cambess., C. mellifluum Eichler. e Terminalia actinophylla Mart): uma análise comparativa nos Cerrados Setentrional e Meridional do Estado do Piauí.

  • Orientador : MARIANA HELENA CHAVES
  • Data: 10/03/2016
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  • As espécies de Combretaceae são de relevante interesse devido ao histórico de potencialidades farmacológicas, já conhecido, em especial dos gêneros Combretum Loeft. e Terminalia L. O presente trabalho teve como objetivo investigar a quimiodiversidade e o possível potencial biológico dos extratos das folhas de Combretum duarteanum Cambess, C. mellifluum Eichler e Terminalia actinophylla Mart. coletadas nos Cerrados Setentrional e Meridional do estado do Piauí. Foi analisado o número de registros de depósitos de pedidos de patentes por meio de bancos de inovação e tecnologia nacionais e internacionais e o perfil de produção científica disponível na área de química e farmacologia para as espécies C. duarteanum e C. mellifluum, sendo evidenciado a carência de estudos com as espécies. Foi também desenvolvido um trabalho com os aspectos morfológicos e a distribuição geográfica das espécies, resultando na construção de chave analítica, descrições da família e dos gêneros, interpretação fitossociológica, elaboração do mapa de distribuição das espécies e apresentação de um glossário dirigido. Para realização dos testes de atividades biológicas e obtenção dos perfis cromatográficos, extratos hexânico, etanólico e aquoso das folhas das três espécies das duas regiões de cerrado foram preparados. A atividade antioxidante foi avaliada pelos ensaios dos radicais 2,2-difenil-1-picrilhidrazila (DPPH), hidroxila e óxido nítrico, substâncias reagentes ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e redução do Fe3+ à Fe2+. A determinação do teor de fenóis e flavonoides totais foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteu e por redução com cloreto de alumínio, respectivamente. A atividade anticolinesterásica foi pelo método de Ellman e a citotoxicidade pelo método MTT (brometo de 3-(4,5dimetildiazol-2-il)-2,5 difeniltretrazolium), frente as linhagens de células tumorais humanas: cólon, ovário e glioblastoma. O fator de proteção solar (FPS) foi realizado com T. actinophylla por método espectrofotométrico, na faixa de 260 a 400 nm. O extrato aquoso de C. duarteanum do Cerrado Setentrional mostrou boa atividade antioxidante frente ao radical oxido nítrico (1,94 µg/mL) e na redução do Fe3+ à Fe2+ (1,50 µg/mL). O extrato aquoso de C. mellifluum do Cerrado Setentrional apresentou alta atividade antioxidante na redução dos radicais oxido nítrico (0,47 µg/mL) e hidroxila (0,76 µg/mL) e o etanólico apresentou atividade antioxidante no ensaio de redução do radical hidroxila igual ao padrão trolox. Os extratos etanólicos e aquosos de T. actinophylla das duas áreas demonstraram forte atividade antioxidante, sendo maior que o controle positivo em pelo menos dois ensaios. Os maiores FPS foram dos extratos etanólico (Setentrional, 15,1) e aquoso (Meridional, 15,0). Os extratos etanólico e aquoso de C. duarteanum do Cerrado Setentrional e etanólico do Meridional apresentaram citotoxicidade. O extrato etanólico de C. mellifluum do Cerrado Setentrional foi fortemente ativo frente as linhagens testadas. T. actinophylla se destaca pelo alto teor de fenois e flavonóides totais. Todos os extratos apresentaram atividade anticolinesterásica, execeto o etanólico de C. duarteanum (Meridional), os aquosos de C. mellifluum e todos de T. actinophylla (Setentrional). Os testes realizados demonstraram que há uma diferença no potencial químico e biológico dos espécimes das três espécies, sugerindo que as relações ecológicas devem ser levadas em consideração em estudos químicos e farmacológicos.

     

  • LEONARDO HENRIQUE GUEDES DE MORAIS LIMA
  • Determinação da interação alimentar entre Lutzomyia longipalpis, vetor da leishmaniose visceral, e a flora tropical urbana por meio da ferramenta DNA barcode.

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 04/03/2016
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  • A técnica do DNA barcode consiste na obtenção de curtas sequências de DNA a partir de regiões padronizadas do genoma. Essas sequências, reunidas posteriormente em bibliotecas de referência, podem ser utilizadas em abordagens taxonômicas e filogenéticas, bem como na identificação das relações alimentares entre insetos vetores de doenças e a flora regional. A partir desta proposição, estratégias de paisagismo urbano podem ser implementadas visando a eliminação dos vetores e, assim, controlando a disseminação natural da doença. Dessa forma, o estudo objetivou a montagem de uma biblioteca barcode de referência utilizando os marcadores moleculares matk e rbcL e rbcL-A nas plantas obtidas em Teresina, localizada no nordeste brasileiro. Adicionalmente, foi avaliado o poder de discriminação dos referidos marcadores por meio da utilização de abordagens filogenéticas. Outro foco do estudo foi estabelecer a relação alimentar entre flebotomíneos (Lutzomyia longipalpis) e a flora local. Amostras de 65 espécies de angiospermas, cada uma possuindo, no mínimo, 10 espécimes localizadas no município de estudo, distribuídas em 28 famílias, foram coletadas e processadas para obtenção das sequências gênicas de matk e rbcL. A biblioteca de referência foi montada a partir das sequências obtidas pelos marcadores rbcL, rbcL-A e matk, os quais apresentaram poderes de amplificação de 93.9%, 89.5% e 81.4%, respectivamente. O matk mostrou o melhor poder de discriminação. Entre as árvores filogenéticas construídas, a associação entre matk e rbcl-A mostrou o melhor suporte dos clados. Entretando, o matk sozinho também gerou uma árvore consistente. A utilização dos três marcadores simultaneamente (rbcL + rbcL-A + matk) não aumentou o poder de discriminação. Quanto à relação alimentar inseto-planta foram coletados 100 flebotomíneos, durante 5 dias e utilizando armadilha luminosa, em uma região urbana contendo 205 espécimes vegetais, distribuídas em 22 espécies e 14 famílias. O DNA total dos dípteros foi extraído e reações de PCR foram realizadas utilizando o gene rbcL. A taxa de amplificação positiva de material vegetal nos insetos foi de 57%. As sequências obtidas foram alinhadas com as contidas na biblioteca de referência anteriormente construída utilizando a ferramenta BLASTN. Adicionalmente, anotou-se o número absoluto de indivíduos para cada espécie encontrada além da distância de cada uma delas para a armadilha dos flebotomíneos. Obteve-se que 94,7% dos vetores alimentaram-se de plantas da família Fabaceae. Não foi observada correlação significativa entre o conteúdo alimentar vegetal identificado nos insetos e a abundância das plantas de cada família, distância média das plantas para a armadilha ou a expansão média da coroa de cada família vegetal. Como conclusão geral obteve-se que o marcador molecular matk constitui uma alternativa adequada para aplicação em estudos taxonômicos e filogenéticos de espécies de angiospermas de áreas tropicais urbanas e que os flebotomíneos mostraram uma preferência alimentar pela família Fabaceae em ambiente urbano.

  • DANIEL DIAS RUFINO ARCANJO
  • Caracterização e aplicações cardiovasculares de um novo peptídeo rico em prolina obtido da secreção cutânea de Brachycephalus ephippium

  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 24/02/2016
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  • Os peptídeos potencializadores de bradicinina (BPPs) foram relatados pela primeira vez ao demonstrar-se que o veneno de Bothrops jararaca promove potencialização da contração do músculo liso intestinal induzida por bradicinina e foram os primeiros inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) descritos. Os BPPs fazem parte de uma família denominada “peptídeos ricos em prolina” (PRO) devido à presença de resíduos do aminoácido prolina na região C-terminal. Essa descoberta deu início a diversos estudos que visam o desenvolvimento de agentes úteis no tratamento da hipertensão arterial sistêmica, levando ao desenvolvimento do captopril. Estes estudos mostram que os PROs agem não somente sobre a ECA, mas também sobre diferentes alvos farmacológicos, ressaltando a importância na elucidação de novos mecanismos de ação envolvidos. O presente estudo descreve o isolamento e a caracterização químico-farmacológica de um novo PRO isolado a partir da secreção cutânea do anfíbio Brachycephalus ephippium denominado BPP-Brachy e sua forma amidada, BPP-BrachyNH2, ambas encontradas na forma natural. Este peptídeo inibe eficientemente a atividade da ECA in vitro em soro de ratos causando bloqueio do acesso do substrato ao sítio ativo do domínio C, assim como induz uma potente vasodilatação dependente de endotélio em anéis de artéria aorta torácica de ratos. A presença de L-NAME, um inibidor da óxido nítrico (NO) sintetase, assim como a remoção mecânica do endotélio vascular abolem a vasodilatação induzida por BPP-BrachyNH2. Em anéis de aorta previamente carregados com a sonda DAF-FM DA, BPP-BrachyNH2 promoveu aumento de fluorescência observado por microscopia confocal, indicando aumento na liberação de NO. A viabilidade celular de linhagens de células endoteliais de veia umbilical humana, de músculo liso vascular de aorta de ratos e macrófagos murinos na presença de BPP-BrachyNH2 foi avaliada pelo método do MTT, que demonstrou ausência de citotoxicidade nas concentrações testadas. A avaliação toxicológica aguda in vivo do BPP-BrachyNH2 não apresentou morte ou sinal de toxicidade. Em conclusão, o peptídeo BPP-BrachyNH2 apresenta uma sequência primária inédita nos bancos de dados internacionais e é o primeiro BPP isolado a partir da secreção cutânea em toda a família Brachycephalidae. Estes achados abrem a possibilidade para se bioprospectar os anfíbios como fontes de novas biomoléculas e com ação cardiovascular, assim como para suas potenciais aplicações no tratamento de disfunções endoteliais.

     

     

  • MARLON DE ARAÚJO CASTELO BRANCO
  • Antioxidantes e inibidores de serino proteases sobre a viabilidade espermática de bovino Curraleiro Pé-duro no processo de criopreservação.

  • Orientador : JOSE ADALMIR TORRES DE SOUZA
  • Data: 19/02/2016
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  • Este estudo foi realizado com o objetivo de avaliar os efeitos de diferentes concentrações de inibidores de serino protease, inibidor do ativador do plasminogênio 1 – PAI-1 (70 ƞg, 140 ƞg e 210 ƞg), Antipaina (10 µg, 50 µg e 100 µg) e deferentes antioxidantes, óleo essencial de limão (Citrus limon), limoneno R-(+) e limoneno S-(-)  nas concentrações de (0µM, 50µM, 100µM e 150µM) na suplementação ao diluidor de congelamento de sêmen bovino. Trinta e seis ejaculados de quatro bovinos Curraleiro Pé-Duro foram usados para criopreservação espermática. Espermatozóides criopreservados em diferentes concentrações de inibidores de serino proteases foram submetidos à análise pós-descongelamento, da motilidade espermática assistida por computador (CASA) para avaliar as características da cinética espermática. A microscopia de epifluorescência foi utilizada para determinar a integridade acrossomal, integridade da membrana plasmática e potencial de membrana mitocondrial. Microscopia de contraste de fase foi utilizada para avaliar os defeitos espermáticos, no qual foram classificados em: defeitos maiores, menores e totais. Espermatozóides criopreservados em diferentes concentrações de antioxidantes foram submetidos a análise pós-descongelamento, da motilidade espermática assistida por computador (CASA) para avaliar as características da cinética espermática. A citometria de fluxo foi utilizada para detecção de espécies reativas ao oxigênio (ROS) e a microscopia de epifluorescência utilizada para determinar a integridade acrossomal, integridade da membrana plasmática e potencial de membrana mitocondrial. Microscopia de contraste de fase foi utilizada para avaliar a motilidade total e o vigor espermático no teste de termo resistência (TTR), nos tempos de 0, 60, 120 e 180 minutos. A criopreservação de espermatozóides com Antipaina diminuiu os parâmetros cinéticos pós-descongelamento de MP, VSL, LIN, SRT e a porcentagem de espermatozóides hiperativados, PAI-1 (210 ƞg) diminuiu VSL e LIN. Antipaina e PAI-1 não tiveram efeitos nos parâmetros de integridade da membrana plasmática, potencial de membrana mitocondrial e defeitos espermáticos. Espermatozóides criopreservados na presença de Antipaina e PAI-1 (70 e 140 ƞg) aumentaram significativamente a integridade acrossomal, assim como foram capazes de completarem a reação acrossômica in vitro. As principais constatações a partir da suplementação de diferentes antioxidantes no diluidor de criopreservação espermática foram: (i) melhora na motilidade total pós-descongelamento dos espermatozóides incubados a 37°C durante 60 minutos, quando criopreservados com adição de óleo essencial de limão nas concentrações de 100 e 150 uM, (ii) nenhuma melhora na integridade da membrana plasmática, integridade acrossomal e potencial de membrana mitocondrial quando criopreservados com adição de óleo essencial de limão,  limoneno R-(+) e limoneno S-(-), (iii) todas as concentrações do óleo essencial de limão mostrou-se eficaz na redução das ROS intracelular de espermatozóides bovinos. Em conclusão, os inibidores de serino protease, Antipaina e PAI-1 (70 e 140ƞg) são capazes de preservar a integridade acrossomal de espermatozóides criopreservados de bovinos, assim como a adição do óleo essencial de limão na criopreservação de espermatozóides de bovinos Curraleiro Pé-Duro, melhorou a motilidade espermática total e preservou a célula espermática contra os danos do estresse oxidativo.

2015
Descrição
  • LAURIMARY CAMINHA VELOSO
  • Desenvolvimento de um software para avaliação dos parâmetros clínicos da mulher climatérica e calculos de docagem molecular  da isoflavona no beta receptor

  • Data: 02/10/2015
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  • As inovações tecnológicas da computação científica têm promovido um desenvolvimento sem precedentes na história da sociedade humana. Salienta-se que, como a saúde é um campo rico em conteúdo e em volume de dados armazenados, muitas técnicas computacionais têm sido propostas para que problemas reais da área sejam solucionados. Neste sentido, o uso da simulação computacional pode ser vista como uma ferramenta interessante para agilidade na geração de informações e implementações nos diagnósticos na área da saúde.Outra vertente na atualidade é o emprego da bioinformática aliada a química computacional, que utiliza-se da modelagem molecular que é uma ferramenta de planejamento racional que envolve a compreensão da interação ao nível molecular de uma substância com seu receptor, sob os pontos de vista quali e quantitativo. Este estudo teve como objetivos desenvolver um software simulador dos parâmetros clínicos da mulher que influenciam nas possíveis alterações que caracterizam o climatério; determinar através de cálculos teóricos, as propriedades eletrônicas e estruturais das isoflavonas bioativas com o receptor 17β-estradiol, utilizando a isoforma 1FDS e usar a docagem molecular para verificar os resíduos de aminoácidos responsáveis pela interação proteína ligante, visando a identificação dos descritores responsáveis pelo potencial farmacológicos desses compostos. O processo de simulação de dosagem de isoflavona, aplicada a mulheres no climatério, inicia-se a partir da análise de parâmetros clínicos observados através de exame físico e laboratoriais. Para prototipação do software foram identificados os valores dos indicadores para posteriormente serem modelados em aplicativo de diagramação de banco de dados junto a uma aplicação codificada em linguagem Java. Para a realização da docagem molecular as estruturas das isoflavonas bioativas daidzina, genistina, gliciteína, glicitina, daidzeína, genisteína e o estrogênio foram otimizadas, em nível de teoria DFT (Teoria do Funcional da Densidade), utilizando o pacote computacional Gaussian 09 e o funcional híbrido B3LYP foi combinado com o conjunto de base 6-31+G (d,p). Como resultado foi obtido um software aplicativo com rotinas organizadas em classes e posteriormente compiladas para objetos executáveis que utilizou os parâmetros clínicos, físicos e laboratoriais para sugestão de dosagens de isoflavona. Foram realizados coletas de dados em mulheres identificando que seria recomendado 40 mg/dia para 13% das mulheres, 30,4% receberia 50 mg/dia e 56,5% teria uma dose diária de 60 mg de um total de 23 pacientes pesquisadas. Foi possível implementar um aplicativo móvel de simulação de dosagem de isoflavona conforme avaliação de critérios sintomatológicos das usuárias pesquisadas. Mediante a docagem molecular a histidina (HIS221) se apresentou como o principal resíduo de aminoácido que interage com o estrogênio através da formação de ligação de hidrogênio dentro do sítio ativo. Foi identificado ainda que das isoflavonas bioativas estudadas a genisteína se destaca devido à similaridade de interação com o resíduo de aminoácido histidina (HIS221) quando comparado com a região de interação enzimática do estrogênio no sítio ativo do receptor beta.

  • ARACELLI DE SOUSA LEITE
  • Bioprospecção toxicogenética do líquido da casca da castanha do caju (Anacardium occidentale I.) para formulações biotecnológicas.

  • Orientador : JOSE ARIMATEIA DANTAS LOPES
  • Data: 25/08/2015
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  • O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é comum na região nordeste do Brasil. Seu fruto, a castanha do caju, libera um líquido vesicante e viscoso, o Líquido da Casca da Castanha do Caju (LCC) que dependendo da sua extração, é classificado em LCC in natura (LCCi), extração a frio por solventes; e LCC técnico (LCCt), o industrial. Atividades larvicida, antitumoral e antimicrobiana, além de suas aplicações industriais, como antioxidante natural despertam importâncias biotecnológicas. O estudo objetivou a bioprospecção toxicogenética do LCCi e do LCCt, e do composto isolado cardanol, para avaliar possíveis atividades tóxicas, citotóxicas, genotóxicas e/ou mutagênicas, bem como de seus efeitos antioxidantes e/ou antimutagênicos diante de danos genéticos induzidos pelo sulfato de cobre e peróxido de hidrogênio, em estudos não clínicos, em eucariotos, com aplicação de biomarcadores toxicogenéticos em A. salina, Allium cepa, Saccharomyces cerevisiae e Mus musculus. Toxicidades e CL50 de 91,67 e 36,96 µg.mL-1 para o LCCt e LCCi, respectivamente, foram observadas em A. Salina. Os líquidos foram diluídos em Tween (500 µg/mL) até as concentrações de 17,37; 34,75 e 69,5 µg/mL e testados em raizes de A. cepa. Doses de 17,37; 34,75 e 69,5 mg/Kg-1 dos LCCs e do cardanol foram testadas quanto à genotoxicidade (teste cometa) e mutagenicidade (micronúcleos) em camundongos. Toxicidade, pela inibição do crescimento de raízes e citotoxicidade, pela inibição de divisão celular foram observadas para o LCCi e citotoxicidade para o LCCt em 69,5 µg/mL. Mutagenicidade foi observada também para a mesma concentração, para o LCCi, pelo aumento de micronúcleos em meristemas de raízes de A. cepa. Entretanto, nas menores concentrações os LCCs preveniram (pré-tratamento) e repararam (pós-tratamento) os danos induzidos pelo sulfato de cobre (1,2 µg.mL-1), além de  inibirem danos em co-tratamento. Ambos os LCCs, nas concentrações testadas, não foram oxidantes em S. cerevisiae proficientes e mutadas em defesas antioxidantes, mas apresentaram efeitos de proteção, antioxidantes e de reparo frente aos danos induzidos pelo peróxido de hidrogênio. O LCCt não foi genotóxico em medula óssea de camundongos, mas o seu isolado, cardanol,  foi genotóxico em todas as doses testadas, e o LCCi foi genotóxico nas duas maiores concentrações, em fêmeas. Esses danos ao DNA de medula óssea não foram confirmados no teste de micronúcleos, pois os LCCs e o cardanol não foram mutagênicos. Os efeitos toxicogenéticos observados pode ser previamente atribuídos aos compostos químicos majoritários identificados, 82,90 % de ácido anacárdico (LCCi) e 79,40% de cardanol (LCCt). Assim, dependendo da concentração e/ou dose, e do parâmetro toxicogenético, os tipos de LCCs são fontes naturais e renováveis para formulações farmacológicas e/ou cosméticas, devido aos seus efeitos, tóxicos, citotóxicos, genotóxicos e mutagênicos, e especialmente os antioxidantes e antimutagênicos.

  • FLÁVIA FRANCELI DE BRITO PASSOS
  • Avaliação do efeito antinociceptivo do gama terpineno em modelos animais de dor aguda, inflamatória e neuropática. 

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 14/08/2015
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  • O gama terpineno (1-metil-4-isopropil ciclohexadieno 1,4) é um monoterpeno de cadeia cíclica, presente em diversas espécies de plantas aromáticas farmacologicamente ativas. O objetivo desse trabalho foi avaliar o efeito antinociceptivo do gama terpineno em modelos de dor aguda, inflamatória e neuropática em roedores, bem como os possíveis mecanismos de ação envolvidos nos efeitos observados. Uma prospecção científica e tecnológica foi realizada e revelou poucas variedades de aplicações farmacológicas do gama terpineno. Dessa forma, é necessário explorar esse monoterpeno na área científica e tecnológica, devido ao número reduzido de patentes e publicações. No teste de toxicidade aguda, os animais tratados com gama terpineno não apresentaram sinais de toxicidade aguda até a dose de 2000 mg/kg, por via oral. Na dor aguda, o gama terpineno, por via oral, mostrou efeito antinociceptivo nos testes de formalina nas doses de 12,5 e 25 mg/kg, capsaicina nas doses de 25 e 50 mg/kg e glutamato nas doses de 1,56 a 6,25 mg/kg. Gama terpineno também possui ação antinociceptiva quando administrado pelas vias intratecal (10 e 20 µg/local), intracerebroventricular (10 e 20 µg/local) e intraplantar (20 µg/local) no teste de glutamato. Nos testes de rota rod e campo aberto, o gama terpineno nas doses 12,5 e 25 mg/kg, v.o. não mostrou atividade relaxante muscular ou efeito depressor central. A antinocicepção do gama terpineno foi inibida na presença de naloxona (2 mg/kg, i.p.), glibenclamida (3 mg/kg, i.p.), atropina (1 mg/kg, i.p.) e mecamilamina (2 mg/kg, i.p.), sugerindo o envolvimento dos sistemas colinérgico e opióide. Na dor inflamatória, o gama terpineno (50, 100 e 200 mg/kg, por via oral) reduziu a hipersensibilidade em modelos de hipernocicepção aguda induzida por carragenina a 1% e prostaglandina E2 (100 ng/pata). Na hipernocicepção aguda induzida por Adjuvante Completo de Freund, o gama terpineno (50, 100 e 200 mg/kg, por via oral ou 200 mg/kg, via transdérmica) foi efetivo. O tratamento crônico com o gama terpineno reduziu significativamente a hipersensibilidade mecânica induzida pelo adjuvante. A estratégia de mutidose não causou tolerância. A antinocicepção do gama terpineno foi inibida na presença de naloxona (3 mg/kg, s.c.), sugerindo o envolvimento do sistema opióide na dor inflamatória induzida por prostaglandina E2. O gama terpineno (100 mg/kg, por via oral) não mudou significativamente o limiar da resposta basal dos animais, mostrando que esse monoterpeno não tem ação no sistema nervoso central. Na dor neuropática induzida por ligadura parcial do nervo ciático, o tratamento agudo com o gama terpineno (100 e 200 mg/kg, via oral)  foi efetivo e o tratamento prolongado com o gama terpineno (100 e 200 mg/kg, via oral) reduziu significativamente a hipersensibilidade mecânica e a alodinia térmica. Dessa maneira, este monoterpeno apresentou efeito antinocecipetivo na dor aguda, inflamatória e neuropática, com possível envolvimento dos sistemas opióide e colinérgico.

  • CLAUTINA RIBEIRO DE MORAES DA COSTA
  • Ensaio clínico com células-tronco derivadas do tecido adiposo na reparação da glândula mamária de caprinos com mastite.

  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 12/06/2015
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  • A mastite caracteriza-se por uma resposta inata da glândula mamária a infecções, comum em cabras leiteiras, desencadeada geralmente, por microrganismos. A antibioticoterapia é o principal tratamento, porém não demonstra sucesso em termos de produtividade, uma vez que o processo de fibroplasia modifica o tecido glandular. O uso de células-tronco poderia ser uma solução para a reparação tecidual, após quimioterapia em determinados casos de mastite. As células devem ser marcadas para o rastreamento quando infundidas no tecido alvo, sendo essencial para o controle da adesão e migração celular. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial terapêutico e regenerativo das Células-tronco Derivadas do Tecido Adiposo (ADSCs) na reparação de lesão tecidual em caprinos positivos para mastite e tratados com antimicrobianos, antes da infusão celular. Para o diagnóstico da mastite, utilizaram-se os testes de Tamis, California Mastitis Test (CMT), Contagem de Células Somáticas (CCS), cultivo, isolamento microbiano, e foram selecionadas oito cabras, em lactação com mastite crônica, tratadas com Gentamicina. Para caracterização da mastite, foi realizada a análise físico-química do leite, exames ultrassonográfico e histopatológico avaliando-se, as duas metades do úbere separadamente. As ADSCs foram obtidas da gordura subcutânea de caprino jovem, cultivadas in vitro, e marcadas com Quantum dots (QDots-655). Dessa forma, 1 mL de solução fisiológica com 3,5 x 106 células foram infundidas na glândula mamária, no antímero esquerdo, sendo o direito, utilizado como controle. Após 30 dias da infusão celular repetiram-se as análises ultrassonográfica e histopatológica na glândula mamária e, no primeiro período de lactação, a análise físico-química do leite. Antes dos procedimentos de terapia com as ADSCs, foi observado   comprometimento da qualidade físico-química do leite; o tecido mamário apresentou processo inflamatório crônico e tecido fibroso na região intersticial da glândula; a marcação das ADSCs com Qdots possibilitou o rastreamento, por microscopia de fluorescência, após infusão no tecido mamário. No ensaio de terapia com ADSCs, as culturas primárias mostraram alta celularidade e viabilidade, com características cinéticas, de diferenciação e imunofenotipagem favoráveis à utilização em estudos pré-clínicos; os parâmetros físico-químicos do leite, como a gordura, ponto de congelamento, temperatura e extrato seco desengordurado apresentaram diferenças significativas entre os grupos (caprinos sem mastite, caprinos com mastite/sem tratamento e com tratamento); em dois dos animais tratados com ADSCs ocorreu a reconstituição da funcionalidade da glândula e o tecido conjuntivo após terapia celular foi reduzido em quantidade e infiltração inflamatória. As ADSCs demonstram potencial terapêutico e regenerativo de lesões constituídas por tecido fibroso na glândula mamária, entretanto, será necessário um período maior, além dos 30 dias após infusão celular, para realização da análise histopatológica e comprovação desse potencial, visto que, a reconstituição dos ácinos glandulares, neste prazo, não está finalizada. Assim, as ADSCs podem ser utilizadas na reparação de lesões fibróticas, com potencial para se tornar uma alternativa promissora na clínica. 

     

  • DANIELA MOURA PARENTE FERRER DE ALMEIDA
  • Reação em cadeia de polimerase quantitativa para estimativa da quantidade de Leishmania infantum e infectividade da saliva de pacientes com calazar e infeção pelo HIV

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 05/03/2015
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  • A leishmaniose visceral (LV) é uma das doenças tropicais mais negligenciadas, mais de 12 milhões de pessoas estão infectadas em todo mundo O surgimento da pandemia de HIV/AIDS no último quarto de século modificou substancialmente o espectro clínico e epidemiológico da LV. Métodos para o diagnóstico não invasivo podem acelerar o diagnóstico e reduzir a letalidade. O objetivo deste estudo foi investigar a importância da reação em cadeia de polimerase quantitativa para estimativa da quantidade de Leishmania infantum e infectividade da saliva de pacientes com calazar e infeção pelo HIV e a correlação da transmissão do parasita com sua presença na saliva. Para tanto, realizou-se estudo transversal que avaliou 64 pacientes distribuídos entre (a) pacientes do Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, com LV e com e sem infecção por HIV e (b) pessoas assintomáticas que fizeram o teste anti-HIV e que tiveram o teste anti-L.infantum reagente; e 154 pessoas que residiam com pacientes com infecção por L. infantum. Foram comparadas as proporções de pessoas com infecção por L. infantum entre os grupos domésticos de pessoas com L. infantum/HIV e sem HIV, utilizando para esta análise a Real time PCR na quantificação do parasita, PCR qualitativa na detecção da Leishmania e reação de Montenegro para identificar a transmissão do parasita dos pacientes para seus coabitantes. Os resultados demonstraram associação estatística significativa entre ter pelo menos um coabitante infectado e as variáveis sexo, CD4, carga viral, idade, qPCR saliva e qPCR sangue. Observou-se que a chance de um paciente com carga viral maior que 50 cópias virais∕mm³ é 0,9734 vezes maior em relação aos pacientes com carga viral menor que 50 cópias virais∕mm³, assim como de ter uma maior carga parasitária na saliva. Verificou-se a prevalência do sexo masculino entre os coinfectados e de pacientes com idades entre 21-45. Encontrou-se um coeficiente de Spearman de 0,64, com valor de p < 0,001 na correlação entre a qPCR da saliva com a qPCR do sangue. Os pacientes coinfectados com LV∕HIV possuem mediana de 2793,6 parasitas∕ml na saliva e mediana de 2302,4 parasitas∕ml no sangue, enquanto os pacientes sem HIV e com LV sintomática apresentaram um valor mediano de 1821,2 parasitas∕ml na saliva, com média de 10234,4 parasitas∕ml e mediana e média de 320,4 parasitas∕ml e 2649,6 parasitas∕ml respectivamente no sangue, já os pacientes sem HIV e assintomáticos apresentaram valor mediano de 829,2 parasitas∕ml na saliva e 43,2 parasitas∕ml no sangue. Os pacientes com LV∕HIV apresentaram elevada carga parasitária em relação àqueles que possuíam a LV sem HIV, evidenciando a importância da influência do HIV na dinâmica da coinfecção. Os resultados mostraram maior quantidade do parasita na saliva do que no sangue, bem como a utilidade da saliva como método de diagnóstico não invasivo e possível fonte de transmissão do parasita.

     

     

  • SÉRGIO BARROS DE SOUSA
  • Desenvolvimento de dispositivo móvel para avaliação  reprodutiva em caprinos 

  • Orientador : MARIA ACELINA MARTINS DE CARVALHO
  • Data: 05/03/2015
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  • O desenvolvimento tecnológico das ferramentas aplicadas às pesquisas científicas tem obtido uma expressiva evolução à luz da automação e sistematização de processos metodológicos, sendo a ciência da computação considerada um incipiente instrumento interdisciplinar de auxílio aos processos de desenvolvimento de atividades de descoberta, normatização e uso de novas técnicas e processos. A pesquisa aplicada à agropecuária intenciona fomentar essa atividade econômica de extrema importância para o país. Nesta perspectiva, a caprinocultura possui grande influência não só na produção nacional de riquezas, mas na importante função de gerar renda para pequenos produtores, que se encontram as margens da aplicação de tecnologias desenvolvidas nessa atividade rural. O estudo do comportamento sexual do caprino influencia a implementação de tecnologias voltadas à reprodução e melhoramento genético do rebanho. Assim, o desenvolvimento de dispositivos e softwares aplicados à agropecuária irá ampliar o acesso de produtores de baixa renda e da agricultura familiar à tecnologias desenvolvidas na academia e voltadas para trabalhos sociais. Este trabalho teve como objetivo desenvolver um modelo numérico para utilização na avaliação da capacidade reprodutiva de caprinos, mediante parâmetros usados na rotina de exames andrológicos, além de implementar um subsistema para circuito eletrônico de um dispositivo móvel automático que possa ser empregado nessas análises a campo, para obtenção de dados referentes à mensuração da aptidão reprodutiva desses animais. Foram adequados matematicamente os indicadores de avaliação andrológica sugeridos pelo Colégio Brasileiro de Reprodução Animal CBRA aos de avaliação morfológica e seminal de pesquisas com caprinos adaptados à região nordeste divididos em dois grupos: a avaliação física e a avaliação seminal. Na avaliação física foi concentrada a análise do volume testicular, morfologia e bipartição escrotal. Já na avaliação seminal foram observados os indicadores de turbilhonamento, vigor, concentração, quantidade de espermatozoides viáveis. Foi desenvolvido o dispositivo automatizado que contem uma placa controladora que utiliza uma unidade lógica de processamento com um microcontrolador PIC16F628a e dispositivos de microeletrônica da família TTL. O software foi codificado em linguagem C e gravado no chip microcontrolador. Os parâmetros andrológicos foram os mais adequados para a avaliação da capacidade reprodutiva de caprinos e o período de realização do exame não poderia interferir estatisticamente na avaliação. O dispositivo automatizado permitiu uma compilação adequada dos dados armazenados apesar do pequeno tamanho do banco de armazenamento interno. O tempo de processamento foi adequado com respostas sensíveis ao toque do usuário. Testes demonstraram variação pouco expressiva entre um clock de processamento de 4Mhz e 20Mhz, sendo o de menor ciclo escolhido por demandar menor consumo de energia. Verificou-se que o equipamento automatizado permite uma avaliação adequada dos parâmetros reprodutivos de caprinos em atividades a campo, sobretudo por possibilitar esta analise por meio de um dispositivo computadorizado móvel de pequenas dimensões.

  • ADRIANY DAS GRAÇAS NASCIMENTO AMORIM
  • Desenvolvimento de metodologias analiticas para a extração de carotenoides biotecnologicamente importantes obtidos a partir espécie da Psidium guajava L.

  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 25/02/2015
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  • Psidium guajava L. é uma das espécies da família Myrtaceae cultivada nos países de clima tropical cujo fruto é a goiaba. A goiaba pode apresentar polpa de cor branca e vermelha. Na goiaba vermelha são encontrados antioxidantes importantes como o licopeno. Este carotenoide que tem recebido atenção especial nos últimos anos devido ao potencial em neutralizar os radicais livres. Portanto, este trabalho teve como objetivo o estudo da quantificação, caracterização, avaliação da capacidade antioxidante e antimicrobiana do licopeno extraído da goiaba. Para a caracterização do licopeno as técnicas de Espectrofotometria UV-vis, Cromatografia Liquida de Alta Resolução (CLAE), Espectrometria de Massas (EM) e Ressonância Magnética Nuclear (RMN) foram empregadas. Uma curva de calibração foi construída em UV-vis e CLAE para a quantificação do licopeno obtido por diferentes métodos de extração. Um estudo comparativo da atividade antioxidante por ABTS e ORAC (Capacidade de Absorção do Radical Oxigênio) foi realizado com os extratos de carotenoides de goiaba (ECG) e de tomate (ECT), também com licopeno purificado a partir destes extratos. O licopeno purificado da goiaba (LPG) apresentou as mesmas bandas de absorbância do padrão de licopeno do tomate (LP) com λmáx = 445, 472 e 503 nm. Os resultados obtidos por CLAE, EM e RMN mostram que o método aplicado de maior rendimento durante a extração do licopeno de goiaba tende a isomerizá-lo em 5-cis licopeno o 13-cis licopeno, por ação da temperatura e pelo uso de solventes orgânicos. Na CLAE, ambos LPG e licopeno purificado do tomate (LPT) apresentaram o mesmo tempo de retenção (tR), porém foi diferente do tR do LP, provavelmente, são isômeros do trans licopeno. Além disso, o perfil cromatográfico do ECG apresenta os mesmo picos do ECT com intensidades diferentes que pode ter influenciado no potencial antioxidante dos extratos. O ECG apresentou maior atividade antioxidante para o radical ABTS+. - 2,2’-azino-bis (3-etilbenzotiazolin) 6-ácido sulfônico) e ORAC. Para os ensaios antimicrobianos o ECG e o ECT apresentaram MIC (15mgml-1) e MBC (30mgml-1) contra bactérias Gram positivas (Staphylococcus aureus e Listeria innocua) e Gram negativa (Echerichia coli). Portanto, estes ensaios mostram que o extrato produzido a partir do resíduo da cadeia da goiaba tem potencial para o uso nas indústrias de alimentos, cosmética e farmacêutica.

     

2014
Descrição
  • VINICIUS SAURA CARDOSO
  •  Nanopartículas de prata estabilizada com colágeno para aplicação biológica: Síntese e caracterização. 

  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 27/11/2014
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  • A busca por produtos que favoreçam a cicatrização de tecidos biológicos vivos vem de vários anos devido a ferimentos de guerra e a doenças mutilante e degenerativa. A prata foi vastamente utilizada para assepsia de feridas devido à capacidade de agir contra microorganismos, porém, se descobriu que também prejudicava a vida humana por ser toxica. Desta forma, a nanopartícula de prata, quando descoberta, ganhou grande notoriedade, pois tem a capacidade de manter as características antimicrobianas e, em algumas composições e concentrações, não ser tóxica ao corpo humano. Assim, agregar a nanopartícula de prata com a proteína mais abundante nos mamíferos pode trazer benefícios na cicatrização tecidual. O colágeno Tipo I, presente durante a cicatrização tecidual de forma endógena, se apresenta em alguns estudos como estrutura propícia no favorecimento da cicatrização. Desta forma a síntese de nanopartícula de prata estabilizada com colágeno poderia fornecer um produto com potencial cicatrizante (características do colágeno), mantendo a assepsia da ferida. Esta tese teve como objetivo desenvolver nanopartícula de prata estabilizada em uma solução de colágeno para aplicações biológicas. Foram idealizadas, sintetizadas e testadas três soluções de nanopartícula de prata estabilizada com colágeno tipo I (AgNPcol) variando a relação molar entre a solução de nitrato de prata e do borohidreto de sódio. As AgNPcols foram caracterizadas conforme seu tamanho, potencial zeta e índice de polidispersão utilizando DLS, espectroscopia de UV-Vis, TEM, FTIR, espectroscopia por absorção atômica e XRD. Foram também testados a ação das AgNPcols contra bactérias Gram-positivas e Gram-negativas além de realizar ensaio de viabilidade celular e de permeação cutânea da AgNPcol de melhor característica segundo a literatura. Pode-se verificar que todas as nanopartículas sintetizadas possuiam formato esférico e potencial zeta positivo. A AgNPcol com razão molar de 1:6 apresentou menor diâmetro (64,34 ± 16,05), menor índice de polidispersão (0,40 ± 0,05) e maior eficiência de redução de prata (0,645 mM). Além disso, todas as nanopartículas sintetizadas mostraram uma atividade antimicrobiana tanto contra Staphylococcus aureus e Escherichia coli. A AgNPcol 1:6 foi selecionada para testes de viabilidade celular não apresentando toxicidade para as células (OSCC) na concentração examinada. Na avaliação de permeação cutânea pode-se verificar que houve difusão do AgNPcol 1:6 até a quarta hora do teste e também a presença desta nanopartícula nos extratos superiores e no restante da pele. Desta forma, foi possível sintetizar nanopartícula de prata estabilizada com colágeno com características favoráveis a aplicação biológica como formato esférico, diâmetro entre 64,34 e 81,76 nm, atividade antibacteriana contra microorganismos, não-toxicidade para as células testadas (OSCC) e com permeação cutânea relativa.

  • ANA PAULA DOS SANTOS CORREIA LIMA DA SILVA
  • Bioprospecção do composto garcinielliptona FC: insumo para o desenvolvimento de novos fitomedicamentos.

  • Orientador : JOSE ARIMATEIA DANTAS LOPES
  • Data: 30/09/2014
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  • Platonia insignis Mart (Clusiaceae) é popularmente conhecida como bacuri, sendo bastante utilizada na medicina popular para o tratamento de diversas doenças, como problemas dermatológicos, cicatrização de feridas e inflamação. A fração hexânica extraída das suas sementes apresenta uma composição química com alto teor de ácidos graxos. Entretanto, desta fração foi isolado o composto garcinielliptona FC, uma benzofenona poliisoprenilada. O objetivo do presente estudo foi investigar a toxicidade e o efeito antiepiléptico em camundongos machos e fêmeas tratados com garcinielliptona FC, bem como seu potencial anti-helmíntico in vitro contra o Shistossoma mansoni para contribuir com o desenvolvimento de fitomedicamentos. Para tanto, uma prospecção científica e tecnológica foi realizada em bases de dados. No estudo toxicológico em dose única, os camundongos (n = 5/dose e sexo) foram tratados por via oral (v.o.) e intraperitoneal (i.p.) com garcinielliptona FC nas doses de 500, 1000 e 2000 mg/kg. Durante 14 dias após o tratamento foram observados a toxicidade geral, taxa de letalidade, evolução do peso corporal, consumo de água e alimentos, e ainda produção de excretas. Após este período, os animais foram anestesiados com pentobarbital sódico (40 mg/kg; i.p.) para coleta de sangue para análises hematológicas e bioquímicas, bem como dissecação dos principais órgãos (fígado, coração, rins, pulmão,  baço e cérebro) para estudo morfológico e macroscópico. Também foi avaliada a atividade locomotora e coordenação motora dos animais tratados com garcinielliptona FC nos testes do campo aberto e da barra giratória, respectivamente. Já no estudo com administração em doses repetidas os camundongos foram tratados com doses de 25, 50 e 75 mg/kg durante 30, 90 e 120 doses consecutivos (n = 10/dose e sexo). Nestas doses também foi verificada a atividade antiepiléptica de garcinielliptona FC, no modelo de crises epilépticas induzidas por pilocarpina. Por sua vez, os efeitos anti-helmínticos foram determinados in vitro contra o S. mansoni nas concentrações (0,78; 1,56; 3,12; 6,25; 12,5; 25 e 50 μM). Durante o tratamento em dose única e repetidas foram evidenciados baixa toxicidade durante o período de observação e não foi possível determinar a Dose Letal 50%. Entretanto, como os animais foram tratados com doses até a 2000 mg/kg e não foi registrada nenhuma morte durante o período de observação é possível sugerir que a garcinielliptona FC apresenta perigo relativamente baixo de toxicidade aguda sendo classificada na categoria 5 segundo The Organisation of Economic Cooperation Development. Com relação aos parâmetros fisiológicos, bioquímicos e hematológicos não foram observadas alterações e nem efeitos sobre a atividade locomotora e coordenação motora entre animais após tratamento com garcinielliptona FC nos diferentes protocolos. Além disto, não foi visto mudanças quanto aos aspectos macroscópicos e morfológicos dos órgãos analisados. Na atividade antiepiléptica foi observada uma redução no número de animais que apresentaram crises epilépticas e estado de mal epiléptico e também reduziu a taxa de mortalidade, especialmente para a dose 75 mg/kg no modelo de crise epiléptica induzida por pilocarpina. Já o efeito anti-helmíntico in vitro foi observado a partir da concentração de 6,25 μM, demonstrando melhor atividade na concentração de 50 μM durante o período de incubação de 120 h. Os resultados sugerem que garcinielliptona FC pode ser segura em ensaios não clínicos, e que demonstra potencial farmacológico que precisa ser melhor explorado para esclarecer seu mecanismo de ação para as atividades antiepiléptica e anti-helmíntica conforme demonstrado neste estudo. Como forma de contribuir para o desenvolvimento tecnológico da garcinielliptona FC foi solicitado um pedido de depósito de registro de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Os resultados do presente estudo ampliam as perspectivas para a realização de outros testes que possam corroborar com o uso seguro e eficaz da garcinielliptona FC, como produto de importância biotecnológica.

  • JESSICA PEREIRA COSTA
  • Bioprospecção do diterpenóide fitol com ênfase nas propriedades antioxidante, ansiolítica e antidepressiva

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 22/07/2014
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  • O fitol (3,7,11,15-tetramethilhexadec-2-en-1-ol) é um diterpenóide, membro dos álcoois acíclicos insaturados de cadeia longa e ramificada. O objetivo do trabalho de tese foi desenvolver um estudo pré-clínico para avaliar a possível atividade do fitol sobre o Sistema Nervoso Central em modelos de ansiedade e depressão, além de explorar seu potencial antioxidante por meio de estudos da modulação de parâmetros relacionados ao estresse oxidativo in vitro e ex vivo. Para isso, uma prospecção científica e tecnológica foi realizada, as bases tecnológicas e científicas apresentam uma ampla gama de aplicações farmacológicas e comerciais relevantes como cosmético, hipolipidêmico, ansiolítico e antidepressivo. Esta prospecção mostrou que é necessário explorar moléculas com potencialidades farmacológicas para subsidiar a transferência de tecnologias com ênfase no crescimento econômico e industrial do nosso país. Para realização dos experimentos comportamentais foram utilizados camundongos Swiss adultos machos tratados com as doses de 25, 50 e 75 mg/kg, por via intraperitoneal. Foi investigado o possível efeito ansiolítico do fitol, bem como a avaliação do possível mecanismo de ação nos modelos comportamentais de campo aberto, labirinto em cruz elvado, rota-rod, claro-escuro, teste de esconder esferas e tempo de sono induzido por pentobarbital. No teste de campo aberto, fitol aumentou o número de cruzamentos e rearing e diminuiu o número de groomings. Da mesma forma, o número de entradas no campo aberto e o tempo de permanência no campo claro foram aumentados, enquanto o número de esferas enterradas foi diminuído, no labirinto em cruz elvado, claro-escuro e teste de esconder esferas, respectivamente. No teste de atividade locomotora, fitol não prejudicou o desempenho de camundongos no rota-rod. No teste de tempo de sono induzido por pentobarbital, fitol 75 mg/kg diminuiu a latência do sono e fitol (25, 50 e 75 mg/kg) aumentou o tempo de sono quando comparado ao grupo controle negativo. Todos estes efeitos foram revertidos pelo pré-tratamento com flumazenil, sugerindo que o fitol apresenta mecanismo de ação por meio da interação com o sistema GABAérgico. Além disso, foi realizado a investigação das propriedades antioxidantes in vitro do fitol, o composto inibiu significativamente os radicais DPPH• e ABTS•+ em todas as concentrações testadas e demonstrou ser um antioxidante promissor. Na atividade ex vivo, foram realizados os testes neuroquímicos em hipocampo de camundongos. O fitol reduziu a peroxidação lipídica e conteúdo de nitrito, sugerindo um papel antioxidante ex vivo. O composto aumentou as atividades das enzimas (superóxido dismutase e catalase) nohipocampo de camundongos em todas as doses testadas, mas não alterou sua expressão proteica. Foi realizado também, a avaliação dos possíveis efeitos antidepressivos do fitol, bem como o seu provável mecanismo de ação e o seu papel antioxidante contra o estresse oxidativo induzido pelo teste do nado forçado. O fitol em todas as doses testadasdemonstrou atividade antidepressiva, de forma dose dependente, no teste do nado forçado, além disso conseguiu reduzir os níveis de peroxidação lipídica e o conteúdo de nitrito, ambos indicadores de estresse oxidativo, em todas as áreas cerebrais. Este diterpenóde em nenhuma das doses testadas promoveu alteração na atividade da enzima superóxido dismutase e catalase nas áreas cerebrais estudadas. Por fim, foi realizado o pedido de depósito de patente submetido ao Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia, afim de subsidiar o desenvolvimento de um novo processo de obtenção e produto final de composto medicamentoso para tratamento da ansiedade e depressão.

  • GEANDRA BATISTA LIMA NUNES
  • Avaliação pré-clinica e bioprospeccção de produtos derivados das riparinas.

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 10/06/2014
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  • Do fruto verde da Aniba riparia (Nees) Mez (Lauraceae), foram isolados alguns alcalóides, do tipo alcamidas, as riparinas (I, Il e III), com atividades farmacológicas. Foram preparados novos derivados da riparina, denominadas riparinas A, B, C, D, E e F. O presente estudo realizou a otimização da síntese dessas substâncias e avaliações pré-clínicas de atividades farmacológicas: antioxidante “in vitro” e “in vivo” com avaliação do estresse oxidativo, testes de citotoxicidade, antimicrobiana, antihelmíntica e estudos comportamentais. A prospecção científica e tecnológica foi realizada em bases de dados, encontrando dezesseis artigos publicados na última década nenhum registro de depósito de patentes nas bases tecnológicas sugerindo a necessidade de um investimento cientifico e tecnológico, que, com base nas propriedades atribuidas à A. Riparia estimulem o desenvolvimento de produtos derivados desta espécie. A avaliação da atividade antioxidante “in vitro” sugere que, as riparinas A-F, por meio da capacidade de remoção de nitrito e de radicais hidroxila, bem como pela redução da peroxidação lipídica, são fontes promissoras de compostos biologicamente ativos com propriedades antioxidantes. As riparinas C,D, E e F foram citotóxicas para as linhagens de células tumorais testadas. Nos testes antitrombóticos as Rip E e Rip A, apresentaram uma significativa capacidade de lise de coágulos, quando avaliado a percentagem de lise nas doses de 25 e 50 µg/tubo. Nos testes antibacterianos e antifúngicos as amostras de Rip E e F foram as mais ativas, aumentando o halo de inibição obtido no cultivo de fungos e bactérias gram positivas e negativas, por meio do método de cup-plate e de difusão em disco, chegando a superar os resultados do cultivo com os controles positivos (fluconazol, ciprofloxacina e azitromicina). A riparina E e F foram as mais efetivas quando avaliadas quanto à atividade antihelmintica pelo efeito “in vitro” sobre vermes adultos do Schistossoma mansoni. A Rip E apresentou os melhores resultados nas atividades farmacológicas testadas, sugerindo uma possível relação entre aestrutura e a atividade. A atividade antioxidante “in vivo” e o estresse oxidativo mitocondrial, foi avaliado em camundongos expostos à Riparina A, uma molécula formada, basicamente, pelo núcleo fundamental das demais substâncias. Em relação ao controle negativo houve redução da concentração de TBARS e de nitrito nas mitocondrias isoladas do cérebro e fígado dos camundongos, houve redução dos níveis de GSH no tecido hepático e cerebral, a atividade da SOD e da catalase aumentaram no cerebro nquanto no fígado SOD permaneceu inalterada e catalase teve atividadereduzida. O potencial antioxidante estruturalmente proposto, foi confirmado nos testes “in vitro” e sugerido “in-vivo” pela promoção da redução do conteúdo de TBARS e nitrito. As dicotomias que surgem pela redução das atividades enzimáticas necessitam ser melhor elucidadas e relacionadas à possibilidade de uma modulação enzimática pró-oxidante. Os resultados obtidos configuram como estimulo e subsidio à pesquisas congêneres e fomentam a formulação de fármacos e a bioprospecção de produtos derivados das riparinas, além de permitir a otimização da síntese destes compostos de forma o obter mLéculas que atendam a demanda crescente por substâncias estruturalmente inovadoras.

  • HUMBERTO MEDEIROS BARRETO
  • Estudo das atividades antimicrobiana, moduladora da resistência a drogas e fotossensibilizante das espécies Lippia onganoides H.B.K. e Anadenanttlera colubnna var. cebil.

  • Orientador : JOSE ARIMATEIA DANTAS LOPES
  • Data: 02/06/2014
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  • As doenças infecciosas ocasionadas por bactérias multirresistentes continuam sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo. Em face deste problema, novos compostos têm sido avaliados quanto ao seu potencial como agentes antibacterianos, ou como agentes potencializadores da ação de antibióticos já existentes contra bactérias multirresistentes. Neste contexto, o isolamento e caracterização de compostos ativos de origem vegetal tomou-se uma interessante área de pesquisa na busca de novos fitofármacos. No presente estudo, o extrato hexânico (LOHEX), o extrato diclorometano (LODCM) e o óleo essencial (LOOE) obtidos das partes aéreas de lippia origanoides H.B.K., bem como os extratos hexânico (ACHEX) e diclorometano (ACDCM) obtidos da casca do caule de Anadenanthera colubrina var cebil foram testados separadamente e em combinação com antibióticos aminoglicosídeos contra cepas padrão e multirresistentes de origem clínica de Staphylococcus aureus e Eschenchia coil, com o objetivo de avaliar a sua atividade antibacteriana direta, bem como a sua capacidade de modular a atividade de antibióticos aminoglicosídeos. A atividade fotossensibilizante destes produtos naturais na presença de luz UVA (-365 nm) contra cepas padrão de S. aureus e E. coil também foi investigada. Os produtos LOOE, LOHEX e LODCM não apresentaram atividade antibacteriana direta contra as cepas de S. auteus, no entanto, verificou-Se que o LODCM apresentou um efeito inibitório fraco contra a cepa SA9. Contra as cepas de E. coil EC2, EC6 e EC7 os produtos obtidos de L. origanoides apresentaram uma atividade antibacteriana moderada. Por outro lado, os extratos ACHEX e ACDCM não apresentaram atividade antibacteriana direta contra as cepas de S. aureus e E. coil. A adição dos produtos naturais testados ao meio de cultura em concentrações subinibitórias provocou uma redução da CIM dos antibióticos amicacina e neomicina contra diferentes cepas de S. aureus e E. coil. Quando estes produtos foram substituidos pela clorpromazina, um composto capaz de inibir bombas de efluxo bacterianas, uma redução similar da CIM destes antibióticos também foi evidenciada, sugerindo a presença de um mecanismo de resistência mediado por bomba de efluxo. O extrato LODCM apresentou atividade fotossensibilizante contra a cepa S. aureus ATCC 25923. Os resultados indicam que L. origanoides H.B.K.e A. colubnna var. cebil contêm metabólitos secundários capazes de potencializar a atividade dos aminoglicosídeos neomicina e amicacina contra bactérias multirresistentes.

  • RAFAEL MELO SANTOS DE SERPA BRANDÃO
  • Peptídeos sintéticos derivados de proteínas imunoreativas de Cryptococcus Gattii como ferramenta para imunodiagnóstico da Criptococose.

  • Orientador : SEMIRAMIS JAMIL HADAD DO MONTE
  • Data: 30/04/2014
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  • A criptococose é uma importante micose que afeta seres humanos e animais em todo o mundo. Globalmente, quase 1 milhão de casos de meningite criptocócica em indivíduos infectados pelo HIV são estimados para ocorrer a cada ano e mais de 600.000 mortes. O diagnóstico da criptococose é feito através de microscopia, cultura, seguido por teste bioquímicos, e detecção de antígeno capsular (Crag) por ensaio imunoenzimático, ou de aglutinação de látex ou ensaio lateral flow. A aplicação de peptídeos sintéticos com o objetivo de melhorar o diagnóstico de doenças infecciosas tem sido relatada, mais pouco tem sido feito com relação a micoses sistêmicas. Este estudo teve com objetivo testar peptídeos sintéticos com novos alvos antigênicos para o desenvolvimento de teste diagnóstico para Cryptococcus spp. Sessenta e três epítopos de células B a partir de proteínas imunorreactivas de C. gattii previamente identificados foram sintetizados e avaliados como antígeno em ensaio imunoenzimático (ELISA). Dos sessenta e três peptídeos sintéticos, seis foram identificados como bons candidatos a antígenos para o desenvolvimentode novos teste diagnósticos para a criptococose. Destes, 3 são da HSP70 (H18, H21 e H26), 2 da proteína hipotética CGNB 1302 (Hy49 e Hy50), e 1 da proteína de Sks2 (S4). Estes seis peptídeos sintéticos foram reconhecidas por anticorpos em imunoensaios, alcançando: 100% de especificidade e sensibilidade de 78%. O reconhecimento por anticorpos de soros provenientes de outras patologias mostrou-se heterogêneo e com valores de densidade óptica muito menor do que as observadas para a criptococose (valor p variou de p<0,0001 para p=0,0007), exceto H18. A nossa descoberta demonstra que as técnicas de imunoproteômica e bioinformática foram capazes de identificar novos alvos antigênicos para o desenvolvimento de testes de diagnóstico para a criptococose e, neste estudo seis peptídeos sintéticos mostraram ser promissores antígenos no imunodiagnóstico da criptococose.

  • LORENA CITO LOPES RESENDE SANTANA
  • Estudos farmacológicos e toxicológicos do extrato etanólico das folhas de Mikania glomerata Sprengel

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 11/04/2014
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  • A Mikania glomerata Sprengel é uma planta encontrada na primeira

    farmacopéia brasileira, atualmente presente na lista de fitoterápicos de

    interesse do SUS e no registro simplificado de fitoterápicos da ANVISA devido

    sua ação farmacológica como broncodilatadora, expectorante e antitussígena.

    É uma espécie que produz muitos metabólitos secundários que compõem um

    fitocomplexo responsável por essas atividades. Este estudo foi realizado com o

    objetivo de verificar os constituintes químicos, as propriedades fisíco-químicas

    (densidade bruta, compactação, teor de cinzas totais, umidade e granulometria)

    do pó obtido das folhas secas, os constituintes químicos, a toxicidade, as

    atividades farmacológicas (ansiolítica, antioxidante, antimicrobiana e

    equistossomicida), bem como o provável mecanismo de ação envolvido e o

    efeito sobre os níveis de aminoácidos no hipocampo de camundongos tratados

    com o extrato etanólico das folhas da planta de M. glomerata. No capítulo 1 foi

    relatada uma prospecção científica constando os artigos contendo o nome

    científico da planta, publicados desde 2002 até a atualidade, nas bases de

    dados: Pubmed, ScienceDirect e Web of Science, verificando em qual base a

    publicação foi encontrada e o respectivo ano, e uma prospecção tecnológica,

    utilizando os bancos de dados: European Patente Office, World Intellectual

    Property Organization, United States Patent and Trademark Office e Instituto

    Nacional de Propriedade Intelectual, selecionando as patentes que possuíam o

    nome científico ou o nome popular da planta no título ou resumo e observando

    o respectivo ano e país de depósito. Foram encontrados 52 artigos e 21

    patentes, a maioria referente ao uso terapêutico ou estético e composição

    química da planta. Essa prospecção mostrou que existe interesse pela planta

    estudada, mas que ainda há um campo vasto para pesquisa, como por

    exemplo, a área de pesquisa de interesse (neuroquímica). No capítulo 2, foi

    analisada a toxicidade aguda, com a administração de repetidas doses do

    extrato em camundongo Swiss e foi verificada a ausência de toxicidade, visto

    que, não ocorreram alterações nos parâmetros bioquímicos, hematológicos e a

    DL50 encontrada foi de ~3000 mg kg-1

    químicas foram analisadas mostrando que o pó pode ser utilizado para

    preparações farmacêuticas sólidas. No capítulo 3, foram realizados testes

    comportamentais, observando um efeito ansiolítico com aumento no tempo e

    no número de entradas nos braços abertos no teste do labirinto em cruz

    elevado, bem como, uma maior permanência no compartimento claro no teste

    claro-escuro; testes sedativos e efeito relaxante muscular com uma redução no

    número de cruzamentos, groomings e rearings no teste do campo aberto e um

    maior número de quedas e uma menor permanência na barra giratória no teste

    do rota rod. No capitulo 4 foi avaliado o potencial antioxidante do extrato

    etanólico, utilizando três testes in vitro: inibição da produção do radical nitrito,

    inibição da produção do radical hidroxila e produção de espécies reativas com

    o ácido tiobarbitúrico. Os valores de CE50 encontrados foram: 0,106; 1,102 e

    1,872 µg mL-1

    antibacteriana e equistossomicida do extrato. As bactérias testadas foram:

    Staphylococcus aureus, Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e

    Pseudomonas aeruginosa, usando uma cepa padrão e uma cepa clínica de

    cada bactéria. Na concentração de 20 mg mL-1

    bactericida para as cepas padrão e clínica de S. aureus e cepa clínica de E.

    coli. Nos testes de atividade equistossomicida o extrato causou alterações

    morfológicas no tegumento dos adultos de Schistosoma mansoni. E no capítulo

    5, foi investigado o possível mecanismo de ação do efeito ansiolítico do extrato

    observado no capítulo 3, provavelmente mediado pelo sistema GABAérgico,

    visto que, ocorreu um aumento dos níveis de GABA e redução da

    concentração de glutamato e aspartato no hipocampo. Além disso, foram

    identificados alguns constituintes, detectando a presença de ésteres metílicos

    de ácidos graxos ((Z)-hexadec-7-enoato de metila, hexadecanoato de metila,

    ácido hexadecanóico, (Z)-octadec-9-enoato de metila, octadecanoato de

    metila, e outros constituintes, como: esqualeno, cinamato de metila, 2H-

    cromen-2-ona (cumarina) e 2-hidroxifenil-propionato de metila). Finalmente no

    capítulo 6, foi relatado um pedido de depósito de patente de invenção junto ao

    Instituto Nacional da Propriedade Industrial referente a uma formulação

    farmacêutica com propriedades ansiolíticas derivado do extrato etanólico

    padronizado das folhas da planta M. glomerata com o objetivo de ser uma

    alternativa para o tratamento da ansiedade que não gere dependência química

    e ou física.

  • IONARA NAYANA GOMES PASSOS
  • Eletrossíntese de antioxidante da mistura de torta de babaçu (Orbignya speciosa) e líquido da castanha de caju (Anarcadium ocidentalle) (LCC)

  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 20/03/2014
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  • Os antioxidantes são substâncias adicionadas em pequenas proporções a produtos, objetivando o impedimento da oxidação de outras substâncias, conferindo melhor funcionalidade ao produto e requisitos de qualidade. Buscando diminuir o uso de antioxidantes sentéticos na indústria de alimentos e visando minimizar os custos e os danos causados pelos mesmos, vários estudos têm sido desenvolvidos. Este trabalho utilizou sub-produtos naturais agroindustriais, a torta do babaçu e o líquido da castanha de caju, que foram misturados e submetidos à reação eletroquímica para testes antioxidantes in vitro e in vivo. A eletrossíntese proporcionou modificações estruturais que melhoraram a AA do produto obtido. O ETBL foi estudado por FTIV, GM-EM, RMN ¹³C e TGA. O estudo da atividade antioxidante foi realizado frente à remoção de radicais DPPH, nitrito, hidroxila e TBARS. Foram realizados testes de toxicidade frente à Artemia Salina L. e aguda em camundongos. O antioxidante ETBL apresentou resultados satisfatórios quanto à eficiência na remoção/inibição da produção de radicais livres, quando comparado com o CNSL, em todos os testes realizados, bem como não apresentou toxicidade na dose estudada e não causou mortes nos testes in vivo realizados neste trabalho.

  • AMANDA DE CASTRO AMORIM
  • Expressão de genes codificantes de proteínas transportadoras de zinco, metalotioneína e IL-6 em um modelo experimental de doença renal crônica

  • Orientador : SEMIRAMIS JAMIL HADAD DO MONTE
  • Data: 06/03/2014
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  • INTRODUÇÃO. O zinco é um elemento essencial, mais pontencialmente. Baixos níveis de zinco são encontrados em pacientes DRC, mais a suplementação dos mesmos ainda permanence controversa. OBJETIVO. Avaliar a expressão de genes transportadores de zinco, MT e IL-6 em um modelo experimental de DRC. MÉTODOS. 30 ratos adultos foram submetidos anefretomia (5/6), tornando-se renais crônicos. Os ratos DRC e ratos saudáveis foram divididos em 3 grupos de acordo com a dieta, que era depletada(Zn-), adequada (ZnN) ou repletada (Zn+) em zinco por 15 dias. PBMC's foram coletadas e o RNA foi extraído pelo método Trizol. As reações de qPCR foram realizadas no aparelho ABI prism 7500 usando Sybr Green sob condições normais de ciclagem. O número de cópias relativas foi calculado usando o método do Ct comparativo, tendo a β-actina como gene de referência. Para análise dos dados foi utilizado o teste t Student. Adotou-se um p< 0,05. RESULTADOS. A expressão dos genes nos ratos com DRC em relação aos controles, no início do estdo, mostrou uma baixa expressão do Zip3. Após 15 dias de dieta Zn-, o Zip3 e o Zip14 foram hiperexpressos nos ratos DRC. Já nos ratos foram alimentados com dieta Zn+, observou-se um aumento dramático na expressão de todos os Znts. A comparação entre ratos DRC submetidos a dietas com Zn- e Zn+ por 15 dias mostrou mudanças na expressão dos genes avaliados, incluindo IL-6 e MT. Quando comparamos os ratos DRC com os saudáveis após 15 dia de estudo, o Zip14 foi diferenciaalmente expresso em ratos DRC que receberam dieta Zn-, estando regulado positivamente. CONCLUSÂO. Visto que a DRC é uma condição inflamatória, fica evidente, importante papel do zinco na regulação dessa condição.

  • THIAGO HENRIQUE COSTA MARQUES
  • Bioprospecção de um novo protótipo natural com potencial farmacológico: estudos comportamentais, neuroquímicos e toxicológicos

  • Orientador : RIVELILSON MENDES DE FREITAS
  • Data: 18/02/2014
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  • Neste trabalho, a ciano-carvona, obtida por síntese da substância R-(-)-carvona, foi estudada em tratamento agudo ou agudo com doses repetidas por 30 dias nas doses de 25, 50 e 75 mg/kg/dia, v.o., em camundongos. As bioprospecções científica e tecnológica realizadas sobre o uso do ciano-carvona mostraram um depósito de patente e três artigos científicos nos últimos 3 anos. Em tratamento agudo com doses repetidas, foi avaliada a toxicidade em parâmetros comportamentais, bioquímicos, hematológicos e morfológicos em órgãos internos, além de investigados efeitos na atividade locomotora (teste de campo aberto), na coordenação motora (teste de rota rod), ansiolítico (teste de claro-escuro) e antioxidante em áreas cerebrais (córtex frontal, hipocampo, corpo estriado e cerebelo). O tratamento com ciano-carvona não causou nenhuma morte ou toxicidade, e não apresentou nenhuma alteração bioquímica, hematológica e morfológica clinicamente significativa. Os animais tratados com ciano-carvona apresentaram atividade locomotora diminuída, sem alteração na coordenação motora e mostraram efeito ansiolítico. Nos testes antioxidantes, a ciano-carvona inibiu significativamente a peroxidação lipídica e o conteúdo de nitrito e aumentou significativamente a concentração de glutationa reduzida. A ciano-carvona mostrou aumento significativo na atividade das enzimas catalase e superóxido dismutase em algumas áreas cerebrais. A ciano-carvona, na maior dose estudada, aumentou significativamente a atividade das enzimas Na+, K+-ATPase e delta-aminolevulinato desidratase nas quatro áreas cerebrais. Foi investigado o efeito antiepiléptico da ciano-carvona em tratamento agudo com doses repetidas nos modelos de epilepsia induzidos por pilocarpina, pentilenotetrazol e picrotoxina. A ciano-carvona promoveu aumento significativo da latência para a instalação de estado de mal epiléptico induzido, bem como diminuiu significativamente as percentagens de animais que apresentaram crise epiléptica e que foram a óbito, sem antagonismo pelo flumazenil. Foi avaliado o efeito anti-inflamatório agudo da ciano-carvona nos testes de edema de pata induzidos por carragenina, bradicinina, histamina, prostaglandina E2 e serotonina. A ciano-carvona diminuiu significativamente o edema de pata em todos os modelos utilizados. A ciano-carvona mostrou também inibição significativa na atividade da enzima mieloperoxidase em homogenato da pata e nas dosagens de IL-1β e TNF-α no lavado peritoneal dos camundongos após indução de inflamação por carragenina. Foi avaliado o efeito antinociceptivo agudo da ciano-carvona pelos testes de contorções por ácido acético e de formalina. A ciano-carvona mostrou efeito antinociceptivo por reduzir o número de contorções no teste de contorções pelo ácido acético e diminuir o tempo de lambedura no teste de formalina. Foi submetido pedido de patente do uso da ciano-carvona no tratamento de doenças que envolvem dor e/ou inflamação ao Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NINTEC) da UFPI.

  • LEIZ MARIA COSTA VERAS
  • CARACTERIZAÇÃO E APLICAÇÕES BIOTECNOLÓGICAS DE ALCALÓIDES ISOLADOS DO JABORANDI (Pilocarpus microphyllus) - FARMOPILLO.

  • Orientador : JOSE ROBERTO DE SOUZA DE ALMEIDA LEITE
  • Data: 23/01/2014
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  • Por muitos séculos, o uso de plantas medicinais tem sido feito pela população humana para o tratamento de enfermidades. A indústria farmacêutica sempre teve sua atenção para esta área, em especial para o processo industrial de plantas ou parte delas pode ser visto em óleos essenciais, fármacos, corantes, álcoois, etc. Uma das plantas que pode ser destacada é o jaborandi – Pilocarpus microphyllus, já usado por índios, antes do conhecimento científico. Das folhas do jaborandi é retirado um alcalóide – Pilocarpina – utilizado no tratamento do glaucoma e xerostomia. No processo de extração da pilocarpina é produzido um resíduo contendo outros alcalóides, com potencial atividade biológica. Um dos alcalóides encontrado, de forma majoritária, é a epiisopiloturina – EPI, trata-se de um alcalóide imidazólico que demonstrou atividade contra Schistosoma mansoni, tanto para vermes adultos como para os vermes jovens – esquistossômulos, em concentrações de 150 e 300 µg/mL respectivamente Além do efeito de morte que a epiisopiloturina causa no S. mansoni, foi observado que em dose sub letal (100 µg/mL), há um sessamento na postura de ovos pela fêmea. A extração, purificação e isolamento deste alcalóide em escala industrial foram realizados com sucesso, através de técnicas de extração líquido-líquido com solventes orgânicos e cromatografia líquida preparativa. A confirmação da pureza do alcalóide foi dada através de técnicas de cromatografia líquida de alta eficiência – CLAE analítica e espectrometria de massas, mostrando fragmentos característicos do alcalóide EPI, como 287,1 Da [MM + H+] e 269,1 Da [MM - H2O]+.

2013
Descrição
  • CINTIA DE SOUZA CLEMENTINO
  • MARCADORES MOLECULARES, VARIABILIDADE E DIVERSIDADE GENÉTICA DE GALINHAS NATURALIZADAS (Gallus gallus domesticus) VISANDO APLICAÇÃO NA SELEÇÃO DE INDIVÍDUOS COM MELHOR DESEMPENHO MUSCULAR.

  • Data: 20/06/2013
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  • Essa pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de caracterizar a variabilidade fenotípica e genética de galinhas naturalizadas da sub-região Meio-Norte do Brasil e determinar marcadores moleculares que possam ser associados com características de desempenho muscular. Assim, quatro grupos genéticos no Sistema Alternativo de Criação de Aves Caipiras (SACAC) foram definidos conforme os municípios de origem: Teresina (Teresina, Piauí), Nordestina (Regeneração, Piauí), Brejeira (Brejo de Anapurus, Maranhão) e Graúna Dourada (Itapecuru Mirim, Maranhão). Um estudo preliminar de caracterização genética foi concluído fazendo uso de marcadores moleculares e com os quatro ecótipos. Vinte marcadores microssatélites mostraram-se eficientes na amplificação do DNA, com evidente presença de polimorfismo. Neste estudo, foi constatada grande variabilidade genética entre os grupos onde os maiores valores foram encontrados nos grupos genéticos, Nordestina e Brejeira, sendo, portanto, estes dois grupos base para seleção de aves mais produtivas quanto à produção de carne. A partir de variáveis morfológicas e utilização de técnicas de análise multivariada os quatro ecótipos de galinhas naturalizadas foram caracterizados e os machos comparados a um grupo de galos de briga. As análises de agrupamento organizaram as galinhas naturalizadas em apenas dois grupos. Essa mesma análise foi capaz de distinguir os galos dos ecótipos naturalizados dos galos de briga. Pela análise de componentes principais mais de 90% da variação para ambos os sexos estava contida nos primeiros componentes principais. O peso corporal foi a variável que influenciou o primeiro componente de ambos os sexos. Para os machos, a altura da crista teve influência no segundo componente principal. Por esse estudo foi observada grande variabilidade fenotípica entres que os ecótipos naturalizados e galos de briga,’ sendo os primeiros mais adaptados às regiões quentes. Para a verificação da atual diversidade genética de galinhas naturalizadas, 10 marcadores microssatélites foram utilizados para comparação de entre 60 aves coletadas no município de São João do Piauí, que não se encontram sob nenhum programa de conservação, e 95 aves de uma linhagem de frango comercial. Os resultados mostram claramente que a variabilidade genética das populações locais de galinhas já se encontra sob forte influência de linhagens comerciais. Um estudo mais abrangente foi conduzido para caracterizar os ecótipos de galinhas naturalizados sob conservação e compará-los aos grupos de São João do Piauí, galos de briga e uma linhagem de frango comercial. Por essa pesquisa foi possível constatar que os ecótipos naturalizados mantidos em programa de conclusão, dez microssatélites são indicados para o monitoramento da diversidade genética melhorada em gerações subseqüentes para o desempenho muscular, à situação atual da variabilidade genética das populações de galinhas naturalizadas merece atenção em virtude da influência de cruzamentos com linhagens melhoradas. Um teste de associação entre estas variáveis, morfológica e molecular está em fase de conclusão.

  • RAMON DA SILVA RAPOSO
  • Análise genômica do pinhão manso (Jatropha Curcas L.): Desenvolvimento de marcadores moleculares.

  • Data: 20/06/2013
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  • A presente tese foi concebida a partir de experimentos realizados no Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular da EMBRAPA Meio Norte, Teresina-PI. O pinhão manso (Jatropha curcas L.) é uma planta oleaginosa, da família Euphorbiaceae, perene, que produz sementes com alto teor de óleo. Com as atuais urgências de substituição dos combustíveis fósseis por outros que promovam o desenvolvimento das nações de forma sustentável, a Jatropha curcas L. passou a ter importante papel no fornecimento de combustível renovável, podendo a vir se tornar a "planta do biodiesel" para este século. Porém ainda é necessária a domesticação da espécie, a identificação do seu real centro e origem e uma melhor caracterização de sua diversidade genética. O desenvolvimento de marcadores moleculares pode auxiliar no melhoramento genético de cultivares comerciais. Para os melhoristas, os microssatélites são a classe mais informativa dentre os marcadores genéticos, principalmente por serem altamente polimórficos. Este trabalho teve como objetivo desenvolver marcadores microssatélites a partir de uma biblioteca genômica duplamente enriquecida para pinhão manso e de uma coleção de sequencias genômica pertencentes à Genome Sequence Survey - GSS (divisão do Genbank). A biblioteca genômica duplamente enriquecida em microssatélites forneceu 69 clones positivos contendo sequências repetitivas. Foi possível desenhar e em seguida otimizar 29 primers específicos. 23 loci apresentaram elevada qualidade nas amplificações. De uma total de 368 do banco de dados GSS avaliadas. 20 sequencias microssatélites foram amplificadas com sucesso. Genotipagem de acessos de Jatropha curcas procedentes da Guatemala revelaram 18 loci polimórfico. O desenvolvimento de marcadores microssatélites para J. curcas viabiliza o estudo de sua diversidade genética e de cultivares melhorados para a produção de bio combustíveis.

  • RONDENELLY BRANDÃO DA SILVA
  • Desenvolvimento de antioxidante natural para biodiesel

  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 31/05/2013
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  •  A energia é considerada questão estratégica de uma nação e a proporção de seu uso sempre esteve diretamente associada ao desenvolvimento dos povos. Com a descoberta do petróleo no início do século XIX, intensifica se ainda mais o processo de industrialização, ocasionando uma intensa modificação do espaço ocupado pelo homem. Porém, com sua eminente escassez, a geração de energia através de combustíveis fósseis, como o petróleo, não poderá fornecer indefinidamente a energia requerida pela população mundial. Neste contexto, o biodiesel surge como substituto promissor dos combustíveis fósseis, sendo um biocombustível derivado de oleaginosas ou gorduras animais composto por ésteres alquílicos que pode substituir total ou parcialmente o diesel. Entretanto, o mesmo apresenta em sua composição química uma quantidade significativa de ácido graxos insaturados, por exemplo, linoléico, é susceptível a degradação oxidativa através de reações mediadas por calor e traços de metais, principalmente na presença de oxigênio, os quais podem afetar negativamente a estabilidade do biodiesel. Na busca por inovações para sanar esse problema, nesse trabalho utilizou-se compostos fenólicos, (líquido da castanha de caju – LCC técnico, submetido à reação eletroquímica para testes antioxidantes no biodiesel de soja. Através da reação eletrolítica buscou-se fazer modificações estruturais que melhorassem a atividade antioxidante do LCC técnico, utilizando metanol como solvente e hidroquinona como eletrólito (LCCHQ). Afim, de medir a eficiência do LCCHQ foram feitas formulações (biodiesel/antioxidante) e submetidas ao “Schaal Oven Storage Stability Test”– método de oxidação acelerada e posteriormente, analisadas por espectroscopia de absorção molecular na região UV (240 a 300 nm) e determinação do índice de acidez e ensaio pelo método Rancimat. O antioxidante LCCHQ  apresentou resultados satisfatórios quanto à eficiência no retardo da evolução do processo de oxidação, quando comparado com o LCC técnico em todo os testes realizados.

  • FERNANDA TÉRCIA SILVA CARDOSO
  • ALTERAÇÕES NO MICROAMBIENTE PROTÉICO DE FLUIDO FOLICULAR BOVINO DETERMINADO POR IDENTIFICAÇÃO MULTIDIMENSIONAL DE PROTEÍNAS

  • Data: 25/02/2013
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  • O objetivo deste estudo foi relatar as proteinas presentes em amostras de fluido folicular (FF) de vacas em diferentes fases do desenvolvimento folicular. Os ovários de 115 vacas foram coletados em matadouro. Foram determinados dois grupos: FF de ovários com por luteo (L-Fase grupo) e FF de ovários sem corpo luteo (F-Fase grupo). As amostras foram misturadas em dois "pools" de acordo com os dois grupos experimentais. As amostras de proteínas agrupadas foram analisadas por "MudPIT" (tecnologia de identificação multidimensional de proteínas seguido por Expression e "label-free" utilizando o software de quantificação ProteinLynxGlobalServer 2.4v, Identity e o Software Expression). Um total de 170 proteínas FF e/ou sequências randômicas foram identificados para os grupos F e L-Fase. Um total de 44 proteínas foram identificadas com uma probabilidade de 99%. Das proteínas diferencialmente expressas e identificadas, a maior parte (29 de 44) teve superexpressão no grupo F-Fase. Essas proteínas podem ser fatores importantes para promover a maturação de oócitos e viabilidade e desenvolvimento de biomarcadores potenciais.

2012
Descrição
  • ALESSE RIBEIRO DOS SANTOS
  • Estudo da Morfometria e quinases reguladas por sinais extracelulares na uretra de ratas castradas expostas ao Tamoxifeno

  • Orientador : BENEDITO BORGES DA SILVA
  • Data: 03/09/2012
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  • Há uma importante associação de distúrbios urinários e câncer de mama em mulheres na pós- enopausa. O tratamento endócrino de escolha para o carcinoma de mama nestas mulheres é o  amoxifeno, que consoante alguns estudos também poderia melhorar as queixas urinárias por atuar nos tecidos uretrais. Objetivos: Avaliar os efeitos do tamoxifeno na espessura epitelial e na ativação dasquinases reguladas por sinais extracelulares (ERKs) 1 e 2 na uretra de ratas castradas.Material e Métodos: Este estudo envolveu 52ratas castradas Wistar Hannover que foram divididas leatoriamente em grupos controles, I (n=20) e II (n=6), e grupos experimentais, III (n=20) e IV (n=6). Os animais controles receberam apenas veículo (0,5 ml de propilenoglicol) enquanto os animais experimentaisreceberam 250 µg de tamoxifenodiluídos em 0,5 ml de propilenoglicol diariamente por gavagem durante 28-30 dias.No 31º dia, após o tratamento, os animais dos gruposcontrole I e experimental IIIforam sacrificados para remoção das uretras, que foram divididas em segmentos proximais e distais e fixadas em formoltamponado a 10% para estudo histológico da espessura epitelial. No 29º dia, após o tratamento, os animais dos grupos controle II e experimental IV foram sacrificados e as uretras removidas para extração de proteínas e análise por Western blot com anticorpos específicos para fosfo-ERK1 e 2. Os dados foram analisados pelo teste t de Student (p<0,05).Resultados: A espessura epitelial média da uretra distal dos animais nos grupos controle I e experimental III foi 36,6 ± 1,5 µm e 42,8 ± 2,0 µm (p<0,001), enquanto que da uretra proximal foi 40,4 ± 2,0 µm e 42,1 ± 1,6 µm(p=0,514), respectivamente. Houve aumento de 146,7% nos níveis médios de fosfo-ERK1 e 15,2% nos níveis médios de fosfo-ERK2no grupo experimental IV comparado ao grupo controle II (p<0,01 ep=0,313, respectivamente).Conclusões: Os presentes resultados indicam que, na dose e no tempo de tratamento usados, o tamoxifeno aumentou significativamente a espessura do epitélio distal e os níveis de fosfo-ERK1 na uretra de ratas castradas.

  • MAYSA FRANCO ZAMPA
  • FILMES NANOESTRUTURADOS CONTENDO GOMAS NATURAIS E PEPTÍDEOS BIOATIVOS: SENSORES ELETROQUÍMICOS E APLICAÇÕES BIOMÉDICAS

  • Orientador : JOSE RIBEIRO DOS SANTOS JUNIOR
  • Data: 23/08/2012
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  • A busca por materiais naturais a serem usados como elementos de reconhecimento em biossensores, que sejam facilmente degradáveis e biocompatíveis, tem estimulado a pesquisa em diversos centros acadêmicos no mundo todo, especialmente no Brasil, devido à sua rica biodiversidade. Nesse sentido, buscaram-se neste trabalho peptídeos antimicrobianos (DS 01) isolados da fauna do Delta do Piauí e polissacarídeos naturais exsudados de árvores abundantes nesta região, tais como o angico (Anadenanthera macrocarpa Benth), o chichá (Sterculia striata) e o cajueiro (Anacardium occidentale L.), para uma nova aplicação baseada na construção de filmes automontados a serem testados como biossensores eletroquímicos. O filme automontado formado por Cgraf/NiTsPc/DS 01 foi capaz de detectar o aumento da concentração de células de Leishmania presentes na solução eletrolítica por meio do aumento da resposta de sinal elétrico relacionado ao processo de oxidação. Este resultado sugere que este filme poderia ser uma potencial ferramenta de diagnósticos a ser empregada na indústria farmacêutica. É importante observar que esta foi a rimeira vez que a imobilização de peptídeos antimicrobianos em filmes automontados foi reportada na literatura. Foram construídos também filmes automontados contendo o peptídeo DS 01 e macromoléculas de NiTsPc para detecção de dopamina e ácido ascórbico. Este biossensor mostrou-se seletivo para o neutrotransmissor, fato este associado à presença do peptídeo antimicrobiano DS 01. A seletividade é um parâmetro importante para o desenvolvimento de um sensor eletroquímico com potencial aplicação nas indústrias biomédicas e farmacêuticas. Filmes automontados formados por gomas naturais do angico, chicha, caraia e do cajueiro juntamente com NiTsPc e/ou FeTsPc foram caracterizados e revelaram os processos redox característicos do sistema eletroativo, o que permitiu o emprego dos mesmos em testes de detecção do neurotransmissor dopamina e de seu interferente, o ácido ascórbico. Os resultados indicaram que a manipulação na nanoescala de polímeros naturais pode abrir novas oportunidades para o emprego destes materiais em dispositivos biomédicos e analíticos.

  • CHARLLYTON LUÍS SENA DA COSTA
  • Avaliação da espécie Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata Teles Freire (Leguminosae-Caesalpinioideae) como fonte de insumos biotecnológicos economicamente aproveitáveis

  • Orientador : MARIANA HELENA CHAVES
  • Data: 30/04/2012
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  • Os produtos naturais tem servido à humanidade como ferramenta para o desenvolvimento de novos medicamentos, já que destas fontes pode-se obter com feições estruturais únicas e propriedades farmacológicas desejáveis . A espécie Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata Teles Freire (Leguminosae-Caesalpinioideae) ocorre em abundância na região de Teresina-PI e é popularmente
    conhecida como caneleiro, canela-de-velho, fava do campo e maraximbé. É uma árvore de porte ereto ou subereto que pode atingir até 20 metros de altura. O presente trabalho teve por objetivos analisar a espécie Cenostigma macrophyllum Tul. var. acuminata Teles Freire como fonte de insumos biotecnológicos úteis para a industria farmacêutica e cosmética; quantificar os flavonóides diméricos nas folhas da espécie para fins de viabilização de aproveitamento comercial; identificar variações de sazonalidade na biossíntese dos flavonóides diméricos nas folhas de forma a garantir perenidade na produção comercial dos mesmos; Determinar a composição do óleo das sementes da espécie; Propor formas de aplicação para os flavonoides diméricos das folhas e o óleo das sementes de C.  acrophyllum na forma de protótipos de produtos com aplicação farmacêutica e cosmética. Para tanto material vegetal constituído de folhas e sementes foram coletados e extraídos com solventes, concentrados sob pressão reduzida e submetidos a procedimentos cromatográficos (Gel de sílica, CLAE-UV, CLAE-DAD, CG-EM, CG-DIC, CLAE-IE-EM) e análise por técnicas espectroscópica (RMN 1H E 13C). As sementes da espécie C. macrophyllum rendem um óleo com alto rendimento para uma
    Leguminosae (25,68±0,45 g/100 de sementes) e com perfil químico que o torna uma fonte relevante de ácido linoleico, tocoferóis e fitoesteróis. As folhas da espécie renderam 5 biflavonas tipo iapigenina, as duas majoritárias foram agatisflavona e amentoflavona. A os perfis cromatográficos da espécie definem que a biossíntese das biflavonas ocorre ao longo de todo o ano sem interrupções. Tal condição aliada relativa facilidade de separação, purezas superiores a 99,0%, fazem da espécie uma fonte em potencial de biflavonas em especial de amentoflavona que possui atividades biológicas com forte potencial de aplicação comercial. Desta forma, o estudo realizado com a espécie C. macrophyllum, habilita a planta como fonte de insumos na forma óleo vegetal rico em metabólitos úteis e como fonte de amentoflavona para todas as aplicações a que se destine.

  • ELIANA CAMPÊLO LAGO
  • Obtenção e caracterização de blenda de pectina e ácido tartárico contendo sorbitol ou manitol como plastificantes com potencial aplicabilidade na área de saúde.

  • Orientador : JOSE ARIMATEIA DANTAS LOPES
  • Data: 30/04/2012
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  • INTRODUÇÃO: Considerando a grande disponibilidade e larga utilização nas indústrias alimentícia, farmacêutica, química e cosmética da pectina é de grande interesse o estudo da viabilidade deste material na obtenção de blendas poliméricas com possíveis aplicabilidades na área de saúde. OBJETIVOS: Preparar e caracterizar blendas poliméricas utilizando pectina, ácido tartárico e sorbitol ou
    manitol. MÉTODO: Obteve-se blendas poliméricas através da mistura de polímeros de pectina e ácido tartárico com aditivos em diferentes concentrações de massa/massa e posteriormente foram valiadas através de Análise Termica Gravimétrica (TGA), Calorimetria Diferencial de Varredura (DSC), Análise Dínamo-Mecânica (DMA) e Espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR). Os dados obtidos foram tratados pelo programa Origin Lab, dispostos em gráficos RESULTADO: A Análise Termogravimétrica mostrou a liberação de moléculas de água a partir da quebra de ligações OH (presentes nas estruturas da pectina e dos aditivos), sendo que o ácido tartárico torna as blendas contendo pectina menos estável ( > ácido < a temperatura de degradação da blenda). Nas análises de DSC os picos endotérmicos no início, para a blenda PAS1, (> concentração de P) apresentou pico mais largo, indicando a liberação de gases que surgem devido à quebra de ligações OH presentes na pectina. Segundo a análise de DMA, o módulo de elasticidade (Young) para as blendas PAM1 e PAM2 foram maiores comparada com as blendas PA, PAS e PAS1. CONCLUSÃO: Este resultado sugere que a blenda que contém o aditivo manitol resiste a uma maior deformação. As blendas de pectina, ácido tartárico e manitol ou sorbitol com proporção massa/massa de 60: 20: 20 foram as que presentaram melhores resultados.

  • VLADIMIR COSTA SILVA
  • Análise proteômica em isolados de Leismania chagasi para identificação de proteínas expressas por genes relevantes para a susceptibilidade e patogenia de Leishmaniose Visceral

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 27/04/2012
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  • A Leishmania chagasi é o protozoário responsável pela Leishmaniose Visceral (LV) nas Américas. A LV é uma doença que cursa em febre, anemia e hepatoesplenomegalia, sendo fatal se não for tratada devidamente. Nas ultimas décadas a LV vem aumentando sua letalidade ao infectar indivíduos jovens e/ou com comorbidades. As coinfecções com HIV tornaram a LV ainda mais fatal. Dentre os fatores que se destacam como risco de morte na leishmaniose visceral grave estão o sangramento e as infecções bacterianas.  

    As complicações oriundas da infecção por Leishmania ainda não estão bem esclarecidas. Acredita-se que a gravidade da doença possa estar associada à susceptibilidade e resposta imune do hospedeiro, ou a expressão diferenciada de genes do parasita.

    Nós desenvolvemos um estudo onde comparamos quantitativa e qualitativamente o extrato proteico total de formas promastigotas infectantes de L. chagasi obtidos por inoculação de formas amastigotas isoladas de medula óssea de pacientes com leishmaniose visceral clássica e leishmaniose visceral fatal. Foi construido também um biossensor nanoestruturado para avaliação da atividade leishmanicida de peptídeo antimicrobiano sintético Dermaseptina 01 (DS01).

    A técnia proteomica de análise de dados independentes livre de etiquetas (Label-free nanoLC-MSE) foi usada para detecção de proteínas de Leishmania chagasi. Foram identificadas 66 proteínas, 31 delas comuns aos dois desfechos estudados, 15 associadas somente com a forma clássica e 20 únicas para a forma grave. Uma análise de expressão revelou aumento de regulação em uma proteína hipotética (LinJ.36.0380), Alfa tubulina (LinJ.13.0330), ATPase subunidade beta (LinJ.25.2580), Histona H2B (LinJ.19.0040) e Triparedoxina citosólica (LinJ.15.1140) nos isolados de desfechos graves da doença. Fatores de virulência já descritos como EIF 4a, HSP70, HSP83-1, EF-1α, Cinesina, KMP-11e Cisteina peptidase foram encontrados. Essa é, até o momento, a primeira abordagem proteômica por Label-free nanoLC-MSE que compara desfechos clínicos de LV com a expressão de proteínas de promastigotas de Leishmania chagasi. Os achados aqui descritos podem contribuir para o melhor entendimento sobre os fatores associados a casos graves de LV além de dar suporte à elaboração de métodos de diagnóstico e controle da leishmaniose visceral.

  • MARIA REGIANE ARAUJO SOARES
  • Infectividade de Lutzomyia longipalpis e flora sertaneja associada ao ciclo de transmissão silvestre de L. chagasi

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 27/04/2012
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  • Embora L. longipalpis tenha sido descrita em 1912, os indícios do seu envolvimento à transmissão da LV só ocorreu em 1934, a partir das observaçõesd de Penna, seguindo-se a descrição do parasitismo em cães e raposas por Deane em 1955. Estas descobertas motivaram as instituições de saúde a desenvolverem métodos de controle pautados na eliminação de populaçoes de L. longipalpis cães soropositivos em áreas de transmissão de LV. Hoje, diversos estudos tem apontado que estas estratégias não são suficientes, demonstrando que o cenário da transmissão é complexo e necessita de maiores estudos, que compreendam a dinâmica da interação entre vetor, parasito e reservatório, além da análise de como o meio ambiente pode modular esta questão. Os fatores ambientais determinantes no cenário de transmissão de LV podem ser compreendidos a partir do estudo da associação de populações de flebotomíneos e paisagens naturais, muito embora estudos desta natureza sejam escassos, a dinâmica de transmissão pode ser melhor compreendida a partir da interação vetor-ambiente.

  • JOYCE MAGALHÃES SILVA
  • Carga Parasitária e polimorfismo genético em Leishmania infantum: associação com a gravidade e progressão da leishmaniose visceral

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 27/04/2012
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  • As Leishmanioses compreendem um espectro de doenças infecciosas, causadas por parasitos pertencentes à ordem Kinetoplastida, família Trypanossomatidae, gênero Leishmania que agrupa espécies de protozoários intracelulares obrigatórios, unicelulares, heteroxenos, encontrados nas formas promastigota (flagelada, alongada e losangular, livre ou aderida ao trato digestivo dos hospedeiros invertebrados) e amastigota (aflagelada, ovalada, que normalmente habita o interior de células do sistema retículo endotelial, reproduzindo-se por divisão binária dentro dos fagolisossomos) (MICHALICK E GENARO, 2005).Os parasitos são transmitidos pela picada de fêmeas de insetos dípteros da família Psychodidae do gênero Lutzomya no Novo Mundo e Phlebotomus no Velho Mundo. São insetos de pequeno porte (1 a 3 mm de comprimento), possuem corpo revestido por pelos e coloração clara (castanho claro ou cor de palha), facilmente reconhecidos pelo seu comportamento, ao voar em pequenos saltos e pousar com as asas entreabertas. São conhecidos como mosquito palha, asa-dura, cangalha, birigui, entre 20 outros. No Brasil, o principal vetor responsável pela transmissão da LV é o Lutzomyia longipalpis, mas recentemente o L. cruzi foi incriminado como vetor no estado do Mato Grosso do Sul. Estes insetos são capazes de invadir casas e abrigos de animais, adaptando-se a vários tipos de ambientes, inclusive o peridomicílio, onde o cão tem sido identificado como a principal fonte de infecção em regiões urbanas, já no ambiente silvestre, destacam-se as raposas e os marsupiais (BRASIL, 2006). A infecção por Leishmania causa diferentes manifestações clínicas que estão relacionadas ao desenvolvimento de resposta imune do hospedeiro e com a espécie da Leishmania (GRIMALDI, 1982). A resposta imune protetora contra leishmaniose é mediada por células T, manifestada por uma forte resposta proliferativa por linfócitos do sangue periférico aos antígenos do parasita e mediada por citocinas, como o interferon-gama, e o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), aos quais são necessários à ativação de macrófagos e posterior destruição do parasito intracelular (MURRAY, 1997). Os diferentes padrões de reação e desenvolvimento da doença dependem da resposta das células T. As complexas interações entre um patógeno e seu hospedeiro são diversas, coreografadas e reguladas, constituindo a base que delineia o curso de uma doença infecciosa. A maioria dos patógenos desenvolveu mecanismos muito bem adaptados para interromper e alterar funções celulares e cada qual desenvolveu estratégias particulares para a manipulação  do hospedeiro e otimização de sua sobrevivência e transmissão (Cummings &  Relman, 2000; Manger & Relman, 2000; Diehn & Relman, 2001).  A infecção de um hospedeiro por microrganismos patogênicos envolve mudanças drásticas na fisiologia tanto dos microrganismos invasores quanto das células hospedeiras. Essas mudanças fisiológicas são transmitidas por sistemas de transdução de sinal e espelhadas por mudanças na expressão gênica do patógeno e do hospedeiro (Diehn & Relman, 2001).As diferentes manifestações clínicas dependem de vários fatores, tais como, a espécie de Leishmania envolvida, sua virulência e aspectos relacionados ao hospedeiro, como status imunológico e nutricional, podendo estar relacionados a polimorfismos de genes associados à interação hospedeiro-parasita.           Por essa razão, estudos baseados na quantificação da carga parasitária e identificação de regiões de polimorfismo dos genes KMP-11(proteína de membrana dos Kinetoplastida de 11 kDa), PSA (Antígeno de superfície de promastigotas) e A2, presentes nos diferentes desfechos clínicos apresentados pelos pacientes, podem ajudar na busca da cura da doença e de vacinas mais eficientes e com menores efeitos colaterais.

  • PAULO HUMBERTO MOREIRA NUNES
  • Estudo das Ações Farmacológicas de Frações e Constituintes Químicos de Extratos da Casca de Terminalia fagifolia no Sistema Gastrointestinal

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 11/04/2012
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  • Terminalia fagifolia Mart. & Zucc. (Combretaceae), popularmente conhecida como "chapadeiro", é uma planta medicinal amplamente distribuída na região nordeste do Brasol e utilizada no estado do Piauí para o tratamento de distúrbios gastrointestinais, com gastrite, úlcera e diarréia. Esse estudo foi conduzido para avaliar a atividade antioxidante, a toxicidade aguda e atividade farmacológica dos extratos hidroalcoolico (TFHAE) e etanólico (TFEE) obtidos da casca do caule de Terminalia fagifolia e de duas frações de partição no trato gastrointestinal de roedores. As frações de partição de TFEE foram obtidas por dissolução em uma solução hidrometanóica (2:1) e extração com acetato de etila e hexano. A toxicidade aguda foi avaliada de acordo com a orientação nº 425 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A atividade antioxidante foi realizada através do ensaio com diphenylpycrylhydrazyl (DPPH). A atividade anticulcerogênica foi estudada usando o modelo de úlcera gástrica induzida por etanol e a atividade antissecreótica em ratos com ligadura no piloro. O efeito sobre a motilidade gastrointestinal foi avaliado através da medida do esvaziamento gástrico do vermelho de fenol, e do trânsito intestinal pelo método do deslocamento do carvão ativado. A atividade antidiarreica foi investigada usando o modelo do óleo de rícino. O teor de muco e de grupos sulfidrila não-proteicos (GSHNP) da parede gástrica foram determinados por espectrofotometria com alcian blue e ácido dithiobis-nitrobenzoico (DTNB), respectivamente. A partição do TFEE resultou nas frações aquosa (AqF), hidroalcoolica (HAF) e hexânica (HEXF). TFEE apresentou baixa toxicidade e mostrou: atividade gastroprotetora contra úlceras induzidas por etanol, que parcialmente bloqueada pelo tratamento prévio com éster metílico de L-nitro-arginina (L-NAME) e indometacina; atividade antissecreótica. reduzindo a acidez total e elevando o pH da secreção gástrica sem alteração do muco e dos GSHNP da parede do estômago; atividade redutora da velocidade do esvaziamento gástrico e do trânsito intestinal, e atividade antidiarreica. A atividade antiulcerogênica foi detectada também em TFHAE, AQF e HAF, mas não em  HEXF. TFEE e suas frações de partição, exceto HEXF, mostraram atividade antioxidante equivalentes, semelhantes à catequina e epicatequina nessas amostras. TFEE apresenta atividade antioxidante, antissecreótica e gastroprotetora envolvendo a participação de óxido nítrico e prostaglandinas, além de retardar o esvaziamento gástrico e inibir o trânsito intestinal. Estes resultados dão suporte ao uso popular dessa planta e seu uso potencial como fonte de substâncias que podem ser usadas como ferramentas de estudo em investigações farmacológicas.

  • LILINE MARIA SOARES MARTINS
  • Genotipagem de cepas do complexo C. neoformans e mapeamento da antigenicidade de C. Gatti utilizando imunoproteômica

  • Orientador : SEMIRAMIS JAMIL HADAD DO MONTE
  • Data: 30/03/2012
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  • A criptococose, ocasionada por Cryptococcusgattii ou Cryptococcusneoformans, coloca-se entre as infecções fúngicas humanas de grande letalidade, principalmente sob a forma de meningoencefalite. C.gattii acomete essencialmente pacientes imunocompetentes e tem emergido em países de clima temperado, como na América do Norte. No Brasil, C.gattii genótipo VGII atua predominantemente como patógeno primário, acometendo hospedeiros imunocompetentes, incluindo crianças e adultos jovens, sendo considerado endêmico no Norte e Nordeste deste País, apresentando significativa letalidade e morbidade. Sendo assim, a identificação de antígenos para desenvolvimento de novos testes diagnósticos, estratégia de prevenção e o entendimento da patogênese desta micose sistêmica têm sido uma busca constante. No presente estudo, abordagem de imunoproteômica foi utilizada para mostrar proteínas imunorreativas de C.gattii contra soro de pacientes com criptococose. Além disso, foram identificados epítopos para células B que possam ser investigados como potenciais alvos para desenvolvimento de testes diagnósticos e estratégia de prevenção. Nós utilizamos uma combinação de eletroforese bidimensional, western blot e espectrometria de massa para identificar proteínas do lisado total de células de C.gattii genótipo VGII. Perfil imunoproteômico do extrato total de quatro cepas de C.gattii identificou um total de 68 proteínas imunorreativas, correspondendo: (i) 12 proteínas da cepa CG01; (ii) 12 proteínas da cepa CG02; (iii) 18 proteínas da cepa CG03 e (iv) 26 proteínas da cepa R265. Todas as proteínas selecionadas por western blot foram mapeados para epítopos de célula B pelos programas ABCPred e BCPreds.  A sobreposição de peptídeos entre estes programas resultou um total de 374 peptideos concordantes. Em particular, este trabalho destaca a heterogeneidade de imunorreatividade das quatro cepas C.gattii usando soro de pacientes com criptococose e que hsp (proteina choque térmico), thiol-specific antioxidante e GrpE parecem ser importantes na patogênese da criptococose. É o primeiro estudo no qual um repertório de peptídeos para células B foram indentificados e novas proteínas imunorreativas de C.gattii encontradas por meio de imunoproteômica. Futuros estudos sobre estas proteínas recentemente identificadas em C.gattii contra soro de pacientes com Criptococose, não só notavelmente contribui para a descoberta de novos biomarcadores de diagnóstico e subunidade de vacinas, mas também fornece uma visão detalhada sobre os mecanismos de imunidade humoral humana contra Criptococose. 

2011
Descrição
  • ADELINO SOARES LIMA NETO
  • ANÁLISE SERIADA DA EXPRESSÃO GÊNICA E VARIABILIDADE GENÉTICA LIGADA A VIRULÊNCIA DE LEISHMANIA INFANTUM CHAGASI

  • Orientador : CARLOS HENRIQUE NERY COSTA
  • Data: 23/08/2011
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  • A leishmaniose visceral (LV) permanece como um grande problema de saúde
    pública. Anualmente, são registrados cerca de 500 mil novos casos em todo o
    mundo. No Brasil a LV é causada pelo protozoário Leishmania infantum chagasi,
    transmitida pelo flebotomíneo Lutzomyia longipalpis, e tem apresentado, nas últimas
    décadas, uma crescente expansão e urbanização. Casos recentes de LV são
    acompanhados de mudanças na apresentação clínica, com a crescente notificação
    de casos graves, caracterizados por infecções oportunistas e sangramentos.
    Acredita-se que tais sinais possam ser resultantes de fatores genéticos do
    hospedeiro, da ação exagerada do sistema imune inato contra o parasita, ou ainda,
    de fatores de virulência do parasita, entretanto, não se sabe quais fatores têm maior
    relevância para o desencadeamento de tais fenômenos fisiopatológicos. Este
    trabalho contemplou aspectos como a variabilidade genética entre linhagens de L. i.
    chagasi isoladas de pacientes com diferentes desfechos clínicos, a carga parasitária
    no sangue e sua relação com o desfecho clínico destes pacientes e descreveu o
    transcriptoma de promastigotas em cultura e de medula óssea de paciente com LV.
    A análise de regiões ITS revelou uniformidade genética para o marcador utilizado
    entre os isolados de L. i. chagasi estudados e L. infantum. Parasitemia
    significativamente elevada foi observada em pacientes com LV e infecção
    bacteriana, em relação àqueles com LV e sangramentos sem infecção bacteriana.
    Uma biblioteca de etiquetas de 21 pares de bases foi construída a partir de RNA de
    promastigotas de L. i. chagasi e uma biblioteca de etiquetas de 26 pares de bases
    foi construída a partir de RNA de medula óssea de paciente com LV. Os genes mais
    expressos por L. i. chagasi e por células da medula óssea foram identificados.
    Genes relacionados com a resposta imune inata do hospedeiro, não previamente
    relacionados com controle da infecção, tiveram alta expressão na medula.
    Sangramentos e infecções bacterianas podem ser favorecidos pelo tipo de resposta
    imune inata contra o parasita e o perfil de expressão gênica da medula pode
    contribuir para um melhor entendimento da patogênese e será crucial para a eleição
    de genes e proteínas candidatas ao desenvolvimento de testes diagnósticos ou
    vacinas contra LV.

  • LUCIANO DA SILVA LOPES
  • Avaliação do efeito antinociceptivo de substâncias das cascas de Combretum leprosum Mart&Eicher (Combretaceae)

  • Orientador : FERNANDA REGINA DE CASTRO ALMEIDA
  • Data: 13/05/2011
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  • Introdução: Combretum leprosum Mart & Eich (Combretaceae) é encontrada na região Nordeste do Brasil onde é conhecido como mufumbo. Objetivos:O estudo foi desenvolvido com o objetivo de observar o efeito antinociceptivo da fração hidroalcoólica (FH) das cascas de Combretum eprosumMart & Eich e a (-)-epicatequina (EPI), flavonóide isolado a partir desta fração, administrados por via oral em camundongos Swiss machos (20-30 g; n=6-10). Metodologia: Para avaliar o efeito antinociceptivo foram utilizados os testes da capsaicina, formalina, glutamato e contorção abdominal, sendo o modelo da contorção abdominal e do glutamato utilizados para avaliação dos mecanismos de ação
    envolvido no efeito de FH (62,5-500mg/kg) e EPI (12,5-50 mg/kg) respectivamente. Resultados:Foi observado que tanto a FH como a EPI apresentaram efeitos significativos em todos os modelos testados, demonstrando assim que a EPI pode está envolvida no efeito observado, além disso, houve reversão do efeito quando a FH foi associadacom cetanserina (0.03 mg/kg), ioimbina (0.15 mg/kg) e L:Arginina (600mg/kg), evidenciando assim a participação do sistema serotoninérgico, adrenérgicoe nitrérgico. No modelo do glutamato, os possíveis mecanismos da EPI (50 mg/kg) foram
    avaliados. Houve reversão pelo pré tratamento com cetanserina (0.03 mg/kg), ioimbina (0.15 mg/kg), pindolol (1 mg/kg), atropina (0,1 mg/kg), naloxona (2 mg/kg) e glibenclamida (2 mg/kg), porém não com cafeína(3mg/kg), L: arginina (600 mg/kg) e ondansetrona (0,5 mg/kg), Demonstrando assim a participação dos sistemas serotoninérgico, adrenérgico, colinérgico e opióide
    no efeito da EPI. No teste do campo aberto e rota Rod, a FH e a EPI não apresentou significância demonstrando ausência de efeito depressor no sistema nervoso central. Conclusão:No presente estudo, foi demonstrado o efeito antinociceptivo de Combretum leprosum e de suafração hidroalcoólica, assim como do seu componente a (-)-epicatequina.

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